“A Romênia entre a História e a Europa” (Tony Judt)

A edição de fevereiro de 2000 da revista masculina Plai cu Boi de Bucareste apresenta uma certa princesa Brianna Caradja. Variando de adereços de couro a quase nada, ela aparece nas páginas centrais numa série de poses meio desfocadas, flagelando servos (masculinos) subservientes e semidespidos. Os rapazes submissos, envoltos em fumaça, cortam lenha, puxam trenós…

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“Breviário de Decomposição: livro perigoso e essencial” (Rodrigo Inácio R. Sá Menezes)

Por que reunir-se em torno do Précis de décomposition – e celebrá-lo? Alguns diriam que não há nada aí a ser celebrado, muito pelo contrário. Cioran: pró e contra… Qual a importância do Breviário de decomposição, conforme o temos, desde 1989, primorosamente traduzido ao português pelo professor José Thomaz Brum? Qual sua importância hoje, para […]…

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“30 anos da primeira edição brasileira do Breviário de Decomposição” (Rodrigo Inácio R. Sá Menezes)

“Encaminhar-se para o fim da história com uma flor na lapela: único traje apropriado no desenvolvimento do tempo. Que lástima que não haja um Juízo Final, que não tenhamos ocasião para um grande desafio!” (Breviário de decomposição) * “O final da história? O fim do homem? É sério pensar nisso? São acontecimentos longínquos que a…

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“Cioran, ingênuo e sentimental”: um perfil literário e psicológico, por Ion Vartic (Rodrigo Inácio R. Sá Menezes)

Eu havia escrito esta resenha em 2011, e não sei porque não a publiquei à época. Acabo de descobri-la, perdida, num HD de backup. RESENHA: VARTIC, Ion. Cioran, ingenuo y sentimental. Trad. do romeno de Francisco Javier Marina (título original: “Cioran, naiv şi sentimental”). Zaragoza: Mira Editores, 2009. O ensaio de crítica literária e psicológica…

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“The Legionaries rise! The neo-Legionary movement in post-Communist Romania” (Cecilie Endresen)

Originally in Südost-Forschungen 69/70 , 2010 By the late 1990s, several “Legionary” groups, claiming to be the successors of the “Legiunea Arhanghelul Mihail” (The Legion of Michael the Archangel), had emerged across Romania. In order to distinguish these Post-Communist groups from their purported predecessor, which was founded by Corneliu Zelea Codreanu in 1927, I will refer to them as “neo–Legionary” groups. The neo-Legionary movement is…

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“Variaciones” (M. Liliana Herrera A.)

In: HERRERA A., María Liliana; ABAD T., Alfredo A. (orgs.), Cioran en perspectivas. Pereira: Universidad Tecnológica de Pereira, 2009. p. 170-192. De la naturaleza esencialmente paradójica de la obra de Cioran surge ante la mirada de sus estudiosos una variedad de temas que están determinados también por la formación intelectual e intereses de cada uno…

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“La Transfiguration de la Roumanie et les transfigurations de Cioran” (Liliana Nicorescu)

Thèse présentée a la Faculté des études supérieures en vue de l’obtention du grade de Ph.D. en littérature française, Département d’Études françaises, Faculté des études supérieures, Université de Montréal, février, 2006 Résumé: L’objet de cette thèse est l’oeuvre la plus controversée de Cioran : son troisième livre. La Transfiguration de la Roumanie, écrit en roumain…

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Ceticismo, fragmento e lucidez: “Emil Cioran. A Filosofia como Desfascinação e a Escritura como Terapia”, de Vincenzo Fiore [pt. 1] (Rodrigo Inácio R. Sá Menezes)

FIORE, Vincenzo. Emil Cioran. La filosofia come de-fascinazione e la scrittura come terapia. Piazza Armerina/Enna: Nulla Die, 2018, 187 pp. A Itália é um dos países mais produtivos, atualmente, no que se refere à fortuna crítica cioraniana. Todo ano são publicados novos estudos, produções acadêmicas e editoriais, além de correspondências epistolares inéditas do próprio Cioran.[1]…

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“Cioran, a filosofia como desfascinação e a escrita como terapia”: entrevista com Vincenzo Fiore

“Numa época em que o fanatismo parece voltar à ribalta a nível mundial, o pensador romeno é um antídoto que imuniza.” Vincenzo Fiore Sobre o autor: Nascido em 1993 em Solofra, Italia, Vincenzo Fiore se formou em filosofia pela Università degli studi di Salerno, é membro do Projeto de Pesquisa Internacional dedicado a Emil Cioran.…

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“Cioran não ficou imune aos equívocos políticos, o pecado original dos filósofos” (José Thomaz Brum)

O Globo, 20 de janeiro de 1996 A filosofia de Cioran não constitui uma arquitetura abstrata de conceitos ideais. Meditação fundamentalmente impura, deriva de um estado de espírito, de uma obsessão mais do que se uma ideia a priori. Filósofo que parte dos afetos, das “misérias do eu”, Cioran conheceu, em sua reflexão errática, momentos…

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“No tempo dos grandes mamíferos fósseis” (Welington Andrade)

Revista Cult, 7 de maio de 2016 “Quando sinto que vou vomitar um coelhinho, enfio dois dedos na boca como um alicate aberto e espero até sentir na garganta a penugem morna que sobe como uma efervescência de sal de frutas. Tudo é veloz e higiênico, transcorre num instante brevíssimo”. Julio Cortázar, Carta a uma…

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Alain Finkielkraut comenta “Transfiguração da Romênia”

Finkielkraut: «Para Cioran, esse livro era uma vergonha» Dois livros de Cioran, «Transfiguration de la Roumanie» et «De la France» são traduzidos pela primeira vez. Alain Finkielkraut comenta esses textos de juventude. Le Figaro, 02 de abril 2009 Já se sabia sobre o autor de «A Derrota do Pensamento» que ele é um leitor apaixonado da obra de…

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“La escritura como expiación” (Rafael Conte)

El País, 23 Noviembre 2002 El breve relato que de un viaje a Ibiza realizó Emil M. Cioran (1911-1995) ayuda a comprender el misterio que impregna la obra del autor francorrumano. Su publicación en España coincide con la edición en Francia de un duro estudio sobre Cioran, Eliade e Ionesco, rumanos de nacimiento, fascistas en…

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