“Cioran: pensador-cantor com uma alma perdidamente musical” (Rodrigo Inácio R. Sá Menezes)

“Não se pode eludir a existência com explicações, só se pode suportá-la, amá-la ou odiá-la, adorá-la ou temê-la, nessa alternância de felicidade e de horror que exprime o ritmo mesmo do ser, suas oscilações, suas dissonâncias, suas veemências amargas ou alegres.” (Breviário de decomposição) “Sem o imperialismo do conceito, a música teria substituído a filosofia:…

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A obra completa de Bach para download gratuito (Carlos Willian Leite)

Revista Bula O site Block Music Records em parceria com a Escola de Música da Universidade de Michigan disponibiliza para download gratuito a obra completa de Johann Sebastian Bach gravada em órgão barroco. As gravações foram feitas pelo professor, compositor e músico James Kibbie, da Universidade de Michigan, entre 2007 e 2009, em Leipzig, Alemanha.…

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Antinatalismo e Mistério (Rodrigo Inácio R. Sá Menezes)

“O que nos distingue de nossos antepassados é nossa petulância em face do Mistério. Nós até o desbatizamos: assim nasceu o Absurdo…” (Silogismos da amargura) AFASTA-ME do antinatalismo a total carência do sentido do mistério, o misterioso, no caso, sendo uma categoria teológica ou — a fortiori — mística por excelência — e perfeitamente fora…

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Sobre a Música (E.M. Cioran)

Nascido com uma alma habitual, pedi outra à música: foi o começo de desgraças maravilhosas… § Sem o imperialismo do conceito, a música teria substituído a filosofia: teria sido o paraíso da evidência inexprimível, uma epidemia de êxtases. § Beethoven viciou a música: introduziu nela as mudanças de humor, deixou que nela penetrasse a cólera.…

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“Nossa última perda, a Música” (Emil Cioran)

Só amam a música aqueles que sofrem por causa da vida. A paixão musical substitui todas as formas de vida que não foram vividas e compensa no plano da experiência íntima as satisfações encerradas no círculo dos valores vitais. Quando se sofre vivendo, a necessidade de um mundo novo, distinto do que vivemos habitualmente, nasce…

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A música de Bach, “geradora de divindade” (Cioran)

Cioran amava Bach acima de tudo. Se a Música era para ele a quintessência da “cultura”, e a única justificativa da Humanidade, Bach era a quintessência da Música: um Deus musical. A sua obra como um todo está cheia de elogios à Música em geral e a Bach em particular. Nos Silogismos da amargura (1952), este…

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“Cioran, antípoda de Aristóteles” (Rodrigo Inácio R. Sá Menezes)

ARISTÓTELES, Tomás de Aquino, Hegel – três escravizadores do espírito. A pior forma de despotismo é o sistema, em filosofia e em tudo. (Do inconveniente de ter nascido) § Beckett, a propósito do Démiurge, me escreve: “Em vossas ruínas, eu me sinto ao abrigo.” (Cahiers) § Não existe filosofia criadora. A filosofia não cria nada. Quero dizer que ela…

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Entrevista de Cioran com Paul Assall

A contradição é o que salva Cioran. É dela que deriva o seu humor irresistível, que não raro leva a gargalhadas niilistas. Na entrevista radiofônica com Paul Assall, em 13 de março de 1985, Cioran começa dizendo que o ceticismo “deriva da minha experiência de vida pessoal, da minha luta cotidiana com a vida. E…

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“Meditação musical” (Emil Cioran)

A meditação musical deveria ser o protótipo do pensamento em geral. Por acaso algum filósofo seguiu um motivo até o fundo, até tocar o seu limite e esgotá-lo, tal como faz um Bach ou um Beethoven? O pensamento exaustivo só existe na música. Depois de ler os pensadores mais profundos, sentimos a necessidade de recomeçar…

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“Cioran: el Horror y la Gloria” (Ubaldo León Barreto)

RIALTA, abril 2018 Hay siempre en el pensamiento de Cioran, en inesperado contrapunto al más radical nihilismo, una innegable exultación, un goce salvaje, un éxtasis perpetuo que convierte la lectura de sus textos en lo contrario de una experiencia desalentadora. Lo que convierte a Cioran en un escritor excepcional es la presencia en sus textos…

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Entretien avec Cioran realisé par Michael Jakob (1989)

A près de 80 ans, Emil Cioran se disait toujours habité par les insomnies qui l’avaient cueilli très jeune, à l’âge où il était encore lycéen, en Roumanie. Un asile fécond puisqu’on doit une partie de son oeuvre à ces nuits sans sommeil et cependant “une malédiction”, confiait l’auteur roumain en 1989. Lucide ou suicidaire,…

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“Cioran, a obsessão de um ateu por Deus” (Roberto Righetto)

INSTITUTO HUMANITAS UNISINOS, 7 de agosto de 2018 “Ajuda-me, Senhor, a esgotar o desgosto e a piedade por mim mesmo, a não sentir mais o infinito horror!” “Em mim tudo termina em oração e em blasfêmia, tudo se torna invocação e rejeição.” “No cúmulo das minhas dúvidas, preciso de uma sombra de absoluto, um pouco…

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“Cioran passando na alfândega do céu. Sainete em um ato” (Mircea Lăzărescu)

A ALMA DE CIORAN chega a uma das passagens de um mundo ao outro. A instância é completada e o guardião começa a ser o seu dossiê: — Durante toda sua vida, este senhor aqui presente sustentou ardentemente, em textos publicados em romeno e em francês, que: A vida é uma tortura insuportável, de onde…

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“Pode algum compositor igualar-se a Bach?” (Clemency-Burton Hill)

BBC, 17 de setembro de 2014 (“Can any composer equal Bach?”) Quase 300 anos após sua morte, Johann Sebastian Bach continua sendo o padrão-ouro da música clássica. Clemency-Burton Hill explora a razão disso. No programa do café-da-manhã da Rádio BBC 3 nós temos uma seção chamada Bach antes das 7. Toda manhã semanal, antes das…

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A música de Bach (Emil Cioran)

A CHAVE DA MÚSICA DE BACH: o desejo de evadir-se do tempo. A humanidade não conheceu outro gênio que tenha apresentado com maior pathos o drama da queda no tempo e a nostalgia do paraíso perdido. As evoluções de sua música dão uma grandiosa sensação de ascensão em espiral até os céus. Com Bach nos…

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“Lágrimas e Santos, versão do diretor” (Rodrigo Inácio R. Sá Menezes)

A Joan M. Marín Todo leitor de Cioran sabe que um dos seus livros romenos, após Nos cumes do desespero (1934) e O livro das ilusões (1936) — ambos traduzidos e publicados no Brasil –, é Lacrimi şi Sfinţi [Lágrimas e Santos], cronologicamente o terceiro título no conjunto da obra (publicado na Romênia em 1937). O que…

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“Cioran ou a vertigem da liberdade” (Rodrigo Inácio R. Sá Menezes)

“O bem-sucedido em tudo é necessariamente superficial. O fracasso é uma versão moderna do nada. Ao longo da minha vida, estive fascinado pelo fracasso. Um mínimo de desequilíbrio impõe-se. Ao ser perfeitamente sadio física e psiquicamente falta um saber essencial. Uma saúde perfeita é a-espiritual.” (Entrevistas com Sylvie Jaudeau) “O despertar independe das capacidades intelectuais:…

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“Escupir al cielo” (Rebeca García Nieto)

Hay blasfemia que se calla o se trueca en oración; hay otra que escupe al cielo y es la que perdona Dios. Antonio Machado Fuente: Blog de Hermida Editores, 25/11/2017 Cuenta Christian Santacroce, traductor de Lágrimas y santos (Hermida Editores, 2017), en el prólogo del libro, que con su publicación la madre de Cioran se llevó un buen disgusto: «No…

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“El descanso eterno del filósofo insomne” (Rubén Amón)

LA NACIÓN, 29 de marzo 2018 El filósofo francés murió el miércoles en París a los 78 años. Melómano e insomne, negó la existencia del yo y el individuo Clément Rosset padeció la enfermedad del sueño. Seis años y 2.000 noches de insomnio que percutieron en su salud hasta torturarlo. Y en su moral, como…

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“Bach, Mozart and Beethoven’s music – philosophy lived in Cioran’s view” (Mădălina Dana Rucsanda)

Bulletin of the Transilvania University of Braşov, series VIII: Performing Arts • Vol. 8 (57) No. 2 – 2015 Abstract: Cioran is not a musicologist and not even an esthetic. His considerations and his preferences in music in some ways doubtful and even contradictory, are the resonance of the sound art, in a hungry soul…

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Homenaje: “Cioran o la voz de la conciencia”

EL TIEMPO, 21/06/1995 La muerte fue una reiteración en la escritura del filósofo rumano Emile Mihai Cioran, quien murió ayer en París a los 84 años, víctima de la enfermedad de alzheimer. Este es un luto para quienes siguieron sus obras, especialmente los jóvenes, que encontraron en sus desesperados aforismos las respuestas a muchas inquietudes…

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“Música e ceticismo em Cioran” (José Thomaz Brum)

Artigo publicado em Revista de Arte, Rio de Janeiro, v. 1, n.2, 1995. “Oh, você também ama esta música? Então muitos pecados lhe serão perdoados!” — Nietzsche —”Conversação sobre a Música”, Aurora, 255. Existe um pensador contemporâneo, de textos corrosivos e embebidos de um ceticismo exaltado, que vê na música a ocasião para uma temporária “clareira”…

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“A alegria inaudita de Cioran” (José Thomaz Brum)

Folha de S. Paulo, Caderno Mais!, domingo, 2 de julho de 1995 Rue Garancière, rue Saint-Sulpice, rue de l’Odéon -quantas vezes não rememorei este trajeto que tanto significou para mim? Era 1990, fevereiro, estávamos- eu e Katia (Muricy) em Paris, rue de Vaugirard. A chegada fora tumultuada e trouxera um problema inesperado: Katia perdera a…

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“Emil Cioran: el filósofo demediado” (Juan Ángel Juristo)

Cuartopoder.es, 2 de abril de 2011 Estaba hace unas horas escuchando las intervenciones de Ignacio Vidal Folch , Héctor Subirats, colaborador de cuartopoder.es, y Fernando Savater en el salón de actos del Círculo de Lectores sobre sus encuentros con la obra y la figura de Cioran, actos encuadrados dentro de la Semana que el Instituto…

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“O silêncio do dândi romeno” (Leda Tenório da Motta)

Especial para a Folha de São Paulo, Caderno Mais!, 17 de fevereiro de 1995 Com pudor inusual e ironia perfeita, Emil Michel Cioran renuncia à literatura em 1987, no exato momento em que está saindo de um longo anonimato para alcançar o que a muitos só teria aconselhado a continuar: reconhecimento da crítica, prêmios, que invariavelmente…

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“A insônia da razão”: Entrevista com Michael Jakob

Emil Cioran, o filósofo do desespero e do não-sentido da existência, fala sobre sua trajetoria intelectual em entrevista a sair este ano na França. Em 17 de fevereiro de 1995, o extinto caderno Mais! da Folha de São Paulo faria um dossiê sobre Cioran, pouco antes de seu falecimento. A matéria saiu a título do…

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“O Drácula do ceticismo” (Sérgio Augusto)

O Estado de S. Paulo, 9 de abril de 2011 Misantropos e descrentes do mundo inteiro!, aproximem-se para celebrarmos juntos, com um dia de atraso, o centenário de Emil Cioran, o último agente provocador da filosofia, o mais desconcertante e divertido dos céticos, o mais fulgurante militante do pessimismo, o mais implacável profeta do niilismo,…

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“Emil Cioran, o ateu que crê” (Gianfranco Ravasi)

BOLONHA, quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011 (ZENIT.org) – O cardeal Gianfranco Ravasi, presidente do Conselho Pontifício da Cultura, abriu em 12 de fevereiro, na Universidade de Bolonha, os encontros do Átrio dos Gentios, que promovem o diálogo entre crentes e não crentes, por sugestão de Bento XVI. O purpurado apresentou uma reflexão sobre Emil…

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