« Clément Rosset : un pharmakon de la philosophie » (Olga del Pilar López)

Revista Trágica: estudos de filosofia da imanência, Rio de Janeiro, v. 12, nº 2, p. 33-62, 2019 Résumé : Cet article tente de trouver la place de la pensée de Clément Rosset parmi les philosophies pessimistes et optimistes, du malheur et du ressentiment. Cela implique également réfléchir sur la place d’une philosophie tragique et penser…

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« Ignore-toi toi-même » : entretien avec Clément Rosset

Alexandre Lacroix : Vous vous méfiez d’une maxime qui passe pourtant pour une pierre angulaire de la sagesse : « Connais-toi toi-même. » Pourquoi considérez-vous qu’elle nous engage sur une mauvaise voie, dans une recherche stérile ? Clément Rosset : Rappelons pour commencer que la formule « Connais-toi toi-même » n’est pas de Socrate, comme Platon contribue à nous le faire croire dans…

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“Carnaval de Brasil” (Andrés Calamaro)

La musa es una sola musa O es una serpiente de muchas cabezas, Los buscadores de promesas, La tientan con cerveza, Si se va puede volver, el día menos pensado, Para darle su consuelo , al poeta mal hablado. No son mujeres ausentes, no son cuchillos en los dientes, No son martes de carnaval de…

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“L’instant cosmogonique et le récit philosophique” (Rémy Gagnon)

Études littéraires (Philosophie et narration : « Ne pas se raconter d’histoire »), Volume 42, Number 2, Summer 201142 (2), 47–57. Article abstract: It seems philosophical narrativity may have made an awkward break from the moving masses of the world and the inherent ambiguity of human life. Yet the first human stories, much like a…

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“Emil Cioran: la miseria del nihilismo” (Rafael Narbona)

El Cultural, 12 noviembre 2019 Maestro del aforismo, su pensamiento es una inacabable variación de un único tema, que explota toda clase de combinaciones El ensayista rumano Emil M. Cioran se declaraba enemigo de Dios, el Hombre y la Vida. Su nihilismo no conocía límites, salvo el que impone la muerte. La perspectiva de no…

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Tchavolo & Dorado Schmitt: “Kali Sara” & “Tchavolo swing”(from Tony Gatlif’s Latcho Drom)

Sans l’impérialisme du concept, la musique aurait tenu lieu de philosophie : c’eût été le paradis de l’évidence inexprimable, une épidémie d’extases. La musique est le refuge des âmes ulcérées par le bonheur. Syllogismes de l’amertume Tout ce qui me travaille, ces nostalgies de toutes sortes, ces déchirements hurlants, ce cafard souterrain, et ces frissons…

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“La vie en prose”: a prosa como gênero ideal para uma comunhão de almas dilaceradas

Au lecteur, C’est ici un livre de bonne foi, lecteur. Il t’avertit, dés l’entrée, que je ne m’y suis proposé aucune fin, que domestique et privée. Je n’y ai eu nulle considération de ton service, ni de ma gloire. Mes forces ne sont pas capables d’un tel dessein. Je l’ai voué à la commodité particulière…

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Oscar Alemán: el Django Reinhardt de Sudamerica

Oscar Marcelo Alemán (Machagai, 20 de febrero de 1909 – Buenos Aires, 14 de octubre de 1980) fue un guitarrista, compositor, cantante y performer argentino, especializado en jazz. Oscar Alemán fue el cuarto de los siete hijos de la pianista Marcela1 Pereira (indígena kom argentina) y de Jorge Alemán Moreira (nacido en Uruguay), que tocaba…

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“Self-Reliance, or Mere Gnosticism” (Harold Bloom)

Even the most spiritual of autobiographies is necessarily a song of the self. At sixty-five, I find myself uncertain just when my self was born. I cannot locate it in my earliest memories of childhood, and yet I recall its presence in certain memories of reading, particularly of the poets William Blake and Hart Crane,…

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Os escrúpulos de Schopenhauer

Une des dernières dispositions prises par Schopenhauer avant sa mort est la suivante : « Rempli d’indignation par la honteuse mutilation que des milliers d’écrivains sans jugement font subir à la langue allemande, je me vois contraint à la déclaration suivante : Maudit soit tout homme qui, dans les futures réimpressions de mes ouvrages, y…

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“Um estranho nos bastidores” (John Gray)

O santo padroeiro do humanismo é uma figura enigmática. Não temos como saber como era de fato Sócrates, já que a imagem que dele temos foi moldada por Platão. O fundador da filosofia ocidental pode ter sido um sofista que, em vez de aceitar que nada sabia, acreditava nada haver que valesse a pena saber;…

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Existe algo após a Música?

O verdadeiro mundo é a música. A música é o Inaudito. Quando a ouvimos, pertencemos ao Ser. Assim Nietzsche a vivenciava. Era tudo para ele. Não deveria cessar nunca. Mas ela cessa, e por isso temos o problema de como continuar vivendo quando a música acaba. A 18 de dezembro de 1871 Nietzsche viaja de…

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“Insatisfação total” (Emil Cioran)

Que espécie de maldição, paira sobre algumas pessoas que não conseguem se sentir bem em lugar nenhum? Faça chuva ou faça sol, sozinhas ou acompanhadas. Desconhecer o que significa boa disposição, eis algo impressionante. As pessoas mais infelizes são as que não têm direito à inconsciência. Ter um grau desenvolvido de consciência, estar consciente a…

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Do Anti-Sistema, Desprendimento, Idiotia do Real

Um dos meus aforismos-xodó; meu “projeto”, minha “proposta existencial”… “O pensamento que se liberta de todo preconceito se desagrega e imita a incoerência e a dispersão das coisas que quer apreender. Com ideias ‘fluidas’ podemos nos espalhar sobre a realidade, aderir a ela, mas não explicá-la. Assim, paga-se caro o ‘sistema’ que não se desejou.…

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Fracassar na vida – por “excesso de dialética”

Não existe ser mais ridículo (e prepotente, arrogante) do que o tipo que acaba de titular-se “doutor em filosofia”. Toda diplomação em Filosofia deveria ser seguida de uma surra, de uma humilhação inaudita… “Busquei em mim mesmo meu próprio modelo. Para imitá-lo, dediquei-me à dialética da indolência. É tão mais agradável fracassar na vida…” CIORAN,…

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Agnosis: Theology in the Void (George Pattison)

IAGO I am not what I am. Shakespeare, Othello, I.I. FOOL Can you make no use of nothing, nuncle? LEAR Why no, boy; nothing can be made out of nothing. Shakespeare, King Lear, 1.4. It appeared to a man as in a dream – it was a waking dream – that he became pregnant with…

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Evil in Modern Thought: An Alternative History of Philosophy (Susan Neiman)

The eighteenth century used the word Lisbon much as we use the word Auschwitz today. How much weight can a brute reference carry? It takes no more than the name of a place to mean: the collapse of the most basic trust in the world, the grounds that make civilization possible. Learning this, modern readers…

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O pensamento de Nishitani e o Budismo (Hisao Matsumaru)

Pretendo esclarecer o fundamento daquilo que penso ser o ponto de partida do pensamento presente nas duas obras centrais de Keiji Nishitani (1900-1990), a saber, Shukyo to wan nani ka (O que é a religião) (Nishitani, 1961) e Zen no tachiba (O ponto de vista do Zen) (Nishitani, 1986). A reflexão de Nishitani pode dar…

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“Se eu soubesse, teria abortado”: Exercícios de (Anti)Vaidade

Quando eu tinha vinte anos, minha mãe evidentemente ficava desesperada de ter um filho que, às três horas da manhã, saía de casa para andar pela cidade. […] Eu era um tipo que prometia muito, e que não cumpriu nada. Digo isso porque,  você vai entender… Eu tinha então vinte anos, e um dia estávamos…

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“Bergson, leitor de Lucrécio: As Implicações Existenciais do Determinismo” (Jonas Gonçalves Coelho)

Revista Trans/Form/Ação, São Paulo, 26(1): 129-140, 2003 RESUMO: Tomamos como objeto de análise a obra precoce de Bergson, os Extraits de Lucrèce, procurando mostrar que ao privilegiar as implicações existenciais negativas do determinismo, prefigura e justifica o fato de dedicar grande parte de seu pensamento filosófico posterior à crítica ao determinismo e à defesa da…

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“A Arte de Saborear O Gosto Amargo Das Coisas”: O Pessimismo nos Cahiers

— Le pessimisme, comme l’optimisme d’ailleurs, est un signe de déséquilibre mental. — O pessimismo, como de resto o otimismo, é um signo de desequilíbrio mental. § Il y a un « pessimisme roumain », ou plutôt une « peur de vivre » nationale dont j’ai hérité, indiscutablement. Há um “pessimismo romeno”, ou antes um…

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Los Cuadernos de Cioran (José Ignacio Nájera)

En 1997 aparecieron los Cahiers (1957-1972) por primera vez en Gallimard. Casi paralelamente, corrieron una polémica pública y una causa jurídica en torno a la propiedad de los cuadernos manuscritos, cuyo número era de 34 (sí, como los 34 cuadernos negros de Heidegger). Con independencia de que Simone Boué los corrigiera y Gallimard los publicara,…

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“Le réel finit toujours par prendre sa revanche”: entretien avec Clément Rosset

Alexandre Lacroix : Qu’est-ce qu’un morceau de camembert ? Clément Rosset : Mon ami et collègue Vincent Descombes m’a dit, un jour : « Toi, tu es un théologien du camembert. » On a la théologie qu’on peut… Il faisait allusion à cette page de mon essai L’Objet singulier (1979), où je pastiche le passage de la deuxième méditation de Descartes…

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“Izlel e Delio Haidutin”: A Cosmogonic Song (Valya Balkanska)

Such an overwhelming, “cosmogonic” song! It sounds as though God himself had been listening to it while He was busy creating everything. No wonder it has been sent to space on board the Voyager 1 and Voyager 2 probes in 1977: extra-terrestrials should listen to it. Cioran’s books should also be sent to space; in…

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Monoteísmo e humor: Chutzpah judaica

Gerd Bergfleth pergunta a Cioran, numa das entrevistas do volume Entretiens, se ele não seria “um teólogo caché [oculto], um teólogo do desastre, um teólogo gnóstico”; a resposta: “Não careço de humor a ponto de erigir-me em teólogo.” (Entretiens) De todas as religiões monoteístas, os judeus são os que mais (se não os únicos que)…

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“Ser humano, animal peninsular” (Amós Oz)

No livro que escrevemos juntos, Os judeus e as palavras, minha filha, professora Fania Oz-Salzberger, e eu afirmamos: Existe uma teologia judaica da chutzpá. Ela reside na sutil junção de fé, tendência a discutir e fazer humor de si mesmo. E redunda numa reverência especialmente irreverente. Nada é tão sagrado que não mereça uma zombaria…

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