COMO IMAGINAR a vida dos outros, quando a sua própria mal parece concebível? Encontramos alguém, vemo-lo mergulhado em um mundo impenetrável e injustificável, em uma porção de convicções e desejos que se superpõem à realidade como um edifício mórbido. Tendo forjado para si um sistema de erros, sofre por motivos cuja nulidade aterroriza o espírito […]

via “Coalizão contra a morte” — Breviário de Decomposição 7.0 🇧🇷

A santidade: fruto supremo da enfermidade; quando se está saudável, parece monstruosa, ininteligível e malsã ao mais alto grau. Mas basta que esse hamletismo automático chamado Neurose reclame seus direitos para que os céus tomem forma e constituam a moldura da inquietude. Defende-se da santidade se tratando: ela provém de uma sujeira particular do corpo […]

via Breviário de Decomposição 7.0 🇧🇷

ORIZZONTI CULTURALI ITALO-ROMENI, n. 12, dicembre 2019, anno IX Il 27 novembre 2019 si è svolta all’Università Federale di ABC [1] (UFABC) la «Jornada Acadêmica – 70 anos do Précis de Décomposition» (Breviário de Decomposição), un miniconvegno organizzato per dibattere l’attualità e l’importanza del Sommario di Decomposizione in occasione dell’anniversario dei 70 anni dalla pubblicazione in Francia […]

via Breviário de Decomposição 7.0

“O criador paroxismo da ilusão – amor” (Juan Pablo Enos Santana Santos)

RESUMO: O filósofo e ensaísta Emil Cioran é constantemente lembrado pelo seu ceticismo, lucidez, desespero e pessimismo. No entanto, mostro nesta comunicação as diversas formas em que o amor, de carácter individual e criador, aparece em seus dois primeiros escritos de juventude. Neste momento, Cioran vê o amor como fonte vital de transfiguração. Em sua […]…

Leia mais

“Devemos repetir a nós próprios todos os dias: Sou um daqueles que, entre milhares, se arrastam pela superfície do globo. Essa banalidade justifica qualquer conclusão, qualquer comportamento ou acto: deboche, castidade, suicídio, trabalho, crime, preguiça ou rebelião. … E daí se conclui que todos nós temos razão em fazer o que fazemos.” (Do inconveniente de […]

via Breviário de Decomposição 7.0

Com que ternura e com que inveja se voltam meus pensamentos para os monges do deserto e para os cínicos! Abjeção de dispor do menor objeto: esta mesa, esta cama, estas roupas… O traje interpõe-se entre nós e o nada. Olhe seu corpo em um espelho: compreenderá que é mortal; passe seus dedos sobre as […]

via Breviário de Decomposição 7.0

Relatório de uma Jornada Acadêmica: 70 anos do Précis de Décomposition / Breviário de Decomposição (1949-2019)

Realizou-se, na Universidade Federal do ABC (UFABC), em 27 de novembro deste ano de 2019, a Jornada Acadêmica – 70 anos do Précis de Décomposition (1949-2019): um mini-colóquio dedicado a debates em torno deste que é o primeiro livro escrito por Cioran em francês, e um divisor de águas no conjunto da sua obra. No…

Leia mais

Ele abarca tudo, e tem êxito em tudo; não há nada de que não seja contemporâneo. Tanto vigor nos artifícios do intelecto, tanto desembaraço em abordar todos os setores do espírito e da moda – desde a metafísica até o cinema – deslumbra, deve deslumbrar. Nenhum problema lhe resiste, não há fenômeno que lhe seja […]

via Breviário de Decomposição 7.0

“Breviário de Decomposição: livro perigoso e essencial” (Rodrigo Inácio R. Sá Menezes)

Por que reunir-se em torno do Précis de décomposition – e celebrá-lo? Alguns diriam que não há nada aí a ser celebrado, muito pelo contrário. Cioran: pró e contra… Qual a importância do Breviário de decomposição, conforme o temos, desde 1989, primorosamente traduzido ao português pelo professor José Thomaz Brum? Qual sua importância hoje, para […]…

Leia mais

Tal como foi publicado pela editora Gallimard em 1949, o primeiro livro escrito em francês pelo romeno Emil Cioran, Breviário de Decomposição, tem por autor E.M. Cioran, como, de resto, os livros escritos em francês que se seguirão; hoje em dia, porém, após o sucesso de Exercícios de admiração, de 1986, lê-se em muitas das […]

via “Quem escreveu o Breviário de Decomposição?” (Nicolas Cavaillès) — Breviário de Decomposição 7.0

“A mentira imanente” (E.M. Cioran)

VIVER significa: crer e esperar, mentir e mentir-se. Por isso a imagem mais verídica que já se criou do homem continua sendo a do Cavaleiro da Triste Figura, esse cavaleiro que se encontra mesmo no sábio mais realizado. O episódio penoso em torno da Cruz ou esse outro mais majestoso coroado pelo Nirvana participam da…

Leia mais

“30 anos da primeira edição brasileira do Breviário de Decomposição” (Rodrigo Inácio R. Sá Menezes)

“Encaminhar-se para o fim da história com uma flor na lapela: único traje apropriado no desenvolvimento do tempo. Que lástima que não haja um Juízo Final, que não tenhamos ocasião para um grande desafio!” (Breviário de decomposição) * “O final da história? O fim do homem? É sério pensar nisso? São acontecimentos longínquos que a…

Leia mais

O Mau Demiurgo: Cúmulo do “Veneno Abstrato”, ou Porque Coringa Não É Cioran (Rodrigo Inácio R. Sá Menezes)

“O bem-sucedido em tudo é necessariamente superficial. O fracasso é uma versão moderna do nada. Ao longo da minha vida, estive fascinado pelo fracasso. Um mínimo de desequilíbrio se impõe. Ao ser perfeitamente sadio física e psiquicamente falta um saber essencial. Uma saúde perfeita é a-espiritual.” (Entrevistas com Sylvie Jaudeau) “A única experiência profunda é…

Leia mais

“O veneno abstrato” (E.M. Cioran)

Um importante aforismo do Breviário de decomposição, no tocante ao que muda, na economia do pensamento de Cioran, conforme ele muda de idioma: do nativo, o romeno, ao francês, idioma estrangeiro para um estrangeiro. No fundo (ele mesmo o afirma), seu pensamento, suas “ideias” ou intuições originais (vide Nos cumes do desespero) nunca mudaram, permaneceram sempre os…

Leia mais

Programação da Jornada acadêmica UFABC: 70 anos do Précis de Décomposition (1949-2019)

O Programa de Pós-Graduação em Filosofia da UFABC & o Portal E.M.Cioran têm a honra de anunciar a Jornada Acadêmica – 70 anos do Breviário de Decomposição (1949-2019), convidando a todos e todas que tenham interesse pelo autor e pelo livro em questão. O evento contará com a ilustre presença do prof. José Thomaz Brum (PUC-RJ), filósofo, tradutor do Breviário (entre outros livros…

Leia mais

Jornada acadêmica UFABC: 70 anos do Breviário de Decomposição – PRAZO P/ ENVIO ESTENDIDO

O prazo para envio de resumos para a Jornada Acadêmica UFABC – 70 anos do Breviário de Decomposição foi estendido de 02/11 para 10/11 de 2019. A programação completa, para além do professor convidado (José Thomaz Brum, PUC-RJ) e dos professores da casa (Flamarion Caldeira Ramos, Paulo Jonas de Lima Piva) será divulgada no dia 13/11,…

Leia mais

Jornada acadêmica UFABC: 70 anos do Breviário de Decomposição (ANPOF/GT Schopenhauer)

Neste  ano de 2019 completam-se 70 anos da publicação do Précis de décomposition, primeiro livro escrito em francês pelo filósofo romeno Emil (E. M.) Cioran – e o primeiro de uma série que o tornaria conhecido como um dos mais importantes escritores de língua francesa do século XX. Cioran é um pensador representativo das vertigens e perplexidades do…

Leia mais

Jornada acadêmica UFABC: 70 anos do Précis de Décomposition

Habemus Cioran — Neste  ano de 2019 completam-se 70 anos da publicação do Précis de décomposition, primeiro livro escrito em francês pelo filósofo romeno Emil (E. M.) Cioran – e o primeiro de uma série que o tornaria conhecido como um dos mais importantes escritores de língua francesa do século XX. Ao mesmo tempo, celebram-se…

Leia mais