“Devemos repetir a nós próprios todos os dias: Sou um daqueles que, entre milhares, se arrastam pela superfície do globo. Essa banalidade justifica qualquer conclusão, qualquer comportamento ou acto: deboche, castidade, suicídio, trabalho, crime, preguiça ou rebelião. … E daí se conclui que todos nós temos razão em fazer o que fazemos.” (Do inconveniente de […]

via Breviário de Decomposição 7.0

“Una filosofía de la Caída” (M. Liliana Herrera A.)

In: HERRERA A., M. Liliana; ABAD T., Alfredo A. (orgs.), Cioran en perspectivas. Pereira: Universidad Tecnológica de Pereira, 2009, p. 204-217. De las consideraciones lingüísticas y poéticas sobre la obra de Cioran, nos desplazamos ahora a aquellas de índole filosófica. Algunos autores acertadamente han afirmado que el pensamiento de Cioran puede entenderse como una filosofía de…

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Do inconveniente de ter nascido, o tédio da decomposição e a necessidade última de ilusão (Emil Cioran)

“Três horas da manhã. Apercebo-me deste segundo, e do que se lhe segue, faço o balanço de cada minuto. Por quê tudo isto? — Porque eu nasci. Questionarmos o nascimento resulta de um tipo especial de vigília. (Do inconveniente de ter nascido) § Não está em nosso poder fazer voltar os arrebatamentos que nos faziam…

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Ceticismo, fragmento e lucidez: “Emil Cioran. A Filosofia como Desfascinação e a Escritura como Terapia”, de Vincenzo Fiore [pt. 3] (Rodrigo Inácio R. Sá Menezes)

Na primeira parte do livro, “Uma juventude entre desespero e fervor político”, Fiore perfaz o itinerário de formação do jovem Cioran na Romênia da década de 30, explorando a dualidade de uma juventude dividida entre o desespero existencial e o fervor político. Não se faz política nos cumes do desespero. Schimbarea la faţă a României – libelo político…

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“Cioran, a filosofia como desfascinação e a escrita como terapia”: entrevista com Vincenzo Fiore

“Numa época em que o fanatismo parece voltar à ribalta a nível mundial, o pensador romeno é um antídoto que imuniza.” Vincenzo Fiore Sobre o autor: Nascido em 1993 em Solofra, Italia, Vincenzo Fiore se formou em filosofia pela Università degli studi di Salerno, é membro do Projeto de Pesquisa Internacional dedicado a Emil Cioran.…

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“Signos gnósticos nos cumes do desespero” (Rodrigo Inácio R. Sá Menezes)

O título, inspirado em manchetes sensacionalistas sobre casos de óbito por suicídio, não deixa de aludir também ao Desespero humano (1849) de Kierkegaard, avidamente estudado pelo jovem Cioran. Seria uma questão ociosa debater se Cioran é um kierkegaardiano que leu Nietzsche ou um nietzschiano que leu Kierkegaard. Muito embora tenha frequentado a escola de ambos,…

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“O prazer e o desprazer do texto” (Rodrigo Inácio R. Sá Menezes)

Eu dificilmente poderia discorrer, por desconhecê-lo quase absolutamente, sobre esse plaisir du texte de que fala Roland Barthes. Escrever é, para mim, algo complicado, para não dizer um suplício, um “trabalho de Sísifo”. Quantos rascunhos, quantas versões, quantas e quantas páginas preenchidas apenas para serem descartadas, até chegar no que me parece o ideal, o…

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“Para que ler Cioran?” (Rodrigo Inácio R. Sá Menezes)

Reza a anedota que, após a publicação do Précis de décomposition (1949), um jornalista escreveu, indignado, uma carta-protesto a Cioran, repreendendo-lhe a loucura e a irresponsabilidade de publicar um livro daqueles, que poderia cair nas mãos de um adolescente ou mesmo de uma criança! Ora, ter um livro de Cioran na estante da sala é…

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Metafísicas da (im)pureza: E.M. Cioran e Vladimir Jankélévitch

Deus só podia ser o fruto de nossa anemia: uma imagem vacilante e raquítica. É bom, suave, sublime, justo. Mas quem se reconhece nessa mistura com perfume de água de rosas exilada na transcendência? Um ser sem duplicidade não possui profundidade e mistério; não esconde nada. Só a impureza é sinal de realidade. […] Voltaremo-nos…

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Reflexões sobre o milênio: E.M. Cioran e John Gray em diálogo

“Minha visão do futuro é tão exata que, se eu tivesse filhos, os estrangularia no ato.” “Posso compreender e justificar todas as anomalias, tanto em amor como em tudo; mas que haja impotentes entre os imbecis, isso é algo que me ultrapassa.” “Antigamente, quando o espaço se encontrava menos abarrotado, menos infestado de homens, umas…

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“O conhecimento póstumo” (E.M. Cioran)

Existe um conhecimento que retira peso e alcance ao que fazemos: para ele, tudo está desprovido de fundamento, à excepção de si mesmo. Puro ao ponto de abominar a própria ideia de objectivo, ele traduz essa sabedoria extrema segundo a qual é indiferente praticar ou não praticar um acto, e que se faz acompanhar por…

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“Beckett y Cioran, cuando la imposibilidad de vivir es un gesto posible – en el centenario del nacimiento de Beckett 1906-1989” (Jorge Jiménez)

Revista de Filosofía Universidade de Costa Rica, XLV (114), 117-120, Enero-Abril 2007. [PDF] Abstract: This paper is about the philosophical and existential interlocution between Beckett and Cioran. I criticize the idea of a “French culture” and I proceed to rethink topics like nihilism o irrationalism. Key Words: Beckett, Cioran, nihilism, aesthetic politic criticismo Resumen: Reflexiono en…

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