“O conceito de disciplina de horror no Breviário de decomposição de Cioran” (Anthonio Delbon)

Dissertação apresentada à banca examinadora como exigência parcial para obtenção do título de Mestre em Filosofia pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, sob orientação da Profa. Dra. Jeanne-Marie Gagnebin. São Paulo, 2019. O presente trabalho tem por objetivo estabelecer um diálogo entre Cioran e algumas correntes de pensamento clássicas tendo como chave central o…

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“Beatitude e sofrimento” (Clément Rosset)

Tomo emprestado ao comunicado de Henri Birault, no colóquio Royaumont sobre Nietzsche, em 1964, o termo “beatitude”, para definir o tema central da filosofia nietzschiana. Provavelmente, do mesmo modo, outros termos conviriam: alegria de viver, gáudio, júbilo, prazer de existir, adesão à realidade, e ainda muitos outros. Pouco importa a palavra, aqui é a ideia…

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Revista Trágica: edições temáticas Clément Rosset (in memoriam) [1]

Revista Trágica: estudos de filosofia da imanência, Rio de Janeiro, v. 12, nº 1, 2019 Editorial Clément Rosset, in memoriam: um testemunho Nos idos de 1987, comecei a ler Clément Rosset, entre os 18 e 19 anos de idade, na graduação, no texto original francês, com o saudoso Fernando José Fagundes Ribeiro, que viria logo…

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Clément Rosset: sobre sabedoria erudita e sabedoria popular (Rodrigo Inácio R. Sá Menezes)

“Aquele que luta com monstros deve acautelar-se para não tornar-se também um monstro. Quando se olha muito tempo para um abismo, o abismo olha para você.” Nietzsche, Além do Bem e do Mal “Ao divinizar a história para desacreditar Deus, o marxismo só conseguiu tornar Deus mais estranho e mais obsedante. Pode-se sufocar tudo no…

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“O Princípio de Crueldade”, de Clément Rosset

Intérprete do pensamento trágico, Clément Rosset defende a idéia de que toda realidade é cruel. Essa “ética da crueldade” se baseia em dois princípios que são o objeto principal deste livro. O primeiro, o princípio de realidade suficiente: o real basta e dele nada escapa, posto que é real. Cabe aos homens se contentar e…

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“O pessimismo dos mamíferos inteligentes” (Rodrigo Inácio Ribeiro Sá Menezes)

Observou-se justamente que, na Índia, um Schopenhauer ou um Rousseau jamais seriam levados a sério, pois viveram em desacordo com as doutrinas que professavam. para nós, eis aí precisamente a razão do interesse que nos suscitam. O sucesso de Nietzsche é devido em grande parte ao fato de que ele defendeu teorias às quais, em…

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“Sinceridade, equidade, objetividade” (Clément Rosset)

O desprezo pelo dado, a ausência de submissão ao real, encontram no culto que se presta a alguns mitos antigos um alimento para a sua incúria. Sabemos que semelhantes forças, ao não se empregarem para assumir-se a si mesmo, para assumir a realidade cotidiana e trágica, derrotam-se sem medida desde o momento em que se…

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“Um pessimismo (mui) pouco trágico: Cioran lido por Clément Rosset” (Rodrigo Inácio R. Sá Menezes)

Trata-se de contrapor e fazer dialogar duas filosofias, dois modo de pensar (o homem, a existência, a vida e a morte, o tempo) que têm muito em comum, mas cujas conclusões podem ser radicalmente divergentes: a filosofia trágica, afirmativa e aprobatória de Clément Rosset (tendo como corolário a alegria como force majeure), na linha de…

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“Crítica de um certo uso das filosofias de Nietzsche, Marx e Freud” (Clément Rosset)

Numa obra que, de certo modo, anunciava na França o verdadeiro início dos estudos nietzscheanos, Georges Bataille desenvolve o tema seguinte: Nietzsche teria sido o primeiro filósofo a fundar uma filosofia sobre o “não-sentido”, ou o acaso, libertando sua representação do mundo de todo pensamento racionalizante, finalista ou teológico. A este primeiro erro histórico (tais…

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Dos males, o pior: a filosofia trágica de Clément Rosset

Nonfilozofie: ideile se sufocă de sentiment. [Não-filosofia: as ideias sufocam de sentimento.] (CIORAN, Amurgul gândurilor) Conseguir pensar o pior – tal é pois o alvo mais geral da filosofia terrorista, o cuidado comum a pensadores tão diferentes quanto os filósofos citados mais acima. A tais pensadores, esta infecta tarefa apareceu não somente como tarefa única,…

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“Contradições lúcidas de um não-liberto” (Rodrigo Inácio R. Sá Menezes)

Cioran sabe: Contar com o que quer que seja, aqui ou alhures, é dar prova de que ainda se arrastam correntes. O réprobo aspira ao paraíso, e esta aspiração o rebaixa, o compromete. Ser livre é desvencilhar-se para sempre da ideia de recompensa, é não esperar nada dos homens ou dos deuses, é renunciar não…

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“O castelo de Acaso” (Clément Rosset)

É sempre comprometedor recomendar seu pensamento a uma palavra; mais particularmente, quando essa palavra já recobre um certo número de acepções entre as quais nenhuma designa o que se tem propriamente em vista. Pode-se preferir calar; ou ainda, preferir criar uma palavra nova, que nada evocará no espírito do leitor e por isso correrá o…

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“Trágico e silêncio” (Clément Rosset)

UM FILÓSOFO POUCO SUSPEITO de complacência para com o pensamento trágico, Jules Monnerot, reconhecia recentemente no fantasma do ”alhures” uma negação fundamental da tragédia: “Não há de uma parte o homem, e de outra parte forças exteriores ao homem, às quais ele também seria exterior. As forças ‘exteriores’, ‘cósmicas’, ‘naturais’ estão também em nós, (…

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“O princípio de crueldade”(Clément Rosset)

“Hipocondria melancólica”, observa Gérard de Nerval em um diário. “É um mal terrível: faz ver as coisas tais como são.” Por “crueldade” do real entendo em primeiro lugar, é claro, a natureza intrinsecamente dolorosa e trágica da realidade. Não me estenderei sobre este primeiro sentido, mais ou menos conhecido de todos, e sobre o qual…

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“Trágico e silêncio” (Clément Rosset)

Das três maneiras de filosofar Quando prepara um molho, o cozinheiro dispõe de elementos esparsos, descontínuos, que deve juntar numa substância nova. Dois estados: um inicial, onde os elementos coexistem, sem relação entre si, exceto o acaso (no caso, os cuidados do cozinheiro) que os reuniu em lugares contíguos um ao outro, no interior de…

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Filosofia trágica como crítica das ideologias (Clément Rosset)

Meu partido é um coração partido. Cazuza Uma única fórmula basta para caracterizar o pensamento trágico: a impossibilidade de crer que possa haver crença. E, na origem desse descrédito na crença, que acarreta para o pensamento toda uma série de consequências desastrosas que constituem o conjunto da “filosofia trágica”, ela invoca um argumento bem simples:…

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“Adeus à Filosofia” (E.M. Cioran)

AFASTEI-ME DA FILOSOFIA no momento em que se tornou impossível para mim descobrir em Kant alguma fraqueza humana, algum acento de verdadeira tristeza; em Kant e em todos os filósofos. Comparada à música, à mística e à poesia, a atividade filosófica provém de uma seiva diminuída e de uma profundidade suspeita que guardam prestígios somente…

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“Mihai Eminescu y Emil Cioran, o la nostalgia como sabiduría” (Pablo Javier Pérez López)

THÉMATA – Revista de Filosofía, no. 45, 2012. Resumen: Se propone un recorrido por la noción de Nostalgia presente en el pensamiento poético de Emil Cioran y Mihai Eminescu a través de la exploración de la dimensión ontológica de la Fatalidad y la Otredad que ésta alberga. Abstract: This paper tries to show a retrospective…

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“O caos, o acaso e o trágico” (Jassanan Amoroso Dias Pastore)

IDE (São Paulo) vol.35 no.54 São Paulo jul. 2012 RESUMO: O trabalho discute a concepção de caos, de acaso e de trágico desde a Antiguidade Grega, passando pela filosofia trágica, até chegar à psicanálise. Palavras-chave: Caos, Acaso, Tragédia grega, Trágico, Filosofia trágica, Psicanálise. ABSTRACT: This paper considers the concept of chaos, hazard and tragic, from the Ancient Greece, passing through the tragic…

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“In memoriam: Clément Rosset o la muerte de lo real” (Leobardo Villegas Mariscal)

 Universidad Autónoma de Zacatecas (UAZ), México, febrero 2009 “Como toda manifestación oracular, el pensamiento metafísico se funda en un rechazo casi instintivo de lo inmediato, bajo la sospecha de que lo inmediato sea de alguna manera el otro de sí mismo, o el doble de otra realidad”. Clément Rosset, Lo real y su doble Tres conferencias ha impartido el…

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“Tranquilícese, todo está mal” (Luis Diego Fernandez)

CLARÍN, 25/01/2011 Tengo derecho considerarme como el primer filósofo trágico, es decir, el enemigo mortal y el antípoda de un filósofo pesimista”, lo dice Nietzsche en Ecce Homo , y Clément Rosset lo cita al comienzo de La filosofía trágica , su primer libro, de 1960, recientemente editado en español. Esa relación expulsante entre tragedia…

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“Morre Clément Rosset, filósofo da alegria trágica e amigo de Cioran” (Nicolas Truong)

LE MONDE, 29/03/2018 Rosset articulava sua filosofia em torno de duas ideias: a do trágico e a do duplo. Ele morreu em 28 de março, aos 78 anos. O filósofo Clément Rosset faleceu em Paris, em 28 de março. Nascido em 12 de outubro de 1939, em Carteret (Manche), autor de uma obra importante e…

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“O trágico da existência na filosofia de Cioran” (Rogério de Almeida)

O objetivo deste artigo é refletir sobre o pensamento de Emil Cioran e as possíveis relações com uma filosofia trágica, como a de Friedrich Nietzsche e Clément Rosset. Como método, adotou-se a escrita fragmentada dos aforismos, emulando o estilo de escrita de Cioran. A reflexão aponta que Cioran é um filósofo do pior, que pensa negativamente a vida, mas também a afirma, a aprova, ainda que esta seja racionalmente injustificável.

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