A santidade: fruto supremo da enfermidade; quando se está saudável, parece monstruosa, ininteligível e malsã ao mais alto grau. Mas basta que esse hamletismo automático chamado Neurose reclame seus direitos para que os céus tomem forma e constituam a moldura da inquietude. Defende-se da santidade se tratando: ela provém de uma sujeira particular do corpo […]

via Breviário de Decomposição 7.0 🇧🇷

“O Esteta Hagiógrafo” (E.M. Cioran)

Não é um sinal de bênção haver estado obcecado pela existência dos santos. Mistura-se a esta obsessão um gosto pelas enfermidades e uma avidez de depravações. Só nos inquietamos pela santidade se tivermos sido decepcionados pelos paradoxos terrestres; buscam-se então outros, de teor mais estranho, impregnados de perfumes e de verdades desconhecidos; confia-se em loucuras…

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“À sombra das santas” (Emil Cioran)

À SOMBRA DAS SANTAS. Todos vivemos em verdades locais. Tudo o que pensamos é circunstancial. O pretexto define não só a qualidade do pensamento, mas também a do mundo; talvez sobretudo a do mundo. Pois não esquecemos que vivemos em um mundo de circunstância. Quantas vezes não somos tomados por um desejo violento de escapar…

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O gosto das ilusões e o mais essencial (Emil Cioran)

O GOSTO DAS ILUSÕES. As essências são uma superstição do espírito filosófico. Não podes privar-te delas sem comprometer-te, embora todos queiram escapar de sua tirania. Ninguém sabe o que é o essencial, mas isso não é obstáculo para que um pressentimento se transforme em tirania. Mas supondo que soubéssemos o que seja o essencial, não…

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O Anarquista e o Cristão (Nietzsche)

Surpreende-se in flagranti a insalubridade dos meios cristãos, quando se compara o fim cristão com o fim do Código de Manu – quando se foca com luz forte a ingente contradição destes fins. O crítico do Cristianismo não pode poupar-se a torná-lo desprezível. Um código como o de Manu surge como todos os bons códigos:…

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“O comércio dos místicos” (E.M. Cioran)

Nada mais irritante do que essas obras que apresentam bem ordenadas as ideias densas de um espírito que se preocupou com tudo excepto com o sistema. De que serve dar uma aparência de coerência às de Nietzsche, a pretexto de que se movem em torno de um motivo central? Nietzsche é uma soma de atitudes,…

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“O discípulo das santas” (E.M. Cioran)

Houve um tempo em que somente pronunciar o nome de uma santa enchia-me de delícias, em que invejava os cronistas dos conventos, íntimos de tantas histerias inefáveis, de tantas iluminações e de tantas palidezes. Julgava que ser secretário de uma santa constituía a mais alta carreira reservada a um mortal. E imaginar o papel de…

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“Cioran: la filosofía es un correctivo contra la tristeza” (Carlos Javier González Serrano)

Publicado originalmente em El vuelo de la lechuza:
El devenir entero no es sino un suspiro cósmico. Nosotros somos las heridas de la naturaleza, y Dios, un Tomás incrédulo.  Contrariamente a lo que suele pensarse, a pesar de la temible y casi procaz contundencia de sus sentencias, de la oscuridad de algunos de sus fragmentos…

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“A negativa de procriar” (E.M. Cioran)

AQUELE QUE, havendo gasto seus apetites, aproxima-se de uma forma limite de desapego, já não quer perpetuar-se; detesta sobreviver em outro, ao qual de resto não teria mais nada a transmitir; a espécie o apavora; é um monstro e os monstros não engendram. O “amor” o cativa ainda: aberração entre seus pensamentos. Busca um pretexto…

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“La locura deliciosa de la santidad” (Alejandro Víctor García)

Revista Mercurio, no. 196, España, Deciembre 2017 Lágrimas y santos Emil Cioran Trad. Christian Santacroce Hermida 200 páginas | 17,90 euros El poder de fascinación de la escritura de Emil Cioran es inversamente proporcional a la complejidad de desciframiento de su mensaje. Desde que desembarcó en España en 1974 de la mano del joven Fernando…

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Audiovisual: “A santidade em Schopenhauer, Nietzsche e Cioran” (José Thomaz Brum)

VI Colóquio Internacional Schopenhauer/ V Encontro Nietzsche-Schopenhauer: Metafísica e Significação Moral do Mundo Local: Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, Fortaleza, 25/11/2013 Organização: APOENA – Grupo de Estudos Schopenhauer-Nietzsche & Seção Brasileira da Schopenhauer-Gesellschaft

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Emil Cioran comme prophète de la vraie sainteté (à propos de Mircea Vulcanescu) (Isabela Vasiliu-Scraba)

Fonte: IsabelaVS-Cioran-Vulcanescu-fr En tant qu’étudiant, Emil Cioran pensait que la crise des valeurs culturelles signifiait l’abandon du domaine de l’esprit à faveur du domaine de l’âme. A cette époque-là, il était fasciné par l’esprit incorporé dans la pensée kantienne. Il avait choisi Kant pour son mémoire de licence (1) sous la direction du fameux Nae…

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