Intellettuali senza patria: Emil Cioran e Dieter Schlesak. Pubblicato il carteggio

CIORAN, Emil. Un’altra verità: Lettere a Linde Birk e Dieter Schlesak. A cura di Antonio di Gennaro. Trad. de Massimo Carloni e Mattia Luigi Pozzi. Sesto San Giovanni: Mimesis Edizioni, 2016.

Da Vivetta Valacca, Orizzonti Italo-Romeni, febbraio 2017, anno VII

Cioran pubblica la sua opera prima Pe culmile disperării nel 1934. Nel 1934 nasce Dieter Schlesak. La patria comune è la Romania con la sua lingua, con le sue peculiarità, quelle peculiarità che determinano il loro sentire quanto il loro ingegno individuale, la loro specifica indole. A unirli sarà anche l’esilio, la lontananza dalla terra madre, sia pur scelto in modi e tempi differenti e intimamente vissuto in modi diversi. Determinerà il loro incontro Hadulinde Birk, compagna di Dieter Schlesak, che aveva seguito, come redattrice editoriale, traduttrice e responsabile per la letteratura francese e romena della casa editrice S. Fischer di Francoforte, la pubblicazione di alcune opere di Emil Cioran.

Un’identità nazionale sentita e negata

Dal 1969 al 1970 tre brevi lettere di Emil Cioran ad Hadulinde Birk, poi la corrispondenza con Dieter Schlesak. Il breve carteggio, minuziosamente curato da Antonio Di Gennaro – che fortemente ne ha voluto la pubblicazione, portando così un altro tassello decisivo alla conoscenza di Cioran – è stato recentemente pubblicato con il titolo E. Cioran, Un’altra verità (Mimesis 2016). Nella sua prefazione Di Gennaro ricorda che la comprensione di Emile Cioran passa attraverso quello che lui affermava circa il nulla valacco, neantul valah. Questo libro costituisce un utile ponte per passare sopra l’abisso che è per noi il neantul valah capendone qualcosa, perché il carteggio fra Cioran e Schlesak non prescinde mai da quest’identità nazionale sentita e negata, pensata e rifiutata, troncata ma permeante il pensiero e l’opera. Su questo si svolge il dialogo fra i due autori e così, anche se questo non ne costituisce l’intento primo, la pubblicazione di questo carteggio rappresenta un contributo importante per i cultori dell’opera di Dieter Schlesak non meno che per quelli di Emil Cioran… [+]

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L’a-teologia di Cioran. Intervista ad Antonio Di Gennaro a cura di Tudor Petcu

Raccolta di scritti su Emil Cioran

cioranLeggo e volentieri ripropongo una bella intervista ad Antonio Di Gennaro, attento studioso di Emil Cioran e autore di numerose recenti opere sul Nostro.

http://www.filosofiablog.it/filosofia-contemporanea/la-teologia-di-emil-cioran-intervista-ad-antonio-di-gennaro-a-cura-di-tudor-petcu/

Nota introduttiva: Oggi pubblichiamo un’intervista ad Antonio Di Gennaro (1975), laureato in Filosofia all’Università di Napoli Federico II. I suoi studi privilegiano lo sviluppo dell’esistenzialismo contemporaneo con particolare riferimento alle problematiche del tempo e del dolore. Ha pubblicato la raccolta di versi Parole scomposte (Alfredo Guida Editore, 2000) e saggi sul pensiero di Emil Cioran, raccolti nel volume Metafisica dell’addio (Aracne, 2011). Nel 2011, ha organizzato il Convegno per il centenario della nascita del filosofo romeno, in collaborazione con l’Accademia di Romania in Roma, curando poi la pubblicazione degli atti nel volume Cioran in Italia (Aracne, 2012). Attualmente sta svolgendo un’attività di ricerca sui testi inediti di Emil Cioran, con particolare attenzione a interviste e carteggi. In tal senso ha recentemente curato i volumi: L’intellettuale…

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Resenha de livro: Emil Cioran, al di là della filosofia: conversazioni su Benjamin Fondane

DI GENNARO, Antonio (Org.). Cioran, al di là della filosofia: conversazioni su Benjamin Fondane. Milão/Udine: Mimesis Edizioni, 2014.

Sem títuloEste livrinho, publicado em 2014 na Itália (país com uma prolífica produção, acadêmica e extra-acadêmica, em torno do legado de Cioran), reúne as melhores qualidades dos livros do próprio autor a cuja vida e obra é dedicado: a concisão e a densidade prenhe de essencial. Trata-se de uma dupla abordagem complementar: de Cioran através de Fondane, e de Fondane através de Cioran. Os dois, nascidos na Romênia e radicados na França, manteriam uma rica, porém interrompida, amizade. Ambos, herdeiros legítimos do antigo Dácio, arquétipo trágico do homem romeno que serviria de inspiração para o poema “Oração de um Dácio”, do grande poeta nacional, Mihai Eminescu, e a partir deste, do Psalmul leprosului (“Salmo do leproso”), de Fondane, e de diversos textos de Cioran, como por exemplo aquele que encerra o Breviário de decomposição, “Quousque eadem?” (Até quando [as mesmas coisas]?, conforme à questão latina contida na carta XXIV de Sêneca a Lucílio).

O motivo central do livro, organizado por Antonio Di Gennaro, é a amizade tragicamente interrompida entre Cioran e Fondane. Este, romeno e judeu, seria preso pela polícia francesa da ocupação e morreria meses mais tarde em Auschwitz, para a tristeza do amigo, que (como pouco se sabe, afinal, Cioran nunca fez disso um certificado público de sua reputação), interviu e inclusive conseguiu, com a ajuda de Stéphane Lupasco (outro romeno, filósofo da lógica, também radicado na França) e Jean Paulhan, libertar Fondane. Mas não sua irmã, que também havia sido presa. De modo que o poeta e filósofo, que ainda tinha muito a criar e a legar à humanidade em termos de pensamento e de crítica, preferiu seguir junto com a irmã para Auschwitz, nunca se saberá se com a certeza do que os aguardava ou com a esperança de saírem vivos.

O livro é composto de ensaios e entrevistas, à parte a bela introdução (muito mais que introdutória), que fica por conta do próprio organizador. Uma das entrevistas, com Leonard Schwartz (pesquisador e especialista da obra de Fondane), gira em torno basicamente de Fondane, e a outra, com Cioran (feita por Arta Lucescu Boutcher), aborda a relação Cioran-Fondane, suas afinidades e cumplicidades: Jó, Chestov, Baudelaire, a figura do Fracassado (Raté), a “consciência infeliz” (La conscience malheureuse, título de um livro de Fondane)…

O texto de Ricardo Niremberg, “L’uomo Benjamin Fondane”, narra o périplo levaria inicialmente a uma correspondência epistolar, e então ao seu encontro com Cioran, em 1988, do qual resultaria uma entrevista com o autor romeno-francês. Seu contato indireto com Cioran seria a escritora argentina Victoria Ocampo, amiga de Fondane, que o apresentaria a Yves Bonnefoy, que, por sua vez, o apresentaria a Cioran.

Um dos textos mais interessantes, em virtude de seu valor não apenas afetivo e filosófico, mas sobretudo histórico, é a carta de Cioran a Geneviève Fondane, viúva do escritor falecido em Auschwitz. Cioran responde à Sra. Fondane tratando de dar-lhe seu parecer sobre os manuscritos que o amigo não tivera tempo de concluir e publicar, providência para a qual ela havia solicitado a ajuda de Cioran. Trata-se daquele que seria publicado, graças aos auspícios editorais de Cioran e Boris Schoelezer, como Baudelaire et l’expérience du gouffre (“Baudelaire e a experiência do abismo”).

Por fim, o posfácio de Giovanni Rotiroti, “Fondane e Cioran: due scrittori di fronte alla ‘rivoluzione'”, é um belo texto que tem o mérito de pôr em questão e desconstruir, pelo viés da amizade entre Cioran e Fondane e de suas afinidades intelectivas, todo um complexo de estereótipos e preconceitos cristalizados em torno do “caso” Cioran, em seu contexto histórico-cultural da Europa ocidental pós-guerra. O “reacionário” e eterno fascista, o antissemita, o misantropo… Revelando os paralelos improváveis entre as vidas e as obras de ambos os pensadores romenos destinados ao francês como língua de expressão, o ensaio de Rotiroti (o livro como um todo) traz à luz também algumas facetas inauditas, se não surpreendentes, deste autor romeno de expressão francesa, de sua devoção à verdadeira amizade e de sua lealdade incondicional, passando por suas atividades editoriais em Paris, até sua posição nada evidente entre a reação e a revolução.

Sobre Benjamin Fondane (“um homem superior, nobre, fora do comum”), Cioran dedicaria um dos perfis de seus Exercícios de admiração, penúltimo livro escrito, e publicado no Brasil pela Rocco. Enfim, Cioran, al di là della filosofia: conversazioni su Benjamin Fondane é uma leitura tão agradável quanto enriquecedora a respeito da obra de Cioran, tendo em vista suas relações mais ou menos conhecidas com as obras de outros pensadores, como seu amigo Fondane e também seu mestre, Lev Chestov, uma das maiores referências filosóficas do pensamento trágico-existencial de Cioran.

XX Colóquio Internacional Emil Cioran em Sibiu: “Cioran e a morte”

Acontecerá, entre 7 e 9 de maio de 2015, em Sibiu e em Răşinari, a vigésima edição do Colloque International Emil Cioran, organizado por Mihaela-Genţiana Stănişor.

Desta vez, o eixo temático do encontro será “Cioran e a morte”, em virtude do aniversário de 20 anos do falecimento do autor.

Os maiores especialistas da obra de Cioran, vindos de diferentes países, estarão presentes no evento, que incluirá, além das conferências, um ateliê de tradução e a apresentação de livros recém-publicados sobre Cioran.

Segue abaixo a programação do evento:

Quinta-feira, 7 de maio: Jornada estudantil Cioran. Faculté de Lettres et Arts

10.00h – Ateliê de tradução sob a direção de Dumitra BARON e Mihaela-Genţiana STĂNIŞOR. Com a participação de Aurélien DEMARS.

Sexta-feira, 8 de maio: Abertura do colóquio e sessões de trabalhos. Centre de Réunion Académique de l’Université « Lucian Blaga » de Sibiu (salle 11)

9.00h – Discurso de abertura por Alexandra MITREA, diretora da Faculdade de Letras e Artes

– Conferência inaugural por Michael FINKENTHAL (EUA)

09.45h – Coffee Break

10.00h – Sessão de trabalhos com a participação de: Aurélien DEMARS (França), Pierre GARRIGUES (Tunísia), Paolo VANINI (Itália), Caroline LAURENT (França).  Presidente da sessão: Constantin ZAHARIA

11.30h – Coffee Break

11.45h – Retomada dos trabalhos com a participação de: Emna FOURATI (Canadá), Lauralie CHATELET (França), Marius DOBRE (Bucareste), Presidente da sessão: Constantin ZAHARIA

13.30h- Refeição oferecida pela Faculdade de Letras e Artes (Centre de Réunion Académique)

15.30h – Sequência de trabalhos com a participação de: Constantin ZAHARIA (França), Dumitra BARON (Sibiu), Rodica BRAD (Sibiu), Mihaela-Genţiana STĂNIŞOR (Sibiu). Presidente da sessão: Aurélien DEMARS

17.00h – Coffee Break

17.15h – Retomada dos trabalhos. Participantes : Gabriel POPESCU (Craïova), Ion DUR (Sibiu), Mirela OCINIC (Sibiu), Vasile CHIRA (Sibiu). Presidente da sessão: Gabriel POPESCU

19.30h – Jantar

Sábado, 9 de maio: Viagem a Răşinari

10.00h – Discursos de abertura por Bucur BOGDAN, prefeito de Răşinari, et Nicolae STREZA, sacerdote de Răşinari

Sessão de trabalhos com a participação de: Pierre JAMET (França), Marin DIACONU (Bucareste), Mihai POPA (Bucareste), Carmen OPRIŞOR (Sibiu), Elena-Georgiana VINTILĂ (Craïova), Doina CONSTANTINESCU (Sibiu). Presidente da sessão: Ciprian VĂLCAN (Timişoara)

11.30h – Coffee Break

11.45h – Apresentação de livros:

♦ Ciprian VĂLCAN, Cioran, un aventurier nemişcat, Cartea Românească, 2015. Présentation : Michael Finkenthal

♦ Dumitra BARON, À travers le verbe. Cioran ou la hantise de la perfection, Bucureşti, Editura Muzeul Literaturii Române, 2014. Présentation : Aurélien Demars

♦ Genoveva PREDA, Macii, ploaia şi singurătăţile Irinei Mavrodin, Craiova, Scrisul românesc, 2014. Présentation : Rodica Brad

♦ Antonio DI GENNARO (éditeur), Emil Cioran, La speranza è più della vita. Intervista con Paul Assall, Mimesis, Milano, 2015 ; Emil Cioran, Tradire la propria lingua. Intervista con Philippe D. Dracodaïdis, Napoli, La scuola di Pitagora, 2015 ; Emil Cioran, Al di là della filosofia. Conversazioni su Benjamin Fondane, Milano, Mimesis, 2014. Présentation : Mihaela-Genţiana Stănişor