Resenha: Écartèlement

Écartèlement, de E.M. Cioran (resenha de Rodrigo Menezes)

“Os jardins do Ocidente estão na hora de fechar” (Cyril Connolly). É com esta epígrafe que Cioran inicia Écartèlement, algo como “Esquartejamento”, “Desmembramento”, designando o modo de tortura em que o mesmo é feito à vítima, cujos membros são amarrados a cavalos — seu antipenúltimo livro, escrito em 1983. A reação de Cioran face à crescente notoriedade é peculiar; em carta escrita ao irmão, ele revela: “Eis que este livro, que não é tão bom quanto os outros, todo mundo se pôs a falar dele. Fenômeno inexplicável e… deprimente. Pedi ao meu editor para interromper toda publicidade, e te garanto, se estive ao meu alcance eu retiraria esse pobre Écartèlement do comércio […]”. (leia mais)

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