“O conceito de disciplina de horror no Breviário de decomposição de Cioran” (Anthonio Delbon)

Dissertação apresentada à banca examinadora como exigência parcial para obtenção do título de Mestre em Filosofia pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, sob orientação da Profa. Dra. Jeanne-Marie Gagnebin. São Paulo, 2019. O presente trabalho tem por objetivo estabelecer um diálogo entre Cioran e algumas correntes de pensamento clássicas tendo como chave central o…

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Perfeccionismo, “Obsessão do Essencial” e a condição fragmentária (Cioran)

Nos Cahiers (p. 73), estas 2 anotações, uma seguida da outra: Chercher l’être avec des mots!- Tel est notre donquichottisme, tel est le délire de notre entreprise essentielle. [Buscar o ser com palavras! — tal é o nosso donquixotismo, tal é o delírio de nossa empresa essencial.] Si jamais mortel a été tourmenté, supplicié par…

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“A fraqueza faz a força” (Contardo Calligaris)

Folha de S. Paulo, 4 de fevereiro de 2010 O ideal masculino hoje é o homem corroído ou, no mínimo, arranhado por demônios internos  NA SEMANA passada, escrevi sobre a dilacerante tristeza dos crepúsculos. Uma leitora, Júlia Hokama, perguntou-me, brincando: “Psicanalistas também sofrem de melancolia?”. Bom, em “Uma Mente Inquieta” (WMF Martins Fontes), Kay Redfield…

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Ceticismo, fragmento e lucidez: “Emil Cioran. A Filosofia como Desfascinação e a Escritura como Terapia”, de Vincenzo Fiore [pt. 3] (Rodrigo Inácio R. Sá Menezes)

Na primeira parte do livro, “Uma juventude entre desespero e fervor político”, Fiore perfaz o itinerário de formação do jovem Cioran na Romênia da década de 30, explorando a dualidade de uma juventude dividida entre o desespero existencial e o fervor político. Não se faz política nos cumes do desespero. Schimbarea la faţă a României – libelo político…

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O Trágico na Literatura Brasileira – Revista Opiniães

Opiniães – Revista dos alunos de literatura brasileira, USP, no. 14, 2019 Em sua 14ª edição, a Opiniães – Revista dos alunos de literatura brasileira (USP)  (Qualis B1) – aborda o tema da tragédia e das manifestações do trágico na literatura brasileira dos seus começos à contemporaneidade. Em torno do assunto, indicamos a leitura da seção Dossiê: A tragédia…

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Sobre ruídos e “fruição estática” (Rodrigo Inácio R. Sá Menezes)

Por onde começar? Podemos começar de qualquer ponto. É sempre útil examinar o negativo para poder ver claramente o positivo. O negativo do som musical é o ruído. Ruído é o som indesejável. Ruído é a estática no telefone ou o desembrulhar balas do celofane durante Beethoven. Não há outro meio para defini-lo. Às vezes,…

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“O pessimismo dos mamíferos inteligentes” (Rodrigo Inácio Ribeiro Sá Menezes)

Observou-se justamente que, na Índia, um Schopenhauer ou um Rousseau jamais seriam levados a sério, pois viveram em desacordo com as doutrinas que professavam. para nós, eis aí precisamente a razão do interesse que nos suscitam. O sucesso de Nietzsche é devido em grande parte ao fato de que ele defendeu teorias às quais, em…

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Sobre duplos, (des)ilusões e a “idiotia do real”: Clément Rosset

Nada mais frágil do que a faculdade humana de admitir a realidade, de aceitar sem reservas a imperiosa prerrogativa do real. Esta faculdade falha tão frequentemente que parece razoável imaginar que ela não implica o reconhecimento de um direito imprescritível — o do real a ser percebido –, mas representa antes uma espécie de tolerância,…

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“O que é o trágico?” (Clément Rosset)

Antes de responder a esta pergunta inicial, impõe-se uma precaução preliminar: não pretendo fazer aqui uma interpretação do Trágico. Apenas desejo fazer a sua descrição, e a ideia de uma interpretação compromete toda possibilidade de descrição. Pode-se inclusive dizer que o rechaço de toda interpretação é tão mais indispensável em nosso assunto tanto mais quanto…

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Dos males, o pior: a filosofia trágica de Clément Rosset

Nonfilozofie: ideile se sufocă de sentiment. [Não-filosofia: as ideias sufocam de sentimento.] (CIORAN, Amurgul gândurilor) Conseguir pensar o pior – tal é pois o alvo mais geral da filosofia terrorista, o cuidado comum a pensadores tão diferentes quanto os filósofos citados mais acima. A tais pensadores, esta infecta tarefa apareceu não somente como tarefa única,…

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“O caos, o acaso e o trágico” (Jassanan Amoroso Dias Pastore)

IDE (São Paulo) vol.35 no.54 São Paulo jul. 2012 RESUMO: O trabalho discute a concepção de caos, de acaso e de trágico desde a Antiguidade Grega, passando pela filosofia trágica, até chegar à psicanálise. Palavras-chave: Caos, Acaso, Tragédia grega, Trágico, Filosofia trágica, Psicanálise. ABSTRACT: This paper considers the concept of chaos, hazard and tragic, from the Ancient Greece, passing through the tragic…

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“A indigência dos corpos” (Paulo Ferrareze Filho)

JUSTIFICANDO, Carta Capital, 14 de janeiro de 2016 O autoabandono é um exercício de liberdade. Fernando Pessoa no Livro do Desassossego atesta: “se não podes estar só, nasceste escravo”. Mesmo esquecido, o mendigo sabe que alguém tratará de não deixá-lo apodrecendo morto por aí. Enterrar o corpo passa a ser, antes de um ritual sagrado de…

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“Tragédia sem redenção: o pessimismo absoluto de Julius Bahnsen” (Flamarion Caldeira Ramos)

Revista Voluntas – Estudos sobre Schopenhauer, vo. 6, no. 2, 2o semestre de 2015. Resumo: Trata-se neste texto de apresentar a filosofia de Julius Bahnsen (1830-1881), cuja teoria é uma tentativa de conciliar a filosofia da vontade de Schopenhauer com a dialética de Hegel, o que resultou na elaboração de uma dialética real (Realdialektik), uma espécie…

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