“Não existem ateus na Bahia” (Cynara Menezes)

Carta Capital, 3 de abril 2012 Um ateu baiano é que nem uma pessoa que crê em Deus: ambos têm diante de si a dura missão de convencer o mundo. O crente é desafiado a provar a vida inteira, inclusive a si, que há um Deus. Já o ateu baiano, nascido numa terra cuja capital,…

Leia mais

“Knebel” (Lindemann)

Ich mag die Sonne, die Palmen und das Meer Ich mag den Himmel schauen, den Wolken hinterher Ich mag den kalten Mond, wenn der Vollmond rund Und ich mag dich mit einem Knebel in dem Mund Ich mag volle Gläser, die Straßen wenn sie leer Ich mag die Tiere, Menschen nicht so sehr Ich mag…

Leia mais

“Pure comedy” (Father John Misty)

The comedy of man starts like this Our brains are way too big for our mothers’ hips And so Nature, she divines this alternative We emerged half-formed and hope that whoever greets us on the other end Is kind enough to fill us in And, babies, that’s pretty much how it’s been ever since Now…

Leia mais

“Onde nascem os mitos? Cioran responde” (Rodrigo Inácio R. Sá Menezes)

Onde nascem os mitos? Eles “surgem do lugar mais corrompido que existe entre a terra e o céu, do lugar onde a loucura jaz na ternura, cloaca de utopias e vermineira de sonhos: nossa alma.” Um mito prospera num corpo social enfermo de insegurança e medo, desorientação e (desejada) ignorância; pode sobreviver durante longos períodos…

Leia mais

“Às margens do ser (a propósito de Liliana Herrera)” (Alfredo Abad)

Um belo e inspirado texto do filósofo e professor colombiano a esta que foi, além de poeta, escritora e tradutora (mulher polivalente), uma filósofa da existência perfeitamente marginal, ou seja, alheia aos academicismos, às patifarias e à vanitas que são, via de regra, proporcionais ao grau de erudição e de institucionalização, vícios quase onipresentes nos…

Leia mais

“Cioran: pensador-cantor com uma alma perdidamente musical” (Rodrigo Inácio R. Sá Menezes)

“Não se pode eludir a existência com explicações, só se pode suportá-la, amá-la ou odiá-la, adorá-la ou temê-la, nessa alternância de felicidade e de horror que exprime o ritmo mesmo do ser, suas oscilações, suas dissonâncias, suas veemências amargas ou alegres.” (Breviário de decomposição) “Sem o imperialismo do conceito, a música teria substituído a filosofia:…

Leia mais

“O tédio dos conquistadores” (E.M. Cioran)

PARIS PESAVA sobre Napoleão, segundo confissão do próprio, como um “manto de chumbo”: dez milhões de homens pereceram em consequência disso. É o balanço do “mal do século”, quando um René a cavalo torna-se seu agente. Esse mal, nascido na ociosidade dos salões do século XVIII, na languidez de uma aristocracia demasiado lúcida, fez estragos…

Leia mais

“En las margenes del ser (a propósito de Liliana Herrera)” (Alfredo Abad)

Un inspirado y bello homenaje del filósofo y profesor colombiano a esta que fue, además de poeta, escritora y traductora (mujer polivalente), una filósofa de la existencia perfectamente marginal, es decir ajena a los academicismos, a las patrañas y a la vanitas que son por lo general proporcionales al grado de erudición y de institucionalización,…

Leia mais

“Jesus veio nos libertar das religiões?” (Juan Arias)

El País, 17 de dezembro 2019 Logo depois surgiu uma Igreja misógina que continua tristemente viva dois mil anos mais tarde e pela qual o revolucionário papa Francisco luta para devolvê-la o sopro de liberdade Pode parecer um paradoxo, mas existe um consenso entre o biblistas mais abertos de hoje em defender que o profeta…

Leia mais

“Sunforest” (Nick Cave & The Bad Seeds)

[Verse 1] I lay in the forest amongst the butterflies and the fireflies And the burning horses and the flaming trees As a spiral of children climb up to the sun Waving goodbye to you and goodbye to me As the past pulls away and the future begins I say goodbye to all that as the future rolls in…

Leia mais

Cioran, o místico de uma era pós-Deus: entrevista com Mirko Integlia (2ª parte)

“Il testo cioraniano è ‘rischioso‘. A escritura cioraniana possui uma profundidade que poderíamos definir, para usar uma terminologia atual, “hipertextual”, isto é, a assim-chamada mensagem não se esgota na imediatidade do escrito, mas abre continuamente vertentes de reflexão ulterior, as quais, de resto, atravessam a obra inteira como um fluxo de consciência que busca superar…

Leia mais

“O velho e a flor” (Vinícius de Moraes, Toquinho & Quarteto em Cy)

Por céus e mares eu andei Vi um poeta e vi um rei Na esperança de saber o que é o amor Ninguém sabia me dizer E eu já queria até morrer Quando um velhinho com uma flor assim falou O amor é o carinho É o espinho que não se vê em cada flor…

Leia mais

“Pequena Filocalia”: Novo livro revela «amor da beleza» à «mística da oração interior»

Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura Lançada há dias pela Paulinas Editora, a “Pequena Filocalia” contém um conjunto de textos cristãos, produzidos ao longo de mil anos, a partir da edição original da “Filocalia” grega, que apela aos cristãos para se aperfeiçoarem e procurarem a paz interior. «São especialmente textos do vasto tesouro literário e…

Leia mais

“Tempo de amor” (Baden Powell & Marcia Sousa)

Apesar de tudo, continuamos amando; e esse “apesar de tudo” cobre um infinito. CIORAN, Silogismos da amargura (1952) Ah, bem melhor seria Poder viver em paz Sem ter que sofrer Sem ter que chorar Sem ter que querer Sem ter que se dar Ah, bem melhor seria Poder viver em paz Sem ter que sofrer…

Leia mais

Herança Russa (Yamandu Costa)

In memoriam M. Liliana Herrera A. (1960-2019) Je ne suis pas fait pour « penser »; lorsque je m’y adonne, la suite de mes raisonnements est vite coupée par l’irruption de quelque refrain intérieur, d’un murmure plutôt. Ma « pensée » même est musicienne. Tout ce qui me travaille, ces nostalgies de toutes sortes, ces…

Leia mais

“Insatisfação total” (Emil Cioran)

Naquilo que me diz respeito, eu renuncio à humanidade: não posso, nem quero, permanecer humano. O que me restaria a fazer enquanto tal — servir um sistema social e político, ou ainda, causar a infelicidade de uma pobre garota? Trilhar as inconsequências dos vários sistemas filosóficos ou dedicar-me a realizar um ideal moral e estético?…

Leia mais

“A patifaria intelectual de Olavo de Carvalho” (Tomás Troster)

Decidi revisitar o trabalho do filósofo e avaliar o agora ‘guru do presidente’. Deixo o leitor tirar suas próprias conclusões Carta Capital, 13 de dez. 2019 A Dialética erística é uma obra na qual Schopenhauer expõe 38 estratagemas – subterfúgios ou artimanhas – usados inescrupulosamente para vencer um debate. Segundo Dionisio Garzón, a obra só…

Leia mais

“Emil Cioran e Correia de Sá: o ensaio de um ‘desconhecido’ ilustre” (Rui Benevides Prates)

Meus eternos agradecimentos a Rui Benevides Prates, o “arqueólogo” cioraniano que desenterrou estas relíquias. 1. Introdução “Dans le Jornal Do Comercio de Rio de Janeiro du 2 XI 68, un inconnu, Correia de Sá, vient d’écrire un des articles les plus sérieux qu’on ait jamais écrit sur moi. Que ce soit dans un «Journal de…

Leia mais

“Death is not the end” (Nick Cave & The Bad Seeds)

Might as well be (when in doubt), who knows? Might as well not be (when inspired). In any case, Music only is allowed, and even driven, to sing that “death is not the end”; immortality and actuality belong to its essence. Just as Music only is entitled to posit, without any vulgarity whatsoever, that la…

Leia mais

L’avant-garde ? Ça depend (Cioran)

J’aime l’avant-garde, à condition qu’elle ne soit pas ennuyeuse. Elle l’est, le plus souvent. Est-ce que Nietzsche, est-ce que Pascal se réclamaient d’une avant-garde quelconque? Le pire est de vouloir être d’avant-garde. [Eu gosto do avant-garde, desde que não seja entediante. Ele o é, amiúde. Será que Nietzsche ou Pascal se reclamam de uma vanguarda…

Leia mais

“Retrato do civilizado” (E.M. Cioran)

“Portrait du civilisé” é o segundo ensaio de La chute dans le temps (1964),o primeiro sendo “L’arbre de vie” [A árvore da vida], no qual Cioran apresenta a sua exegese pouco ortodoxa do mito do pecado original. O ensaio aqui traduzido dialoga tanto com o livro anterior, História e Utopia (1960), quanto com o seguinte…

Leia mais

“Povos indígenas. Os involuntários da Pátria” (Eduardo Viveiros de Castro)

“Partout où les Blancs firent leur apparition pour la première fois, ils furent considérés par les indigènes comme des êtres malfaisants, comme des revenants, comme des spectres. Jamais comme des vivants! Intuition inégalée, coup d’oeil prophétique s’il en fut.” [Onde quer que os brancos apareceram pela primeira vez, foram considerados pelos indígenas como malfeitores, assombrações,…

Leia mais

“Sobre a gênese da burrice” (Adorno & Horkheimer)

O SÍMBOLO DA INTELIGÊNCIA é a antena do caracol “com a visão tacteante”, graças à qual, a acreditar em Méfistófeles, ele é também capaz de cheirar. Diante de um obstáculo, a antena é imediatamente retirada para o abrigo protector do corpo, ela se identifica de novo com o todo e só muito hesitantemente ousará sair…

Leia mais

HUMAN’s Musics – A film by Yann Arthus-Bertrand / Composed by Armand Amar

“MANIACS OF PROCREATION, bipeds with devalued faces, we have lost all appeal for each other. And it is only on a half-deserted earth, peopled at most by a few thousand inhabitants, that our physiognomies might recover their ancient glamour. The multiplication of our kind borders on the obscene; the duty to love them, on the…

Leia mais

I came to discover this beautifully sad song by Brian Eno by watching an Italian film, La stanza del figlio (“The son’s room”), from director Nanni Moretti, by the way, also a beautifully sad film, downright devastating, about the tragic loss of a son, and his empty room in the house; about coping with loss, […]

via Delìrivm Còrdia🤘🏼

Absurdo, Horror da História e a “Nulidade do Futuro” (E.M. Cioran)

Já que uma voz tão autorizada nos instruiu sobre a fragilidade da antiga idade de ouro e sobre a nulidade do futuro, somos obrigados a tirar as consequências disso e não nos deixar mais iludir pelas divagações de Hesíodo nem pelas de Prometeu, e menos ainda pelas sínteses delas que tentaram as utopias. A harmonia,…

Leia mais

“If it be your will” (Antony Hegarty)

If it be your will That I speak no more And my voice be still As it was before I will speak no more I shall abide until I am spoken for If it be your will If it be your will That a voice be true From this broken hill I will sing to…

Leia mais