“Ano da fé – Cioran, o ateu que crê pela beleza” (Pe. José Artulino Besen)

Pe. José Artulino Besen

Prece ao anoitecer às margens do Ganges Prece ao anoitecer às margens do Ganges

Em 12 de fevereiro de 2011 o Cardeal Gianfranco Ravasi, Presidente do Conselho Pontifício da Cultura falou, em Bolonha, sobre o filósofo romeno Emil Cioran (1911-1995) que afirmava, de si mesmo: “Sou um estrangeiro para a polícia, para Deus, para mim mesmo”. Aos 26 anos, Cioran emigrou para Paris onde permaneceu até a morte, numa longa vida transcorrida entre lágrimas, solidão, arte, beleza. Foi estrangeiro em sua própria pátria: ao nascer a Romênia era parte da Áustria-Hungria, suprimiu seu nome de seu registro civil, abandonando inclusive seu idioma natal. E foi estrangeiro no país que o acolheu, por causa do seu constante isolamento. G. Ravasi, que elimina de seu nome tanto o Card., como o Dr. ou o Prof., é a grande novidade de Bento XVI, e dele é a instituição do Pórtico dos Gentios, encontros internacionais de intelectuais crentes ou não.

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