La figure du raté : perspectives comparatistes

POST-SCRIPTUM, n. 13, mai 2011 Présentation de Sara Danièle BÉLANGER-MICHAUD Les figures du raté ne sont pas rares en littérature : qu’on pense à l’Oblomov de Gontcharov, à l’homme du sous-sol de Dostoïevski, au Bartleby de Melville ou aux personnages de Maupassant, de Bernhard, de Vila-Matas ou de Coetzee. Mais cette figure n’est pas seulement l’apanage…

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“A dor e o existir: Fernando Pessoa” (Neyza Prochet)

Cadernos de psicanálise (Rio de Janeiro), vol. 34, no. 27, Rio de Janeiro, dez. 2012 Para o homem, a arte é o recurso que possibilita dar forma, tempo e lugar àquilo que, de outro modo, lhe seria inacessível. É a capacidade criativa que conecta o indivíduo a seu núcleo central, à fonte de onde se…

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“Happy with Tears: On Melancholy as a Hungarian Condition” (Nick Loomis)

Los Angeles Review of Books, July 20, 2016 HUNGARIAN ESSAYIST László F. Földényi recently published a post on the Yale Books blog “Unbound” entitled, “Are Hungarians Melancholic?” As it happens, I’ve spent the past month ruminating over the same question, as a fellow Hungarian (half) and reader of Földényi’s newly translated (by Tim Wilkinson) book, Melancholy (1988). “Why are Hungarians sad?”…

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“Du Moi comme apophatisme: Maurice Barrès, Emil Cioran, Philippe Muray” (David Paigneau)

Anales de Filología Francesa, n.º 27, 2019 Abstract: In the theological field, the term apophatism refers to a negative approach of defining God by what he is not rather than by what he is. This way of thinking can be applied to the definition of the writer’s Me as it appears in the literary works,…

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“Não resistência à noite” (E.M. Cioran)

No começo, acreditamos avançar para a luz; depois, fatigados por uma marcha sem fim, deixamo-nos deslizar: a terra, cada vez menos firme, não nos suporta mais: abre-se. Em vão buscaríamos perseguir um trajeto para um fim ensolarado, as trevas se dilatam ao redor e dentro de nós. Nenhuma luz para iluminar-nos em nosso deslizamento: o…

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“Una filósofa pereirana difusora de Cioran” (Alberto Antonio Berón Ospina)

Caminar con Liliana Herrera solía ser un desafío, porque esa joven contaba con voz propia y pensar propio: fuera reflexionando acerca de la ciudad de Pereira, que ya en los años ochenta mostraba su capacidad de olvido e indolencia. LA COLA DE LA RATA, 01/10/2019 “La poesía nace simultáneamente con la oración, el canto y…

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“Emil Cioran e Correia de Sá: o ensaio de um ‘desconhecido’ ilustre” (Rui Benevides Prates)

Meus eternos agradecimentos a Rui Benevides Prates, o “arqueólogo” cioraniano que desenterrou estas relíquias. 1. Introdução “Dans le Jornal Do Comercio de Rio de Janeiro du 2 XI 68, un inconnu, Correia de Sá, vient d’écrire un des articles les plus sérieux qu’on ait jamais écrit sur moi. Que ce soit dans un «Journal de…

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“Tristeza ativa” (E.M. Cioran)

“Deve ser algo herdado dos meus pais, que tinham temperamentos completamente opostos. Eu nunca pude escrever senão no abatimento [cafard] das noites de insônia, e durante sete anos mal pude dormir. Eu creio que se reconhece em cada escritor se os pensamentos que o ocupam são pensamentos diurnos ou noturnos. Tenho necessidade desse cafard e…

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“Devemos repetir a nós próprios todos os dias: Sou um daqueles que, entre milhares, se arrastam pela superfície do globo. Essa banalidade justifica qualquer conclusão, qualquer comportamento ou acto: deboche, castidade, suicídio, trabalho, crime, preguiça ou rebelião. … E daí se conclui que todos nós temos razão em fazer o que fazemos.” (Do inconveniente de […]

via Breviário de Decomposição 7.0

“O conceito de disciplina de horror no Breviário de decomposição de Cioran” (Anthonio Delbon)

Dissertação apresentada à banca examinadora como exigência parcial para obtenção do título de Mestre em Filosofia pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, sob orientação da Profa. Dra. Jeanne-Marie Gagnebin. São Paulo, 2019. O presente trabalho tem por objetivo estabelecer um diálogo entre Cioran e algumas correntes de pensamento clássicas tendo como chave central o…

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“Breviário de Decomposição: livro perigoso e essencial” (Rodrigo Inácio R. Sá Menezes)

Por que reunir-se em torno do Précis de décomposition – e celebrá-lo? Alguns diriam que não há nada aí a ser celebrado, muito pelo contrário. Cioran: pró e contra… Qual a importância do Breviário de decomposição, conforme o temos, desde 1989, primorosamente traduzido ao português pelo professor José Thomaz Brum? Qual sua importância hoje, para […]…

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Tal como foi publicado pela editora Gallimard em 1949, o primeiro livro escrito em francês pelo romeno Emil Cioran, Breviário de Decomposição, tem por autor E.M. Cioran, como, de resto, os livros escritos em francês que se seguirão; hoje em dia, porém, após o sucesso de Exercícios de admiração, de 1986, lê-se em muitas das […]

via “Quem escreveu o Breviário de Decomposição?” (Nicolas Cavaillès) — Breviário de Decomposição 7.0

Pensar-ser-o-que-se-é-pensa (Emil Cioran)

Nevoia de a dovedi o afirmaţie, de-a vîna argumente în dreapta şi-n stînga presupune o anemie a spiritului, o nesiguranţă a inteligenţei şi a persoanei în genere. Cînd un gînd te năpădeşte cu putere şi violenţă, el izvorăşte din substanţa existenţei tale; a-l dovedi, a-l împresura în argumente înseamnă a-l slăbi şi a te îndoi…

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“A mentira imanente” (E.M. Cioran)

VIVER significa: crer e esperar, mentir e mentir-se. Por isso a imagem mais verídica que já se criou do homem continua sendo a do Cavaleiro da Triste Figura, esse cavaleiro que se encontra mesmo no sábio mais realizado. O episódio penoso em torno da Cruz ou esse outro mais majestoso coroado pelo Nirvana participam da…

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Seleção de aforismos retirados de “Dictionnaire du parfait cynique“, obra compilada por Roland Jaccard e nunca publicada em português, numa tradução original. * AMIZADE – A amizade é um contrato mediante o qual nos comprometemos a prestar pequenos serviços afim de que nos prestem grandes. (Montesquieu) AMOR – O amor é a troca de duas […]

via Dicionário do perfeito cínico — Desaforisticamente

O Mau Demiurgo: Cúmulo do “Veneno Abstrato”, ou Porque Coringa Não É Cioran (Rodrigo Inácio R. Sá Menezes)

“O bem-sucedido em tudo é necessariamente superficial. O fracasso é uma versão moderna do nada. Ao longo da minha vida, estive fascinado pelo fracasso. Um mínimo de desequilíbrio se impõe. Ao ser perfeitamente sadio física e psiquicamente falta um saber essencial. Uma saúde perfeita é a-espiritual.” (Entrevistas com Sylvie Jaudeau) “A única experiência profunda é…

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“Tristesse automatique, robot elegiaque” (Cioran)

Chegamos num ponto da história da tecnociência, particularmente da inteligência artificial, em que é necessário atualizar e substituir o Teste de Turing: doravante seria o Teste de Cioran, para medir a capacidade de um robô de se comportar como um ser humano, sem que o observador perceba a diferença (ou seja, que é um robô…

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E. M. Cioran. El origen de una fascinación (Mario Andrea Rigoni)

Culto/La Tercera, 10 Sep 2019 El autor, destacado escritor y profesor italiano, fue también traductor de la obra de Cioran al italiano, cultivando una larga amistad con el rumano devenido apátrida y documentada en el epistolario Mon cher ami, lettere a Mario Andrea Rigoni 1977-1990. Rigoni también ha escrito sobre él en las recopilaciones Cioran dans…

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“O veneno abstrato” (E.M. Cioran)

Um importante aforismo do Breviário de decomposição, no tocante ao que muda, na economia do pensamento de Cioran, conforme ele muda de idioma: do nativo, o romeno, ao francês, idioma estrangeiro para um estrangeiro. No fundo (ele mesmo o afirma), seu pensamento, suas “ideias” ou intuições originais (vide Nos cumes do desespero) nunca mudaram, permaneceram sempre os…

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“Desejo e Horror da Glória” avant la lettre (E.M. Cioran)

“Désir et horreur de la gloire” é um dos ensaios que compõem La chute dans le temps (1964), livro que sucede diretamente a História e utopia (1960) no qual este tema (tão “adâmico”) já se encontra enunciado e problematizado, antecipando o que virá a seguir. Trata-se da dualidade-contradição — inconciliável — entre o desejo e…

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“Os Anjos Reacionários” (E. M. Cioran)

É DIFÍCIL formular um juízo sobre a rebelião do menos filósofo dos anjos, sem misturar nele simpatia, assombro e reprovação. A injustiça governa o universo. Tudo o que se constrói, tudo o que se desfaz, leva a marca de uma fragilidade imunda, como se a matéria fosse o fruto de um escândalo no seio do…

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Encuentro Internacional Cioran México: Entre Filosofía y Literatura

11-16 noviembre, 2019 In memoriam Liliana Herrera (1960-2019) LUNES 11 Facultad de Estudios Superiores – Acatlán (Unidad de Congresos UIM II) 11h – 12h | Inauguración Manuel Martínez (director de la FES Acatlán) Alejandro Byrd (Secretario de Extensión Universitaria y vinculación institucional) Claudia Márquez (Jefa de la división de Ciencias Socioeconómicas)  Ionuţ-Maria Valcu (Embajada de…

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“Benjamin Fondane. Tra Gerusalemme e Atene” (Francesco Testa)

Orizzonti Culturali Italo-Romeni, n. 11, novembre 2019, anno IX Il libro Tra Gerusalemme e Atene – recentemente pubblicato dalla casa editrice Giuntina – offre per la prima volta al pubblico italiano una prospettiva d’insieme sul rapporto di Benjamin Fondane con l’ebraismo. Il volume – curato da Francesco Testa e Luca Orlandini – raccoglie gli articoli che il…

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Perfeccionismo, “Obsessão do Essencial” e a condição fragmentária (Cioran)

Nos Cahiers (p. 73), estas 2 anotações, uma seguida da outra: Chercher l’être avec des mots!- Tel est notre donquichottisme, tel est le délire de notre entreprise essentielle. [Buscar o ser com palavras! — tal é o nosso donquixotismo, tal é o delírio de nossa empresa essencial.] Si jamais mortel a été tourmenté, supplicié par…

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“Cioran, entre filosofia e poesia: ambivalência, hibridismo, temeridade” (Rodrigo Inácio R. Sá Menezes)

“Já que tudo o que se concebeu e empreendeu dede Adão é ou suspeito ou perigoso ou inútil, que fazer? Dessolidarizar-se da espécie? Seria esquecer que nunca se é homem tanto como quando se lamenta sê-lo.” (La chute dans le temps) O “pecado original” de Cioran é ser demasiado filósofo, pensador. Corrijo-me: é não ser…

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“Der Mensch: ein Rechenfehler der Natur” (Verena von der Heyden-Rynsch)

ZEIT ONLINE, 18 Januar 1980 Wiederentdeckt: der Dichter und Theoretiker E. M. Cioran Vor einigen Monaten ist auf dem deutschen Büchermarkt ein Werk erschienen, das vor 25 Jahren erstmals das Licht der deutschen Literaturwelt erblickte und in kürzester Zeit vergriffen war: “Die Lehre vom Zerfall” von E. M. Cioran in der Übersetzung von Paul Celan. (Das…

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“Cioran, ingênuo e sentimental”: um perfil literário e psicológico, por Ion Vartic (Rodrigo Inácio R. Sá Menezes)

Eu havia escrito esta resenha em 2011, e não sei porque não a publiquei à época. Acabo de descobri-la, perdida, num HD de backup. RESENHA: VARTIC, Ion. Cioran, ingenuo y sentimental. Trad. do romeno de Francisco Javier Marina (título original: “Cioran, naiv şi sentimental”). Zaragoza: Mira Editores, 2009. O ensaio de crítica literária e psicológica…

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