“Tristeza ativa” (E.M. Cioran)

“Deve ser algo herdado dos meus pais, que tinham temperamentos completamente opostos. Eu nunca pude escrever senão no abatimento [cafard] das noites de insônia, e durante sete anos mal pude dormir. Eu creio que se reconhece em cada escritor se os pensamentos que o ocupam são pensamentos diurnos ou noturnos. Tenho necessidade desse cafard e…

Leia mais

“Fireflies” (Nick Cave & The Bad Seeds)

How about Nick Cave & The Good Seeds (of Mustard)? Jesus lying in his mother’s arms Is a photon released from a dying star We move through the forest at night The sky is full of momentary light And everything we need is just too far We are photons released from a dying star We are fireflies a child…

Leia mais

“A Música é essencialmente triste ou alegre? Uma questão ociosa” (Rodrigo Inácio R. Sá Menezes)

Quando esgotamos os pretextos que incitam à alegria ou à tristeza, conseguimos vivê-las, ambas, em estado puro: nos igualamos assim aos loucos… (Silogismos da amargura) Uma discussão interessante, mas não fecunda, senão ociosa, é entabulada por Clément Rosset em seu livro sobre o tema da beatitude em Nietzsche: Alegria — A Força Maior (1983) —…

Leia mais

“Nossa última perda, a Música” (Emil Cioran)

Só amam a música aqueles que sofrem por causa da vida. A paixão musical substitui todas as formas de vida que não foram vividas e compensa no plano da experiência íntima as satisfações encerradas no círculo dos valores vitais. Quando se sofre vivendo, a necessidade de um mundo novo, distinto do que vivemos habitualmente, nasce…

Leia mais

“O pessimismo dos mamíferos inteligentes” (Rodrigo Inácio Ribeiro Sá Menezes)

Observou-se justamente que, na Índia, um Schopenhauer ou um Rousseau jamais seriam levados a sério, pois viveram em desacordo com as doutrinas que professavam. para nós, eis aí precisamente a razão do interesse que nos suscitam. O sucesso de Nietzsche é devido em grande parte ao fato de que ele defendeu teorias às quais, em…

Leia mais

“O percurso das verdades viscerais em Emil Cioran” (Jayme Mathias Netto)

Revista Lampejo, vol. 7, nº 2 (2º Semestre de 2018), Fortaleza, Ceará, pp. 32-45. RESUMO: O percurso das verdades viscerais permite-nos identificar uma epistemologia fisiológica como método da filosofia de Emil Cioran. Pretendemos analisar a verdade, o método e as consequências de sua filosofia. Em uma linguagem mais apropriada ao autor: verdades viscerais, melancolia e…

Leia mais

“Mocidade, amor e morte: Eminescu e Castro Alves” (Luciano Maia)

JORNAL DE POESIA Luciano Maia é poeta, lingüista e tradutor. Cônsul Honorário da Romênia em Fortaleza, capital do Estado do Ceará. Mestre em Literatura Brasileira, é professor na Universidade de Fortaleza – UNIFOR e ocupa a cadeira 23 da Academia Cearense de Letras. Os dois poetas de quem falaremos aqui pertencem à estética romântica, um movimento…

Leia mais

“Tempo sem experiência” (Olgária Matos)

Uma reflexão sobre o tempo sem experiência da contemporaneidade. Como a atual aceleração da sociedade cria a sensação de que não há tempo para nada. Na realidade, são os próprios mecanismos sociais e econômicos que necessitam dessa situação. As diferenças entre tédio e monotonia podem caracterizar diferentes formas de se relacionar com o tempo. A…

Leia mais

“Filosofia do tédio” (Lars Svendsen)

Rio de Janeiro: Zahar, 2006, 192 páginas. Tradução de Maria Luiza X. de A. Borges. Esse livro investiga uma das preocupações centrais de nossa era ao sondar a natureza do tédio, quando ele se origina, como nos aflige e por que, ao que parece, somos incapazes de superá-lo por qualquer ato de vontade. De forma…

Leia mais

“Dualidade” (E.M. Cioran)

HÁ UMA VULGARIDADE que nos faz admitir qualquer coisa deste mundo, mas que não é bastante poderosa para nos fazer admitir o mundo mesmo. Assim, podemos suportar os males da vida repudiando a Vida, deixar-nos arrastar pelas efusões do desejo rejeitando o Desejo. No assentimento à existência existe uma espécie de baixeza, a qual escapamos…

Leia mais

“A força maior” (Clément Rosset)

“Os deuses ocultaram o que faz viver os homens.” (Hesíodo) UMA DAS MARCAS mais seguras da alegria é, para empregar um qualitativo com ressonâncias desagradáveis sob vários aspectos, seu caráter totalitário. O regime da alegria é o do tudo ou nada: não há alegria senão total ou nula (e acrescentarei, antecipando o que virá a…

Leia mais

“Mihai Eminescu y Emil Cioran, o la nostalgia como sabiduría” (Pablo Javier Pérez López)

THÉMATA – Revista de Filosofía, no. 45, 2012. Resumen: Se propone un recorrido por la noción de Nostalgia presente en el pensamiento poético de Emil Cioran y Mihai Eminescu a través de la exploración de la dimensión ontológica de la Fatalidad y la Otredad que ésta alberga. Abstract: This paper tries to show a retrospective…

Leia mais

“Como não pagar as dívidas” (Charles Baudelaire)

A Caroline e Jacques Aupick [Lyon], 25 de fevereiro de 1834 Papai e mamãe, Eu escrevo a vocês para convencê-los de que ainda existe esperança demover-me do estado que tanto lhes causa descontentamento. Sei que de imediato mamãe dirá: não o creio mais; e sei que papai dirá a mesma coisa, mas não desanimo. Vocês…

Leia mais

“O pecado de acedia” (Jean Starobinski)

O médico antigo trata da “paixão” do corpo; o filósofo se aplica em curar as “doenças” da alma. As analogias são grandes e justificam as confusões, voluntárias ou não, do vocabulário. De onde quer que venha, a tristeza depressiva exige uma medicação, pela palavra, pela droga, pelo regime diário. No mundo cristão torna-se infinitamente mais…

Leia mais

“Em teu nada espero encontrar teu tudo” (Jean Starobinski)

Nos confins do silêncio, no sopro mais fraco, a melancolia murmura: “Tudo está vazio! Tudo é vaidade!”. O mundo é inanimado, atacado de morte, aspirado pelo nada. O que foi possuído se perdeu. O que foi esperado não ocorreu. O espaço está despovoado. Por todo lado estende-se o deserto infecundo. E se um espírito paira…

Leia mais

“Le rire de Démocrite et la mélancolie de Cioran” (Constantin Zaharia)

Cercetări filosofico-psihologice, anul VII, nr. 1, p. 71-77, Bucureşti, 2015 Democritus’s Laugh and Cioran’s Melancholy. A corpus of letters wrongly attributed to Hippocrates portrays Democritus, considered a fool by the people of Abdera, and Hippocrates, called in to cure the philosopher. The philosopher’s laughter about all things occurring is absurd in the eyes of his…

Leia mais

“A Melancolia de Dürer” (Emil Cioran)

Publicado por Cioran aos 21 anos de idade no jornal romeno Calendarul, em 8 de julho de 1932 . Traduzido para o francês e incluído em Solitude et destin (2004). De tudo o que Dürer criou, a gravura intitulada A Melancolia é o que mais contém elementos favoráveis à reflexão e ao abandono aos quais se pode entregar mergulhando-se…

Leia mais

“Triste com método”, por Constantin Zaharia

Tristeza, desespero, tédio, amargura, ou ainda o dor, espécie de saudade romena… O escritor experimentou todos os graus da melancolia, indissociável do pensamento. Por Constantin Zaharia Artigo publicado no dossiê “Cioran: désespoir, mode d’emploi”, da Magazine Littéraire, maio de 2011 Derivado do latim dolus, o dor romeno pode ser traduzido em francês por “nostalgia”. A palavra,…

Leia mais

La «noia moldava» prima di Sartre: il romanzo dell’Io di Max Blecher (Giovanni Rotiroti)

Orizzonti Culturali Italo-Romeni, n. 5, maggio 2012, anno II È necessario essere grati a Bruno Mazzoni, il quale insieme a Cărtărescu e a Herta Müller, quest’anno ha offerto al pubblico italiano un capolavoro assoluto del periodo tra le due guerre in Romania: Accadimenti nell’irrealtà immediata di Max Blecher, Keller editore. Attraverso la sua traduzione e…

Leia mais

“La risa, la ironía y la melancolía en Cioran” (Doina Constantinescu)

La risa contiene todas las melancolías humanas. Todo humorista es un pesimista. Resumen: Mi estudio intenta mostrar el humor y su espacio lúdico, la ironía y su grado de cinismo y sarcasmo, vistos como una estrategia particular de autodefensa, de evasión y de ruptura con el sufrimiento melancólico. El repertorio de humor y de ironía es un carnaval interior vivido por Cioran…

Leia mais

“Propiedades del triste” (Santiago Kovadloff)

La Nación, 16 de Julio de 2006 En este elogio filosófico se argumenta que, a diferencia de la melancolía, la tristeza muchas veces fortalece y adecenta. Atributo de eminente lucidez, ese estado de ánimo tiene como actividad preeminente la contemplación y como una de sus características el estoicismo Hay por lo menos dos acepciones del…

Leia mais