Em defesa da arte “degenerada” (Rodrigo Inácio R. Sá Menezes)

Cioran teve uma breve experiência como professor de filosofia, na segunda metade da década de 1930, na cidade de Brasov. Ele conta a anedota da ocasião em que, chegando à sala de aula, perguntou à classe: “Por que razão não devemos dizer fenômenos psicológicos, mas fenômenos psíquicos?” Um aluno respondeu: “Um fenômeno psíquico é instintivo,…

Leia mais

“O tédio dos conquistadores” (E.M. Cioran)

PARIS PESAVA sobre Napoleão, segundo confissão do próprio, como um “manto de chumbo”: dez milhões de homens pereceram em consequência disso. É o balanço do “mal do século”, quando um René a cavalo torna-se seu agente. Esse mal, nascido na ociosidade dos salões do século XVIII, na languidez de uma aristocracia demasiado lúcida, fez estragos…

Leia mais

“Retrato do civilizado” (E.M. Cioran)

“Portrait du civilisé” é o segundo ensaio de La chute dans le temps (1964),o primeiro sendo “L’arbre de vie” [A árvore da vida], no qual Cioran apresenta a sua exegese pouco ortodoxa do mito do pecado original. O ensaio aqui traduzido dialoga tanto com o livro anterior, História e Utopia (1960), quanto com o seguinte…

Leia mais

Um canal do YouTube, jovens estudantes de física. Interessante em termos de divulgação/vulgarização científica, sobretudo de temas tão complexos como física quântica. Porém, como é regra no YouTube, onde todo mundo é guru, professor, influenciador ou agitador, um dos vídeos do canal me broxou: “Porque acupuntura não é ciência…” Oi? Vê-se que se foi longe […]

via Itinerarivm Mentis in Nihilvm

Echoes of Laughter in The Pale Moonlight: Notes on Joker (John Gillen)

MEDIUM, October 16, 2019 “You are only given a little spark of madness. You mustn’t lose it.” — Robin Williams In the late twentieth century, a writer named Emil Cioran was invited to speak in Zurich. He was introduced with much reverence and compared to some of the greatest existentialist philosophers in history like Kierkegaard…

Leia mais

“Exegese da decadência” (E.M. Cioran)

O aforismo “Exegese da decadência” retoma — sob uma outra luz, pelo filtro de um novo idioma e da forma mentis peculiar que ele modela — a temática e a problemática de um importante texto periodístico de juventude do autor romeno do Breviário de decomposição: trata-se de Nihilism şi natura [Niilismo e natureza], publicado originalmente na revista…

Leia mais

Liberdade, Enfermidade, Utopia (E.M. Cioran)

A LIBERDADE, eu dizia, exige o vazio para manifestar-se; o exige e sucumbe a ele. A condição que a determina é a mesma que a anula. Ela carece de bases: quanto mais completa for, mais vacilará, pois tudo a ameaça, até o princípio do qual emana. O homem é tão pouco feito para suportar a…

Leia mais

“Defesa da corrupção” como resposta ao purismo do Livro das Ilusões (Rodrigo Inácio R. Sá Menezes)

Não apenas o Breviário, concebido como um todo, é um livro profundamente autorreferencial, uma longa retratação e uma palinódia, os exercícios negativos de um ex-legionário, de um ex-fanático, como também, dentro dele, há inúmeros aforismos em que essa intencionalidade autocrítica é mais sensível: a começar por “Genealogia do fanatismo” e “O Antiprofeta”, entre outros. Por…

Leia mais

A alegria da confusão total (Emil Cioran)

Alegremo-nos de que na confusão possamos alcançar a totalidade, de que possamos atualizar, em um instante, todos os planos espirituais e todas as divergências. Os estados de admirável confusão interna, que não implicam em absoluto a confusão das ideias, estão mais próximos de nosso centro subjetivo do que todas as mudanças de planos nas quais…

Leia mais

“El nada centenario Cioran” (Abel Posse)

LA GACETA, Argentina, 24 de abril 2011 Crítico de la cultura de decadencia, moralista desilusionado, anarquista por despecho. A un siglo de su nacimiento, los temas del filósofo rumano mantienen su vigencia. El autor de Breviario de podredumbre criticaba a las “grandes sociedades” y creía que la idea del suicidio ayudaba a tolerar y potenciar…

Leia mais

“Décadence et décomposition : Les paradoxes de Cioran” (Mathieu Gauvin)

Révue Phares, vol. 3, hiver 2003 Mon attachement pour la civilisation occidentale est douloureux. Comment aimer quelque chose qui se déteste et s’adule à la fois, comment éprouver une affection soutenue pour un être qui ne veut pas comprendre qu’il doit se redresser, qu’il n’est plus tout à fait lui-même ? Depuis longtemps on lui crie…

Leia mais