Livro: “O suicida ou a era do niilismo”, de Ciprian Vălcan

ciprianA Zazie Edições, editora independente e sem fins lucrativos, publicou em 2016 o ensaio filosófico O suicida ou a era do niilismo, de Ciprian Vălcan. A tradução é de Fernando Klabin, tradutor de diversos autores romenos ao português, incluindo Cioran (Nos cumes do desespero). O livro compõe a coleção Pequena Biblioteca de Ensaios da editora carioca, coordenada por Laura Erber.

O livro está disponível, em formato Pdf, para download gratuito no site da editora.

Sobre o autor: Ciprian Vălcan é doutor em Filosofia pela Sorbonne e um dos mais importantes estudiosos de Cioran no mundo. De seu doutorado, sob orientação de Jacques Le Rider, resultou o livro La concurrence des influences culturelles françaises et allemandes dans l’œuvre de Cioran (Institutul Cultural Român, Bucareste, 2008), recentemente publicado em espanhol, na Colômbia, com tradução de M. Liliana Herrera (professora de Filosofia na Universidad Tecnológica de Pereira e organizadora do Encuentro Internacional Emil Cioran). Vălcan é professor de Filosofia e pró-reitor da Universidade Tibiscus de Timişoara, Romênia.

Relacionados: “Cioran, un análisis de la locura” (vídeo da conferência realizada durante o Encuentro Internacional Emil Cioran de 2016); Aforismos inéditos traduzidos por Fernando Klabin para o Portal E.M.Cioran/Br [1 2 3 4 5 6] .

Entrevista de Paulo Borges ao filósofo romeno Ciprian Valcan sobre budismo, filosofia, Cioran, Oriente e Ocidente

Fonte: Todo o mundo entre ninguém – 21 de março de 2012

1. Em que medida um melhor conhecimento da filosofia oriental contribui para a transformação da reflexão filosófica da tradição ocidental? No seu caso, como é que o budismo influenciou o estilo de filosofia que pratica?

Conhecer as filosofias orientais – muito diversas entre si – é indispensável para conhecer melhor a própria filosofia ocidental. Por um lado, porque algumas filosofias orientais, como a persa e a indiana, são fruto da mesma matriz linguística e cultural, a indo-europeia, com categorias muito semelhantes às do pensamento ocidental, procedente da submatriz grega do pensamento indoeuropeu. Por outro, porque outras filosofias orientais, como a chinesa e a japonesa, radicam numa matriz linguística e cultural muito distinta, configurando uma heterotopia (Michel Foucault), uma alteridade apenas por contraste com a qual se podem plenamente esclarecer as fundamentais opções que configuraram o destino da filosofia europeia-ocidental e a civilização dela surgida. Não é possível compreender a Europa e a filosofia ocidental sem as confrontar com o pensamento chinês, como hoje mostra François Jullien. O mesmo se pode dizer, embora de forma mais atenuada, da filosofia persa, indiana e tibetana (a qual, embora procedente de outra matriz linguística, incorporou muitas das categorias indianas). Se bem que ligadas a uma matriz comum, estas filosofias exploraram possibilidades muito diversas daquelas que foram sendo predominantemente privilegiadas pelo pensamento ocidental. Pese o risco de generalizações sempre falaciosas, pode dizer-se que as filosofias orientais privilegiam a experiência directa e pré-conceptual da vida e/ou do fundo indeterminado dos fenómenos, enquanto a filosofia ocidental, sobretudo desde Platão e Aristóteles, optou pela determinação conceptual do mundo com fins político-científicos. Outra grande diferença é o antropocentrismo do pensamento ocidental pós-socrático – raiz da actual crise ecológica e da devastação da Terra e dos seres vivos – perante a tendencial empatia cósmica do pensamento oriental com todas as formas de vida, vistas como iguais no seu fundo comum. Seja como for, as tradições são sempre muito mais interligadas do que as histórias da filosofia nos levam a crer. Não há culturas, mas sim entre-culturas… [+]

XX Colóquio Internacional Emil Cioran em Sibiu: “Cioran e a morte”

Acontecerá, entre 7 e 9 de maio de 2015, em Sibiu e em Răşinari, a vigésima edição do Colloque International Emil Cioran, organizado por Mihaela-Genţiana Stănişor.

Desta vez, o eixo temático do encontro será “Cioran e a morte”, em virtude do aniversário de 20 anos do falecimento do autor.

Os maiores especialistas da obra de Cioran, vindos de diferentes países, estarão presentes no evento, que incluirá, além das conferências, um ateliê de tradução e a apresentação de livros recém-publicados sobre Cioran.

Segue abaixo a programação do evento:

Quinta-feira, 7 de maio: Jornada estudantil Cioran. Faculté de Lettres et Arts

10.00h – Ateliê de tradução sob a direção de Dumitra BARON e Mihaela-Genţiana STĂNIŞOR. Com a participação de Aurélien DEMARS.

Sexta-feira, 8 de maio: Abertura do colóquio e sessões de trabalhos. Centre de Réunion Académique de l’Université « Lucian Blaga » de Sibiu (salle 11)

9.00h – Discurso de abertura por Alexandra MITREA, diretora da Faculdade de Letras e Artes

– Conferência inaugural por Michael FINKENTHAL (EUA)

09.45h – Coffee Break

10.00h – Sessão de trabalhos com a participação de: Aurélien DEMARS (França), Pierre GARRIGUES (Tunísia), Paolo VANINI (Itália), Caroline LAURENT (França).  Presidente da sessão: Constantin ZAHARIA

11.30h – Coffee Break

11.45h – Retomada dos trabalhos com a participação de: Emna FOURATI (Canadá), Lauralie CHATELET (França), Marius DOBRE (Bucareste), Presidente da sessão: Constantin ZAHARIA

13.30h- Refeição oferecida pela Faculdade de Letras e Artes (Centre de Réunion Académique)

15.30h – Sequência de trabalhos com a participação de: Constantin ZAHARIA (França), Dumitra BARON (Sibiu), Rodica BRAD (Sibiu), Mihaela-Genţiana STĂNIŞOR (Sibiu). Presidente da sessão: Aurélien DEMARS

17.00h – Coffee Break

17.15h – Retomada dos trabalhos. Participantes : Gabriel POPESCU (Craïova), Ion DUR (Sibiu), Mirela OCINIC (Sibiu), Vasile CHIRA (Sibiu). Presidente da sessão: Gabriel POPESCU

19.30h – Jantar

Sábado, 9 de maio: Viagem a Răşinari

10.00h – Discursos de abertura por Bucur BOGDAN, prefeito de Răşinari, et Nicolae STREZA, sacerdote de Răşinari

Sessão de trabalhos com a participação de: Pierre JAMET (França), Marin DIACONU (Bucareste), Mihai POPA (Bucareste), Carmen OPRIŞOR (Sibiu), Elena-Georgiana VINTILĂ (Craïova), Doina CONSTANTINESCU (Sibiu). Presidente da sessão: Ciprian VĂLCAN (Timişoara)

11.30h – Coffee Break

11.45h – Apresentação de livros:

♦ Ciprian VĂLCAN, Cioran, un aventurier nemişcat, Cartea Românească, 2015. Présentation : Michael Finkenthal

♦ Dumitra BARON, À travers le verbe. Cioran ou la hantise de la perfection, Bucureşti, Editura Muzeul Literaturii Române, 2014. Présentation : Aurélien Demars

♦ Genoveva PREDA, Macii, ploaia şi singurătăţile Irinei Mavrodin, Craiova, Scrisul românesc, 2014. Présentation : Rodica Brad

♦ Antonio DI GENNARO (éditeur), Emil Cioran, La speranza è più della vita. Intervista con Paul Assall, Mimesis, Milano, 2015 ; Emil Cioran, Tradire la propria lingua. Intervista con Philippe D. Dracodaïdis, Napoli, La scuola di Pitagora, 2015 ; Emil Cioran, Al di là della filosofia. Conversazioni su Benjamin Fondane, Milano, Mimesis, 2014. Présentation : Mihaela-Genţiana Stănişor

Dialog: Cioran în Brazilia (Ciprian Vălcan în dialog cu Flamarion Caldeira Ramos)

Flamarion Caldeira Ramos, profesor de Etică şi Filosofie politică la Universidade Federal do ABC (Brazilia). Realizează cercetări despre Teoria critică a Şcolii de la Frankfurt şi a publicat mai multe articole şi traduceri despre Schopenhauer şi pesimismul filosofic. A realizat un „Manual de filosofie politică” pentru editura Saraiva.

ARCA – Revistã lunarã de literaturã, eseu, arte vizuale, muzicã, fondatã în februarie 1990 la Arad

Anul XXV, nr. 4-5-6 (289-290-291), 2014

– Cum aţi ajuns să cunoaşteti opera lui Cioran?

– L-am cunoscut pe Cioran după ce am citit, in ziarul „Folha de São Paulo”, reproducerea unui articol consacrat filosofului, publicat iniţial în Magazine Littérairedin Franţa în 1995, cu câteva luni înaintea morţii sale. Cred că publicarea acestui dosar a fost foarte importantă pentru promovarea operei lui Cioran în întreaga lume. Doar la ceva timp după aceea am reuşit să găsesc o traducere din lucrările lui. Era vorba de ediţia a doua din Précis de Décomposition, tradusă în Brazilia sub titlulBreviário de Decomposição. Prima ediţie, publicată de editura Rocco în 1989, era deja epuizată. Abia în 1997 am reuşit să găsesc un exemplar din ediţia a doua din 1995. Între timp, Cioran murise, ceea ce a generat o serie de articole în presă. De atunci, încerc să citesc tot ce se publică despre el, textele originale în franceză, traducerile în portugheză şi spaniolă; totodată, într-o zi plănuiesc să învăţ limba română pentru a avea acces direct la primele sale lucrări şi studii care au fost publicate în România.

– Ce aspecte ale operei lui Cioran v-au atras atenţia la o primă lectură şi care dintre acestea vi se par importante şi astăzi ?

– Prima mea impresie faţă de scrierile lui Cioran, îndeosebi faţă de Précis de Décomposition, a fost extrem de puternică. Eram destul de deprimat în acea perioadă, dar atunci când am citit primele pagini din acea carte într-un autocar, am avut o criză de râs de necontrolat. Ca orice cititor al lui Cioran, am fost impresionat şi zguduit de stilul său, precum şi de capacitatea lui de a merge drept la ţintă, caracteristică a aforismelor lui. Dar, dincolo de seducţia imediată stârnită de stilul său marcant, trebuie evidenţiată luciditatea analizelor sale despre istorie şi despre drumul civilizaţiei. Intransigenţa cu care Cioran tratează idolii este o poziţie modelară şi necesară. În acea perioadă eram deja interesat de autorii care ţin de tradiţia pesimismului filosofic, precum Schopenhauer, Mainländer, Eduard von Hartmann şi Spengler. Cioran însă mi s-a părut mereu a fi deasupra lor, deoarece nu şi-a asumat niciun compromis faţă de nicio îndoielnică teorie ştiintifică sau metafizică, aşa cum au făcut-o toţi ceilalţi. Cioran n-a promis niciun adevăr metafizic, iar lipsa sa de interes în a lansa vreo teorie arată o depăşire nemaipomenită a filosofiei. Asta este una dintre cheile pentru a putea înţelege de ce Cioran este atât de seducător: el expune o anume viziune despre lume care nu este nimic altceva decât un pesimism cosmic şi ireductibil, dar un pesimism care se bazează pe intuiţii pe care cu toţii le avem, şi nu pe o teorie metafizică oarecare. Acest pesimism, însă, deşi aparent banal, este adânc înrădăcinat într-o anume tradiţie, este prezentat sub o formă singulară printr-un discurs atât de convingător încât pare irefutabil, şi din care cu greu vreun cititor reuşeşte să iasă nevătămat. Pentru a folosi o expresie a filosofului francez Clement Rosset, este vorba despre un anume „terorism filosofic” care, în mod curios, generează un anumit efect terapeutic: a-l citi pe Cioran produce o anume consolare pe care nicio filosofie, chiar dacă are intenţia de a consola, nu reuşeşte să o ofere. Ea se apropie, în acest sens, de câteva filosofii antice, precum cinismul, care ofereau mai degrabă o terapeutică decât o teorie.

Trebuie explorat un pic mai mult acest raport al lui Cioran cu filosofia. Este un subiect constant în scrierile sale pierderea fascinaţiei faţă de filosofie şi înclinaţia lui către poezie şi mistică. De fapt, sunt mai ales oameni din aceste domenii care îl captivează cel mai mult pe Cioran. El a început să se intereseze de poeţi şi sfinţi în măsura în care şi-a pierdut interesul pentru filosofi. Dar nu pentru că el s-ar fi transformat în sfânt sau în poet, deşi opera sa este plină de poezie şi misticism. Ca autor, el a rămas ca „scriitor filosofic”, dacă se poate folosi o asemenea expresie. Aici nu putem uita o frază celebră: „Filosofii scriu pentru profesori; iar gânditorii, pentru scriitori”. (Écartèlement) În acelaşi sens, autorului îi pare rău (în Cahiers) atunci când Schopenhauer nu mai vorbeşte ca scriitor şi începe să se exprime ca filosof. În acest moment, individul nu mai este interesant. Dar filosoful, atunci când scrie şi nu mai vorbeşte ca filosof, devine din nou interesant.

– Vi se pare îndreptăţită opinia acelor exegeţi care îl socotesc pe Cioran principalul continuator al lui Nietzsche în secolul XX ?

– Parţial. Îl văd pe Nietzsche ca un reper fundamental spre a înţelege opera filosofică a lui Cioran. Critica creştinismului şi a moralei tradiţionale, depăşirea seriozităţii filosofice, noua înţelegere a adevărului – mai mult ca „interpretare” şi mai puţin ca şi „corespondenţă” – concepţia decadenţei Occidentului, ruptura faţă de stilul tradiţional de argumentare, bogăţia stilurilor, independenţa, în sfârşit, sunt numeroase temele care îi apropie pe cei doi autori. Dar, în general, tezele filosofice ale lui Cioran sunt departe de proiectul filosofic al lui Nietzsche. Concepte precum „voinţa de putere”, „dincolo de uman” şi „eterna reîntoarcere” sunt complet şi deliberat ignorate de Cioran, care era mai mult interesat de experienţa trăită de individul Friedrich Nietzsche decât de proiectul său filosofic de „reevaluare a valorilor”, care îi suna lui Cioran la fel de ridicol ca oricare altul. Totodată, Cioran se desprinde de filosofie într-o manieră mai hotărâtă decât Nietzsche, care, în ciuda faptului de a fi perceput ca un scriitor strălucit, nu poate fi citit fără referinţe la istoria filosofiei, cu care el dialoghează în mod constant. Cioran, la rîndul său, face abstracţie de filosofie şi reuşeşte să vorbească despre lume într-un mod mai imediat. Tocmai de aceea, el este citit mai degrabă ca scriitor decât ca filosof. Tocmai pentru că aparţine tradiţiei filosofice, Nietzsche este citit şi va fi citit în continuare de filosofii profesionişti. În acest sens, trebuie amintită interpretarea lui Heidegger, care l-a pus pe Nietzsche în sânul tradiţiei metafizice occidentale. Cioran este în continuare ignorat de filosofia universitară, forma sa de gândire aflându-se la marginea tradiţiei. Îndrăznesc chiar să spun că, atâta timp cât opera lui Cioran va rămâne vie, ea va fi ignorată de filosofia academică. Din pricina uzurii de care suferă în ziua de astăzi opera filosofică a lui Nietzsche, nu ştiu dacă vom putea spune acelaşi lucru în ceea ce priveşte viitorul receptării ei. Nietzsche a fost pus – şi pe bună dreptate – în tradiţia lui Platon, Aristotel, Leibniz, Descartes şi Kant. Cioran, la rândul său, se leagă de autori precum Pascal, La Rochefoucauld, Baudelaire şi Rimbaud. Dacă facem o comparaţie cu filosofia antică, Nietzsche ar fi mai degrabă un presocratic (ca Heraclit, atât de des amintit de el), în timp ce Cioran s-ar raporta mai mult la cinicii şi scepticii postsocratici. În sfârşit, în ciuda unor asemănări şi paralelisme, ele sunt două opere foarte diferite, ceea ce nu ne permite să spunem că una este continuarea celeilalte.

– Ce scriitor din secolul XX ar putea să fie asemănat cu Cioran în privinţa temelor de reflecţie şi a stilului ?

– N-aş putea evita clişeul de a spune că opera lui Cioran este incomparabilă. Într-adevăr, niciun autor nu a dezvoltat o operă reflexivă care să fie implacabil de sceptică şi care totuşi să menţină, în mod paradoxal, o nostalgie atât de religioasă. În afară de asta, Cioran se ciocneşte cu autori care au apărat vreo formă de umanism, precum Camus sau Saramago. Iar prietenul său a fost Beckett, un scriitor care, poate, a dezvoltat, într-o formă dramatică, trăirea lumii lui Cioran. Anti-umanismul acestor doi este ceva care trebuie încă descifrat de critica specializată. Dar e posibil să identificăm unele paralele. La Beckett, ne aflăm într-o lume măcinată, post-decadentă, în care au rămas doar câteva zgomote şi ruine. Corpul a pierit, iar aşteptarea şi-a pierdut orice sens. Totuşi, toate acestea sunt exprimate cu un anume lirism care reuşeşte să se sustragă tragismului superficial şi romantismului decadent. Asta este şi isprava lui Cioran: a reuşit să dea o formă reflexivă şi estetică acestei stări de ruine la care lumea şi toate speranţele sale postbelice s-au redus. Textul „Chipurile decadenţei” (din Précis de Décomposition) încearcă să înfrunte această experienţă istorică de sfârşit de partidă: „Suntem ultimii: obosiţi de viitor, şi în special de noi înşine, extragem seva pământului şi golim cerurile. Nici materia, nici spiritul nu pot continua să hrănească visele noastre: acest univers la fel de uscat ca inimile noastre. Nu mai există substanţă nicăieri: am moştenit de la strămoşii noştri sufletul lor zdrenţuit şi măduva lor măcinată. Aventura a ajuns la sfârşit; conştiinţa expiră; cântecele noastre au dispărut; iată că străluceşte soarele muribunzilor!” Fără să mai uităm că umorul şi ridicolul sunt prezente în ambele opere. O frază ca aceasta, din Précis, ar fi putut ieşi din gura oricărui clovn beckettian: „Copacul vieţii nu va mai cunoaşte primăveri: este lemn uscat; din el se vor face sicrie pentru oasele, pentru visele şi pentru durerile noastre”. Aşa cum Cioran ar fi putut zice ca Malone (în Malone moare): „Nu mai este nimic de spus, deşi nimic nu s-a spus”.

– Care este interpretarea pe care o daţi dumneavoastră operei lui Cioran ?

– Îl văd pe Cioran ca pe autorul unei opere foarte bogate şi, în consecinţă, greu de interpretat. Să-l numim sceptic, moralist, nihilist sau mistic, sau toate acestea în acelaşi timp, ar fi o formă simplistă de a-i pune o etichetă gândirii sale. Sarcina interpretului ar fi deci de a demonstra de ce Cioran reuşeşte să fie fiecare dintre aceste personaje şi, în acelaşi timp, contrariul lor. În sfârşit, el distruge orice încercare de a-l circumscrie. Iar el o face într-o manieră sistematică. El gândeşte împotriva lui însuşi, fără să se abată de la acest drum, şi îmbrăţişează motto-ul acela despre cărţi şi actul de a scrie, exprimat în Silogismele amărăciunii: „O carte care, după ce a demolat totul, nu se distruge pe sine însăşi, ne-a exasperat degeaba.”

Încă o dificultate de interpretare se află în blestemul la care Cioran i-a condamnat pe toţi interpreţii săi atunci când a spus, în Silogismele amărăciunii: „Orice comentariu la o opera este fie rău, fie inutil, căci tot ce nu este direct este inutil.” A atinge acest caracter imediat este o sarcină care îi aparţine nu numai interpretului, ci şi gânditorului care reflectează asupra experienţei lui Cioran, o experienţă care, mărturiseşte el, este prezentă în cărţile sale: „Tot ce am abordat, tot ce am scris de-a lungul existenţei mele, nu se poate separa de ce am trăit. N-am inventat nimic, am fost doar secretarul propriilor mele senzaţii.” (Écartèlement).

– În ce fel este receptată în momentul de faţă opera lui Cioran în Brazilia ?

– Există în Brazilia mulţi cititori ai lui Cioran, iar cel puţin două cărţi despre el au fost deja publicate. Prima este o teză academică intitulată Cioran: a filosofia em chamas [Cioran: filosofia în flăcări], publicată de un italian înrădăcinat în Brazilia, Rossano Pecoraro, care dă o prezentare generală a operei lui Cioran, deşi nu oferă o interpretare prea originală a gândirii sale. Cealaltă carte (Emil Cioran e a Filosofia Negativa [Emil Cioran şi filosofia negativă], Porto Alegre: editura Sulina, 2011) este o colecţie de articole scrise de mai mulţi autori, cu abordări diverse. Încă nu există, aşadar, printre noi, nicio interpretare mai adâncă a operei sale. Dar cunosc numeroşi specialişti care în acest moment pregătesc teze, articole şi cărţi. Eu însumi scriu acum o carte despre Cioran, în care intenţionez să dezvolt o interpretare despre filosofia lui în privinţa istoriei. În general, Cioran este citit mai mult de către scriitori şi artişti, de altfel, comme il faut. Textele sale au stat la baza unui monolog dramatic pus în scenă şi regizat de Euler Santi, sub titlul Palestra sobre Nada [Conferinţă despre Nimic]. Trebuie să subliniem de asemenea importanţa pe care o are José Thomaz Brum pentru propagarea operei lui Cioran în Brazilia. În afară de a fi tradus câteva dintre cele mai importante lucrări din limba franceză – bucurându-se, de altfel, de sprijinul lui Cioran însuşi, pe care l-a cunoscut personal – Thomaz Brum publică articole importante şi susţine conferinţe despre gândirea acestuia. Datorită lui Fernando Klabin, am avut o rafinată traducere a versiunii originale din Pe culmile disperării. Sperăm că editurile braziliene vor manifesta interes pentru opera în limba română a lui Cioran, ceea ce ne-ar ajuta enorm să-i înţelege opera în întregime.

Traducerea din limba portugheză braziliană de

Fernando Klabin

Entrevista: M. Liliana Herrera e a recepção colombiana de Cioran, entre outros temas

M. Liliana Herrera A. ensina Filosofia na Universidad Tecnológica de Pereira (UTP), na cidade colombiana homônima situada na região do Eje cafetero (“Eixo cafeeiro”), no norte do país. Tem mestrado (1989) e doutorado (2001) em Filosofia pela Pontificia Universidad Javeriana de Bogotá. É a gestora e diretora do Encuentro Internacional Emil Cioran, realizado na UTP. É autora, entre outros, de Cioran: aproximaciones (1994); Cioran: lo voluptuoso, lo insoluble (2003); Cioran, lo voluptuoso lo insoluble(2003); Cioran, ensayos críticos (tradutora e organizadora junto a A. Abad T., 2008); Cioran en perspectivas (em coautoria con A. Abad T., 2009); Compilación: Encuentro Internacional Emil Cioran 2008-2011 (em coautoria com Alfredo Abad T., 2012); En torno a Cioran, nuevos ensayos y perspectivas (2014; segundo volume das conferências apresentadas nas edições 2012 e 2013 do Encuentro). Publicou também diferentes ensaios sobre temas filosóficos e literários em revistas nacionais e internacionais. 

EMCioran/Br: Estimada profesora Liliana Herrera, antes de tudo o Portal E.M. Cioran gostaria de agradecer, em nome de seus visitantes, leitores de Cioran, a generosidade em conceder-nos esta entrevista. É uma honra e um privilégio ter acesso à perspectiva pessoal e crítica de uma especialista neste autor que é um interesse comum de todos nós.
Primeiramente, não se poderia deixar de mencionar o Encuentro Internacional Emil Cioran realizado anualmente em Pereira, na Colômbia, sob coordenação sua, e que chegou este ano à sua sétima edição. Trata-se de um feliz, e exitoso, encontro e um dos poucos eventos acadêmicos regulares no mundo dedicado a discutir e divulgar a obra do pensador romeno. Qual é a exata natureza do Encuentro Internacional Emil Cioran? Como foi possível realizar e manter um evento acadêmico sobre um pensador tão marginal e também tão antiacadêmico como Cioran? Em sua opinião, o que mudou desde a primeira edição? Que espera do futuro do Encuentro?

M.L.H.A.: O Encuentro Internacional se originou de um projeto que o Grupo de Investigação em Filosofia Contemporânea por mim dirigido apresentou à Universidad Tecnológica de Pereira (UTP). Com o professor Alfredo Abad, desenvolvemos o tema, e um dos resultados foi este evento. A primeira edição do Encuentro se realizou em outubro de 2007. O convidado internacional foi o professor Ger Groot, da Universidade de Rotterdam. As primeiras edições do evento giraram em torno do pensamento de Cioran e das relações entre filosofia e literatura, linha em que se localiza muito bem a obra de Cioran. Os objetivos, pois, eram três: dar a conhecer à comunidade filosófica e literária de nosso país os trabalhos sobre o autor romeno-francês que estavam sendo realizados pelos especialistas cioranianos, principalmente romenos, franceses e espanhóis. Segundo, divulgar a cultura romena que em nosso meio é quase desconhecida. Finalmente, levantar algumas questões mais amplas pertinentes à discussão entre filosofia e literatura, tema que vem ganhando terreno acadêmico dentro da comunidade filosófica e literária internacional nos últimos anos.
Porém, dadas certas características de nossa universidade e de nossa região, o Encuentro começou a se perfilar como um projeto de maior envergadura: de acadêmico foi se convertendo em um projeto cultural da universidade para a cidade e a região, e que tem conseguido posicionar-se a nível nacional e internacional por ser um dos poucos que têm Cioran como tema principal (à parte, claro, do Colóquio Internacional Emil Cioran que se realiza anualmente em Sibiu, na Romênia).
Mas o nosso evento teve desde o início características específicas que o diferenciam daquele realizado em Sibiu e que é voltado para os especialistas. Não é uma réplica dele e nem poderia ser. Resumundo: devido ao crescente interesse que o publico regional tem demonstrado pelo nosso evento, ampliamos os três objetivos mencionados antes: com relação ao primeiro, estamos promovendo o pensamento de Cioran e os estudos que são desenvolvidos sobre ele em meio a um público não apenas universitário que se desenvolve no campo da filosofia e da literatura, mas também em meio a um público muito mais amplo que inclui estudantes do ensino médio, além de outro público que exercita sua atividade intelectual privadamente, à margem da universidade ou nos reduzidos círculos intelectuais mais ou menos conhecidos de nossa cidade. Isso explica que o nosso colóqui seja itinerante: nas sete edições do evento, as conferências de nossos convidados internacionais foram realizadas não apenas na UTP como também em outras universidades da região, em Salas Culturais, em um colégio público de ensino médio e em pequenas cidades próximas a Pereira. O público é muito heterogêneo. O objetivo de dar a conhecer a cultura romena (mitos, história, escritores, música) tem se mantido. Por fim, ampliamos as temáticas concernentes às relações entre filosofia, literatura, arte e sociedade, para incluir problemáticas da atualidade. Desta maneira, nosso público, filosófico, estudantil ou simplesmente leitor, pode escutar ou ler, nas Memórias [volumes de textos apresentados nos encontros] que temos publicado, temas relativos a esses âmbitos.

EMCioran/Br: Que pode nos dizer sobre a recepção de Cioran e o alcance de sua obra na Colômbia? Quando começou a ser lido, e por quem? Como se poderia contextualizar a presença de Cioran na Colômbia? Pode-se dizer que existe aí uma tradição de leitura e investigação crítica sobre o pensador romeno? No Brasil, ele é muitas vezes desprezado, quando não rechaçado, pelos intelectuais nos meios acadêmicos e mesmo fora dele, que não conseguem ou não querer admitir a seriedade e a consistência filosófica de sua obra. Ademais, é muito pouco lido pelo grande público (está longe de ser um best-seller!), na maioria das vezes de maneira superficial e abusivamente vinculado a Nietzsche, como se Cioran pudesse ser reduzido a um mero epígono de Nietzsche (tese que sustenta Susan Sontag, por exemplo). Também costuma ser utilizado por certa militância ideológica em defesa de um ateísmo de boa consciência como argumento de autoridade para dar peso à respectiva causa, o que parece ignorar a profunda dimensão mística e metafísica implicada no seu pensamento. O que pensa desse tipo de leitura? O mesmo é o caso na Colômbia?

M.L.H.A.: Sim, a história da recepção da obra de Cioran na Colômbia foi mais ou menos a mesma que no Brasil. Cioran começou a ser conhecido ao final dos anos 70. Eram poucos os livros em espanhol que chegavam aqui naquela época. Foi lido inicialmente por um pequeno círculo de intelectuais críticos da academia, ainda que alguns vinculados a ela. As leituras feitdas sobre este pensador estavam influenciadas pela leitura dos poetas malditos, ou certa literatura pessimista. Pouco mais tarde, os comentários que se encontravam sobre Cioran o vinculavam abertamente a Nietzsche e a uma posição ateísta que nega ou ignora, como você bem diz, a dimensão mística, religiosa mas combativa (para além e acima de qualquer instituição) do pensamento cioraniano. Esta imagem foi promovida inclusive por professores universitários de tendência nietzscheana ao final dos anos 1980.
Mas, no que concerne à academia em geral, Cioran era um autor quase desconhecido; e aqueles que tinham informações superficiais sobre ele o rechaçavam. De alguma maneira, esse rechaço subsiste, mas com menor intensidade. A partir dos anos 2000, Cioran passou a ser mais conhecido dentro do ambiente intelectual universitário e extra-acadêmico. Desde 2007, temos aportando às universidades e bibliotecas do país uma bibliografia cioraniana à qual não se tinha acesso, e que consiste na publicação das traduções de alguns trabalhos realizados por especialistas estrangeiros e outros consignados nas Memórias do Encuentro. Nós introduzimos no programa de Filosofia da UTP, em diversas ocasiões, um seminário sobre o pensador romeno-francês. Nossos grupos de investigação, por sua vez, publicam seus trabalhos referentes a algumas problemáticas que a obra de Cioran apresenta. Não obstante, Cioran segue sendo marginal; não é para a grande massa, e isso, de alguma maneira, é um alívio.

EMCioran/Br: Cioran gostava de se definir como um “pensador privado”. Sua obra não é para as massas, para uso público das coletividades, mas uma obra intimista e profundamente pessoal, dirigida às consciências individuais na solidão de sua interioridade. No documentário Apocalipsa dupa Cioran (“O Apocalipse segundo Cioran”) se referem a ele como ein Geheimtipp für Kenner, ou seja, “uma dica secreta para conhecedores”. Dito isso, uma questão de muito interesse seria, particularmente, sua relação intelectual com o Cioran. Quando e como conheceu sua obra? Que lhe atraiu nele, em seu pensamento? Seus estudos acadêmicos têm se centrado na obra cioraniana, e ademais seu doutorado também foi dedicado à investigação do pensamento de Cioran. Que significa Cioran para você?

M.L.H.A.: O fato de que seja um pensador privado do qual não se poderia fazer um uso coletivo, e que não poderia ser vinculado ou utilizado por nenhum tipo de ideologia, já que a própria natureza de sua obra impede isso, é o que a protege da trivialização das modas literárias, ou de seitas de adeptos. Obviamente, há leitores que utilizam dois ou três aforismos ou alguns títulos para apoiar posturas intelectuais ou eticamente irresponsáveis. Mas são casos irrelevantes. Você afirma acertadamente: Cioran consegue ter um lugar privilegiado nas consciências individuais, na intimidade e sensibilidade de uma existência. Li Cioran pela primeira vez quando cursava meus estudos de graduação em Filosofia. Você conhece bem essa experiência: o impacto, a surpresa, a aprovação imediata de suas afirmações, e talvez o consolo essencial que sua obra representa para a alma. Cioran diz (o que corroborou numa entrevista) as coisas que todo homem mais ou menos lúcido ou realista (em um sentido existencial) sente, mas que não se atreve a expressar porque não tem as palavras, o talento ou a valentia para fazê-lo. E isso explica – sem precisar ir mais longe em busca de argumentos ou de explicações – a importância que adquire na vida pessoal uma obra como a de Cioran. Fiz meu trabalho de graduação principalmente sobre dois temas: o suicídio e a crítica à filosofia. Meu trabalho de mestrado tomou outro rumo, mas então no doutorado retomei sua obra. Devo esclarecer que na Colômbia, naquela época, não se tinha acesso aos estudos que vinham sendo realizados sobre ele na Europa Central ou no Leste Europeu. Por isso meus trabalhos foram em grande medida intuitivos. Não me considero especialista em Cioran e, mesmo que me considerasse, na verdade não sou. Sou antes uma divulgadora de sua obra. Creio que ele tem razão em sua crítica da história e condição humanas. Seu humor negro, herético, é um bálsamo. Jaspers disse que alguns seres são “exceções”; nós não o somos e nem poderíamos tentar imitar a “exceção”. Mas é possível, sim, estabelecer uma espécie de (para utilizar outro termo de Jaspers) “comunicação amorosa” com aqueles que o são, e junto a ele buscar o próprio caminho em direção a si mesmo.

EMCioran/Br: Como se sabe por meio de uma entrevista a um jornal colombiano, você é uma das pessoas que tiveram a oportunidade de corresponder-se com Cioran. Como começou esse intercâmbio epistolar? Que paralelos se poderia estabelecer entre o autor dos livros e o interlocutor epistolar? O Cioran das cartas é distinto do Cioran escritor?

M.L.H.A.: Pelo que entendo ele manteve correspondência com uma boa quantidade de pessoas. Com efeito, para mim foi um privilégio. Quando iniciei meu trabalho de graduação tive a ideia de escrever uma carta à editora Gallimard. E com grande surpresa recebi uma resposta. O intercambio epistolar foi esporádico, mas transcorreu por um período de dez anos. Sabe-se que Cioran é um dos autores que uniram vida e obra. Ele conserva nas cartas o mesmo “tom” que mostra nos livros. É claro, são cartas breves, pessoais, em que não se desenvolve nenhum tema. Mas é possível ter a certeza de que se está diante do mesmo temperamento, do mesmo sentimento da existência, do mesmo talento que exibe em seus livros. Porém, nas cartas evidencia-se claramente um ser de grande amabilidade e calidez.

EMCioran/Br: A continuidade e a descontinuidade entre a obra romena e a obra francesa de Cioran costumam ser muito discutidas. Que relação você vê entre os escritos de juventude, em romeno, e os escritos de maturidade, em francês? É justo falar de uma ruptura entre os dois períodos, ou seria razoável relativizar essa ruptura?

M.L.H.A.: A relativização é a opção correta. Há continuidades e descontinuidades, de natureza temática e estilística. Não obstante, há um “fundo idêntico”. Refiro-me ao espírito que anima os dois momentos da obra: o ceticismo apesar de certas veleidades juvenis, a luta com Deus que só o cansaço dos anos pôde atenuar, um estilo escritural intenso e apaixonado, depurado pela disciplina imposta por outra língua… enfim. Um dos estudos que aprofunda este tema é o do romeno Ciprian Vǎlcan[1] e que, para mim, é leitura obrigatória para os estudiosos de Cioran.

EMCioran/Br: É razoável dizer que o século XX não conheceu figura intelectual mais enigmática, mais indefinível, mais inclassificável do que Cioran. Ademais, é um pensador relativamente recente cuja jovem tradição crítica ainda está muito pouco estabelecida, consolidada. A cada ano se descobrem novas informações ou se revela alguma obra que ficou engavetada durante décadas sem conhecer a luz da publicação (como Razne, que Cioran escreveu ainda em romeno quando já habitava em Paris, e que foi publicado recentemente na Romênia). A quantidade de interpretações distintas de Cioran é proporcional à quantidade de seus intérpretes. Como Nietzsche no século XIX, Cioran parece ser um autor extemporâneo em seu próprio século. Que pensa você sobre o destino da recepção de Cioran, na Colômbia e no mundo?

M.L.H.A.: Cioran foi um visionário, uma espécie de H. G. Wells (sei bem que a comparação pode parecer absurda…). Os cioranianos seguirão escrevendo; por ser autêntica, sincera, a obra de Cioran poderá perdurar; e o mundo seguirá seu destino implacável.

EMCioran/Br: Para concluir: há um libro de Cioran que lhe seja especialmente significativo, ou mais de um? O mesmo sobre os aforismos cioranianos?

M.L.H.A.: Um dos livros que permite aproximar-se de maneira contextualizada ao seu pensamento é o volume das Entretiens, uma boa iniciação para todo aquele que queira começar a estudá-lo com seriedade. Como um dos temas que mais têm me inquietado é o de sua atormentada religiosidade, me interessam muito os livros da época romena. Ademais, o alento poético que oferecem os livros mais apaixonados, mais dramáticos (por exemplo, os textos que se poderia chamar de “orações blasfemas”). Mas é difícil falar de um ou dois livros ou aforismos preferidos. Neste caso, não se pode escolher, a não ser pelas problemáticas que sejam de interesse do estudioso.

EMCioran/Br: Profª M. Liliana, agradeço uma vez mais, em nome dos leitores de Cioran (e seus também), pela generosidade em conceder-nos esta entrevista.

© Portal EMCioran/Br; M. Liliana Herrera A.
São Paulo – Pereira, 24/11/2014

[1] Ciprian VĂLCAN. La concurrence des influences françaises et allemandes dans l’oeuvre de Cioran. Bucareste : Institut Cultural Roman, 2008.