In dialogo con Mirko Integlia su «Tormented by God: The Mystical Nihilism of Emil Cioran»

ORIZZONTI CULTURALI ITALO-ROMENI, n. 12, dicembre 2019, anno IX È stato pubblicato da poco un nuovo libro su Cioran, uno importantissimo, a giudicare dal tema e dall’approccio: Tormented by God: The Mystical Nihilism of Emil Cioran (Libreria Editrice Vaticana, 2019), scritto dal filosofo e teologo Mirko Integlia. Un’approfondita analisi storico-ermeneutica di questo che l’esegeta concepisce come…

Leia mais

Sobre cinismos, niilismos e terrorismo de Estado (Rodrigo Inácio R. Sá Menezes)

Com o absurdo não se barganha, não se negocia. “Absurdo”, ou seja, esta palavrinha que nós, modernos, encontramos para maquiar o Mal. Como as explicações teológicas e metafísicas perderam sua razão de ser, não pegaria bem continuar usando tão atávica (e suja) expressão: “o Mal”. “O absurdo” soa melhor, mais moderno, mais filosófico, menos “cristão”… A…

Leia mais

“El suicidio de Dios. La apología del exterminio humano en Philip Mainländer” (Héctor Sevilla Godínez)

Cap. 3 del libro Analogías alternantes de la nada. Ejercicios filosóficos sobre el vacío. México, D.F. Plaza y Valdés, 2014. El nihilismo no es tanto el oscuro experimento de extrava-gantes vanguardias intelectuales, sino que forma parte yadel aire mismo que respiramos. (Franco Volpi) El camino hacia el exterminio Tener los pies puestos sobre la tierra…

Leia mais

Kierkegaard, precursor do “Antifilósofo” cioraniano (Rodrigo Inácio R. Sá Menezes)

O prefácio de O Desespero Humano (1849) é bastante elucidativo da problemática existencial — e religiosa — colocada pelo pensamento kierkegaardiano, e também da sua divisa intelectual existencial-religiosa em oposição ao “totalitarismo” racionalista do Espírito absoluto hegeliano. “O professor, o mestre de estudos, o estudante e enfim o filósofo, amador ou formado não ficam na…

Leia mais

“As ambiguidades da experiência moderna” (Franklin Leopoldo e Silva)

A partir da visão hegeliana de modernidade , o professor discute a como é possível pensar a arte e a poesia num mundo sem ideal. Neste cenário, a pergunta que parece se impor é: Como pensar a arte depois de Hegel?

Leia mais

“Cioran, antípoda de Aristóteles” (Rodrigo Inácio R. Sá Menezes)

ARISTÓTELES, Tomás de Aquino, Hegel – três escravizadores do espírito. A pior forma de despotismo é o sistema, em filosofia e em tudo. (Do inconveniente de ter nascido) § Beckett, a propósito do Démiurge, me escreve: “Em vossas ruínas, eu me sinto ao abrigo.” (Cahiers) § Não existe filosofia criadora. A filosofia não cria nada. Quero dizer que ela…

Leia mais

“Lev Shestov and Kierkegaard” (Nikolai Berdyaev)

The book of L. Shestov about Kierkegaard, 1  beautifully translated into the French language, — is perhaps the finest of his books. It was brilliantly written, just like the greater part of the books of this author. In it his fundamental thought is expressed with the greatest of concentration, but also with the greatest of clarity,…

Leia mais

“A habilidade de Sócrates” (E.M. Cioran)

Se tivesse dado precisões acerca da natureza do seu demónio, teria estragado uma boa parte da sua glória. A prudência da sua precaução criou a seu respeito uma curiosidade que inclui antigos e modernos; permitiu, além disso, aos historiadores da filosofia insistirem num caso que se mostra inteiramente estranho às suas preocupações. Trata-se de um…

Leia mais

“Nem Buda nem Satanás: Schopenhauer” (Guido Ceronetti)

O belo livrinho dos Colóquios de Schopenhauer, que a Rizzoli publicou nos seus breviários do “Ramo d’oro” com a curadoria apaixonada de Anacleto Verrecchia, tem-me sido recentemente uma ótima companhia de viagem; e com Arthur Schopenhauer, filósofo que muito me ajudou, junto a Montaigne e Espinoza, a formar juízos livres, a viver e a não…

Leia mais

“Do conhecimento religioso: sobre um texto de juventude e sua repercussão na obra de Cioran” (Rodrigo Inácio R. Sá Menezes)

Além de um sentimento fundamental da existência, a categoria do religioso designa também um tipo especial de conhecimento, aquele que mais importa para Cioran. Num artigo publicado na Revista Teologică (1932), “A estrutura do conhecimento religioso“, o jovem estudante de filosofia na Universidade de Bucareste faz a crítica do racionalismo e afirma a “preeminência do…

Leia mais

“Niilismo, existencialismo, gnose” (Franco Volpi)

A obra de Heidegger oferece, com certeza, fundamental contribuição para a análise do niilismo europeu. No entanto, em última instância, ela apresenta um paradoxo singular, que é também o paradoxo de uma parte importante do pensamento contemporâneo. Nela, com efeito, parecem tocar-se e conviver dois extremos incompatíveis: de um lado, um niilismo radical; de outro,…

Leia mais

“Gnosticism & Modern Nihilism” (Ioan P. Culianu)

Wo keine Göter sind, walten Gespenster. — NOVALIS 1. The Birth of Nihilism The intention here is not to summarize the debate surrounding nihilism, a concept that appeared in 1799 and continues to be a very live option. I It will suffice to sketch in a few lines the essence of this “uncanny guest” (Nietzsche)…

Leia mais

“Transcender Deus de Eckhart a Silesius” (Paulo Borges)

Philosophica, 34, Lisboa, 2009, pp. 439-457. Transcender Deus, transcender o transcendente, como supremo cumprimento da mais perfeita vida religiosa? Pretendemos compreender o sentido desta proposta em dois dos autores que mais explicitamente a formularam – Mestre Eckhart e Angelus Silesius – e ponderar como ela, ao desvelar uma instância não só a-teológica, mas também a-teia,…

Leia mais

“Filósofos contra creyentes” (Luis Fernando Moreno Claros)

EL PAÍS, 22 de octubre 2018 Un verdadero tour de force filosófico es lo que contiene esta obra magna del pensador ruso de origen judío Lev Isaákovich Shestov (1866-1938). Atenas y Jerusalén fue un libro original e importante en su época, 1937, cuando la denominada “filosofía de la existencia” comenzaba a imperar en Europa de la mano de autores…

Leia mais

“Sur les rives de l’Ilissus : après la mort de Léon Chestov” (Benjamin Fondane)

Τι ουν φιλοσοφια; το τιµιωτατον Plotin, Enn., I.3.V La vie et la pensée de Leon Chestov ont été dominées, d’un bout à l’autre, par ce que Plotin avait appelé, το τιµιωτατον, le plus important. C’est la plus énigmatique de toutes les défiintions qu’on ait jamais données de la philosophie, la moins rigoureuse qui se puisse…

Leia mais

“A vontade de crer” (Emil Cioran)

AS GRANDES ILUSÕES que acompanham o movimento religioso contemporâneo desaparecem em sua maior parte. Não que ele tenham sido completamente artificial e, portanto, artificialmente amplificado. Mas o que o determinava — e que resultava em grande medida de um certo formalismo — arruinou a confiança  na sinceridade da experiência religiosa. Que sentido pode ter o movimento religioso…

Leia mais

“Reflexões sobre a miséria” (Emil Cioran)

Alguns aspectos da vida exprimem uma sentimentalidade lírica quando menos  esperado. O pensamento cristaliza um conteúdo que não pode ultrapassar seus limites e aceita fatalmente a determinação, enquanto que a revolta é comprimida em formas. A miséria é um desses aspectos; diante dela, o pensamento emudece, não ousa afirmar-se, perde todo impulso. Evidentemente, essa atitude…

Leia mais

“Trágico e silêncio” (Clément Rosset)

UM FILÓSOFO POUCO SUSPEITO de complacência para com o pensamento trágico, Jules Monnerot, reconhecia recentemente no fantasma do ”alhures” uma negação fundamental da tragédia: “Não há de uma parte o homem, e de outra parte forças exteriores ao homem, às quais ele também seria exterior. As forças ‘exteriores’, ‘cósmicas’, ‘naturais’ estão também em nós, (…

Leia mais

“Cioran, lecteur de Spengler” (Eugène Van Itterbeek)

CAHIERS EMIL CIORAN. Ed. Universitatii “Lucian Blaga”Sibiu, Editions Les Sept Dormants, Leuven, 2002. Il est difficile de dire avec precision en quelleanee Emil Cioran a lu Der Untergang des Abendlandes d’Oswald Spengler, sans doute au debut des années ’30, lorsqu’il fut étudiant en philosophie à l’Université de Bucarest. D’où vient son intérêt pour Spengler ? En…

Leia mais

Filosofia trágica como crítica das ideologias (Clément Rosset)

Meu partido é um coração partido. Cazuza Uma única fórmula basta para caracterizar o pensamento trágico: a impossibilidade de crer que possa haver crença. E, na origem desse descrédito na crença, que acarreta para o pensamento toda uma série de consequências desastrosas que constituem o conjunto da “filosofia trágica”, ela invoca um argumento bem simples:…

Leia mais