“Cioran e Guitton” (Gianfranco Ravasi)

Pubblicato col titolo: Cioran e Guitton nel cortile del dialogo, su IlSole24ORE, n. 157 (09/06/2019). Apud Pontificio Consiglio della Cultura. È ormai da un decennio che è in azione il “Cortile dei Gentili” allestito dal Pontificio Consiglio della Cultura (un dicastero vaticano che, quando fu fondato da Paolo VI, era denominato «per i non credenti»), dedicato al…

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“Pequena Filocalia”: Novo livro revela «amor da beleza» à «mística da oração interior»

Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura Lançada há dias pela Paulinas Editora, a “Pequena Filocalia” contém um conjunto de textos cristãos, produzidos ao longo de mil anos, a partir da edição original da “Filocalia” grega, que apela aos cristãos para se aperfeiçoarem e procurarem a paz interior. «São especialmente textos do vasto tesouro literário e…

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Cioran, o místico de uma era pós-Deus: entrevista com Mirko Integlia (1ª parte)

In memoriam: María Liliana Herrera Alzate (1960-2019) “Às vezes tenho a impressão de que a obra de Cioran é interpretada como uma espécie de bazar, onde cada um se serve daquilo que quer, inclusive dos aspectos místicos-religiosos.” (Mirko Integlia) * [Pdf] Acaba de ser publicado, em inglês, um novo livro de exegese crítica sobre Cioran,…

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“El poder de la palabra”: única grabación de la voz de Miguel de Unamuno (1931)

“Un crítico francés de nuestra literatura española, dijo, que en España, apenas hay escritores, sino oradores por escrito. Acaso es cierto. Por mi parte, nada me molesta más, que oír decir de alguien que habla como un libro, prefiero los libros que hablan como hombres. Y lo que es menester, es que la gente aprenda…

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Sobre cinismos, niilismos e terrorismo de Estado (Rodrigo Inácio R. Sá Menezes)

Com o absurdo não se barganha, não se negocia. “Absurdo”, ou seja, esta palavrinha que nós, modernos, encontramos para maquiar o Mal. Como as explicações teológicas e metafísicas perderam sua razão de ser, não pegaria bem continuar usando tão atávica (e suja) expressão: “o Mal”. “O absurdo” soa melhor, mais moderno, mais filosófico, menos “cristão”… A…

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“Filosofia, cristianismo e outras formas de queda” (Emil Cioran)

COMO A VIDA SE CONVERTE NO VALOR SUPREMO: a veneração pelas mulheres; a reabilitação do Eros como divindade; saúde natural, transfigurada pela delicadeza; o fervor da dança em todos os atos da vida; graça em vez de pesar; sorriso em vez de pensamento; entusiasmo em vez de paixão; a distância como finitude; a vida como único…

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Ceticismo, fragmento e lucidez: “Emil Cioran. A Filosofia como Desfascinação e a Escritura como Terapia”, de Vincenzo Fiore [pt. 2] (Rodrigo Inácio R. Sá Menezes)

Na primeira parte do livro, “Uma juventude entre desespero e fervor político”, Fiore perfaz o itinerário de formação do jovem Cioran na Romênia da década de 30, explorando a dualidade de uma juventude dividida entre o desespero existencial e o fervor político. Não se faz política nos cumes do desespero. Schimbarea la faţă a României…

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O Anarquista e o Cristão (Nietzsche)

Surpreende-se in flagranti a insalubridade dos meios cristãos, quando se compara o fim cristão com o fim do Código de Manu – quando se foca com luz forte a ingente contradição destes fins. O crítico do Cristianismo não pode poupar-se a torná-lo desprezível. Um código como o de Manu surge como todos os bons códigos:…

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“As escrituras gnósticas e as origens cristãs” (Elisa Rodrigues)

Revista Caminhando, v. 11, n. 1 [17], p.19-30, 2010 [2ª ed. on-line 2010; 1ª ed. 2006] RESUMO: O artigo introduz nas características básicas de escritas gnósticas e interpreta a intenção dos seus autores não como oposição radical a tradição judaica e cristã, mas como re-leitura das suas escritas fundantes na base do conhecimento a partir…

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O diretor americano Terrence Malick é autor de uma respeitável obra cinematográfica que inclui filmes Badlands (1973), Além da Linha Vermelha (1998), A Árvore da Vida (2011) e De Canção em Canção (2017), entre outros. Alguns dados biográficos são dignos de nota: nem todos os apreciadores da obra cinematográfica de Malick sabem que ele é filósofo […]

via Proposta de leitura de dois filmes de Terrence Malick pela ótica de Kierkegaard (pt. I) — Leitvras, Escritvras & Poéticas do Fragmento

Kierkegaard, precursor do “Antifilósofo” cioraniano (Rodrigo Inácio R. Sá Menezes)

O prefácio de O Desespero Humano (1849) é bastante elucidativo da problemática existencial — e religiosa — colocada pelo pensamento kierkegaardiano, e também da sua divisa intelectual existencial-religiosa em oposição ao “totalitarismo” racionalista do Espírito absoluto hegeliano. “O professor, o mestre de estudos, o estudante e enfim o filósofo, amador ou formado não ficam na…

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O Niilismo (Nietzsche)

1. O NIILISMO está à porta: de onde nos vem esse mais sinistro de todos os hóspedes? – Ponto de partida: é um erro remeter a “estados de indigência social” ou “degeneração filosófica” ou até mesmo à corrupção, como causa do niilismo. Estamos no mais decente, no mais compassivo dos tempos. Indigência, indigência psíquica, física,…

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G.K. Chesterton, por Gustavo Corção

O GLOBO, Rio de Janeiro, 06 de junho de 1974 Graças à vigilância de Antônio Olinto, na sua “Porta de Livraria” de O Globo, chego ainda a tempo para saudar o centenário de G. K. Chesterton, o incomparável escritor inglês que mais indelevelmente me marcou a alma nos dias em que andei perdido pelo mundo…

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via 🎼 Delìrivm Còrdia*

Uma bela e pesada faixa da banda portuguesa Moonspell. Metal simples, muito bem composto e tocado, sem virtuose nem afetações (do jeitinho que eu gosto). A propósito, o Moonspell tem um álbum intitulado 1755 (2017), em referência ao ano do terrível terremoto (seguido por um tsunami) que destruiu Lisboa quase por completo.

O terremoto de 1755 provocou dois tipos de reação opostas nos europeus, uma apavorada, reativa e reacionária, a outra lúcida, esclarecida e moderna. A primeira, por parte dos cristãos e particularmente da Igreja Católica, que não tardou a lançar pela Europa diversas Cruzadas para caçar os hereges cuja impiedade teria supostamente causado a ira injustificada de Deus.

A outra reação é bem exemplificada pela postura — não religiosa, menos ainda supersticiosa — do Marquês de Pombal, que teria respondido a um voluntário que lhe perguntou: “E agora, o que fazemos?” A resposta pragmática: “Enterremos os mortos e cuidemos dos vivos.”

O irônico é que, enquanto igrejas, santuários e monumentos foram reduzidos a pó, um dos poucos espaços que permaneceram intactos foi um bairro do baixo meretrício de Lisboa.

Que não se subestime o impacto — não apenas sísmico — que aquele terremoto teve sobre a mentalidade dos europeus. Em função dessa tragédia — totalmente inesperada, tendo pegado de surpresa os lisboetas enquanto cuidavam de seus afazeres cotidianos — toda uma cosmovisão mudaria como que da noite para o dia. A filósofa Susan Neiman identifica naquele fatídico dia o início da Modernidade:

Uma razão central para localizar o início do moderno em Lisboa é justamente sua tentativa de dividir claramente a responsabilidade. Um exame atento dessa tentativa revelará toda sua ironia. Embora os philosophes sempre tenham acusado Rousseau de nostalgia, a discussão de Voltaire sobre o terremoto deixava ainda mais coisas na mão de Deus do que a de Rousseau. E, quando Rousseau inventou as ciências modernas da história e da psicologia para lidar com questões que o terremoto trazia à tona, foi em defesa da ordem de Deus. Sem levar em conta as ironias, a consciência que emergiu depois de Lisboa foi uma tentativa de maturidade. Se o Iluminismo é a coragem de pensar por si mesmo, é também a coragem de assumir responsabilidade pelo mundo no qual se é lançado. Separar radicalmente o que épocas anteriores chamavam de males naturais dos males morais fazia, portanto, parte do significado da modernidade.

Uma das ideias tradicionais da cultura ocidental que mais seria abalada pelo Terremoto de Lisboa é a ideia de uma Providência divina a conduzir o rumo dos acontecimentos (isso que Kant chama de “fio condutor da História”). Pode-se dizer que, se o ateísmo já era uma tendência em ascensão na mentalidade europeia, o terremoto só contribuiu para acentuá-la. Assim como, segundo Neiman, os horrores e a barbárie das guerras mundiais que o século XX testemunhou, e especialmente os campos de concentração nazistas. Dois marcos históricos, dois tipos distintos de mal, um natural, o outro humano e moral: a aurora e o crepúsculo da Modernidade…

Em nome do medo, do medo sem fim
Na ira dos deuses, caímos enfim
A vida cruel, tormenta assim
O céu que nos esmaga n’ausência de ti
Em nome do medo, do medo sem fim
Em nome do medo, medo
Sou sangue de teu sangue
Sou luz que se expande
Sou medo de teu medo
Senhor do teu tempo
Em nome do medo
Negro alfabeto do chão te levanta
Tua confiança jamais se aquebranta
Comemos os frutos de tão triste jardim
Faltou-nos o tempo, chegamos ao fim
Em nome do medo, medo
Sou sangue de teu sangue
Sou luz que se expande
Sou medo de teu medo
Senhor do teu tempo
Em nome do medo
Mas nem o vento por terra me deita
E nem o fogo por dentro me queima
Sou sangue de teu sangue
Sou luz que se expande
Sou medo de teu medo
Senhor do teu tempo
Sou sangue
Sou Medo
Medo! Medo!

“A Maioridade de poucos e a Menoridade de muitos: Esclarecimento, Emancipação e Pessimismo Antropológico em Kant” (Rodrigo Menezes)

Introdução O célebre texto de Immanuel Kant (1724-1804) Resposta à questão: o que é o Esclarecimento?, publicado na revista Berlinischen Monatsschrift em 1784, fora motivado pela publicação prévia, na mesma revista, de um artigo cujo (Johann Friedrich Zöllner, um pastor berlinense) condenava o casamento civil em favor do religioso, polemizando contra a confusão geral que,…

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Nietzsche sobre Schopenhauer, Mainländer e o Pessimismus alemão

Schopenhauer foi, como filósofo, o primeiro ateísta confesso e inabalável que nós, alemães, tivemos: esse era o pano de fundo de sua hostilidade a Hegel. A profanidade da existência era para ele algo dado, tangível, indiscutível; ele perdia a sua compostura de filósofo e se encolerizava toda vez que alguém mostrava hesitação e fazia rodeios…

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Profetismo, apocalipticismo, gnosticismo (Harold Bloom)

O gnosticismo, então e agora, em minha opinião, se levanta como um protesto contra a fé apocalíptica, mesmo quando o faz dentro de uma dessas fés, como fez sucessivamente no judaísmo, cristianismo e Islã. A religião profética torna-se apocalíptica quando a profecia falha, e a religião apocalíptica torna-se gnóstica quando o apocalipse falha, como felizmente…

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Sobre Revelação e Revolução, religiões utópicas e utopias políticas (E.M. Cioran)

Muitas vezes o reacionário é apenas um sábio habilidoso, um sábio interesseiro que, explorando politicamente as grandes verdades metafísicas, vasculha sem fraqueza nem piedade os segredos do fenômeno humano, para revelar seu horror. Um aproveitador do terrível, cujo pensamento — coagulado pelo cálculo ou pelo excesso de lucidez — minimiza ou calunia o tempo. Mais…

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A Criação fracassada (E.M. Cioran)

Como o mal preside tudo o que é corruptível, o que equivale a dizer tudo o que vive, é uma tentativa ridícula querer demonstrar que ele possui menos ser que o bem, ou que não possui nenhum. Os que o assimilam ao nada imaginam salvar, assim, o pobre deus bom. Só se pode salvá-lo tendo…

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“Filosofia e mística em Simone Weil” (Maria Clara Lucchetti Bingemer)

Revista CULT, no. 64, 2002 (edição especial “Cristianismo e modernidade”) A pensadora francesa que viveu os dilaceramentos da Segunda Guerra Mundial encontrou na vulnerabilidade da carne humana um caminho para a união com Deus e para a redenção Simone Weil (1909-1943) nasceu em Paris, filha de uma família de origem judaica. Seu pai era um…

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Elogio do politeísmo (E.M. Cioran)

O politeísmo corresponde melhor à diversidade das nossas tendências e dos nossos impulsos, aos quais oferece a possibilidade de se exercerem, de se manifestarem, cada qual livre para pender, segundo sua natureza, ao deus que mais lhe convém no momento. Mas, que fazer com um só deus? Como encará-lo, como utilizá-lo? Com ele presente, vive-se…

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“Pascal: condição trágica e liberdade” (Franklin Leopoldo e Silva)

Cad. Hist. Fil. Ci., Campinas, Série 3, v. 12, n. 1-2, p. 339-356, jan.-dez. 2002. Resumo: A liberdade, embora se enraíze na perfeição originária da criatura humana, veio, pelo pecado e pela condição corrompida, a tornar-se a expressão do homem separado de si mesmo, porque já na sua primeira ação livre o homem repudiou a…

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Café filósofico: “A morte como instante de vida” (Scarlett Marton)

Por que a morte é sempre vista como uma espécie de escândalo? Por que esse acontecimento banal provoca ao mesmo tempo horror e curiosidade? Os antigos diziam que a filosofia era uma longa meditação sobre a morte; os modernos quiseram afastá-la de suas preocupações; nós, contemporâneos, procuramos bani-la de nosso mundo. Mas a morte se…

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“Descartes, Bayle y el escepticismo académico. A propósito de una objeción de Cicerón” (Fernando Bahr)

Ingenium. Revista Electrónica de Pensamiento Moderno y Metodología en Historia de las Ideas, Universidad Complutense de Madrid, España, 2016 Resumen ¿Podría un dios hacer aparecer como verdaderas cosas que son falsas? Esta pregunta que Cicerón formula en las Cuestiones académicas y en el contexto de su objeción al concepto estoico de sabiduría, adquiere una fuerza impensada en…

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Café filosófico: “As vertigens da razão e o mistério da fé. Kierkegaard e Pascal” (Franklin Leopoldo e Silva)

Pascal e Kierkegaard, que viveram tempos muito distintos da história da Europa, partilhavam a experiência radical de uma razão que, em seus desdobramentos, atinge enfim seus limites, seus abismos, e não se detém em suas bordas, mas neles se precipita corajosamente. A aposta de Pascal e a ironia de Kierkegaard não são apenas criações teóricas…

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Sobre los gnósticos (Arthur Schopenhauer)

La filosofía cabalista y la gnóstica, en cuyos autores, en cuanto judíos y cristianos, es de antemano seguro el monoteísmo, son intentos de suprimir la manifiesta contradicción que se da entre la creación del mundo por un ser omnipotente, sumamente bueno y omnisciente, y la condición lamentable y deficiente de ese mismo mundo. Por eso…

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“Steve Bannon, cardeal Burke, ministro Salvini e o complô para derrubar o Papa Francisco” (Barbie Latza Nadeau)

Revista IHU On-line, 21 de junho de 2018 “Pode-se supor que Francisco está perguntando o que Jesus faria pelo bem da humanidade. Parece que Bannon, Burke e Salvini, adoradores de Trump, acham que sabem melhor”, escreve Barbie Latza Nadeau, em comentário publicado por Daily Beast, 20-06-2018. A tradução é de Victor D. Thiesen. Um trio de conservadores está agindo contra os esforços do pontífice em…

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Um místico sem absoluto: “Cioran, l’hérétique”, de Patrice Bollon (Rodrigo Inácio R. Sá Menezes)

A biografia crítica de Patrice Bollon, Cioran, l’hérétique (1997) não acrescenta muita coisa, no que concerne ao tema da religião e da mística, em relação ao ensaio de Jaudeau (1990) – antes reitera o que já havia sido intuído e apontado pela antecessora (por exemplo, que se trata de um gnóstico sem deus e sem…

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“O visitante de um mundo abandonado pelo seu demiurgo: Sylvie Jaudeau e o gnosticismo ateu de Cioran (Rodrigo Inácio R. Sá Menezes)

As nossas fontes gnósticas, por mais distantes que pareçam, não deixam de inspirar ainda a nossa literatura. Menos de uma maneira direta (poucos escritores de fato conhecem esse período da nossa história reservado aos eruditos) quanto de maneira inconsciente. Eu não falo de uma referência histórica, mas de uma impregnação da sensibilidade por toda uma…

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