Cioran, o místico de uma era pós-Deus: entrevista com Mirko Integlia (última parte)

[PDF] Acaba de ser publicado, em inglês, um novo livro de exegese filosófica sobre Cioran – e um importantíssimo, tanto pela temática quanto pela abordagem: Atormentado por Deus: o niilismo místico de Emil Cioran (Libreria Editrice Vaticana, 2019), do filósofo e teólogo Mirko Integlia. O livro é uma minuciosa análise textual e contextual, histórico-hermenêutica, disso…

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“Cioran: pensador-cantor com uma alma perdidamente musical” (Rodrigo Inácio R. Sá Menezes)

“Não se pode eludir a existência com explicações, só se pode suportá-la, amá-la ou odiá-la, adorá-la ou temê-la, nessa alternância de felicidade e de horror que exprime o ritmo mesmo do ser, suas oscilações, suas dissonâncias, suas veemências amargas ou alegres.” (Breviário de decomposição) “Sem o imperialismo do conceito, a música teria substituído a filosofia:…

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“Emil Cioran e Correia de Sá: o ensaio de um ‘desconhecido’ ilustre” (Rui Benevides Prates)

Meus eternos agradecimentos a Rui Benevides Prates, o “arqueólogo” cioraniano que desenterrou estas relíquias. 1. Introdução “Dans le Jornal Do Comercio de Rio de Janeiro du 2 XI 68, un inconnu, Correia de Sá, vient d’écrire un des articles les plus sérieux qu’on ait jamais écrit sur moi. Que ce soit dans un «Journal de…

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L’avant-garde ? Ça depend (Cioran)

J’aime l’avant-garde, à condition qu’elle ne soit pas ennuyeuse. Elle l’est, le plus souvent. Est-ce que Nietzsche, est-ce que Pascal se réclamaient d’une avant-garde quelconque? Le pire est de vouloir être d’avant-garde. [Eu gosto do avant-garde, desde que não seja entediante. Ele o é, amiúde. Será que Nietzsche ou Pascal se reclamam de uma vanguarda…

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Cioran, les Cahiers et les lectures orientales

[Mars 1967] Selon la doctrine du Bouddha, il existe cinq obstacles au progrès spirituel : la sensualité, la malveillance, l’inertie physique et morale, l’inquiétude et le doute. Tous ces obstacles, je les connais bien; j’arriverais à surmonter les quatre premiers, qu’il me serait impossible d’avoir raison du dernier, le doute chez moi étant le mal…

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O Mau Demiurgo: Cúmulo do “Veneno Abstrato”, ou Porque Coringa Não É Cioran (Rodrigo Inácio R. Sá Menezes)

“O bem-sucedido em tudo é necessariamente superficial. O fracasso é uma versão moderna do nada. Ao longo da minha vida, estive fascinado pelo fracasso. Um mínimo de desequilíbrio se impõe. Ao ser perfeitamente sadio física e psiquicamente falta um saber essencial. Uma saúde perfeita é a-espiritual.” (Entrevistas com Sylvie Jaudeau) “A única experiência profunda é…

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“Tristesse automatique, robot elegiaque” (Cioran)

Chegamos num ponto da história da tecnociência, particularmente da inteligência artificial, em que é necessário atualizar e substituir o Teste de Turing: doravante seria o Teste de Cioran, para medir a capacidade de um robô de se comportar como um ser humano, sem que o observador perceba a diferença (ou seja, que é um robô…

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“Bright Horses” (Nick Cave & The Bad Seeds)

La disparition des animaux, en fait, leur liquidation, est un acte d’une gravité sans précédent. Leur bourreau a littéralement envahi le paysage. Il n’y a plus de place que pour lui. Quelle tristesse de voir un homme là où on pouvait contempler un cheval! [A desaparição dos animais, sua liquidação de fato, é um ato…

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Schopenhauer, pessimismo filosófico e a recepção brasileira de Cioran: Ciprian Vălcan em diálogo com Flamarion Caldeira Ramos

Entrevista originalmente publicada em ARCA – Revistã lunarã de literaturã, eseu, arte vizuale, muzicã (fondatã în februarie 1990 la Arad), anul XXV, nr. 4-5-6, 2014, e incluída no volume Cioran, un aventurier nemişcat. 30 de interviuri [Cioran, um aventureiro imóvel. 30 entrevistas] (Bucureşti, Editura ALL, 2015), com 30 entrevistas feitas por Ciprian Vălcan com de exegetas de Cioran de todo o mundo, das…

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Intervista con Vincenzo Fiore: su filosofia auto-sperimentale, anti-fanatismo e «l’infernale sincerità» di Cioran

Orizzonti Culturali Italo-Romeni, n. 9, settembre 2019, anno I «In un’epoca dove il fanatismo sembra essere tornato alla ribalta a livello mondiale, il pensatore romeno è un antidoto che ci rende immuni». (Vincenzo Fiore) A partire da questa premessa, pubblichiamo un’intervista con Vincenzo Fiore che affronta la filosofia auto-sperimentale, l’anti-fanatismo e «l’infernale sincerità» di Cioran. Vincenzo…

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Ceticismo, fragmento e lucidez: “Emil Cioran. A Filosofia como Desfascinação e a Escritura como Terapia”, de Vincenzo Fiore [pt. 3] (Rodrigo Inácio R. Sá Menezes)

Na primeira parte do livro, “Uma juventude entre desespero e fervor político”, Fiore perfaz o itinerário de formação do jovem Cioran na Romênia da década de 30, explorando a dualidade de uma juventude dividida entre o desespero existencial e o fervor político. Não se faz política nos cumes do desespero. Schimbarea la faţă a României – libelo político…

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Ceticismo, fragmento e lucidez: “Emil Cioran. A Filosofia como Desfascinação e a Escritura como Terapia”, de Vincenzo Fiore [pt. 2] (Rodrigo Inácio R. Sá Menezes)

Na primeira parte do livro, “Uma juventude entre desespero e fervor político”, Fiore perfaz o itinerário de formação do jovem Cioran na Romênia da década de 30, explorando a dualidade de uma juventude dividida entre o desespero existencial e o fervor político. Não se faz política nos cumes do desespero. Schimbarea la faţă a României…

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Ceticismo, fragmento e lucidez: “Emil Cioran. A Filosofia como Desfascinação e a Escritura como Terapia”, de Vincenzo Fiore [pt. 1] (Rodrigo Inácio R. Sá Menezes)

FIORE, Vincenzo. Emil Cioran. La filosofia come de-fascinazione e la scrittura come terapia. Piazza Armerina/Enna: Nulla Die, 2018, 187 pp. A Itália é um dos países mais produtivos, atualmente, no que se refere à fortuna crítica cioraniana. Todo ano são publicados novos estudos, produções acadêmicas e editoriais, além de correspondências epistolares inéditas do próprio Cioran.[1]…

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A aventura humana, segundo Cioran

NÃO DRAMATIZEMOS. A humanidade conheceu angústias incrivelmente mais intensas do que as que nós sentimos hoje — pensemos nas pestes, na espera do fim do mundo, nas  invasões bárbaras. Sim, sem dúvida. Mas ela não tinha os meios de, ela mesma, precipitar “fim do mundo”. Os deuses podiam sempre intervir, e, de resto, era deles…

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“O pessimismo dos mamíferos inteligentes” (Rodrigo Inácio Ribeiro Sá Menezes)

Observou-se justamente que, na Índia, um Schopenhauer ou um Rousseau jamais seriam levados a sério, pois viveram em desacordo com as doutrinas que professavam. para nós, eis aí precisamente a razão do interesse que nos suscitam. O sucesso de Nietzsche é devido em grande parte ao fato de que ele defendeu teorias às quais, em…

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“Cioran, antípoda de Aristóteles” (Rodrigo Inácio R. Sá Menezes)

ARISTÓTELES, Tomás de Aquino, Hegel – três escravizadores do espírito. A pior forma de despotismo é o sistema, em filosofia e em tudo. (Do inconveniente de ter nascido) § Beckett, a propósito do Démiurge, me escreve: “Em vossas ruínas, eu me sinto ao abrigo.” (Cahiers) § Não existe filosofia criadora. A filosofia não cria nada. Quero dizer que ela…

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Cioran e Jonathan Swift (Paolo Vanini)

Os homens se tornam cavalos e os cavalos tomam o lugar dos homens: eis a reviravolta carnavalesca da realidade graças à qual Jonathan Swift confuta a definição filosófica segundo a qual “homo est animale rationale“, para demonstrar que na melhor das hipóteses ele é um animal “rationis capax” [capaz de razão]. Todavia, emerge dos contos…

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“Um -ismo ocioso: a crítica de Michael Allen Williams ao conceito de gnosticismo” (Rodrigo Inácio R. Sá Menezes)

Em Rethinking Gnosticism: An Argument for Dismantling a Dubious Category [Repensando o Gnosticismo: Um Argumento para Desmantelar uma Categoria Duvidosa] (1999), Michael Allen Williams argumenta que o termo “gnosticismo” se tornou, no discurso moderno, “um rótulo tão proteiforme que perdeu qualquer sentido confiável e identificável pelo grande público leitor”.[i] Mais ou menos como “niilismo”: de…

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Um místico sem absoluto: “Cioran, l’hérétique”, de Patrice Bollon (Rodrigo Inácio R. Sá Menezes)

A biografia crítica de Patrice Bollon, Cioran, l’hérétique (1997) não acrescenta muita coisa, no que concerne ao tema da religião e da mística, em relação ao ensaio de Jaudeau (1990) – antes reitera o que já havia sido intuído e apontado pela antecessora (por exemplo, que se trata de um gnóstico sem deus e sem…

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O “Carnet pour Sténographie” de Emil Cioran (Eugène van Itterbeek)

O Carnet pour Sténographie (trad. francesa de Eugène Van Itterbeek, editura Universităţii „Lucian Blaga“, 2000) é uma espécie de caderno anterior aos Cahiers: 1957-1972. É o esboço, rascunho, de Amurgul gândurilor (Le crépuscule des pensées em francês, “O Crepúsculo do pensamento”), um dos últimos livros escritos por Cioran, já na França, na lingua materna. Segundo…

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“Êxtase, não-saber e experiências interiores: um diálogo inaudito entre Cioran e Bataille” (Rodrigo Inácio R. Sá Menezes)

Dedicado a Rose Cunha. Conhece-se um autor ou uma autora não apenas pela leitura da sua obra, também — indiretamente, por uma espécie de détour — pela maneira como ele ou ela se insere no seu contexto histórico e sócio-cultural, o qual pode ser delimitado de forma mais ou menos ampla (uma tribo, um país,…

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“Entre « le vice de fabrication » et la tentation d’avouer : les paratextes cioraniens ou le repli sur soi” (Dumitra Andrei-Baron)

Approches critiques VIII, textes réunis par Eugène Van Itterbeek, Editura Universitatii « Lucian Blaga », Sibiu, Les Sept Dormants, Leuven, 2007, 226 p., pp. 156-175. Notre étude envisage la paratextualité comme un élément fondamental de la poétique cioranienne construite autour d’une dualité constante entre un véritable exercice d’admiration et un inconvénient manifeste, voire une dénégation à l’égard de…

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“Cioran: el Horror y la Gloria” (Ubaldo León Barreto)

RIALTA, abril 2018 Hay siempre en el pensamiento de Cioran, en inesperado contrapunto al más radical nihilismo, una innegable exultación, un goce salvaje, un éxtasis perpetuo que convierte la lectura de sus textos en lo contrario de una experiencia desalentadora. Lo que convierte a Cioran en un escritor excepcional es la presencia en sus textos…

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Metafísicas da (im)pureza: E.M. Cioran e Vladimir Jankélévitch

Deus só podia ser o fruto de nossa anemia: uma imagem vacilante e raquítica. É bom, suave, sublime, justo. Mas quem se reconhece nessa mistura com perfume de água de rosas exilada na transcendência? Um ser sem duplicidade não possui profundidade e mistério; não esconde nada. Só a impureza é sinal de realidade. […] Voltaremo-nos…

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“Le fragment comme résurgence de l’acédie chez Cioran” (Lauralie Chatelet)

Cahiers ERTA, 2017, Numéro 11 (« Acédie / Honte, malaise, inquiétude, ressentiment »). Lauralie Chatelet prépare une thèse depuis 2014 en littérature à l’université Jean Moulin (Lyon III). Elle a présenté un mémoire sur « La Négation comme moteur de l’écriture chez Cioran » en 2012 à l’université Stendhal (Grenoble III). Elle travaille actuellement sous la…

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ZONADIDISAGIO – Il blog di Nicola Vacca, 6 giugno 2018

In una delle sue ultime interviste, quella concessa a Michael Jakob, Emil Cioran dice:

«In ogni nostro atto c’è un retroscena, e proprio questo è psicologicamente interessante, noi non conosciamo che la superficie, il lato superficiale. Si accede a ciò che è detto, ma l’importante è ciò che non è detto, ciò che è implicito, il segreto di un atteggiamento o di una frase. Per questo tutti i nostri giudizi sugli altri, ma anche quelli su noi stessi, sono parzialmente sbagliati. Il lato meschino è camuffato, ma il lato meschino è profondo, e direi quasi che è quanto di più profondo ci sia negli esseri umani, e di più inaccessibile per noi. È la ragione per cui i romanzi sono un modo di camuffare, di esporsi senza dichiararsi. I grandi scrittori sono proprio quelli che colgono il «retroscena», soprattutto Dostoevskij. Lui rivela tutto ciò che è profondo e apparentemente meschino; ma è più che meschino: è tragico; questi sono i veri psicologi».

Qui è evidente l’influenza delle Memorie del sottosuolo di Dostoevskij, ma in generale della cultura psicoanalitica. Questo è un concetto chiave in Freud (secondo il quale la coscienza costituisce solo la “punta dell’iceberg” dei nostri atti, che sempre trovano la loro autentica radice in un profondo sconosciuto), ed è il filo conduttore ad esempio di tutti i racconti dello scrittore austriaco Stefan Zweig.

Il retroscena, ciò che non è sulla scena, ciò che è dietro la scena, ciò che non è inquadrato da alcun faro, ma che fonda e giustifica l’intero percorso, poiché ne è il motivo principale, il movente sotteso, sconosciuto e incomprensibile: il sottofondo, il sotterraneo, il sottosuolo appunto.

Se prendiamo le opere di Cioran (sia quelle del periodo rumeno che quelle francesi), sulla scena, quindi sul palcoscenico si muovono sempre gli stessi “demoni interiori”: la solitudine, il cafard, la noia, la disperazione. Cioran è un “Maestro” perché è capace di descrivere tutte le sfumature di ogni stato emotivo, attraverso le pennellate della propria scrittura.

Ma non si limita a questo. In Cioran è decisivo il tema del corpo, della corporeità. La filosofia di Cioran è impensabile senza la fisiologia. Non è una filosofia astratta che parla di un Io impersonale, dell’esistenza come categoria generale. Qui chi parla è un io in carne ed ossa, che sente, che si sente, che soffre, che patisce, che ricorda, che piange, che rimpiange. È un Io che ama, che vibra, che si emoziona, che si appassiona, che si commuove, che desidera, che vuole. La filosofia di Cioran è quindi una filosofia della carne, del cuore, dei nervi, del respiro, degli occhi, dello sguardo e del silenzio. Non è una filosofia della mente astratta, ma una filosofia del cuore pulsante, che palpita, una filosofia dei sentimenti, delle emozioni che accadono dentro di noi e che ci avvincono.

Quella di Cioran è dunque un’anima straziata, un’anima lacerata, graffiata, squarciata come le tele di Lucio Fontana. Un’anima in pena, che ama profondamente la vita, ma che ha conosciuto ben presto “il sentimento tragico della vita”.

Leggiamo l’ultimo frammento di Lacrime e santi, opera del 1937: «Il paradiso geme al fondo della coscienza, mentre la memoria piange. Ed è così che si pensa al senso metafisico delle lacrime e alla vita come al dipanarsi di un rimpianto».

Cioran scrive quest’aforisma a 26 anni. Piange e rimpiange. I suoi occhi sono bagnati di lacrime, e queste lacrime si convertono in prosa filosofica. È una scrittura imbevuta, inzuppata di lacrime. Sono lacrime che scorrono sul viso o trattenute negli occhi… ma è una costante nella vita di Cioran, se solo sfogliamo i Quaderni:

«Ventitré anni fa (nel 1937) ho scritto un intero libro sulle lacrime. E da allora, senza versarne una sola, non ho mai smesso di piangere».

«Dire che rimpiango tutto è poco; io sono un rimpianto ambulante, la nostalgia mi divora il sangue e divora se stessa. Non vi è rimedio in terra per il male di cui soffro…».

«Non ho mai scritto con il mio sangue, ho scritto con tutte le lacrime che non ho mai versato. Fossi anche un logico, resterei un elegiaco. Vivo ogni giorno l’esclusione dal Paradiso con la stessa passione e lo stesso rimpianto del primo esiliato».

Ora, perché Cioran piange e rimpiange? Cosa lo affligge? Di cosa è psicologicamente affetto?

Sul palcoscenico delle sue opere, come abbiamo detto sfilano le figure della solitudine, il cafard, la noia, la disperazione. Questo è il lato fenomenico, l’esteriorità. Ciò che appare sulla scena. Ciò che Cioran mette in scena, ciò che inscena come terapia di salvezza per sedare l’angoscia.

Sono questi gli attori principali, i protagonisti, le maschere che ci presenta. Ma cosa accade dietro le quinte? Nel retroscena? Qual è la “causa radice” che spinge Cioran a parlare del proprio dolore, della propria disperazione, della propria inquietudine e della propria in-sofferenza?

Per rispondere a questa domanda, cerco di avvalermi “metaforicamente” di una teoria matematica e fisica chiamata “butterfly effect”, che in questi ultimi anni ha avuto una certa risonanza anche in ambito cinematografico. Secondo questa teoria: “Il battito d’ali di una farfalla può provocare un uragano dall’altra parte del mondo”. In altre parole, un evento apparentemente insignificante, può scatenare una reazione assolutamente imprevista, imprevedibile e sconvolgente.

E allora, qual è l’evento apparentemente insignificante che ha innescato una reazione a catena rovinosa nella psiche di Cioran? È difficile rinvenire nelle sue opere tracce biografiche oggettive in grado di sciogliere in via definitiva la questione. Quello che possiamo fare è seguire degli indizi

Ascoltiamo cosa dice Cioran, in un episodio che racconta con piccole variazioni 3 volte, nei Quaderni, nel Taccuino di Talamanca e in una lettera a Jaques Le Rider:

«Tutto ciò che in me è vero proviene dalle timidezze della mia gioventù. A loro devo quello che sono, nel senso migliore della parola. Senza di esse non sarei letteralmente nulla, e non conoscerei tregua nella vergogna di me stesso. Che cosa non ho sofferto, da giovane, per causa loro. E ora sono queste sofferenze che mi riscattano ai miei occhi.

(L’altro giorno mi sono ricordato di un momento capitale e particolarmente doloroso della mia adolescenza; amavo segretamente una ragazzina di Sibiu, Cela Schian, che doveva avere quindici anni; io ne avevo sedici. Per niente al mondo avrei osato rivolgerle la parola; la mia famiglia conosceva la sua; avrei potuto avere delle occasioni per avvicinarla. Ma questo andava al di là delle mie forze. Per due anni ho vissuto in preda a tormenti infernali. Un giorno, nei dintorni di Sibiu, nel folto di una foresta dove mi trovavo con mio fratello, scorgo quella ragazza in compagnia di un compagno di scuola, il più antipatico di tutti. Fu per me un colpo a stento tollerabile. Ancora adesso mi fa male. Da quel momento decisi che bisognava farla finita, che non era degno di me incassare il “tradimento”. Cominciai a staccarmi dalla ragazza, a disprezzarla e infine a odiarla. Mi ricordo che nel momento in cui la giovane “coppia” passava stavo leggendo Shakespeare. Darei chissà che cosa per sapere quale opera. Non riesco a ricordarlo. Ma quell’istante ha deciso della mia “carriera”, di tutto il mio futuro. Ne derivarono anni di completa solitudine. E io divenni quello che dovevo divenire)»… [+]

“Ni pour Dieu, ni contre Dieu : un mystique qui ne croit à rien” (Massimo Carloni)

Cahiers Emil Cioran Approches Critiques, XI, 2010, pag. 155-178. Si Stavrogin croit, il ne croit pas qu’il croie. S’il ne croit pas, il ne croit pas qu’il ne croie pas. DOSTOIEVSKI Le ciel gris sans nuage côtoie l’air gris sans fin de ceux qui ne sont ni pour Dieu ni pour ses ennemis. BECKETT «…

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“A categoria do religioso nos Cahiers de Cioran” (Rodrigo Inácio R. Sá Menezes)

Cioran não é um crente. Ele não possui o “órgão da fé”, como faz questão de deixar claro. É um douteur incurable (“duvidador incurável”) e, mais do que isso, um negador incurável. Não é, decididamente, um pensador cristão como Kierkegaard, Unamuno, ou mesmo Dostoiévski, muito embora se sinta familiarizado a eles. Ao mesmo tempo, não…

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“Cioran et le rire” (Constantin Frosin)

Revue de littérature comparée, Klincksieck 2008/4 (no. 328) L’influence de Chamfort sur Cioran est manifeste, à plus d’un titre ; celle de La Bruyère également, comme on le verra. « La plus perdue de toutes les journées est celle où l’on n’a pas ri » dit Chamfort. Malheureusement pour le chercheur, Cioran n’aime guère citer qui que ce…

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“La alternativa frivola a la descomposición” (Joan M. Marín)

ANALE SERIA DREPT, volumul XXVII, 2018, Universitatea “Tibiscus” din Timișoara « […] le seul choix possible: le convent ou le cabaret » (PD, 82) Title: The Frivol Alternative to Decomposition Abstract: Decomposition is one of the fundamental characteristics of existence. Everything breaks down – both on the outside and inside of the human being – which…

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