Leia texto de Dostoiévski inspirado em Natal na prisão

Trecho é de ‘Escritos da Casa Morta’, antes traduzido como ‘Memórias da Casa dos Mortos’ [SOBRE O TEXTO] Fiódor Dostoiévski era um nome promissor nas letras russas quando foi preso, em 1849, aos 28 anos. Condenado ao fuzilamento por frequentar um círculo de pensadores críticos ao czarismo, teve sua pena comutada, passando quatro anos no presídio…

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“Cioran o el grito de la conciencia ulcerada” (Esther Seligson)

Revista de la Universidad de Mexico, no. 413, junio de 1985 A]uan Espinasa, quien nos regaló el primer libro de Cioran que leímos Fieles a la pregunta que E. M. Cioran se hace en su ensayo Más allá de la novela, “¿ qué interés puede presentar una vida?”, podríamos suprimir sus datos biográficos, que se…

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Sobre cinismos, niilismos e terrorismo de Estado (Rodrigo Inácio R. Sá Menezes)

Com o absurdo não se barganha, não se negocia. “Absurdo”, ou seja, esta palavrinha que nós, modernos, encontramos para maquiar o Mal. Como as explicações teológicas e metafísicas perderam sua razão de ser, não pegaria bem continuar usando tão atávica (e suja) expressão: “o Mal”. “O absurdo” soa melhor, mais moderno, mais filosófico, menos “cristão”… A…

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Ivan Karamázov e os escrúpulos de um Niilista

Pois bem, vive o general em sua fazenda de duas mil almas (Assim eram chamados os servos camponeses. (N. do T.)), cheio de arrogância, tratando por cima dos ombros seus vizinhos, pequenos proprietários, como seus parasitas e palhaços. Tem um canil com centenas de cães e quase uma centena de seus cuidadores todos uniformizados, todos…

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“A Maioridade de poucos e a Menoridade de muitos: Esclarecimento, Emancipação e Pessimismo Antropológico em Kant” (Rodrigo Menezes)

Introdução O célebre texto de Immanuel Kant (1724-1804) Resposta à questão: o que é o Esclarecimento?, publicado na revista Berlinischen Monatsschrift em 1784, fora motivado pela publicação prévia, na mesma revista, de um artigo cujo (Johann Friedrich Zöllner, um pastor berlinense) condenava o casamento civil em favor do religioso, polemizando contra a confusão geral que,…

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“O pessimismo dos mamíferos inteligentes” (Rodrigo Inácio Ribeiro Sá Menezes)

Observou-se justamente que, na Índia, um Schopenhauer ou um Rousseau jamais seriam levados a sério, pois viveram em desacordo com as doutrinas que professavam. para nós, eis aí precisamente a razão do interesse que nos suscitam. O sucesso de Nietzsche é devido em grande parte ao fato de que ele defendeu teorias às quais, em…

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“Religião como crítica: a hipótese de Deus” (Luiz Felipe Pondé)

Revista CULT, n° 64, 2002 (edição especial “Cristianismo e Modernidade”) A cotidianeidade social cria uma ética do medo, ao converter a angústia, provocada pelo abismo transcendente, em uma ansiedade banal e (…). Mas ela cria também um fenômeno novo, no qual o medo está ausente e que lhe é mesmo claramente inferior: a  banalidade. Seu…

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“Cioran, antípoda de Aristóteles” (Rodrigo Inácio R. Sá Menezes)

ARISTÓTELES, Tomás de Aquino, Hegel – três escravizadores do espírito. A pior forma de despotismo é o sistema, em filosofia e em tudo. (Do inconveniente de ter nascido) § Beckett, a propósito do Démiurge, me escreve: “Em vossas ruínas, eu me sinto ao abrigo.” (Cahiers) § Não existe filosofia criadora. A filosofia não cria nada. Quero dizer que ela…

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“Os muros absurdos” (Albert Camus)

Como as grandes obras, os sentimentos profundos sempre significam mais do que têm consciência de dizer. A constância de um movimento ou repulsão dentro da alma se reconhece em hábitos de fazer ou de pensar e se persegue em conseqüências que a própria alma ignora. Os grandes sentimentos trazem junto com eles seu universo, esplêndido…

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“Sobre vantagens e desvantagens” (Dostoiévski)

Mas tudo isto são sonhos dourados. Oh, dizei-me, quem foi o primeiro a declarar, a proclamar que o homem comete ignomínias unicamente por desconhecer os seus reais interesses, e que bastaria instruí-lo, abrir-lhe os olhos para os seus verdadeiros e normais interesses, para que ele imediatamente deixasse de cometer essas ignomínias e se tornasse, no…

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“Cioran: el Horror y la Gloria” (Ubaldo León Barreto)

RIALTA, abril 2018 Hay siempre en el pensamiento de Cioran, en inesperado contrapunto al más radical nihilismo, una innegable exultación, un goce salvaje, un éxtasis perpetuo que convierte la lectura de sus textos en lo contrario de una experiencia desalentadora. Lo que convierte a Cioran en un escritor excepcional es la presencia en sus textos…

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Sobre Lágrimas y Santos (Christian Santacroce)

«Je me vois, à Braşov, dans cette maison juchée sur la colline, je me vois plongé dans la vie des saints!». Cioran, Cahiers, p. 967. Cioran escribe Lágrimas y santos entre 1936 y 1937, durante el año que pasa en Braşov como profesor de filosofía y lógica en el actual Colegio Nacional Andrei Şaguna. El…

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“Doutor Tristeza” (Sara Mendes de Andrade)

Diário do Nordeste, 6 de dezembro de 2010 Estudante de Direito, desde que começou a publicar seus versos foi chamado de neurótico, histérico, poeta raquítico, doutor tristeza. A soma dos fracassos em que resultou sua vida converteu a tristeza em apoteose do sentir, ininterruptamente restaurada pela onipresença da melancolia, sua companheira inseparável, e do pessimismo.…

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“Filósofos contra creyentes” (Luis Fernando Moreno Claros)

EL PAÍS, 22 de octubre 2018 Un verdadero tour de force filosófico es lo que contiene esta obra magna del pensador ruso de origen judío Lev Isaákovich Shestov (1866-1938). Atenas y Jerusalén fue un libro original e importante en su época, 1937, cuando la denominada “filosofía de la existencia” comenzaba a imperar en Europa de la mano de autores…

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Entretien avec Cioran realisé par Michael Jakob (1989)

A près de 80 ans, Emil Cioran se disait toujours habité par les insomnies qui l’avaient cueilli très jeune, à l’âge où il était encore lycéen, en Roumanie. Un asile fécond puisqu’on doit une partie de son oeuvre à ces nuits sans sommeil et cependant “une malédiction”, confiait l’auteur roumain en 1989. Lucide ou suicidaire,…

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Prefácio a “Revelações da Morte”, de Chestov (Jorge de Sena)

Léon Chestov – pseudónimo de Lev Isaakovitch Chvartsman – nasceu em 1866, em Kiev, capital da Ucrânia e uma das mais antigas e prestigiosas cidades da civilização russa; aí, oriundo de rica família judaica, estudou direito; tomando posição contra a Revolução de 1917, emigrou para a França em 1920, onde são publicados em francês estudos…

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“Que veut Chestov ?” (Christian Mouze)

En Attendant Nadeau Léon Chestov, Sur la balance de Job : Pérégrinations à travers les âmes. Trad. du russe par Boris de Schlœzer. Le Bruit du temps, 608 p., 34 € Que crie-t-il, avec tant d’insistance ? Que rejette-t-il, avec tant de force ? En lisant Chestov, qu’est-ce qui nous arrive ? Il empoigne et secoue. Il ne s’agit pas, pour Chestov,…

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ZONADIDISAGIO – Il blog di Nicola Vacca, 6 giugno 2018

In una delle sue ultime interviste, quella concessa a Michael Jakob, Emil Cioran dice:

«In ogni nostro atto c’è un retroscena, e proprio questo è psicologicamente interessante, noi non conosciamo che la superficie, il lato superficiale. Si accede a ciò che è detto, ma l’importante è ciò che non è detto, ciò che è implicito, il segreto di un atteggiamento o di una frase. Per questo tutti i nostri giudizi sugli altri, ma anche quelli su noi stessi, sono parzialmente sbagliati. Il lato meschino è camuffato, ma il lato meschino è profondo, e direi quasi che è quanto di più profondo ci sia negli esseri umani, e di più inaccessibile per noi. È la ragione per cui i romanzi sono un modo di camuffare, di esporsi senza dichiararsi. I grandi scrittori sono proprio quelli che colgono il «retroscena», soprattutto Dostoevskij. Lui rivela tutto ciò che è profondo e apparentemente meschino; ma è più che meschino: è tragico; questi sono i veri psicologi».

Qui è evidente l’influenza delle Memorie del sottosuolo di Dostoevskij, ma in generale della cultura psicoanalitica. Questo è un concetto chiave in Freud (secondo il quale la coscienza costituisce solo la “punta dell’iceberg” dei nostri atti, che sempre trovano la loro autentica radice in un profondo sconosciuto), ed è il filo conduttore ad esempio di tutti i racconti dello scrittore austriaco Stefan Zweig.

Il retroscena, ciò che non è sulla scena, ciò che è dietro la scena, ciò che non è inquadrato da alcun faro, ma che fonda e giustifica l’intero percorso, poiché ne è il motivo principale, il movente sotteso, sconosciuto e incomprensibile: il sottofondo, il sotterraneo, il sottosuolo appunto.

Se prendiamo le opere di Cioran (sia quelle del periodo rumeno che quelle francesi), sulla scena, quindi sul palcoscenico si muovono sempre gli stessi “demoni interiori”: la solitudine, il cafard, la noia, la disperazione. Cioran è un “Maestro” perché è capace di descrivere tutte le sfumature di ogni stato emotivo, attraverso le pennellate della propria scrittura.

Ma non si limita a questo. In Cioran è decisivo il tema del corpo, della corporeità. La filosofia di Cioran è impensabile senza la fisiologia. Non è una filosofia astratta che parla di un Io impersonale, dell’esistenza come categoria generale. Qui chi parla è un io in carne ed ossa, che sente, che si sente, che soffre, che patisce, che ricorda, che piange, che rimpiange. È un Io che ama, che vibra, che si emoziona, che si appassiona, che si commuove, che desidera, che vuole. La filosofia di Cioran è quindi una filosofia della carne, del cuore, dei nervi, del respiro, degli occhi, dello sguardo e del silenzio. Non è una filosofia della mente astratta, ma una filosofia del cuore pulsante, che palpita, una filosofia dei sentimenti, delle emozioni che accadono dentro di noi e che ci avvincono.

Quella di Cioran è dunque un’anima straziata, un’anima lacerata, graffiata, squarciata come le tele di Lucio Fontana. Un’anima in pena, che ama profondamente la vita, ma che ha conosciuto ben presto “il sentimento tragico della vita”.

Leggiamo l’ultimo frammento di Lacrime e santi, opera del 1937: «Il paradiso geme al fondo della coscienza, mentre la memoria piange. Ed è così che si pensa al senso metafisico delle lacrime e alla vita come al dipanarsi di un rimpianto».

Cioran scrive quest’aforisma a 26 anni. Piange e rimpiange. I suoi occhi sono bagnati di lacrime, e queste lacrime si convertono in prosa filosofica. È una scrittura imbevuta, inzuppata di lacrime. Sono lacrime che scorrono sul viso o trattenute negli occhi… ma è una costante nella vita di Cioran, se solo sfogliamo i Quaderni:

«Ventitré anni fa (nel 1937) ho scritto un intero libro sulle lacrime. E da allora, senza versarne una sola, non ho mai smesso di piangere».

«Dire che rimpiango tutto è poco; io sono un rimpianto ambulante, la nostalgia mi divora il sangue e divora se stessa. Non vi è rimedio in terra per il male di cui soffro…».

«Non ho mai scritto con il mio sangue, ho scritto con tutte le lacrime che non ho mai versato. Fossi anche un logico, resterei un elegiaco. Vivo ogni giorno l’esclusione dal Paradiso con la stessa passione e lo stesso rimpianto del primo esiliato».

Ora, perché Cioran piange e rimpiange? Cosa lo affligge? Di cosa è psicologicamente affetto?

Sul palcoscenico delle sue opere, come abbiamo detto sfilano le figure della solitudine, il cafard, la noia, la disperazione. Questo è il lato fenomenico, l’esteriorità. Ciò che appare sulla scena. Ciò che Cioran mette in scena, ciò che inscena come terapia di salvezza per sedare l’angoscia.

Sono questi gli attori principali, i protagonisti, le maschere che ci presenta. Ma cosa accade dietro le quinte? Nel retroscena? Qual è la “causa radice” che spinge Cioran a parlare del proprio dolore, della propria disperazione, della propria inquietudine e della propria in-sofferenza?

Per rispondere a questa domanda, cerco di avvalermi “metaforicamente” di una teoria matematica e fisica chiamata “butterfly effect”, che in questi ultimi anni ha avuto una certa risonanza anche in ambito cinematografico. Secondo questa teoria: “Il battito d’ali di una farfalla può provocare un uragano dall’altra parte del mondo”. In altre parole, un evento apparentemente insignificante, può scatenare una reazione assolutamente imprevista, imprevedibile e sconvolgente.

E allora, qual è l’evento apparentemente insignificante che ha innescato una reazione a catena rovinosa nella psiche di Cioran? È difficile rinvenire nelle sue opere tracce biografiche oggettive in grado di sciogliere in via definitiva la questione. Quello che possiamo fare è seguire degli indizi

Ascoltiamo cosa dice Cioran, in un episodio che racconta con piccole variazioni 3 volte, nei Quaderni, nel Taccuino di Talamanca e in una lettera a Jaques Le Rider:

«Tutto ciò che in me è vero proviene dalle timidezze della mia gioventù. A loro devo quello che sono, nel senso migliore della parola. Senza di esse non sarei letteralmente nulla, e non conoscerei tregua nella vergogna di me stesso. Che cosa non ho sofferto, da giovane, per causa loro. E ora sono queste sofferenze che mi riscattano ai miei occhi.

(L’altro giorno mi sono ricordato di un momento capitale e particolarmente doloroso della mia adolescenza; amavo segretamente una ragazzina di Sibiu, Cela Schian, che doveva avere quindici anni; io ne avevo sedici. Per niente al mondo avrei osato rivolgerle la parola; la mia famiglia conosceva la sua; avrei potuto avere delle occasioni per avvicinarla. Ma questo andava al di là delle mie forze. Per due anni ho vissuto in preda a tormenti infernali. Un giorno, nei dintorni di Sibiu, nel folto di una foresta dove mi trovavo con mio fratello, scorgo quella ragazza in compagnia di un compagno di scuola, il più antipatico di tutti. Fu per me un colpo a stento tollerabile. Ancora adesso mi fa male. Da quel momento decisi che bisognava farla finita, che non era degno di me incassare il “tradimento”. Cominciai a staccarmi dalla ragazza, a disprezzarla e infine a odiarla. Mi ricordo che nel momento in cui la giovane “coppia” passava stavo leggendo Shakespeare. Darei chissà che cosa per sapere quale opera. Non riesco a ricordarlo. Ma quell’istante ha deciso della mia “carriera”, di tutto il mio futuro. Ne derivarono anni di completa solitudine. E io divenni quello che dovevo divenire)»… [+]

“Quand Léon Chestov bataillait contre les idées reçues dans une villa de Coppet” (Georges Nivat)

Le Temps, Suisse, 13 mai 2016 Un des plus fougueux penseurs russes du XXe siècle fête son 150e anniversaire. Il n’a cessé de convoquer et défier le monde des idées, luttant contre tous, rajeunissant le monde La villa était à un bon kilomètre du bourg, au bord du lac, esseulée, toute simple, avec une terrasse à colonnes, comme…

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“Sobre humanos, marionetes e liberdade: Cioran em diálogo com John Gray” (Rodrigo Inácio R. Sá Menezes)

A marionete – objeto artificial, aqui humanizado, dotado de “alma” – como metáfora do homem. O homem – animal autoconsciente, doravante maquinizado, desumanizado – como metáfora da marionete. A alma da marionete: o título deste breve ensaio sobre a liberdade humana dá margem para uma interpretação em mão dupla. GRAY, John, A alma da marionete:…

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“‘Dostoiévski e a dialética: Fetichismo da forma, utopia como conteúdo’: um prefácio” (Manuel da Costa Pinto)

Estadão, 18 de maio de 2018 Prefácio ao livro “Dostoiévski e a dialética: Fetichismo da forma, utopia como conteúdo” (Editora Hedra), de Flávio Ricardo Vassoler. Em Cioran, l’Hérétique, biografia intelectual do ensaísta romeno – e filósofo dostoievskiano – Emil Cioran, o jornalista francês Patrice Bollon faz uma breve e aguda observação que pode servir como porta de…

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“Revolta, niilismo e religiosidade: a ontologia da liberdade em Dostoiévski” (Eduardo Armaroli Noguchi)

XI Congresso Internacional da ABRALIC. Tessituras, Interações, Convergências.  USP – São Paulo, Brasil. 13 a 17 de julho de 2008. RESUMO: O texto pretende abordar a obra de Fiódor Dostoiévski na tentativa de fazer uma leitura filosófica de seus romances. Para isso, o tema central que será destacado é a noção de liberdade: um exame daquilo…

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“Reflexões sobre a miséria” (Emil Cioran)

Alguns aspectos da vida exprimem uma sentimentalidade lírica quando menos  esperado. O pensamento cristaliza um conteúdo que não pode ultrapassar seus limites e aceita fatalmente a determinação, enquanto que a revolta é comprimida em formas. A miséria é um desses aspectos; diante dela, o pensamento emudece, não ousa afirmar-se, perde todo impulso. Evidentemente, essa atitude…

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“O animal enfermo como hipótese de uma antropologia negativa segundo Cioran” (Rodrigo Inácio R. Sá Menezes)

César Batista da Silva, Nilo; Venturini, Andrei (orgs.), O que é o homem? Ensaios de antropologia filosófica. Editora CRV: Curitiba, 2018, p.  61-96. [+] A guisa de introdução Emil Cioran nos legou uma obra impactante como poucas no século XX. Seu pensamento visceral e abismal, no limite inclassificável, configura-se como uma soma de atitudes em…

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“A luta contra as evidências (2)” (Lev Chestov)

Surgunt indocti et rapiunt coelum! Para arrebatar o céu, é preciso renunciar ao saber, aos princípios primeiros, que bebemos no leite materno. E mais. É preciso, conforme tivemos ocasião de nos convencermos ao ler as frases anteriormente citadas, renunciar na generalidade às ideias, quer dizer, pôr em dúvida o seu maravilhoso poder de transmutar em…

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“As revelações da morte” (Chestov)

A Inmate Blogger DOSTOIEVSKY CUMPRIU A PENA; terminou, também, o serviço militar. Está em Tver, e depois em Petersburgo. Tudo quanto espera se realiza. Sobre ele estende-se a imensa cúpula celeste. É um homem livre, como aqueles cuja sorte invejara, quando acorrentado. Resta-lhe pôr em prática as promessas que a si próprio fez. Devemos acreditar…

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“A negativa de procriar” (E.M. Cioran)

AQUELE QUE, havendo gasto seus apetites, aproxima-se de uma forma limite de desapego, já não quer perpetuar-se; detesta sobreviver em outro, ao qual de resto não teria mais nada a transmitir; a espécie o apavora; é um monstro e os monstros não engendram. O “amor” o cativa ainda: aberração entre seus pensamentos. Busca um pretexto…

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Excerto: “As revelações da morte” (Lev Chestov)

Folha de S.Paulo, terça-feira, 14 de março de 1978 Já tive ocasião de apontar que em Plotino encontramos a melhor, ou antes, a mais completa definição de filosofia. A pergunta – que é filosofia? – ele responde: – “To timiotaton” (o que mais importa). Essa definição destrói, logo de início e, ao que parece, não…

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“The «clairvoyants des abîmes»: Cioran, Reader of F.M. Dostoievsky” (Sergio García Guillem)

Human and Social Studies (HSS) – The Journal of “Alexandru Ioan Cuza” University from Iasi, vol. 2, Issue 3 (Oct 2013), pp. 124-139. By Sergio García Guillem – Faculty of Philosophy and Sciences of Education, University of Valencia, Avenida Blanco Ibáñez 13, Nivel 4, Valencia, 46010, Spain Abstract: The discovery of F.M. Dostoyevsky by young E. M.…

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“Vitalidade adoecida – flutuações da vontade como retrato da insatisfação humana em Dostoiévski e Cioran” (Rossano Silva Queiroga)

Dissertação de mestrado apresentada ao programa de pós-graduação em Literatura e Interculturalidade da Universidade Estadual da Paraíba (Campina Grande, abril de 2016). Área de concentração: Literatura e Estudos Culturais. Linha de pesquisa: Literatura e Hermenêutica Orientador: Prof. Dr. Antonio Carlos de Melo Magalhães RESUMO: Este trabalho tem por objetivo analisar a interação literário- filosófica entre o pensador Emil…

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