“Sede escassos!” (E.M. Cioran)

TÍMIDO, desprovido de dinamismo, o bem é inapto a se comunicar; o mal, pelo contrário, apressado, quer se transmitir e o consegue, já que possui o duplo privilégio de ser fascinante e contagioso. Assim, vê-se mais facilmente se estender, descolar de si, um deus malvado que um deus bom. Esta incapacidade de permanecer em si…

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Ceticismo, fragmento e lucidez: “Emil Cioran. A Filosofia como Desfascinação e a Escritura como Terapia”, de Vincenzo Fiore [pt. 4] (Rodrigo Inácio R. Sá Menezes)

A ideia do suicídio e a escritura filosófica como auto-análise Perguntam-me: “Você está trabalhando? – Sim, num artigo sobre o suicídio.” – Minha resposta tira das pessoas a vontade de saber mais.[1] Trata-se, por fim, do último desafio da lucidez: a permanência e a perseverança na vida quando esta é entendida como um “estado de…

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Sobre desastres, escritura fragmentária e outras volúpias: as “Notas Soltas para Cioran”, de Ricardo Gil Soeiro (Rodrigo Inácio R. Sá Menezes)

RESENHA DO LIVRO: Volúpia do Desastre: Notas Soltas para Cioran de Ricardo Gil Soeiro Existe um ponto de vista desde o qual o discurso pedagógico é impossível. O que se consegue ver deste ponto cego do espírito – que aqui chamaremos lucidez –, mais que dizer, apaga o dito; nega inclusive quando afirma – a…

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Retrospectiva 2018: Portal E.M.Cioran/Br

Lançamentos: Cioran e l’utopia. Prospettive del grottesco, de Paolo Vanini (Mimesis Edizioni, Milano, 2018). [+] Extravíos [Razne], de Emil Cioran. Trad. espanhola de Christian Santacroce (Hermida Editores, Madrid, 2018) [+] Emil Cioran. La filosofia come de-fascinazione e la scrittura come terapia, de Vincenzo Fiore (Nulla Die, Piazza Armerina, 2018) [+] Emil M. Cioran: l’Angelo Sterminatore, organizado…

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Escritas do desastre e outras volúpias: entrevista com Ricardo Gil Soeiro, autor de “Notas Soltas para Cioran” (Labirinto, Portugal, 2019)

“A EXISTÊNCIA, para Cioran, oscila sempre nessa delicada tensão entre, por um lado, se assumir como uma tragédia incomensurável e, por outro lado, ser perspectivada como um leve aborrecimento, como um tédio que se tem de suportar… Mas trata-se sempre (como também em Pessoa) de um enquadramento muito específico: de uma teologia sem teologia, uma…

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