“Retrato do civilizado” (E.M. Cioran)

“Portrait du civilisé” é o segundo ensaio de La chute dans le temps (1964),o primeiro sendo “L’arbre de vie” [A árvore da vida], no qual Cioran apresenta a sua exegese pouco ortodoxa do mito do pecado original. O ensaio aqui traduzido dialoga tanto com o livro anterior, História e Utopia (1960), quanto com o seguinte…

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Absurdo, Horror da História e a “Nulidade do Futuro” (E.M. Cioran)

Já que uma voz tão autorizada nos instruiu sobre a fragilidade da antiga idade de ouro e sobre a nulidade do futuro, somos obrigados a tirar as consequências disso e não nos deixar mais iludir pelas divagações de Hesíodo nem pelas de Prometeu, e menos ainda pelas sínteses delas que tentaram as utopias. A harmonia,…

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“Hang the DJ” (Rodrigo Inácio R. Sá Menezes)

Será que a inteligência artificial nos tornará uma espécie de Über-marionetes, como sugere John Gray em seu primoroso ensaio sobre a liberdade humana, A Alma da Marionete? Após a notícia de que uma prestigiada casa de leilões de Londres iria leiloar o primeiro quadro pintado por inteligência artificial, desta vez a notícia é de que…

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“Como a política é uma questão de logos” (Barbara Cassin)

O paradoxo começa a se explicar quando aceitamos regredir, para aquém de nossas antíteses modernas (democracia/conservadorismo, revolução/reação), à própria constituição da polis que marca o “milagre grego” do século V. Polis, logos, sofística: o caráter eminentemente político da sofística é, antes de tudo, um questão de logos, termo em que o grego liga, como se…

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“Do conhecimento religioso: sobre um texto de juventude e sua repercussão na obra de Cioran” (Rodrigo Inácio R. Sá Menezes)

Além de um sentimento fundamental da existência, a categoria do religioso designa também um tipo especial de conhecimento, aquele que mais importa para Cioran. Num artigo publicado na Revista Teologică (1932), “A estrutura do conhecimento religioso“, o jovem estudante de filosofia na Universidade de Bucareste faz a crítica do racionalismo e afirma a “preeminência do…

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Eros, beleza e pensamento musical: O Livro das Ilusões, de Emil Cioran

Que ninguém esqueça: Que só o Eros pode preencher uma vida; o conhecimento nunca. Unicamente o Eros lhe dá um conteúdo; o conhecimento é infinitude oca; para pensar sempre há tempo; a vida tem seu tempo; nenhum pensamento vem demasiado tarde; todo desejo pode converter-se em pesar. * A impossibilidade de crer nos substitutos da…

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“Prometeu desacorrentado – a responsabilidade pelos viventes vindouros na filosofia de Hans Jonas (1903 – 1993)” (Eduardo Carli de Moraes)

Publicado originalmente em A CASA DE VIDRO:
PROMETEU DESACORRENTADO A responsabilidade pelos viventes vindouros na filosofia de Hans Jonas (1903 – 1993). Comentários sobre “O Princípio Responsabilidade – Ensaio de uma Ética para a Civilização Tecnológica” [Wikipedia] por Eduardo Carli de Moraes / A Casa de Vidro.com Conta a lenda que Prometeu, após ter roubado o…

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“O arquiteto das cavernas” (E.M. Cioran)

A teologia, a moral, a história e a experiência de cada dia nos ensinam que para alcançar o equilíbrio não há uma infinidade de segredos; há apenas um: submeter-se: “Aceitem um jugo, nos repetem, e serão felizes; sejam algo, e estarão livres de suas penas.” Realmente, tudo é ofício neste mundo: profissionais do tempo, funcionários…

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O anti-Prometeu: Cioran, crítico do progresso e da civilização

Transformando-nos em frenéticos, o cristianismo nos preparava, apesar de si mesmo, a engendrar uma civilização da qual ele mesmo é a vítima: por acaso não criou em nós demasiadas necessidades, demasiadas exigências? Necessidades e exigências interiores a princípio, que se degradariam e se tornariam exteriores, assim como o fervor de que emanavam tantas orações suspendidas…

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