Schopenhauer e Cioran: variações sobre a temática da existência

Maria Ivonilda da Silva Martins (mestranda UFC/Capes)

Resumo: Partindo da oposição de A. Schopenhauer à filosofia prática de I. Kant, procuraremos apresentar como Schopenhauer explica a existência humana, que é fundamentalmente marcada por uma negação da razão e, em última instância, negação da liberdade. Além disso, procuraremos apresentar brevemente a visão do filósofo romeno E. Cioran e como esta constitui uma alternativa à visão pessimista schopenhaueriana, pois, para Cioran, assumir o absurdo, os paradoxos e o efêmero como fatores intrínsecos à existência humana não possui necessariamente um caráter negativo. Assim, Schopenhauer ainda estaria compactuando com uma visão romantizada da existência humana na medida em que não se afirma um télos, uma finalidade última para a vida, mas também não se deixa de associar um caráter negativo a essa falta de finalidade. Cioran defende que é justamente a falta de “sentido” último que torna a experiência da existência tão genuína.

Palavras-Chave: Schopenhauer; Cioran; Existência

Leia o artigo (PDF) aqui

Anúncios