Cioran gnóstico – ou o último dos bogomilos (I)

Rodrigo Inácio Ribeiro Sá Menezes (Bacharel em Filosofia, Mestre em Ciências da Religião  e Doutorando em Filosofia pela PUC-SP)

Artigo publicado na revista Agnes — Cadernos de Pesquisa em Teoria da Religião (CRE/PUC-SP), no. 7, 2º sem. de 2007. | PDF

Resumo: O objetivo deste artigo é apresentar alguns dos aspectos centrais da vida e do pensamento de Cioran, mostrando como, apesar de suas tendências ateísticas e niilistas, existe nele um âmbito essencialmente religioso de reflexão. A dimensão religiosa de seu pensamento se exprime por sua “obsessão” por Deus e pelo problema do mal em chave metafísica, personificado pela figura de Satã e do qual deriva sua postulação da queda original –que, mais do que humana e moral, é cósmica e ontológica. Por fim, pretendemos sustentar que, além de teológica, a chave interpretativa última para se compreender a obra de Cioran pela perspectiva religiosa é, particularmente, gnóstica, de raiz bogomila. Ele próprio reivindica parentesco espiritual com os bogomilos, seita gnóstica dualista que habitou os Bálcãs na Idade Média e, além disso, defendemos a tese de que a insônia enfrentada em sua juventude implica, conforme o próprio Cioran dá razões para inferir, uma experiência mística, uma forma muito peculiar de gnose.
Palavras-chave: Cioran, insônia, queda, pecado original, demiurgo, mal, gnosticismo, gnose, bogomilos.

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