“Uma lição de gramática, ou sobre ser lunático” (Rodrigo Inácio R. Sá Menezes)

Usarei 15 minutos do meu blog para um assunto importante na ordem do dia. É uma lição de gramática: o presente simples do verbo ser.

Olavo de Cavalo é um fanático por natureza. E um lunático (a rima é contingente).

Seria uma desfaçatez com tal espécie animal chamar Olavo de Cavalo de “anta”.

A pior analogia que se poderia fazer para referir-se ao ilustríssimo “filósofo” seria com o animal humano mesmo.

Vilipendiar Olavo de Cavalo não é posição político-partidária: é ético-metafísica.

Recentemente, o presidente Bozo, junto com o seu liberalíssimo ministro da Educação, decidiu desinvestir em cursos como Filosofia e Sociologia porque (sic) “a função do governo é respeitar o dinheiro do contribuinte”, com o objetivo fomentar profissões de utilidade pública como veterinária, medicina e engenharia.

Percebe-se o anti-intelectualismo, para não dizer o completo irracionalismo da decisão.

Nenhuma surpresa de que a inteligência não é uma virtude cultivada por este governo Bozo, nem mesmo pelo seu mentor intelectual, o tal de Cavalo.

Naturalmente, Sociologia, Filosofia, Artes, etc., só podem ser coisa de comunista que conspira para implantar a nova ordem mundial.

Luiz Felipe Pondé manifestou-se contra. Já o tal de Cavalo, boi de piranha voluntário, não defendeu nem criticou a decisão.

Recentemente também, o atual presidente retrucou uma crítica do ex-presidente Lula ao seu governo, na qual o qualificava como “maluco” (maluco, sim).

O Bozo escrachado julgou sensato argumentar que pelo menos não é um “governo de cachaceiro”. Como se ser abstêmio fosse sinônimo de virtude. Ou de verdade. Ou de pragmatismo. Até agora, não mostrou a que veio, revolvendo-se numa briga intestina de facções internas.

Aliás, em matéria de cafonice e descaso para com a solenidade do cargo, basta ver as fotos que ele, o Bozo, fez questão de divulgar, posando no Palácio do Planalto como se estivesse na praia ou num churrasco na laje do seu condomínio carioca, vestindo shorts, havaianas e uma camisa do Palmeiras (nada contra o time).

É preciso dizê-lo em alto e bom som: Olavo de Cavalo é um fanático. E um lunático. E como bom carismático, angaria discípulos entre os menos e os mais “esclarecidos”.

A sua filosofia é um embuste; ela não existe sem a sua figura (um hegelianismo degenerado e rasteiro), divinizada e incensada pelos incautos que veem nele a salvação do Brasil contra o comunismo e George Soros.

Se estávamos mal nas mãos do PT, estamos ainda pior agora, nas mãos desse PT invertido, tão ideológico (e tão autoritário) quanto, que é este governo pateta, cafona e filisteu (não confundir “filisteu” com “ateu”).

Post-scriptum (sobre uma banda ex-punk): Os “cidadãos de bem” se sentiram ofendidos por causa de um cartaz de divulgação da turnê que fariam no Brasil. Eu diria que o cartaz (iniciativa de um ilustrador brasileiro, Cristiano Suarez) é exato. A carapuça serve. Pena que a (ex-)banda (punk) é bunda-mole. Primeiro, desautorizaram o cartaz; depois, cancelaram os shows no Brasil, por medo. Mas não devo julgá-los: cada um sabe da sua vida, e das medidas que devem tomar para preservá-la.

Jello Biafra vive…

Sugestões? Críticas? Contribuições? Deixe aqui o seu comentário:

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s