“Tristeza ativa” (E.M. Cioran)

“Deve ser algo herdado dos meus pais, que tinham temperamentos completamente opostos. Eu nunca pude escrever senão no abatimento [cafard] das noites de insônia, e durante sete anos mal pude dormir. Eu creio que se reconhece em cada escritor se os pensamentos que o ocupam são pensamentos diurnos ou noturnos. Tenho necessidade desse cafard e…

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Ghosteen (Nick Cave & The Bad Seeds)

La musique n’existe qu’aussi longtemps que dure l’audition, comme Dieu qu’autant que dure l’extase. L’art suprême et l’être suprême ont ceci de commun qu’ils dépendent entièrement de nous. [A música só existe enquanto dura a audição, como Deus enquanto dura o êxtase. A arte suprema e o ser supremo possuem isto em comum, o fato…

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“Samba da benção” (Baden Powell & Vinícius de Moraes)

É melhor ser alegre que ser triste Alegria é a melhor coisa que existe É assim como a luz no coração Mas pra fazer um samba com beleza É preciso um bocado de tristeza É preciso um bocado de tristeza Senão, não se faz um samba não Senão é como amar uma mulher só linda…

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“A Música é essencialmente triste ou alegre? Uma questão ociosa” (Rodrigo Inácio R. Sá Menezes)

Quando esgotamos os pretextos que incitam à alegria ou à tristeza, conseguimos vivê-las, ambas, em estado puro: nos igualamos assim aos loucos… (Silogismos da amargura) Uma discussão interessante, mas não fecunda, senão ociosa, é entabulada por Clément Rosset em seu livro sobre o tema da beatitude em Nietzsche: Alegria — A Força Maior (1983) —…

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Renúncia: covardia ou heroísmo moderno? (Emil Cioran)

Quando Buda fala de renúncia, é como se nós falássemos do amor. Renunciar com a naturalidade de uma flor que se fecha ao entardecer: esse é o segredo de uma renúncia que não poderemos realizar nunca, porque colocamos demasiada paixão nas negações. Não se tornam positivas todas as negações durante nossos momentos de tensão? Ao…

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A alegria da confusão total (Emil Cioran)

Alegremo-nos de que na confusão possamos alcançar a totalidade, de que possamos atualizar, em um instante, todos os planos espirituais e todas as divergências. Os estados de admirável confusão interna, que não implicam em absoluto a confusão das ideias, estão mais próximos de nosso centro subjetivo do que todas as mudanças de planos nas quais…

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“A alegria musical” (Clément Rosset)

Levando em conta o papel central que tem a jubilação e a experiência musical, aquela, em Nietzsche, sempre ligada a esta, a credibilidade do pensamento nietzscheano aparece como tributária da credibilidade de uma concepção da música, cujo esboço, em certo sentido, já definitivo, O nascimento da tragédia apresenta. Esta concepção se pode ser resumida em…

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“Um pessimismo (mui) pouco trágico: Cioran lido por Clément Rosset” (Rodrigo Inácio R. Sá Menezes)

Trata-se de contrapor e fazer dialogar duas filosofias, dois modo de pensar (o homem, a existência, a vida e a morte, o tempo) que têm muito em comum, mas cujas conclusões podem ser radicalmente divergentes: a filosofia trágica, afirmativa e aprobatória de Clément Rosset (tendo como corolário a alegria como force majeure), na linha de…

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