“Cioran: pensador-cantor com uma alma perdidamente musical” (Rodrigo Inácio R. Sá Menezes)

“Não se pode eludir a existência com explicações, só se pode suportá-la, amá-la ou odiá-la, adorá-la ou temê-la, nessa alternância de felicidade e de horror que exprime o ritmo mesmo do ser, suas oscilações, suas dissonâncias, suas veemências amargas ou alegres.” (Breviário de decomposição) “Sem o imperialismo do conceito, a música teria substituído a filosofia:…

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Ghosteen (Nick Cave & The Bad Seeds)

La musique n’existe qu’aussi longtemps que dure l’audition, comme Dieu qu’autant que dure l’extase. L’art suprême et l’être suprême ont ceci de commun qu’ils dépendent entièrement de nous. [A música só existe enquanto dura a audição, como Deus enquanto dura o êxtase. A arte suprema e o ser supremo possuem isto em comum, o fato…

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“Cioran, a filosofia como desfascinação e a escrita como terapia”: entrevista com Vincenzo Fiore

“Numa época em que o fanatismo parece voltar à ribalta a nível mundial, o pensador romeno é um antídoto que imuniza.” Vincenzo Fiore Sobre o autor: Nascido em 1993 em Solofra, Italia, Vincenzo Fiore se formou em filosofia pela Università degli studi di Salerno, é membro do Projeto de Pesquisa Internacional dedicado a Emil Cioran.…

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“Cioran, antípoda de Aristóteles” (Rodrigo Inácio R. Sá Menezes)

ARISTÓTELES, Tomás de Aquino, Hegel – três escravizadores do espírito. A pior forma de despotismo é o sistema, em filosofia e em tudo. (Do inconveniente de ter nascido) § Beckett, a propósito do Démiurge, me escreve: “Em vossas ruínas, eu me sinto ao abrigo.” (Cahiers) § Não existe filosofia criadora. A filosofia não cria nada. Quero dizer que ela…

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“Signos gnósticos nos cumes do desespero” (Rodrigo Inácio R. Sá Menezes)

O título, inspirado em manchetes sensacionalistas sobre casos de óbito por suicídio, não deixa de aludir também ao Desespero humano (1849) de Kierkegaard, avidamente estudado pelo jovem Cioran. Seria uma questão ociosa debater se Cioran é um kierkegaardiano que leu Nietzsche ou um nietzschiano que leu Kierkegaard. Muito embora tenha frequentado a escola de ambos,…

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“E.M. Cioran: a philosopher dedicated to skepticism” (Joseph Coates)

Chicago Tribune, June 23, 1991 Anathemas and AdmirationsBy E.M. CioranTranslated from the French by Richard HowardArcade, 256 pages, $22.95 People who read philosophers for entertainment (probably a larger constituency than the average American publisher would estimate) want thinkers who can also write, and such readers have had hard slogging in the 20th Century. Wittgenstein`s life…

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“Ni pour Dieu, ni contre Dieu : un mystique qui ne croit à rien” (Massimo Carloni)

Cahiers Emil Cioran Approches Critiques, XI, 2010, pag. 155-178. Si Stavrogin croit, il ne croit pas qu’il croie. S’il ne croit pas, il ne croit pas qu’il ne croie pas. DOSTOIEVSKI Le ciel gris sans nuage côtoie l’air gris sans fin de ceux qui ne sont ni pour Dieu ni pour ses ennemis. BECKETT «…

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“Cioran ou a vertigem da liberdade” (Rodrigo Inácio R. Sá Menezes)

“O bem-sucedido em tudo é necessariamente superficial. O fracasso é uma versão moderna do nada. Ao longo da minha vida, estive fascinado pelo fracasso. Um mínimo de desequilíbrio impõe-se. Ao ser perfeitamente sadio física e psiquicamente falta um saber essencial. Uma saúde perfeita é a-espiritual.” (Entrevistas com Sylvie Jaudeau) “O despertar independe das capacidades intelectuais:…

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“Cioran, le mystique des Carpathes” (Jean-François Gautier)

Antaïos, nº 12, 1997 La sécheresse et l’inexactitude du bois qui brûle. Ainsi pourrait-on qualifier la manière d’Emil Cioran, dont l’édition des Œuvres (Gallimard, coll. Quarto, 1995) rappelle opportunément qu’il fut, avec Beckett et Valéry, l’un des plus flamboyants stylistes de la langue française au XXe siècle, et, avec Maurice Blanchot, l’un des plus solitaires,…

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“Vivir con la idea del suicidio es estimulante”: entrevista de Cioran a Josefiona Casado

El País, 28 de Noviembre de 1987 Cioran obtiene en Francia un éxito de ventas con su último libro, ‘Ese maldito yo’  Originario de Rumanía (Rasinari, 191l), Cioran lleva medio siglo encarnizándose contra la historia-Dios-el hombre. Ironía del destino, este adicto al fracaso se ha convertido en fenómeno de actualidad. Ese maldito yo -que recoge…

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