Existentialism, Gnosticism, Nihilism: Culianu on Cioran

Existentialism We will not insist on analyzing the relations between existentialism and Gnosticism established by Hans Jonas. I have already done this elsewhere, in detail (Gnosticismo, pp. 119 sq.). Gnosticism and existentialism resemble the phenomenology of the being-in-the-world, which is “pro-iectation” (Geworfenheit), abandonment, forgetfulness, inauthenticity. But while this condition forms, for the Gnostic, only the…

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“O emigrado metafísico: o gnóstico” (Sylvie Jaudeau)

A atitude gnóstica constitui, com efeito, a chave de uma obra representativa das tendências contraditórias deste século: niilismo, angelismo, revolta e fatalismo. Mais precisamente, ela nos fornece a resposta a esta questão que não falha em colocar-se a propósito de Cioran: como o niilismo é compatível com uma criação literária? O ato literário em si…

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Aeon Byte Gnostic Radio: “Nietzsche & Gnosticism” (Raj Ayyar)

Aen Byte Gnostic Radio, 16 October 2019 Friedrich Nietzsche remains today a cultural icon and enigmatic philosopher. His ideas have informed many modern art expressions and occult movements. But are the Gnostic themes in the ideas of Nietzsche? We answer that question by exploring various Nietzschean concepts like the Death of God, Eternal Reoccurrence, Apollo &…

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“Há poetas gnósticos?” (Claudio Willer)

Revista Terceira Margem – Programa de Pós-graduação em Ciência da Literatura da UFRJ, vol. 19, no. 31, 2015 Resumo: O presente ensaio retoma o que já escrevi sobre gnosticismo e poesia, e sobre poetas gnósticos. Examina o trânsito entre doutrinas aparentemente opostas, a gnose pessimista e aquela otimista do Corpus Hermeticum. Reconhece que há mais poetas gnósticos;…

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Deus, Jó & Cioran

Deus (dirigindo-se a Jó): Onde estavas tu, quando eu fundava a terra? Quando as estrelas da alva juntas alegremente cantavam, e todos os filhos de Deus jubilavam? Jó: (silêncio) Deus (dirigindo-se a Cioran): E tu, onde estavas? Cioran: Primeiramente, faço questão de responder, muito embora não acredite em Ti e não reconheça a Tua existência…

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“As escrituras gnósticas e as origens cristãs” (Elisa Rodrigues)

Revista Caminhando, v. 11, n. 1 [17], p.19-30, 2010 [2ª ed. on-line 2010; 1ª ed. 2006] RESUMO: O artigo introduz nas características básicas de escritas gnósticas e interpreta a intenção dos seus autores não como oposição radical a tradição judaica e cristã, mas como re-leitura das suas escritas fundantes na base do conhecimento a partir…

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“A interpretação analógica das relações entre niilismo gnóstico e niilismo existencialista segundo Hans Jonas” (Jelson R. de Oliveira)

SÍNTESE – Revista de Filosofia, vol. 41, no. 129 (2014), pps. 101-127. Resumo: Pretende-se examinar as principais teses da análise hermenêutica realizada por Hans Jonas sobre o movimento gnóstico antigo, bem como estudar as principais formulações analógicas que lhe permitem afirmar que o dualismo está na base da formulação das ideais gnósticas, e que ele…

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“Algumas observações sobre a gnose camusiana” (Monalisa Carrilho)

Dia primeiro de maio de 1954. Camus está na Grécia e escreve em seu caderno: “Bem cedo pela manhã, saída para a Argólida. Costa do golfo coríntio.Um a luz dançante, aérea, contente, inunda o golfo e as ilhas ao largo. Paramos ummomento na borda da falésia, e toda a imensidão do mar diante de nós, presenteadanuma…

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“Visões de anjos” (Harold Bloom)

Os anjos são tudo, menos imagens efêmeras. A sequência histórica de religiões ocidentais — zoroastrismo, judaísmo, cristianismo, Islã — não soube contar a história de suas verdades sem intercessões angélicas, nem há grande tradição religiosa, oriental ou ocidental, que não dependa de anjos. A vida espiritual, expressa no culto ou na prece, na contemplação privada…

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“Signos gnósticos nos cumes do desespero” (Rodrigo Inácio R. Sá Menezes)

O título, inspirado em manchetes sensacionalistas sobre casos de óbito por suicídio, não deixa de aludir também ao Desespero humano (1849) de Kierkegaard, avidamente estudado pelo jovem Cioran. Seria uma questão ociosa debater se Cioran é um kierkegaardiano que leu Nietzsche ou um nietzschiano que leu Kierkegaard. Muito embora tenha frequentado a escola de ambos,…

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“Do conhecimento religioso: sobre um texto de juventude e sua repercussão na obra de Cioran” (Rodrigo Inácio R. Sá Menezes)

Além de um sentimento fundamental da existência, a categoria do religioso designa também um tipo especial de conhecimento, aquele que mais importa para Cioran. Num artigo publicado na Revista Teologică (1932), “A estrutura do conhecimento religioso“, o jovem estudante de filosofia na Universidade de Bucareste faz a crítica do racionalismo e afirma a “preeminência do…

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“Um -ismo ocioso: a crítica de Michael Allen Williams ao conceito de gnosticismo” (Rodrigo Inácio R. Sá Menezes)

Em Rethinking Gnosticism: An Argument for Dismantling a Dubious Category [Repensando o Gnosticismo: Um Argumento para Desmantelar uma Categoria Duvidosa] (1999), Michael Allen Williams argumenta que o termo “gnosticismo” se tornou, no discurso moderno, “um rótulo tão proteiforme que perdeu qualquer sentido confiável e identificável pelo grande público leitor”.[i] Mais ou menos como “niilismo”: de…

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“Niilismo, existencialismo e gnosticismo: a hermenêutica existencial de Franco Volpi” (Rodrigo Inácio R. Sá Menezes)

A obra de Heidegger, leitor de Nietzsche, apresenta um paradoxo que é o mesmo de boa parte do pensamento contemporâneo: “Nela, com efeito, parecem tocar-se e conviver dois extremos incompatíveis: de um lado, um niilismo radical; de outro, o convite a uma visão inspirada, senão mesmo ao misticismo.”[i] Daí, segundo Volpi, em face dos escritos…

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Um místico sem absoluto: “Cioran, l’hérétique”, de Patrice Bollon (Rodrigo Inácio R. Sá Menezes)

A biografia crítica de Patrice Bollon, Cioran, l’hérétique (1997) não acrescenta muita coisa, no que concerne ao tema da religião e da mística, em relação ao ensaio de Jaudeau (1990) – antes reitera o que já havia sido intuído e apontado pela antecessora (por exemplo, que se trata de um gnóstico sem deus e sem…

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“Niilismo, existencialismo, gnose” (Franco Volpi)

A obra de Heidegger oferece, com certeza, fundamental contribuição para a análise do niilismo europeu. No entanto, em última instância, ela apresenta um paradoxo singular, que é também o paradoxo de uma parte importante do pensamento contemporâneo. Nela, com efeito, parecem tocar-se e conviver dois extremos incompatíveis: de um lado, um niilismo radical; de outro,…

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“O visitante de um mundo abandonado pelo seu demiurgo: Sylvie Jaudeau e o gnosticismo ateu de Cioran (Rodrigo Inácio R. Sá Menezes)

As nossas fontes gnósticas, por mais distantes que pareçam, não deixam de inspirar ainda a nossa literatura. Menos de uma maneira direta (poucos escritores de fato conhecem esse período da nossa história reservado aos eruditos) quanto de maneira inconsciente. Eu não falo de uma referência histórica, mas de uma impregnação da sensibilidade por toda uma…

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Gnose e imaginação poética, por Harold Bloom

Desejo acentuar aqui, no início, minha própria convicção de que é infrutífero literalizar ou descartar a experiência espiritual — antiga, medieval ou contemporânea. Essa convicção é pragmática, e sigo William James no reconhecer as experiências religiosas importantes como autênticas diferenças: uma das outras e entre nós. Para muitos dos antigos, os fenômenos dos anjos, sonhos…

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“Insolência e imaginação” (Marília Fiorillo)

O santo ascético e o sábio desapaixonado não são seres humanos completos. Um pequeno número deles poderá enriquecer uma comunidade, mas um mundo composto de tais criaturas morreria de tédio. BERTRAND RUSSELL, Por que não sou cristão Desordenada, tumultuada, mítica, lírica, a dicção gnóstica é mais rica e conturbada que a canônica. Nela, tudo é…

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“As duas modalidades do Brahman e o mistério do âtman ‘cativo’ na matéria” (Mircea Eliade)

A identidade âtman-Brahman, percebida experimentalmente na “luz interior”, ajuda o rishi a decifrar o mistério da Criação e, ao mesmo tempo, o do seu próprio modo de ser. Como sabe que o homem é cativo do karman e, no entanto, possuidor de um “Eu” imortal, ele descobre em Brahman uma situação comparável. Em outras palavras,…

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“Um pensamento religioso heterodoxo” (Rodrigo Inácio R. Sá Menezes)

Eu não gostaria de viver em um mundo esvaziado de todo sentimento religioso. Eu não penso na fé, mas nessa vibração interior que, independente de qualquer crença, vos projeta em Deus, e às vezes acima. (Écartèlement) Clément Rosset e Fernando Savater estão de acordo sobre Cioran em ao menos um ponto. Segundo Rosset, o amigo…

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“Ensaio sobre o pensamento reacionário” (E.M. Cioran)

O problema do mal só perturba realmente alguns delicados, alguns céticos, revoltados pela maneira como o crente se conforma com ele ou o escamoteia. É para esses então que, em primeiro lugar, se dirigem as teodiceias, tentativas de humanizar Deus, acrobacias desesperadas que fracassam e se comprometem no seu próprio terreno, desmentidas a cada instante…

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“Hans Jonas: o problema do dualismo nihilista no pensamento filosófico-científico e a nova memória acerca da natureza em sua alteridade” (Márcio Adriano dos Santos Dias)

Problemata: R. Intern. Fil. Vol. 04. No. 01. (2013), p. 79-­109 Resumo: Busca-­se, neste artigo, realizar uma análise de caráter crítico, apoiada na apresentação de alguns aspectos centrais do pensamento jonasiano, acerca do problema do dualismo niilista incorporado em parte do pensamento filosófico-­científico. Tal dualismo tem incidido na formação da memória ocidental da natureza, tanto…

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“Ensaio herético sobre a atualidade da gnose” (Otávio Velho)

Horizontes Antropológicos, Porto Alegre, ano 4, n. 8, p. 34-52, jun. 1998 Resumo: O objetivo desta comunicação é sugerir o interesse para os estudiosos da religião em examinar a hipótese da atualidade da gnose (ou do gnosticismo) a partir de recentes trabalhos do escritor Harold Bloom. Ao mesmo tempo, trata de colocar as possibilidades levantadas…

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“Assassinato em Chicago” (Umberto Eco)

Folha de S. Paulo, 04 de janeiro de 1998 No dia 21 de maio de 1992, Ioan Culianu, um jovem e brilhante professor de história da religião da Faculdade de Estudos Religiosos da Universidade de Chicago entrou na ante-sala de seu departamento. De cima do vaso sanitário, uma pessoa munida de uma Beretta .25 mirou…

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“Cioran and Gnosticism” (Ciprian Sonea)

STUDIA UNIVERSITATIS BABEŞ-BOLYAI THEOLOGIA ORTODOXA, vol. 63, no. 1, June 2018 Abstract: This study presents Cioran’s relation with Gnosticism that is marked by the fragmentary and contradictory style of Romanian thinker. This is caused by the specific ambivalence signaled by the Romanian essayist, ambivalence that is affirmed by the vitalist standpoint, and negated by the…

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“O Evangelho de Tomé” (Jean-Yves Leloup)

Introdução A descoberta Decorria o ano de 1945, nos arredores de Nag Hammadi, no Alto Egito, no local do antigo cenóbio de São Pacômio — um campo como qualquer outro. Dir-se-ia que estava à espera de seu lavrador — um camponês como qualquer outro. Foi ele quem, ao acaso dos movimentos da charrua, descobriu o…

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“As revelações da insônia: escritura e autobiografia em Cioran” (Rodrigo Inácio R. Sá Menezes)

Versão revisada e ampliada a partir do original “Les révélations de l’insomnie : écriture et autobiographie chez Cioran”, in Anale. Seria Drept, volumul XXVII (2018), la editura Mirton Timisoara, ISSN 1582-9359. Facultatea de Drept şi AdministraÅ£ie Publică, Universitatea Tibiscus din Timişoara. [Baixar PDF] Resumo: Toda autobiografia espiritual é uma canção do eu, escreveu Harold Bloom. Esta…

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“Gnosticismo cristão: Valentino e a ressurreição” (Harold Bloom)

MUITOS SIGNIFICADOS podem estar envolvidos quando a maioria de nós afirma: “Eu creio em Deus”, ou “Eu creio que Jesus Cristo foi e é o Filho de Deus”, ou “Não há outro Deus além de Alá, e Maomé foi o selo dos Profetas”, ou “Eu creio na Aliança”. A crença em que alguma coisa foi,…

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“Sobre humanos, marionetes e liberdade: Cioran em diálogo com John Gray” (Rodrigo Inácio R. Sá Menezes)

A marionete – objeto artificial, aqui humanizado, dotado de “alma” – como metáfora do homem. O homem – animal autoconsciente, doravante maquinizado, desumanizado – como metáfora da marionete. A alma da marionete: o título deste breve ensaio sobre a liberdade humana dá margem para uma interpretação em mão dupla. GRAY, John, A alma da marionete:…

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“Una vindicación del falso Basílides” (Jorge Luis Borges)

HACIA 1905, yo sabía que las páginas omniscientes (de A a All) del primer volumen del Diccionario enciclopédico hispano-americano de Montaner y Simón, incluían un breve y alarmante dibujo de una especie de rey, con perfilada cabeza de gallo, torso viril con brazos abiertos que gobernaban un escudo y un látigo, y lo demás una mera cola…

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“The Buddhists, the Gnostics and the Antinomistic Societies, or the Arabian Sea in the first-second century AD” (Giovanni Verardi)

Annali dell’Istituto Orientale di Napoli 57, 1997, 323–46. THIRTY YEARS AGO, at the Colloquium on the origins of Gnosticism held in Messina, Edward Conze palced in evidence the numerous phenomenological aspectos common to Gnosticism and Buddhism, and more precisely, accepting the methodological and chronological limits established by Ugo Bianchi, to Buddhism and Gnosis. He cautiously…

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