Bollon, P.

Cioran, l’hérétique, de Patrice Bollon

Gallimard, Paris, 1997
.

De Cioran, retemos o escritor perfeito, um dos maiores prosadores da língua francesa do século XX. Seu pensamento? Seria nada mais que um encadenamento sem unidade de paradoxos brilhantes e vãos. Cioran teria dito tudo e o contrário de tudo. E, depois de sua morte em junho de 1995, a polêmica sobre suas declarações de juventude, antissemitas e pró-hitleristas, tende a tomar a frente sobre a leitura serena de sua obra.

Ao mesmo tempo biografia e ensaio, Cioran l’hérétique vai na contramão dessas visões superficiais. Não apenas há no autor de Silogismos da amargura um pensamento coerente, e que está longe de ser pessimista, mas um fio de Ariadne estendido através de sua aobra e de sua obra, dadndo a elas sua unidade e seu valor. Foi ultrapassando sua cegueira de juventude, libertando-se de toda “utopia” e de toda crença que Cioran se tornou ele mesmo: um mestre da lucidez, da elegância e da vida.

Tradução do francês: Rodrigo Menezes

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