Resenha: “Schopenhauer, niilismo e redenção”, de Eli Vagner Francisco Rodrigues (por Cláudia Franco Souza)

VOLUNTAS – Estudos sobre Schopenhauer, vol. no. 1, 2017

Livro: RODRIGUES, Eli Vagner Francisco. Schopenhauer, niilismo e redenção. Campinas: Editora Phi, 2017. 143 p.

Resenha: Cláudia Franco Souza, pós-doutoranda em Filosofia pela Universidade de São Paulo (USP), bolsista FAPESP.

A partir do século XIX o niilismo se torna um tema central da histo ria da filosofia. Nietzsche ocupa certamente um lugar de destaque no panorama desta tema tica, principalmente devido ao aforismo 125 da Gaia Ciência, em que o filósofo anuncia que Deus está morto. O livro Schopenhauer, niilismo e redenção apresenta uma nova perspectiva de leitura da questão do niilismo na obra de Schopenhauer, mostrando a profundidade deste tema no pensamento filosófico do pensador em questão, que dialoga proximamente com a crise da razão.

Ao mesmo tempo em que o autor Eli Vagner Francisco Rodrigues utiliza as interpretações do pensamento de Schopenhauer realizadas tanto por Nietzsche quanto por Heidegger, o pesquisador mostra também os limites destas interpretações, como fica claro na seguinte passagem do seu livro:

A tentativa de identificar aspectos da filosofia de Schopenhauer com algumas características apontadas por Nietzsche e Heidegger em suas análises do niilismo se mostra, ao meu ver, produtiva para a compreensão da natureza do pensamento schopenhaueriano. Muitas vezes, porém, as análises de Nietzsche e Heidegger levam a ambiguidades que podem comprometer este trabalho (p. 105).

Salientar os limites da interpretação da filosofia schopenhaueriana que é feita tanto por Nietzsche quanto por Heidegger e de suma importância porque acentua a independência e a relevância da potência do pensamento filoso fico de Schopenhauer, que ocupa um lugar de especial importância na Histo ria da Filosofia no que toca a questão do niilismo, como esclarece o pesquisador Eli Rodrigues.

Um outro aspecto metodológico importante presente no livro em questão é a utilização do trabalho da Professora Maria Lúcia Cacciola para esclarecer pontos centrais da filosofia de Schopenhauer, como a questão do nada (p. 97). A perspectiva de leitura de Maria Lúcia Cacciola aparece em outros trechos do livro, revelando a importância e a profundidade da pesquisa sobre Schopenhauer que é realizada no Brasil… [PDF]

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