“Foi na cruz” (Nick Cave & The Bad Seeds)

Foi na cruz, foi na cruz Que um dia Meus pecados castigados em Jesus Foi na cruz Que um dia Foi na cruz Love comes a-knocking Comes a-knocking upon our door But you, you and me, love We don’t live here any more Foi na cruz, foi na cruz Que um dia Meus pecados castigados […]…

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“One more time with feeling…” (Nick Cave & The Bad Seeds)

Mostly I never knew which way was out Once it was on, it was on and that was that The umbilicus was a force that they’d found in rabid blood Then I spin on my wheel like a laboratory rat I was an electrical storm on the bathroom floor, clutching the bowl My blood was […]…

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“Jesus Alone” (Nick Cave & The Bad Seeds)

You fell from the sky Crash landed in a field Near the river Adur Flowers spring from the ground Lambs burst from the wombs of their mothers In a hole beneath the bridge You convalesced, you fashioned masks of twigs and clay You cried beneath the dripping trees Ghost song lodged in the throat of […]…

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If you knew that you would die today If you saw the face of God and Love Would you change? Would you change? If you knew that love can break your heart When you’re down so low you cannot fall Would you change? Would you change? How bad how good does it need to get? […]

via Delìrivm Còrdia🤘🏼

How many people rise and say “My brain’s so awfully glad to be here For yet another mindless day”? I’ve got all morning to obsessively accrue A small nation of meaningful objects And they’ve got to represent me too By this afternoon, I’ll live in debt By tomorrow, be replaced by children How many people […]

via Delìrivm Còrdia🤘🏼

“Getting away with it (all messed up)” (James)

Are you aching for the blade? That’s okay, we’re insured Are you aching for the grave? That’s okay, we’re insured Getting away with it, all messed up Getting away with it, all messed up That’s the living We’re getting away with it, all messed up Getting away with it, all messed up That’s called living…

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“The Day the Conducator Died (an Xmas song)” (Scott Walker)

Publicado originalmente em Delìrivm Còrdia🤘🏼:
I am nurturant Compassionate, caring Not so much Very much I am out-going Socially active Not so much Very much My ideal partner Should be assertive Not so much Very much And nobody waited for fire Nobody waited for fire Nobody waited for fire And nobody waited for…

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“Knebel” (Lindemann)

Ich mag die Sonne, die Palmen und das Meer Ich mag den Himmel schauen, den Wolken hinterher Ich mag den kalten Mond, wenn der Vollmond rund Und ich mag dich mit einem Knebel in dem Mund Ich mag volle Gläser, die Straßen wenn sie leer Ich mag die Tiere, Menschen nicht so sehr Ich mag…

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Amen to this beautifully visionary song… Before you advertise All the fame is implied With no fortune unseen Sell the rights to your blight time machine While I’m dulled by excess (dulled by excess) And a cynic at best (cynic at best) My art imitates crime Paid for by the allies, so invest Now I’m […]

via Delìrivm Còrdia🤘🏼

via 🎼 Delìrivm Còrdia*

Uma bela e pesada faixa da banda portuguesa Moonspell. Metal simples, muito bem composto e tocado, sem virtuose nem afetações (do jeitinho que eu gosto). A propósito, o Moonspell tem um álbum intitulado 1755 (2017), em referência ao ano do terrível terremoto (seguido por um tsunami) que destruiu Lisboa quase por completo.

O terremoto de 1755 provocou dois tipos de reação opostas nos europeus, uma apavorada, reativa e reacionária, a outra lúcida, esclarecida e moderna. A primeira, por parte dos cristãos e particularmente da Igreja Católica, que não tardou a lançar pela Europa diversas Cruzadas para caçar os hereges cuja impiedade teria supostamente causado a ira injustificada de Deus.

A outra reação é bem exemplificada pela postura — não religiosa, menos ainda supersticiosa — do Marquês de Pombal, que teria respondido a um voluntário que lhe perguntou: “E agora, o que fazemos?” A resposta pragmática: “Enterremos os mortos e cuidemos dos vivos.”

O irônico é que, enquanto igrejas, santuários e monumentos foram reduzidos a pó, um dos poucos espaços que permaneceram intactos foi um bairro do baixo meretrício de Lisboa.

Que não se subestime o impacto — não apenas sísmico — que aquele terremoto teve sobre a mentalidade dos europeus. Em função dessa tragédia — totalmente inesperada, tendo pegado de surpresa os lisboetas enquanto cuidavam de seus afazeres cotidianos — toda uma cosmovisão mudaria como que da noite para o dia. A filósofa Susan Neiman identifica naquele fatídico dia o início da Modernidade:

Uma razão central para localizar o início do moderno em Lisboa é justamente sua tentativa de dividir claramente a responsabilidade. Um exame atento dessa tentativa revelará toda sua ironia. Embora os philosophes sempre tenham acusado Rousseau de nostalgia, a discussão de Voltaire sobre o terremoto deixava ainda mais coisas na mão de Deus do que a de Rousseau. E, quando Rousseau inventou as ciências modernas da história e da psicologia para lidar com questões que o terremoto trazia à tona, foi em defesa da ordem de Deus. Sem levar em conta as ironias, a consciência que emergiu depois de Lisboa foi uma tentativa de maturidade. Se o Iluminismo é a coragem de pensar por si mesmo, é também a coragem de assumir responsabilidade pelo mundo no qual se é lançado. Separar radicalmente o que épocas anteriores chamavam de males naturais dos males morais fazia, portanto, parte do significado da modernidade.

Uma das ideias tradicionais da cultura ocidental que mais seria abalada pelo Terremoto de Lisboa é a ideia de uma Providência divina a conduzir o rumo dos acontecimentos (isso que Kant chama de “fio condutor da História”). Pode-se dizer que, se o ateísmo já era uma tendência em ascensão na mentalidade europeia, o terremoto só contribuiu para acentuá-la. Assim como, segundo Neiman, os horrores e a barbárie das guerras mundiais que o século XX testemunhou, e especialmente os campos de concentração nazistas. Dois marcos históricos, dois tipos distintos de mal, um natural, o outro humano e moral: a aurora e o crepúsculo da Modernidade…

Em nome do medo, do medo sem fim
Na ira dos deuses, caímos enfim
A vida cruel, tormenta assim
O céu que nos esmaga n’ausência de ti
Em nome do medo, do medo sem fim
Em nome do medo, medo
Sou sangue de teu sangue
Sou luz que se expande
Sou medo de teu medo
Senhor do teu tempo
Em nome do medo
Negro alfabeto do chão te levanta
Tua confiança jamais se aquebranta
Comemos os frutos de tão triste jardim
Faltou-nos o tempo, chegamos ao fim
Em nome do medo, medo
Sou sangue de teu sangue
Sou luz que se expande
Sou medo de teu medo
Senhor do teu tempo
Em nome do medo
Mas nem o vento por terra me deita
E nem o fogo por dentro me queima
Sou sangue de teu sangue
Sou luz que se expande
Sou medo de teu medo
Senhor do teu tempo
Sou sangue
Sou Medo
Medo! Medo!