Tal como foi publicado pela editora Gallimard em 1949, o primeiro livro escrito em francês pelo romeno Emil Cioran, Breviário de Decomposição, tem por autor E.M. Cioran, como, de resto, os livros escritos em francês que se seguirão; hoje em dia, porém, após o sucesso de Exercícios de admiração, de 1986, lê-se em muitas das […]

via “Quem escreveu o Breviário de Decomposição?” (Nicolas Cavaillès) — Breviário de Decomposição 7.0

Guido Ceronetti por Cioran

GUIDO seria um amante de desequilíbrios disfarçado de erudito? Às vezes isso me convence, mas no fundo não penso assim. Porque, se tem uma nítida preferência pela podridão, por outro lado é igualmente atraído pelo que há de puro na sabedoria visionária ou desesperada do Antigo Testamento. Não traduziu — admiravelmente — Jó, o Eclesiastes,…

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Sobre Revelação e Revolução, religiões utópicas e utopias políticas (E.M. Cioran)

Muitas vezes o reacionário é apenas um sábio habilidoso, um sábio interesseiro que, explorando politicamente as grandes verdades metafísicas, vasculha sem fraqueza nem piedade os segredos do fenômeno humano, para revelar seu horror. Um aproveitador do terrível, cujo pensamento — coagulado pelo cálculo ou pelo excesso de lucidez — minimiza ou calunia o tempo. Mais…

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Novos aforismos temáticos: o Mal

O Zohar ensina-nos que todos os que praticam o mal na terra nem por sombras eram melhores no céu, de onde estavam impacientes por sair, e que, ao precipitarem-se na entrada do abismo, “anteciparam o tempo em que deveriam descer a este mundo”. Percebe-se facilmente o que há de profundo nesta visão da pré-existência das…

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Metafísicas da (im)pureza: E.M. Cioran e Vladimir Jankélévitch

Deus só podia ser o fruto de nossa anemia: uma imagem vacilante e raquítica. É bom, suave, sublime, justo. Mas quem se reconhece nessa mistura com perfume de água de rosas exilada na transcendência? Um ser sem duplicidade não possui profundidade e mistério; não esconde nada. Só a impureza é sinal de realidade. […] Voltaremo-nos…

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“Mística y conocimiento en María Zambrano y Emil Cioran” (Pablo Javier Pérez López)

ROCINANTE, Rivista di Filosofia Online, no. 10, 2017 Si ponemos sobre la mesa los nombres de María Zambrano y Emil Cioran, los especialistas y lectores del autor rumano recordarán rápidamente un texto sobre la pensadora española que Cioran incluye en su libro Exercices d’admiration publicado en 1986. Se trata del único texto dedicado en este volumen…

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“Cioran e a arte da provocação” (Pedro Maciel)

Digestivo Cultural, segunda-feira, 12/8/2002. Texto originalmente publicado no caderno “Idéias”, Jornal do Brasil, 3 de março de 2001 O tédio alimenta o pessimismo. Segundo Cioran “o pessimista deve inventar para si mesmo, a cada dia, outras razões para existir: é uma vítima do sentido da vida”. Entedia-se diante da vida aquele que busca revelar o tempo. “Entediar-se…

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A sabedoria da desilusão (José Thomaz Brum)

A SABEDORIA DA DESILUSÃO* José Thomaz Brum “Equivocar-se. viver e morrer enganados, isto é o que fazem os homens. Mas existe uma dignidade que nos preserva de desaparecer em Deus e que transforma todos os nossos instantes em orações que não faremos jamais.” (Précis de décomposition) A filosofia não é apenas, nem principalmente, uma análise da linguagem ou uma…

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“Cioran, Borges y la Feria” (Abel Posse)

LA NACIÓN, 6 de Mayo de 2000. Fernando Savater invitó en 1976 a Emil Cioran a escribir un “ejercicio de admiración” dedicado a Borges, al que el filósofo franco-rumano consideraba uno de los pocos escritores universales. Pero Cioran se negó rotundamente: “¿Para qué homenajear a Borges cuando ya las mismas universidades lo hacen? La desgracia…

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Ejercicios de admiración

Afortunadamente (y eso lo sabía muy bien Cioran) los aplausos no matan José F. de la Sota — El País,29 ENE 2008 Nada tan saludable como el ejercitar nuestra capacidad de admiración. Aplaudir los méritos ajenos, celebrar las victorias de los otros dice mucho (quizás lo dice todo) de nosotros mismos, y más en un…

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Cioran (fragmento de um diário)

Por Fernando Lima Blog: Literatura e Crítica Cultura Releio Cioran: Exercícios de Admiração. Esse romeno de formação francesa, que muito à vontade declara a ambição de escrever em francês melhor do que os próprios franceses, é sem dúvida um filósofo escritor. O traço talvez mais saliente dos ensaios curtos e textos de circunstância que compõem…

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“A frivolidade de um apóstolo da desilusão” (Marcelo Coelho)

Caderno Mais!, Folha de São Paulo, 26 de novembro de 2000 Cioran une petulância e melancolia nos textos de “Exercícios de admiração”, que analisa autores como Valéry e Beckett. Em qualquer tempo e em qualquer lugar há motivos de sobra para o pessimismo. Existem épocas, entretanto, em que essa atitude se torna especialmente charmosa e…

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