Cañeque, C; Grau, M.

Cioran: el pesimista seductor, de Carlos Cañeque e Maite Grau (org.)

Sirpus Ediciones, Barcelona, 2007
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Entrevistas com Fernando Savater, Simone Boué, Matei Calinescu, Ana Simon, Philippe Garnier e Ion Agheana
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Autores do porte de Gabriel Marcel, Eugène Ionesco, Henri Michaux, Samuel Beckett, Octavio Paz, Fernando Savater ou Susan Sontag, reconheceram o talento deste romeno que escreveu a maior parte da sua vida em francês, vivendo em Paris. Este é um livro de entrevistas, o resultado de muitas hoas de diálogo com algumas das pessoas mais autorizadas a comentar a obra de Cioran. Os seis entrevistados cobrem aspectos distintos do autor romano, desde a perspectiva afetuosa de sua viúva, Simone Boué, já falecida, até as mais filosóficas dos professores Fernando Savater, Matei Calinescu ou Ion Agheana. (Da contracapa do livro)
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Mínima introdução
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Emil Michel Cioran é um dos pensadores mais insólitos do século XX. Transgressor de fronteiras e guiado por um pessimismo que às vezes parece apontar para o suicídio, o autor romeno é, no entanto, estremecedoramente atrativo e lúcido. Os seus livros constituem uma reflexão sobre o vazio, o sem-sentido da vida e o desespero, e pretendem ser, antes de tudo, “um verdadeiro perigo para o leitor”. Iconoclasta e desmitificador puro, Cioran se empenha com escandalosa obstinação a arrancar as máscaras de todos os elementos edificados pelo sempre delirante pensamento humano. O seu pessimismo radical vem acompanhado de ironia e se expressa mediante um estilo inimitável.

Desde 1937, Cioran se instalou em Paris e começou a publicar os seus livros em francês. Que presente para as belas-letras! Cada um de seus aforismos (que ele quer que sejam como “bofetadas” para despertar o leitor) revela uma concepção de mundo em que a vida, a história, as ideologias, as religiões, o amor e todo o resto aparecem como patéticas alucinações da imaginação. Cioran pode ser visto como um Lúcifer (o lúcido por excelência) que se pôs a pensar e a escrever com insuportável crueza.

Este é um livro de entrevistas, o resultado de muitas horas de conversa gravadas em fita cassete, com algumas das pessoas que melhor o conheceram. A aventura começou há dez anos em um college de Vermont a que fomos convidados para dar um curso sobre cinema espanhol. Lá, coincidimos com dois dos maiores estudiosos da obra de Cioran: o professor romeno Ion Agheana e o filósofo espanhol Fernando Savater. Suas entrevistas são muito mais extensas que as demais, entre outras razões, porque tivemos a oportunidade de conversar com eles durante várias semanas. A intimista conversa com Simone Boué, viúva do escritor, foi gravada poucos meses antes do seu falecimento, em 11 de setembro de 1997, no apartamento do Quartier Latin de Paris onde compartilhou com Cioran grande parte da sua vida. O filósofo francês Philippe Garnier, a diretora de cinema romena Ana Simon e o professor (também romeno) Matei Calinescu, completam as seis entrevistas deste trabalho. Foi um verdadeiro prazer conhecê-los e conversar durante tantas horas sobe um autor tão estimulante como Emil. M. Cioran. Agradecemos a todos eles pela sua generosa colaboração.

Maite Grau e Carlos Cañeque

Tradução do espanhol: Rodrigo Menezes

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