O Irremediável, a Filosofia como “ingênua crença na hierarquia das perplexidades” e a Música como modelo do definitivo (Cioran)

O Irremediável

Para me “documentar” sobre a morte, não ganho mais em consultar um tratado de biologia do que o catecismo: na medida em que ela me diz respeito, é-me indiferente que eu lhe esteja destinado em virtude do pecado original ou devido à desidratação das minhas células. Sem qualquer relação com o nosso nível intelectual, a morte pertence, como todo problema privado, a um saber sem conhecimentos. Contactei com muitos iletrados que falavam dela com mais pertinência do certos metafísicos; tendo identificado por meio da experiência o agente da sua destruição, consagravam-lhe todos os seus pensamentos, de tal maneira que a morte, em vez de ser para eles um problema impessoal, era a sua realidade, a sua morte. (A tentação de existir)

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A filosofia, “ingênua crença na hierarquia das perplexidades”…

“A morte coloca um problema que substitui todos os outros. Há algo mais funesto para a filosofia, para essa ingênua crença na hierarquia das perplexidades?”; “A filosofia serve de antídoto contra a tristeza. E há quem ainda acredite na profundidade da filosofia.” (Silogismos da amargura)

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A Música como paradigma do Definitivo

A meditação musical deveria ser o protótipo do pensamento em geral. Que filósofo alguma vez seguiu um motivo até seu esgotamento, até seu limite extremo? Só em música há pensamento exaustivo. Mesmo depois de ler os filósofos mais profundos, experimentamos a necessidade de voltar a começar. Só a música nos dá respostas definitivas. (Lacrimi şi Sfinţi)

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