Dialogo con Mirko Integlia su «Tormented by God: The Mystical Nihilism of Emil Cioran» (parte II)

Orizzonti Culturali Italo-Romeni, n. 1, gennaio 2020, anno X In questa seconda parte dell’intervista di Rodrigo Inácio R. Sá Menezes con Mirko Integlia, autore del libro Tormented by God: The Mystical Nihilism of Cioran (Libreria Editrice Vaticano, 2019), la conversazione gira intorno a temi quali il pericolo-Cioran (in virtù della natura labirintica e «ipertestuale» della scrittura frammentaria…

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In dialogo con Mirko Integlia su «Tormented by God: The Mystical Nihilism of Emil Cioran»

ORIZZONTI CULTURALI ITALO-ROMENI, n. 12, dicembre 2019, anno IX È stato pubblicato da poco un nuovo libro su Cioran, uno importantissimo, a giudicare dal tema e dall’approccio: Tormented by God: The Mystical Nihilism of Emil Cioran (Libreria Editrice Vaticana, 2019), scritto dal filosofo e teologo Mirko Integlia. Un’approfondita analisi storico-ermeneutica di questo che l’esegeta concepisce come…

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“Devemos repetir a nós próprios todos os dias: Sou um daqueles que, entre milhares, se arrastam pela superfície do globo. Essa banalidade justifica qualquer conclusão, qualquer comportamento ou acto: deboche, castidade, suicídio, trabalho, crime, preguiça ou rebelião. … E daí se conclui que todos nós temos razão em fazer o que fazemos.” (Do inconveniente de […]

via Breviário de Decomposição 7.0

“O conceito de disciplina de horror no Breviário de decomposição de Cioran” (Anthonio Delbon)

Dissertação apresentada à banca examinadora como exigência parcial para obtenção do título de Mestre em Filosofia pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, sob orientação da Profa. Dra. Jeanne-Marie Gagnebin. São Paulo, 2019. O presente trabalho tem por objetivo estabelecer um diálogo entre Cioran e algumas correntes de pensamento clássicas tendo como chave central o…

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“O emigrado metafísico: o gnóstico” (Sylvie Jaudeau)

A atitude gnóstica constitui, com efeito, a chave de uma obra representativa das tendências contraditórias deste século: niilismo, angelismo, revolta e fatalismo. Mais precisamente, ela nos fornece a resposta a esta questão que não falha em colocar-se a propósito de Cioran: como o niilismo é compatível com uma criação literária? O ato literário em si…

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Cioran, o místico de uma era pós-Deus: entrevista com Mirko Integlia (1ª parte)

In memoriam: María Liliana Herrera Alzate (1960-2019) “Às vezes tenho a impressão de que a obra de Cioran é interpretada como uma espécie de bazar, onde cada um se serve daquilo que quer, inclusive dos aspectos místicos-religiosos.” (Mirko Integlia) * [Pdf] Acaba de ser publicado, em inglês, um novo livro de exegese crítica sobre Cioran,…

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Realidade e Irrealidade, ou o “Ecletismo do Sorriso e da Destruição” (Rodrigo Inácio R. Sá Menezes)

Je suis la plaie et le couteau ! Je suis le soufflet et la joue ! Je suis les membres et la roue, Et la victime et le bourreau ! BAUDELAIRE, L’Heautontimoroumenos Si Stavrogin croit, il ne croit pas qu’il croie. S’il ne croit pas, il ne croit pas qu’il ne croie pas. DOSTOIEVSKI, Frères…

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O Mau Demiurgo: Cúmulo do “Veneno Abstrato”, ou Porque Coringa Não É Cioran (Rodrigo Inácio R. Sá Menezes)

“O bem-sucedido em tudo é necessariamente superficial. O fracasso é uma versão moderna do nada. Ao longo da minha vida, estive fascinado pelo fracasso. Um mínimo de desequilíbrio se impõe. Ao ser perfeitamente sadio física e psiquicamente falta um saber essencial. Uma saúde perfeita é a-espiritual.” (Entrevistas com Sylvie Jaudeau) “A única experiência profunda é…

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Echoes of Laughter in The Pale Moonlight: Notes on Joker (John Gillen)

MEDIUM, October 16, 2019 “You are only given a little spark of madness. You mustn’t lose it.” — Robin Williams In the late twentieth century, a writer named Emil Cioran was invited to speak in Zurich. He was introduced with much reverence and compared to some of the greatest existentialist philosophers in history like Kierkegaard…

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Perfeccionismo, “Obsessão do Essencial” e a condição fragmentária (Cioran)

Nos Cahiers (p. 73), estas 2 anotações, uma seguida da outra: Chercher l’être avec des mots!- Tel est notre donquichottisme, tel est le délire de notre entreprise essentielle. [Buscar o ser com palavras! — tal é o nosso donquixotismo, tal é o delírio de nossa empresa essencial.] Si jamais mortel a été tourmenté, supplicié par…

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“Exegese da decadência” (E.M. Cioran)

O aforismo “Exegese da decadência” retoma — sob uma outra luz, pelo filtro de um novo idioma e da forma mentis peculiar que ele modela — a temática e a problemática de um importante texto periodístico de juventude do autor romeno do Breviário de decomposição: trata-se de Nihilism şi natura [Niilismo e natureza], publicado originalmente na revista…

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“Cioran o el grito de la conciencia ulcerada” (Esther Seligson)

Revista de la Universidad de Mexico, no. 413, junio de 1985 A]uan Espinasa, quien nos regaló el primer libro de Cioran que leímos Fieles a la pregunta que E. M. Cioran se hace en su ensayo Más allá de la novela, “¿ qué interés puede presentar una vida?”, podríamos suprimir sus datos biográficos, que se…

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“Cioran y el instinto religioso: la no rendición” (M. Liliana Herrera)

In: HERRERA A., M. Liliana; ABAD T., Alfredo A. (orgs). Cioran: ensayos críticos. Pereira: Universidad Tecnológica de Pereira, 2008, p. 208-225. ¡La pasión de lo absoluto en un alma escéptica! Cioran En su artículo Le démon cioranien et dieu, Ariana Bălaşa señala que la confrontación que Cioran sostiene con Dios “ha preocupado a muchos pensadores…

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Sobre cinismos, niilismos e terrorismo de Estado (Rodrigo Inácio R. Sá Menezes)

Com o absurdo não se barganha, não se negocia. “Absurdo”, ou seja, esta palavrinha que nós, modernos, encontramos para maquiar o Mal. Como as explicações teológicas e metafísicas perderam sua razão de ser, não pegaria bem continuar usando tão atávica (e suja) expressão: “o Mal”. “O absurdo” soa melhor, mais moderno, mais filosófico, menos “cristão”… A…

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Ceticismo, fragmento e lucidez: “Emil Cioran. A Filosofia como Desfascinação e a Escritura como Terapia”, de Vincenzo Fiore [pt. 1] (Rodrigo Inácio R. Sá Menezes)

FIORE, Vincenzo. Emil Cioran. La filosofia come de-fascinazione e la scrittura come terapia. Piazza Armerina/Enna: Nulla Die, 2018, 187 pp. A Itália é um dos países mais produtivos, atualmente, no que se refere à fortuna crítica cioraniana. Todo ano são publicados novos estudos, produções acadêmicas e editoriais, além de correspondências epistolares inéditas do próprio Cioran.[1]…

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“Cioran, a filosofia como desfascinação e a escrita como terapia”: entrevista com Vincenzo Fiore

“Numa época em que o fanatismo parece voltar à ribalta a nível mundial, o pensador romeno é um antídoto que imuniza.” Vincenzo Fiore Sobre o autor: Nascido em 1993 em Solofra, Italia, Vincenzo Fiore se formou em filosofia pela Università degli studi di Salerno, é membro do Projeto de Pesquisa Internacional dedicado a Emil Cioran.…

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O Niilismo (Nietzsche)

1. O NIILISMO está à porta: de onde nos vem esse mais sinistro de todos os hóspedes? – Ponto de partida: é um erro remeter a “estados de indigência social” ou “degeneração filosófica” ou até mesmo à corrupção, como causa do niilismo. Estamos no mais decente, no mais compassivo dos tempos. Indigência, indigência psíquica, física,…

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“Gnosticismo e Niilismo em Hans Jonas: o pneumáticos gnóstico enquanto primórdio do ‘indivíduo autêntico’ existencialista” (Renzo Nery)

intuitio – Revista do PPG em Filosofia da PUC-RS Resumo: O presente trabalho tem como objetivo analisar alguns aspectos relacionais do gnosticismo dos primeiros séculos cristãos e sua relação com o niilismo moderno, por meio da “interpretação existencial do gnosticismo” de Hans Jonas. Um desses aspectos investiga o esforço intelectual do filósofo em localizar no…

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“O pessimismo dos mamíferos inteligentes” (Rodrigo Inácio Ribeiro Sá Menezes)

Observou-se justamente que, na Índia, um Schopenhauer ou um Rousseau jamais seriam levados a sério, pois viveram em desacordo com as doutrinas que professavam. para nós, eis aí precisamente a razão do interesse que nos suscitam. O sucesso de Nietzsche é devido em grande parte ao fato de que ele defendeu teorias às quais, em…

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Resenha: “Schopenhauer, niilismo e redenção”, de Eli Vagner Francisco Rodrigues (por Cláudia Franco Souza)

VOLUNTAS – Estudos sobre Schopenhauer, vol. no. 1, 2017 Livro: RODRIGUES, Eli Vagner Francisco. Schopenhauer, niilismo e redenção. Campinas: Editora Phi, 2017. 143 p. Resenha: Cláudia Franco Souza, pós-doutoranda em Filosofia pela Universidade de São Paulo (USP), bolsista FAPESP. A partir do século XIX o niilismo se torna um tema central da histo ria da…

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“Religião como crítica: a hipótese de Deus” (Luiz Felipe Pondé)

Revista CULT, n° 64, 2002 (edição especial “Cristianismo e Modernidade”) A cotidianeidade social cria uma ética do medo, ao converter a angústia, provocada pelo abismo transcendente, em uma ansiedade banal e (…). Mas ela cria também um fenômeno novo, no qual o medo está ausente e que lhe é mesmo claramente inferior: a  banalidade. Seu…

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“Cioran, antípoda de Aristóteles” (Rodrigo Inácio R. Sá Menezes)

ARISTÓTELES, Tomás de Aquino, Hegel – três escravizadores do espírito. A pior forma de despotismo é o sistema, em filosofia e em tudo. (Do inconveniente de ter nascido) § Beckett, a propósito do Démiurge, me escreve: “Em vossas ruínas, eu me sinto ao abrigo.” (Cahiers) § Não existe filosofia criadora. A filosofia não cria nada. Quero dizer que ela…

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“Entre o esgotamento e o devir” (André Fogliano)

Galaxia (São Paulo, Online), n. 29, p. 308-313, jun. 2015 PELBART, P-P. O avesso do niilismo: cartografias do esgotamento. São Paulo: N-1 Edições, p.345, 2013. Resumo: O avesso do niilismo é um rigoroso diagnóstico dos afetos que o governo niilista da vida aciona. O objetivo do estudo é, a partir da relação entre niilismo e…

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“Sobre vantagens e desvantagens” (Dostoiévski)

Mas tudo isto são sonhos dourados. Oh, dizei-me, quem foi o primeiro a declarar, a proclamar que o homem comete ignomínias unicamente por desconhecer os seus reais interesses, e que bastaria instruí-lo, abrir-lhe os olhos para os seus verdadeiros e normais interesses, para que ele imediatamente deixasse de cometer essas ignomínias e se tornasse, no…

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“Um -ismo ocioso: a crítica de Michael Allen Williams ao conceito de gnosticismo” (Rodrigo Inácio R. Sá Menezes)

Em Rethinking Gnosticism: An Argument for Dismantling a Dubious Category [Repensando o Gnosticismo: Um Argumento para Desmantelar uma Categoria Duvidosa] (1999), Michael Allen Williams argumenta que o termo “gnosticismo” se tornou, no discurso moderno, “um rótulo tão proteiforme que perdeu qualquer sentido confiável e identificável pelo grande público leitor”.[i] Mais ou menos como “niilismo”: de…

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“Salvar” Cioran (Rodrigo Inácio R. Sá Menezes)

Em meio à incipiente tradição exegética da obra de Cioran, chamam-me a atenção duas tendências hermenêuticas, opostas entre si, mas com algo em comum. Uma delas é a tentativa de cooptar Cioran a um nietzschianismo puramente trágico, cético, materialista e ateu. A outra é a tentativa (talvez mais ridícula que a anterior) de “salvar” ou…

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“Niilismo, existencialismo e gnosticismo: a hermenêutica existencial de Franco Volpi” (Rodrigo Inácio R. Sá Menezes)

A obra de Heidegger, leitor de Nietzsche, apresenta um paradoxo que é o mesmo de boa parte do pensamento contemporâneo: “Nela, com efeito, parecem tocar-se e conviver dois extremos incompatíveis: de um lado, um niilismo radical; de outro, o convite a uma visão inspirada, senão mesmo ao misticismo.”[i] Daí, segundo Volpi, em face dos escritos…

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Um místico sem absoluto: “Cioran, l’hérétique”, de Patrice Bollon (Rodrigo Inácio R. Sá Menezes)

A biografia crítica de Patrice Bollon, Cioran, l’hérétique (1997) não acrescenta muita coisa, no que concerne ao tema da religião e da mística, em relação ao ensaio de Jaudeau (1990) – antes reitera o que já havia sido intuído e apontado pela antecessora (por exemplo, que se trata de um gnóstico sem deus e sem…

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“Niilismo, existencialismo, gnose” (Franco Volpi)

A obra de Heidegger oferece, com certeza, fundamental contribuição para a análise do niilismo europeu. No entanto, em última instância, ela apresenta um paradoxo singular, que é também o paradoxo de uma parte importante do pensamento contemporâneo. Nela, com efeito, parecem tocar-se e conviver dois extremos incompatíveis: de um lado, um niilismo radical; de outro,…

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“O visitante de um mundo abandonado pelo seu demiurgo: Sylvie Jaudeau e o gnosticismo ateu de Cioran (Rodrigo Inácio R. Sá Menezes)

As nossas fontes gnósticas, por mais distantes que pareçam, não deixam de inspirar ainda a nossa literatura. Menos de uma maneira direta (poucos escritores de fato conhecem esse período da nossa história reservado aos eruditos) quanto de maneira inconsciente. Eu não falo de uma referência histórica, mas de uma impregnação da sensibilidade por toda uma…

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“Platão era de esquerda ou de direita?” (Rodrigo Inácio R. Sá Menezes)

Um dia, num café, estava eu lendo Schopenhauer (na verdade, o livro de Clément Rosset, Schopenhauer, philosophe de l’absurde), quando passa por mim uma moça, por volta dos seus vinte anos, fitando a capa do livro com ar de interesse, e mesmo de familiaridade. Na fila do caixa, na minha frente, ela comenta que viu…

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