“Foi na cruz” (Nick Cave & The Bad Seeds)

Foi na cruz, foi na cruz Que um dia Meus pecados castigados em Jesus Foi na cruz Que um dia Foi na cruz Love comes a-knocking Comes a-knocking upon our door But you, you and me, love We don’t live here any more Foi na cruz, foi na cruz Que um dia Meus pecados castigados […]…

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“A vida como in-eternidade, ou as revelações da dilaceração” (Emil Cioran)

Retumbam em ti as épocas geológicas? Se não, por que então falas do tempo? Foste o mar onde se derramaram os rios do tempo? Se não, por que se orgulhar da História? Reuniste todas as lágrimas que não secaram e as derramaste de novo para devolvê-las à terra e consolar os olhos e o coração?…

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“Harmonias do inferno” – Baudelaire e a crise do paradigma musical (Eduardo Veras)

Remate de Males, Campinas-SP, n. 1, pp. 301-320, ja.jun./2019 Resumo: Este artigo propõe uma análise da relação problemática que a poesia de Baudelaire estabelece com a música. Pretendemos mostrar como o poeta dramatiza a desestruturação da linguagem poética tradicional pela adesão a uma retórica da desarmonia, da dissonância e do barulho, sem contudo se render…

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“One more time with feeling…” (Nick Cave & The Bad Seeds)

Mostly I never knew which way was out Once it was on, it was on and that was that The umbilicus was a force that they’d found in rabid blood Then I spin on my wheel like a laboratory rat I was an electrical storm on the bathroom floor, clutching the bowl My blood was […]…

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“Jesus Alone” (Nick Cave & The Bad Seeds)

You fell from the sky Crash landed in a field Near the river Adur Flowers spring from the ground Lambs burst from the wombs of their mothers In a hole beneath the bridge You convalesced, you fashioned masks of twigs and clay You cried beneath the dripping trees Ghost song lodged in the throat of […]…

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If you knew that you would die today If you saw the face of God and Love Would you change? Would you change? If you knew that love can break your heart When you’re down so low you cannot fall Would you change? Would you change? How bad how good does it need to get? […]

via Delìrivm Còrdia🤘🏼

How many people rise and say “My brain’s so awfully glad to be here For yet another mindless day”? I’ve got all morning to obsessively accrue A small nation of meaningful objects And they’ve got to represent me too By this afternoon, I’ll live in debt By tomorrow, be replaced by children How many people […]

via Delìrivm Còrdia🤘🏼

"Triste", por Beatriz Calle

Publicado originalmente em Espacio M. Liliana Herrera A. 🇨🇴:
Cuando al quererlo la suertese mezclan a nuestras vidas,de la ausencia o de la muerte,las penas desconocidas, y, envueltos en el misteriovan, con rapidez que asombra,amigos al cementerio,ilusiones a la sombra, la intensa voz de ternuraque vibra en el alma amantecomo entre la noche oscurauna campana distante,…

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“Getting away with it (all messed up)” (James)

Are you aching for the blade? That’s okay, we’re insured Are you aching for the grave? That’s okay, we’re insured Getting away with it, all messed up Getting away with it, all messed up That’s the living We’re getting away with it, all messed up Getting away with it, all messed up That’s called living…

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“Canto Das Três Raças” (Clara Nunes)

Ninguém ouviu Um soluçar de dor No canto do Brasil Um lamento triste Sempre ecoou Desde que o índio guerreiro Foi pro cativeiro E de lá cantou Negro entoou Um canto de revolta pelos ares No Quilombo dos Palmares Onde se refugiou Fora a luta dos Inconfidentes Pela quebra das correntes Nada adiantou E de…

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“Vai passar” (Chico Buarque & Francis Hime)

Os homens dizem: “tudo passa” – mas quantos compreendem o alcance desta aterradora banalidade? Quantos fogem da vida, a cantam ou a choram? Quem não está imbuído da convicção de que tudo é vão? Mas quem ousa encarar as consequências disso? O homem com vocação metafísica é mais raro que um monstro – e entretanto…

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“Poema de Natal” (Vinícius de Moraes)

POEMA DE NATAL Rio de Janeiro , 1946 Para isso fomos feitos: Para lembrar e ser lembrados Para chorar e fazer chorar Para enterrar os nossos mortos – Por isso temos braços longos para os adeuses Mãos para colher o que foi dado Dedos para cavar a terra. Assim será a nossa vida:Uma tarde sempre…

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“The Day the Conducator Died (an Xmas song)” (Scott Walker)

Publicado originalmente em Delìrivm Còrdia🤘🏼:
I am nurturant Compassionate, caring Not so much Very much I am out-going Socially active Not so much Very much My ideal partner Should be assertive Not so much Very much And nobody waited for fire Nobody waited for fire Nobody waited for fire And nobody waited for…

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“Pure comedy” (Father John Misty)

The comedy of man starts like this Our brains are way too big for our mothers’ hips And so Nature, she divines this alternative We emerged half-formed and hope that whoever greets us on the other end Is kind enough to fill us in And, babies, that’s pretty much how it’s been ever since Now…

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“Cioran: pensador-cantor com uma alma perdidamente musical” (Rodrigo Inácio R. Sá Menezes)

“Não se pode eludir a existência com explicações, só se pode suportá-la, amá-la ou odiá-la, adorá-la ou temê-la, nessa alternância de felicidade e de horror que exprime o ritmo mesmo do ser, suas oscilações, suas dissonâncias, suas veemências amargas ou alegres.” (Breviário de decomposição) “Sem o imperialismo do conceito, a música teria substituído a filosofia:…

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“Sunforest” (Nick Cave & The Bad Seeds)

[Verse 1] I lay in the forest amongst the butterflies and the fireflies And the burning horses and the flaming trees As a spiral of children climb up to the sun Waving goodbye to you and goodbye to me As the past pulls away and the future begins I say goodbye to all that as the future rolls in…

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“O velho e a flor” (Vinícius de Moraes, Toquinho & Quarteto em Cy)

Por céus e mares eu andei Vi um poeta e vi um rei Na esperança de saber o que é o amor Ninguém sabia me dizer E eu já queria até morrer Quando um velhinho com uma flor assim falou O amor é o carinho É o espinho que não se vê em cada flor…

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“Tempo de amor” (Baden Powell & Marcia Sousa)

Apesar de tudo, continuamos amando; e esse “apesar de tudo” cobre um infinito. CIORAN, Silogismos da amargura (1952) Ah, bem melhor seria Poder viver em paz Sem ter que sofrer Sem ter que chorar Sem ter que querer Sem ter que se dar Ah, bem melhor seria Poder viver em paz Sem ter que sofrer…

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Herança Russa (Yamandu Costa)

In memoriam M. Liliana Herrera A. (1960-2019) Je ne suis pas fait pour « penser »; lorsque je m’y adonne, la suite de mes raisonnements est vite coupée par l’irruption de quelque refrain intérieur, d’un murmure plutôt. Ma « pensée » même est musicienne. Tout ce qui me travaille, ces nostalgies de toutes sortes, ces…

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“Death is not the end” (Nick Cave & The Bad Seeds)

Might as well be (when in doubt), who knows? Might as well not be (when inspired). In any case, Music only is allowed, and even driven, to sing that “death is not the end”; immortality and actuality belong to its essence. Just as Music only is entitled to posit, without any vulgarity whatsoever, that la…

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HUMAN’s Musics – A film by Yann Arthus-Bertrand / Composed by Armand Amar

“MANIACS OF PROCREATION, bipeds with devalued faces, we have lost all appeal for each other. And it is only on a half-deserted earth, peopled at most by a few thousand inhabitants, that our physiognomies might recover their ancient glamour. The multiplication of our kind borders on the obscene; the duty to love them, on the…

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I came to discover this beautifully sad song by Brian Eno by watching an Italian film, La stanza del figlio (“The son’s room”), from director Nanni Moretti, by the way, also a beautifully sad film, downright devastating, about the tragic loss of a son, and his empty room in the house; about coping with loss, […]

via Delìrivm Còrdia🤘🏼