“Cioran: pensador-cantor com uma alma perdidamente musical” (Rodrigo Inácio R. Sá Menezes)

“Não se pode eludir a existência com explicações, só se pode suportá-la, amá-la ou odiá-la, adorá-la ou temê-la, nessa alternância de felicidade e de horror que exprime o ritmo mesmo do ser, suas oscilações, suas dissonâncias, suas veemências amargas ou alegres.” (Breviário de decomposição) “Sem o imperialismo do conceito, a música teria substituído a filosofia:…

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All hail the singer, all sing the song, the hymn… to love. The room is cold and has been like this for several months. If I close my eyes I can visualise everything in it right down Right down to the broken handle on the third drawer down of the dressing table. And the world […]

via Delìrivm Còrdia🤘🏼

“Just dropped in to see what condition my condition was in” (Mickey Newbury)

Woke up this mornin’, The sundown shinin’ in. I found my broken mind, In a brown paper bag of Zen. Tripped on a cloud, I fell eight miles high. Tore my mind upon a jagged sky. I just dropped in to see what condition, My condition was in. Ah, ah. Pushed my soul in a…

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“Corps de Blah” (Scott Walker)

Hence went and cracked an atom age old egg Beneath my nose The sky-clads ash with jettisoning the roost I’m bumping into leghorns in the darkness Excuse me Dear god, excuse me Accrue too flew and burned my teeth With kitchen matches struck on stone Boiling owls shriek Arab widow flayed cadenzas I’m wading through…

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Ghosteen (Nick Cave & The Bad Seeds)

La musique n’existe qu’aussi longtemps que dure l’audition, comme Dieu qu’autant que dure l’extase. L’art suprême et l’être suprême ont ceci de commun qu’ils dépendent entièrement de nous. [A música só existe enquanto dura a audição, como Deus enquanto dura o êxtase. A arte suprema e o ser supremo possuem isto em comum, o fato…

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“Cioran, el aforismo y la santidad” (Gonzalo Gragera)

LA TRASTIENDA, 2 junio 2017 Asumen los lectores, a base de argumentos ya recurrentes, que los aforismos son un género que crece con la ayuda de las redes sociales, plataformas virtuales en donde  nos invitan a plasmar nuestros pensamientos en píldoras, en pequeños fragmentos, ya sea por límite de caracteres o por lógica de espacio…

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“Emoção e criação” (Henri Bergson)

É POR EXCESSO de intelectualismo que se suspende o sentimento por um objeto e que se conserva toda emoção para a repercussão, na sensibilidade, de uma representação intelectual. Voltando ao exemplo da música, é sabido que ela suscita em nós determinadas emoções: alegria, tristeza, piedade, simpatia, e que essas emoções podem ser intensas, e que…

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“Cioran passando na alfândega do céu. Sainete em um ato” (Mircea Lăzărescu)

A ALMA DE CIORAN chega a uma das passagens de um mundo ao outro. A instância é completada e o guardião começa a ser o seu dossiê: — Durante toda sua vida, este senhor aqui presente sustentou ardentemente, em textos publicados em romeno e em francês, que: A vida é uma tortura insuportável, de onde…

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A música de Bach (Emil Cioran)

A CHAVE DA MÚSICA DE BACH: o desejo de evadir-se do tempo. A humanidade não conheceu outro gênio que tenha apresentado com maior pathos o drama da queda no tempo e a nostalgia do paraíso perdido. As evoluções de sua música dão uma grandiosa sensação de ascensão em espiral até os céus. Com Bach nos…

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“Lágrimas e Santos, versão do diretor” (Rodrigo Inácio R. Sá Menezes)

A Joan M. Marín Todo leitor de Cioran sabe que um dos seus livros romenos, após Nos cumes do desespero (1934) e O livro das ilusões (1936) — ambos traduzidos e publicados no Brasil –, é Lacrimi şi Sfinţi [Lágrimas e Santos], cronologicamente o terceiro título no conjunto da obra (publicado na Romênia em 1937). O que…

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“Bach, Mozart and Beethoven’s music – philosophy lived in Cioran’s view” (Mădălina Dana Rucsanda)

Bulletin of the Transilvania University of Braşov, series VIII: Performing Arts • Vol. 8 (57) No. 2 – 2015 Abstract: Cioran is not a musicologist and not even an esthetic. His considerations and his preferences in music in some ways doubtful and even contradictory, are the resonance of the sound art, in a hungry soul…

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“Música e ceticismo em Cioran” (José Thomaz Brum)

Artigo publicado em Revista de Arte, Rio de Janeiro, v. 1, n.2, 1995. “Oh, você também ama esta música? Então muitos pecados lhe serão perdoados!” — Nietzsche —”Conversação sobre a Música”, Aurora, 255. Existe um pensador contemporâneo, de textos corrosivos e embebidos de um ceticismo exaltado, que vê na música a ocasião para uma temporária “clareira”…

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“Os terrores e delícias de uma alma demasiado musical: O Livro das Ilusões, de Emil Cioran” (Rodrigo Inácio R. Sá Menezes)

O Livro das Ilusões deixa transparecer uma experiência densa e dolorosa, temperada por elãs líricos e transes místicos. Um caminhar fragmentário e extático revela um jovem leitor de Nietzsche fascinado ora por Barrès, ora por Gide. José Thomaz BRUM Se leio tanto, é na esperança de um dia encontrar uma solidão maior do que a…

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“Cioran, el tango y los desastres maravillosos” (Daniel Amiano)

LA NACIÓN, 29 de Deciembre de 1997 Sucumbir al placer de la música. Hundirse en su textura esponjosa para permitirnos su realidad fantástica. Se supone que nos pasa a todos, aunque con sensibilidades diversas, vidas diferentes, lenguajes distintos. El hecho de escuchar música también requiere un talento. El filósofo rumano nihilista por excelencia E.M.Cioran encontraba…

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“A insônia da razão”: Entrevista com Michael Jakob

Emil Cioran, o filósofo do desespero e do não-sentido da existência, fala sobre sua trajetoria intelectual em entrevista a sair este ano na França. Em 17 de fevereiro de 1995, o extinto caderno Mais! da Folha de São Paulo faria um dossiê sobre Cioran, pouco antes de seu falecimento. A matéria saiu a título do…

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