“A vida como in-eternidade, ou as revelações da dilaceração” (Emil Cioran)

Retumbam em ti as épocas geológicas? Se não, por que então falas do tempo? Foste o mar onde se derramaram os rios do tempo? Se não, por que se orgulhar da História? Reuniste todas as lágrimas que não secaram e as derramaste de novo para devolvê-las à terra e consolar os olhos e o coração?…

Leia mais

“Death is not the end” (Nick Cave & The Bad Seeds)

Might as well be (when in doubt), who knows? Might as well not be (when inspired). In any case, Music only is allowed, and even driven, to sing that “death is not the end”; immortality and actuality belong to its essence. Just as Music only is entitled to posit, without any vulgarity whatsoever, that la…

Leia mais

“Pessimismo filosófico: a negatividade integrada na vida” (Ingresson Oliveira de Jesus)

Revista Pandora, no. 99, março de 2019 Resumo: O presente artigo busca apresentar a filosofia negativa de Cioran e, desse modo, desenvolver ideias sobre a produção intelectual do filósofo. O pessimismo filosófico, corrente de pensamento que caracteriza a filosofia de diversos pensadores inclui uma reflexão sobre o mundo e a physis. No contexto dessa corrente…

Leia mais

A grande tentação (Emil Cioran)

A perda da consciência de ser criatura: odiamos tudo o que é ser; deixamos de ser solidários com todas as criaturas junto às quais uma vez ornamentamos o paraíso. Quando odiamos os animais, odiamos a base de nossa vida. Queremos escapar totalmente da ordem das criaturas. Por que então, quando nos abandona a sensação de…

Leia mais

Aceleração e depressão (Maria Rita Kehl)

“Aquele que, por distração ou incompetência, detiver, ainda que só por um momento, a marcha da humanidade, será seu salvador.” Cioran, Silogismos da amargura (1952) Temos fôlego para acompanhar os relógios apressados dos dias de hoje? O tempo dos relógios e calendários continua o mesmo, mas a nossa vida parece mais acelerada. Neste Café Filosófico,…

Leia mais

“Virando as costas ao tempo” (E.M. Cioran)

Ontem, hoje, amanhã: categorias para uso de criados. Para o ocioso suntuosamente instalado no Desconsolo, e ao qual todo instante aflige, passado, presente e futuro são somente aparências variáveis do mesmo mal, idêntico em sua substância, inexorável em sua insinuação e monótono em sua persistência. E esse mal possui a mesma extensão do ser, é…

Leia mais

“O que é o trágico?” (Clément Rosset)

Antes de responder a esta pergunta inicial, impõe-se uma precaução preliminar: não pretendo fazer aqui uma interpretação do Trágico. Apenas desejo fazer a sua descrição, e a ideia de uma interpretação compromete toda possibilidade de descrição. Pode-se inclusive dizer que o rechaço de toda interpretação é tão mais indispensável em nosso assunto tanto mais quanto…

Leia mais

“Tempo sem experiência” (Olgária Matos)

Uma reflexão sobre o tempo sem experiência da contemporaneidade. Como a atual aceleração da sociedade cria a sensação de que não há tempo para nada. Na realidade, são os próprios mecanismos sociais e econômicos que necessitam dessa situação. As diferenças entre tédio e monotonia podem caracterizar diferentes formas de se relacionar com o tempo. A…

Leia mais

“Tempo, eternidade e tédio em Cioran” (Victória Monteiro)

“Assim, não sabendo crer em Deus, e não podendo crer numa soma de animais, fiquei, como outros da orla das gentes, naquela distância de tudo a que se chama a Decadência. A Decadência é a perda total da inconsciência; porque a inconsciência é o fundamento da vida. O coração, se pudesse pensar, pararia. ” Fernando…

Leia mais

Entrevista com Renzo Rubinelli: andanças, encontros, escrituras e a recepção de Cioran na Itália

Busco fazer uma exegese do pensamento de Cioran que evidencia como o tempo está na raiz de toda a sua reflexão. Para Cioran, Tempo é Destino. A maldição de nossa existência é a de sermos “encarcerados” na linearidade do tempo, que procede de um paradisíaco passado pré-temporal em direção a um destino de morte e decomposição. Trata-se de…

Leia mais

L’anti-écrivain-voyageur (tombeau pour Cioran)

Pierre Jamet – Philosophique, Annales Littéraires de l’Université de Franche-Comté Abstract : Ce texte reprend de manière holistique l’œuvre de Emile M. Cioran afin de rappeler à quel point elle est taraudée par la question du temps et ne peut se concilier avec la mode littéraire de l’écriture de voyage qu’artificiellement, quoi qu’on en dise. Keywords : Cioran, temps, gnosticisme, écrivains-voyageurs, nomadisme, érémitisme…

Leia mais