“Exegese da decadência” (E.M. Cioran)

O aforismo “Exegese da decadência” retoma — sob uma outra luz, pelo filtro de um novo idioma e da forma mentis peculiar que ele modela — a temática e a problemática de um importante texto periodístico de juventude do autor romeno do Breviário de decomposição: trata-se de Nihilism şi natura [Niilismo e natureza], publicado originalmente na revista…

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“Variaciones” (M. Liliana Herrera A.)

In: HERRERA A., María Liliana; ABAD T., Alfredo A. (orgs.), Cioran en perspectivas. Pereira: Universidad Tecnológica de Pereira, 2009. p. 170-192. De la naturaleza esencialmente paradójica de la obra de Cioran surge ante la mirada de sus estudiosos una variedad de temas que están determinados también por la formación intelectual e intereses de cada uno…

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Cioran: solidão, êxtase, solidariedade (Rodrigo Menezes)

Um comentário que sempre me chamou a atenção na entrevista de Cioran a Sylvie Jaudeau, e que me parece uma chave de leitura ao essencial do pensamento insone e errático de Cioran, é o seguinte: “A única experiência profunda é a que se realiza na solidão. Aquela que resulta de um contágio permanece superficial —…

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“Un Emil Cioran inédito e irreconocible” (Matías Néspolo)

EL MUNDO, 14 febrero «A tal punto la duda de sí mismos carcome a los humanos, que han inventado el amor, pacto tácito entre dos desgraciados para sobrestimarse, para alabarse sin vergüenza». La cita que contiene la semilla de una idea feroz e implacable provienen de uno de sus ensayos más emblemáticos de los años 80, La…

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“Do conhecimento religioso: sobre um texto de juventude e sua repercussão na obra de Cioran” (Rodrigo Inácio R. Sá Menezes)

Além de um sentimento fundamental da existência, a categoria do religioso designa também um tipo especial de conhecimento, aquele que mais importa para Cioran. Num artigo publicado na Revista Teologică (1932), “A estrutura do conhecimento religioso“, o jovem estudante de filosofia na Universidade de Bucareste faz a crítica do racionalismo e afirma a “preeminência do…

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Hermida Editores: presentación del libro “Soledad y Destino” de Emil Cioran

El viernes 26 de abril, a las 19:00 horas, presentaremos el libro Soledad y destino, del pensador rumano Emil Cioran, en la sede del Instituto Cultural Rumano (plaza del Cordón, n.º 1, bajo dcha., 28005 Madrid). En el coloquio participarán el traductor del volumen, Christian Santacroce, el doctor en Filosofía Pablo Javier Pérez López, el editor Alejandro…

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“Há na estrutura de cada grande cultura um toque dominante que a confere um caráter específico. A sensibilidade e a atitude do homem são moldadas sob a impulsão de um fundo cultural original e os conteúdos são cristalizados em função deste toque dominante. Embora cada cultura tenha múltiplas virtualidades, ela atualiza e exprime com força […] — Leia a tradução na íntegra em Os Nômades.

“A vontade de crer” (Emil Cioran)

AS GRANDES ILUSÕES que acompanham o movimento religioso contemporâneo desaparecem em sua maior parte. Não que ele tenham sido completamente artificial e, portanto, artificialmente amplificado. Mas o que o determinava — e que resultava em grande medida de um certo formalismo — arruinou a confiança  na sinceridade da experiência religiosa. Que sentido pode ter o movimento religioso…

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“Reflexões sobre a miséria” (Emil Cioran)

Alguns aspectos da vida exprimem uma sentimentalidade lírica quando menos  esperado. O pensamento cristaliza um conteúdo que não pode ultrapassar seus limites e aceita fatalmente a determinação, enquanto que a revolta é comprimida em formas. A miséria é um desses aspectos; diante dela, o pensamento emudece, não ousa afirmar-se, perde todo impulso. Evidentemente, essa atitude…

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“A sensibilidade trágica na Romênia” (Emil Cioran)

“La sensibilité tragique en Roumanie”, in Solitude et destin. Trad. de Alain Paruit. Paris : Arcades/Gallimard, 2004, p. 254-256. Do original: „Sensibilitatea tragică în Romania”, in Abecedar, an I, nr. 13 – 14, 3 – 10 august 1933, p. 1 – 2. Um dos elementos da minha tristeza é só poder determinar negativamente as realidades romenas.…

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“Indivíduo e cultura” (Emil Cioran)

“Quase ninguém mais fala de sua própria experiência, de suas penas e de suas angústias pessoais, todo mundo fala das complicações de uma cultura que não lhes fornece um sentido preciso nem uma fórmula de equilíbrio.” Cioran, “Indivíduo e cultura” (1932) Este texto, escrito por um jovem Cioran aos 21 anos de idade, e publicado…

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“A estrutura do conhecimento religioso” (Emil Cioran)

Publicado originalmente em Revista Teologică [título original: Structura cunoașterei religioase], fevereiro-março de 1932. Extraído do volume Solitude et destin. Paris: Gallimard (coll. Arcades), 2004, pags. 66-73. Trad. de Rodrigo Inácio Ribeiro Sá Menezes. * Há algumas décadas, postular o problema do conhecimento religioso teria parecido não apenas inapropriado, mas inclusive injustificado, pois se admitia como…

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“A Melancolia de Dürer” (Emil Cioran)

Publicado por Cioran aos 21 anos de idade no jornal romeno Calendarul, em 8 de julho de 1932 . Traduzido para o francês e incluído em Solitude et destin (2004). De tudo o que Dürer criou, a gravura intitulada A Melancolia é o que mais contém elementos favoráveis à reflexão e ao abandono aos quais se pode entregar mergulhando-se…

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“Cioran e Schopenhauer: duas visões romenas” (José Thomaz Brum)

Ethic@ – Revista internacional de Filosofia da Moral, Universidade Federal de Santa Catarina, v. 11, n. 2 (2012). RESUMO: Este artigo pretende apresentar dois diferentes pontos de vista sobre os ecos schopenhauerianos nas obras de Emil Cioran (1911-1995). Palavras-chave: Cioran. Schopenhauer. Marta Petreu. Ciprian Valcan. ABSTRACT: This article aims to present two different points of view on…

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