“O desespero como necessidade e aprofundamento do drama de viver: Cioran e Kierkegaard em diálogo” (Elton Silva Salgado e Jorge Miranda de Almeida)

Revista Húmus, no. 9, set/out/nov/dez de 2013

Resumo: Este artigo aborda o desespero como uma das principais categorias da Filosofia da Existência e chave de leitura para a compreensão da ambiguidade da existência humana. Nesse contexto, ele é ativo, organizado, prático e em seu bojo pretendemos enveredar por uma concepção lúcida e radical da condição do desesperar se e da própria condição humana, para tanto, arrolamos o livro Nos cumes do desespero do filósofo romeno Emil Cioran (1911-1995). Neste trabalho, o desespero é uma espécie de grito bruto, de dor e de angústia ante o despertar, existencial e articulado, diante dos absurdos da vida, expressos em suas contradições absolutas. Por isto mesmo, propomos também o diálogo com o filósofo dinamarquês Søren Kierkegaard (1813-1855), uma vez que o escopo deste artigo é problematizar o desespero como um recolhimento ou reconhecimento da sensibilidade ante o trágico da existência e o desespero que daí decorre, pois o desesperar-se é, segundo Cioran, balizado por Kierkegaard, o único meio possível de filosofia e único antídoto contra a tristeza e a banalidade da vida.

Palavras-chaves: Subjetividade. Desespero. Kierkegaard. Cioran.

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“Le mal et le pire : de Schopenhauer à Cioran” (Joan M. Marín Torres)

Le mal et le pire. De Schopenhauer à Cioran

(The Bad and The Worst. From Schopenhauer to Cioran)

Source: Repositori Universitat Jaume I

Abstract: This study aims to question the wrongness, more precisely what we emotionally experience and intellectually categorize as wrong, beginning with the works of Cioran and Schopenhauer. It is true that these two authors …

Subject: Philosophy | Existence | Wrongness | Liberty | Good and evil | Schopenhauer, Arthur, 1788-1860– Criticism and interpretation | Cioran, E. M. (Emile M.), 1911-1995– Criticism and interpretation | Bé i mal | Schopenhauer, Arthur, 1788-1860– Crítica i interpretació | Cioran, E. M. (Emile M.), 1911-1995– Crítica i interpretació

Source: Alkemie (1843-9012), no. 4 (déc. 2009) p. 9-17

Abstract  : This study aims to question the wrongness, more precisely what we emotionally experience and intellectually categorize as wrong, beginning with the works of Cioran and Schopenhauer. It is true that these two authors agree with the diagnostic of the human condition (its wrongness and its unhappiness are intolerable because unjustifiable, on the theological level too), and also with its traits (sufferance, vainness, injustice, cruelty) and consequences (human liberty), but they have opposite views when wondering if the renunciation to the will of living may suffice or not in order to save the man from his tragic existence.

Key words : philosophy, existence, wrongness, liberty.

Dans les écrits de Cioran il n’y a que peu de références directes à l’œuvre de
Schopenhauer. Mais on peut lire dans De l’inconvénient d’être né :

« Maudit soit celui qui, dans les futures réimpressions des mes ouvrages, y aura changé sciemmen!t quoi que ce soit, une phrase, ou seulement un mot, une syllabe, une lettre, un signe de ponctuation ! »
Est-ce le philosophe, est-ce l’écrivain qui fit parler ainsi Schopenhauer ? Les deux à la fois, et cette conjonction (que l’on songe au style effarant de n’importe quel ouvrage philosophique) est très rare. Ce n’est pas un Hegel qui aurait proféré malédiction semblable. Ni aucun autre philosophe de première grandeur, Platon excepté. (De l’inconvénient d’être né, 1322)

Il s’agit d’une juste appréciation de la maîtrise littéraire de Schopenhauer. Avec la même exactitude, Cioran aurait pu proférer ces paroles sur sa propre œuvre. Cependant, la manière avec laquelle ces deux auteurs s’affrontent à la réalité est très distincte. Le Roumain est un auteur d’aphorismes expérimenté  ; l’Allemand, bien qu’il cultive avec talent, lui aussi, l’art aphoristique, est l’un des derniers grands philosophes systématiques. Mais – et c’est une chose peu habituelle dans le monde philosophique – les deux partagent une même passion pour l’expression précise et la maîtrise du style littéraire ; et, surtout, ils ont en commun la lucidité avec laquelle ils découvrent les paysages de la fatalité qu’habite l’être humain. [Texte intégral] [Pdf]

Schopenhauer e Cioran: variações sobre a temática da existência

Maria Ivonilda da Silva Martins (mestranda UFC/Capes)

Resumo: Partindo da oposição de A. Schopenhauer à filosofia prática de I. Kant, procuraremos apresentar como Schopenhauer explica a existência humana, que é fundamentalmente marcada por uma negação da razão e, em última instância, negação da liberdade. Além disso, procuraremos apresentar brevemente a visão do filósofo romeno E. Cioran e como esta constitui uma alternativa à visão pessimista schopenhaueriana, pois, para Cioran, assumir o absurdo, os paradoxos e o efêmero como fatores intrínsecos à existência humana não possui necessariamente um caráter negativo. Assim, Schopenhauer ainda estaria compactuando com uma visão romantizada da existência humana na medida em que não se afirma um télos, uma finalidade última para a vida, mas também não se deixa de associar um caráter negativo a essa falta de finalidade. Cioran defende que é justamente a falta de “sentido” último que torna a experiência da existência tão genuína.

Palavras-Chave: Schopenhauer; Cioran; Existência

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