Tesis: “La locura y su lugar en el mundo desde la perspectiva de Emil Cioran y Cornelius Castoriadis” (Germán Lleras Giraldo)

UNIVERSIDAD DE CARTAGENA
FACULTAD DE CIENCIAS HUMANAS
PROGRAMA DE FILOSOFÍA
2013

 

El ser humano vive en una realidad a la cual se aferra con toda sus fuerzas. Pero dentro de esa realidad él siempre tendrá que encontrarse con ese extraño llamado el “loco”, aunque lo excluya de su mundo, no por ello acabará con la existencia de aquel emisario de la locura. La locura es una presencia que muchos temen y odian, porque contradice, aparentemente, el sentido de los cuerdos. No obstante, ella tiene muchas cosas importantes que decirle al ser humano, ya sea para los hombres cuerdos o no, siempre revela grandes maravillas a quien la sepa escuchar. Para ello hay que saber encontrarla, empero, ¿en dónde se encuentra la locura? Si queremos obtener la respuesta a ese interrogante, en el pensamiento de Emil Cioran y Cornelius Castoriadis podemos
encontrarla, pues ambos autores, a pesar de ser tan diferentes, en sus reflexiones se encargaron de la locura. Por lo tanto, el objetivo de La locura y su lugar en el mundo desde la perspectiva de Emil Cioran y Cornelius Castoriadis es hallar el lugar en que vive la locura, y reivindicarla ante el mismo mundo.

Palabras claves: Realidad, locura, mundo, ser humano.

ABSTRACT –  The human being lives in a reality which clings with all his strength. But within that reality it must always meet that strange called the “crazy”, but excludes him from his world, nonetheless, that isn´t reason for finish with the existence of the emissary of madness. Madness is a presence that many fear and hate, because it contradicts, apparently, the sense of the sane. However, she has many important things to say the human being, whether for the sane men or not, It always reveals great wonders to those who know it to listen. To do this you have to know to find it, however, where is the insanity? If we want to get the answer to that question, in the thinking’s of Emil Cioran and Cornelius Castoriadis we can find it, since both authors, despite being so different, in their reflections were responsible for the madness. Therefore the goal of The madness and its place in the world from the perspective of Emil Cioran and Cornelius
Castoriadis is finding the place where live the madness, and claim it to the same world.

Keywords: reality, madness, world, human being

[Pdf]

Anúncios

Conversatorio: Cioran, la locura, el filósofo como loco (audiovisual)

 

Evento realizado dentro de la programación del IX Encuentro Internacional Emil Cioran. Cartago – Valle, viernes 21 de octubre de 2016

Conversatorio que abordo desde la perspectiva cioranista temas como: el caos y la locura, ser filósofo, el filósofo como loco.

Intervienen:

Carlos Eduardo Maldonado Castañeda
Ph.D. Filosofía: Katholieke Universiteit Leuven, Lovaina
Profesor Universidad del Rosario

Manuel Horacio Vásquez
Ph, D. en Historia de la Universidad de Nantes
Profesor Universidad del Tolima

Roch Charles Little
Doctor en Historia Universidad de Laval Canadá
Profesor Universidad Nacional

Juan Manuel López Rivera
Doctorando en filosofía Universidad de Antioquia
Profesor Universidad Tecnológica de Pereira

Prefácio: “Cioran: souffrance, extase et haute folie pendant le XXe siècle”, de Mircea Lăzărescu

Há toda uma fascinação que a vida e o pensamento de um criador admirado exercem sobre nós. E quando se é psiquiatra, como Mircea Lăzărescu, a tentação de descer até as profundezas de um espírito furioso conduzido à escrita de um diário a meio caminho entre o si [soi] e o outro, entre a escrita íntima e a escrita-vítima do pesar exercido pelo assunto abordado, neste caso o homem, o filósofo, o criador Emil Cioran.

Por seu subtítulo explícito, A crônica de três dias, ocasionados pela comemoração do centenário do nascimento de Cioran, contada por um psiquiatra, o autor já situa sua análise temática num crono-topo preciso, reestruturando e particularizando o tema geral anunciado no título, “Sofrimento, êxtase e alta loucura durante o século XX” [Souffrance, extase et haute folie pendant le XXe  siècle]. A partir de suas lembranças pessoais e de seus contatos diretos com a família Cioran em Sibiu, seu irmão Aurel e a esposa deste, Ica, com seu amigo, o filósofo Constantin Noica, que viveu isoladamente em Paltinis, nas montanhas, assim como suas recentes releituras cioranianas, Mircea Lăzărescu compõe o retrato psicológico e espiritual de Emil Cioran, fundando-se em algumas constantes do seu pensamento e de sua obra: o êxtase, o sofrimento, o tédio/angústia [ennui], a alta loucura, Deus. Os temas maiores da criação cioraniana, que funcionam como nós a conferir coerência e unidade a toda sua obra, romena e francesa a uma só vez, são também responsáveis por adiantar esse livro-jogo-segundo, tanto crítico quanto memorialístico, mescla de confissão, de vivência e de fabricação, de visão, que leva à formação e à formulação do caráter  unitário e coerente daquele que Mircea Lăzărescu denomina o “caso Cioran”.

Fino observador do homem e de suas “manifestações”, o psiquiatra Mircea Lăzărescu toma a decisão de escrever este livro sobre Cioran devido a uma negligencia exegética que ele constata a propósito de Cioran: a falta de seriedade e de profundidade na “análise da coerência interior extraordinária dos sentimentos, dos ditos e das atitudes de Cioran ao longo de toda sua vida”. Neste sentido, Mircea Lăzărescu pretende soar o alarme. Ele constata que tudo gravita em Cioran ao redor do êxtase (conceito chave em seu pensamento), tema que o marcou irremediavelmente. Sem hesitação, ele descobre o “caso” Cioran, representado pelo tipo particular de experiência humana que o autor revela, por esse testemunho antropológico de sua existência.

O livro é interessante ao nível de sua composição que lhe assegura o peso da autenticidade. Para além do fio narrativo exterior (que surpreende também a viagem espacial de Mircea Lăzărescu, de Sibiu a Rășinari, e daí a Timisoara a Predeal), há uma série de “presenças “ reais das quais eles fala e que vêm a se tornar personagens do livro, assim como uma sucessão de figuras culturais e filosóficas que ele evoca para delimitar as molduras e os espectros do assunto de que trata.

Lăzărescu desvela ao leitor como é possível, por algum tempo, viver na companhia de um autor. Mais ou menos ocasionada por acontecimentos exteriores, a verdadeira companhia, a convivialidade, só se produzem na solidão, na intimidade livresca em que o outro se nos revela ao mesmo tempo que se separa de nós.

Apesar da “faceta” autobiográfica do livro, o autor faz aí o percurso cronológico dos escritos de Cioran, tanto os romenos quanto os franceses, a partir da noção de êxtase que é minuciosamente seguida e explicada em sua evolução de um livro ao outro. Abundam as referências aos grandes filósofos universais, assim como o apelo a construir para Cioran uma genealogia espiritual, que o colocaria não apenas na sucessão dos grandes filósofos mas também dos grandes místicos.

Para além do fragmentário da escrita de Cioran, Mircea Lăzărescu descobre sua unidade e sua coerência temática e ideática, para além de um espírito (des)fascinado da existência, um homem que confronta seus sentimentos-limite que são edificadores para compreender sua condição, sua vida. Sob a pluma de Lăzărescu, Cioran se torna o personagem representativo daquilo que ele denomina a “alta loucura”, uma loucura por que só são tentados os grandes espíritos da humanidade, e que os ajuda a criar sua obra e a durar graças a ela.

Um livro da moda, dir-se-ia. Um livro vivo, envolvente, leve. Que se lê de uma sentada. E que faz pensar de pronto. À realidade interior de uma obra, a esse ponto essencial que o seu autor busca e rebusca ao longo de toda sua criação, às vezes por vai-e-vem, por esse duplo jogo lúcido com sua própria identidade e com a linguagem. Ele se desvela escondendo-se e se esconde desvelando-se.

Ainda que se esperasse eu o ponto de vista do psiquiatra fosse mais detalhado e mais explicado, o Cioran de Mircea Lăzărescu ganha em estabilidade e em constância. Pois toda sua visão filosófica e poética, “da posição do homem no mundo”, gravita ao redor de sentimentos e de atitudes fundamentais, bem acolhidos e em relação com seus estados extáticos que ele experimentou desde os primórdios de sua maturidade. Trata-se, dentre outras coisas, da insônia, do desprendimento em relação ao mundo, da solidão, do tédio/angústia [ennui], do vazio, da dúvida cética, do orgulho, da lucudez, da preguiça, da doença e do suicídio”.

A partir de Cioran, Mircea Lăzărescu empreende uma descrição interior de toda uma época intelectual, de toda uma era cultural, colocando em movimento as fontes analíticas de um homem que viveu estruturalmente as ideias e as trepidações de um mundo que parece desmoronar.

Prefácio ao livro escrito por Mihaela-Genţiana Stănişor
Traduzido do francês por Rodrigo Menezes
14/12/2013

La risa, la ironía y la melancolía en Cioran

Doina Constantinescu
Profesora Facultad de Letras y Artes.
Universidad Lucian Blaga, Sibiu, Rumania.
Traducción del francés: M. Liliana Herrera A.

La risa contiene todas las melancolías humanas.

Todo humorista es un pesimista.

Resumen: Mi estudio intenta mostrar el humor y su espacio lúdico, la ironía y su grado de cinismo y sarcasmo, vistos como una estrategia particular de autodefensa, de evasión y de ruptura con el sufrimiento melancólico. El repertorio de humor y de ironía es un carnaval interior vivido por Cioran como una melancolía en la cual los locos no son los que han perdido la razón, sino los que han perdido todo salvo la razón. En este theatrum mundi, para decir lo indecible evocado por el humor, la ironía y la irrisión,Cioran nos revela las máscaras y el espíritu del humor y de la melancolía como las dos caras de la misma moneda. [PDF]