O amor e a morte não precisam de muito espaço. A casa é demais. A casa é necessária quando a vida se multiplica em ramificações anárquicas, quando há crianças que não param quietas, criadas que manobram aspiradores, telefones que tocam, visitas que chegam de repente. Mas o amor e a morte muito se assemelham: não precisam de toda essa parasitária cópia de detalhes, utensílios e compartimentos, que fazem de uma casa um efervescente e ruidoso microcosmo.

CORÇÃO, Gustavo, Lições de abismo. Rio de Janeiro: Agir, 1956, p. 13-14.

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