“A Romênia entre a História e a Europa” (Tony Judt)

A edição de fevereiro de 2000 da revista masculina Plai cu Boi de Bucareste apresenta uma certa princesa Brianna Caradja. Variando de adereços de couro a quase nada, ela aparece nas páginas centrais numa série de poses meio desfocadas, flagelando servos (masculinos) subservientes e semidespidos. Os rapazes submissos, envoltos em fumaça, cortam lenha, puxam trenós…

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“Cioran não ficou imune aos equívocos políticos, o pecado original dos filósofos” (José Thomaz Brum)

O Globo, 20 de janeiro de 1996 A filosofia de Cioran não constitui uma arquitetura abstrata de conceitos ideais. Meditação fundamentalmente impura, deriva de um estado de espírito, de uma obsessão mais do que se uma ideia a priori. Filósofo que parte dos afetos, das “misérias do eu”, Cioran conheceu, em sua reflexão errática, momentos…

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“Un Cioran méconnu” (Mara Magda Maftei)

Romanica Olomucensia 29/1 (2017): 87-105, doi: 10.5507/ro.2017.007 Abstract: It is said that youth marks us for ever, that the past is never forgotten. What about when it comes to a controversial writer with a double culture, French-Romanian, and born in a turbulent historical context? This paper emphasizes some original matters concerning the writer Emil Cioran.…

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“Mihai Eminescu between Kant and Schopenhauer” (Angela Botez)

Revista de Filosofie, tomul LVII, no. 1-2 (2010) Abstract. The study examines the huge cultural debt of Romanian culture and philosophy before Mihai Eminescu. In the terms of Emil Cioran, besides Eminescu, everything is approximate. Eminescu is in his view an inexplicable exception for us. He wonders actually how it was possible to have someone…

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“La résurrection de Cioran” (Cristina Hermeziu)

ActuaLitté – Les Univers du Livre, 27/09/2018 PHILOSOPHIE – Peu importe le temps qui passe, on ne se lasse pas de Cioran. Le « dandy du désespoir », « l’aristocrate du doute » fascine toujours, son œuvre est lue et relue, ses « aveux et anathèmes » frappent fort, on est encore subjugués par ses bribes iconoclastes. Né en Roumanie en…

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“O Homem-Massa e o Homem-Fragmento. Cioran em diálogo com Ortega y Gasset” (Rodrigo Inácio R. Sá Menezes)

O experimento homem fracassou. Encontra-se em um beco sem saída, enquanto que um não‑homem é mais: uma possibilidade. Olha fixamente nos olhos de um «semelhante»: que te leva a crer que não podes esperar mais nada? Todo homem é muito pouco… CIORAN, Amurgul gândurilor Foi o seu lote realizar-se pela metade. Tudo era truncado nele; seu jeito de…

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“La mort à l’ombre de la vie: essai sur le pessimisme de Cioran” (Mihai Popa)

Cercetări filosofico-psihologice, anul VIII, nr. 2, p. 109-116, Bucureşti, 2016 Death in the Shade of Life. Essay on Cioranian Pessimism. Cioran is not a nihilist. He tries, making use of poetical paradoxes, to highlight the tragic condition of human life and creation: the obsession of death conceals a burning love of life. Cioran’s work becomes,…

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“Literature and literary criticism according to an ‘incomplete disbeliever’, Emil Cioran” (Magda Wächter)

STUDIA UBB PHILOLOGIA, LXII, 1, 2017, p. 265 – 272. ABSTRACT. Literature and Literary Criticism according to an “Incomplete Disbeliever”, Emil Cioran. The present study analyses the views of Cioran, as an “incomplete believer” upon literature and literary criticism, as he defines himself. Despite his pretended reticence about these cultural fields, the philosopher, often considered…

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“Carta a um amigo longínquo” (E.M. Cioran)

MAIS FELIZ do que eu, você se resignou a nosso pó natal; além disso, tem a faculdade de suportar todos os regimes, mesmo os mais rígidos. E não é que você não tenha a nostalgia da fantasia e da desordem, mas não conheço espírito mais refratário que o seu às superstições da “democracia”. Houve uma…

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“Carta a um amigo distante (sobre dois tipos de sociedade)” (E.M. Cioran)

OS SENTIMENTOS que o Ocidente me inspira não são menos confusos do que os que sinto pelo meu país, pela Hungria, ou por nossa grande vizinha, cuja indiscreta proximidade tanto você como eu apreciamos. O bem e o mal excessivos que penso dela, as impressões que me sugere quando reflito sobre seu destino, como expressá-los…

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“An epistolary dialogue between East and West: Cioran-Noica, 1957” (Rodica Brad)

The Proceedings of the International Conference Globalization, Intercultural Dialogue and National Identity, Volume no. 1, 2014 Conference date: 29-30 May 2014 Location: Tîrgu-Mureş, Mureş Editorial Information: Globalization and intercultural dialogue : multidisciplinary perspectives / ed.: Iulian Boldea – Tîrgu-Mureş : Arhipelag XXI, 2014 ISBN 978-606-93691-3-5 (C) Arhipelag XXI Press, 2014 Rodica Brad, Assoc. Prof., PhD, ”Lucian Blaga” University…

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“Cioran e a antropologia apocalíptica” (Amelia Natalia Bulboacă)

Publicado originalmente em Cioran, archives paradoxales, tomo II. Paris: Éditions Garnier, 2015, p. 181-193. Em seu primeiro livro, Nos cumes do desespero, publicado em 1934, Cioran declarava: Por mais que eu tenha me debatido neste mundo e por mais que eu tenha me separado dele, a distância entre mim e ele só o tornou mais acessível.…

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“Vida de tradutor: entrevista com Fernando Klabin” (Elisianne Campos)

O Povo, 04/02/2013. Em viagem à Romênia, a jornalista Elisianne Campos entrevista o paulistano Fernando Klabin, funcionário da Embaixada do Brasil em Bucareste e tradutor de grandes nomes da literatura e da cultura romenas Desde que teve sinal verde para ingressar na União Europeia, em 2007, a Romênia vem sofrendo um gradual processo de modernização, na tentativa…

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Interview with Renzo Rubinelli: the Italian reception of Cioran

My aim is to carry out an exegesis of Cioran’s thought so as to evince how the issue of time is the basis of all his meditations.  To Cioran, time is destiny. The curse of existence is that of being “incarcerated” in the linearity of time, which stems from a paradisiacal, pre-temporal past, toward a destiny of death and decay. It is a…

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Entrevista com Renzo Rubinelli: andanças, encontros, escrituras e a recepção de Cioran na Itália

Busco fazer uma exegese do pensamento de Cioran que evidencia como o tempo está na raiz de toda a sua reflexão. Para Cioran, Tempo é Destino. A maldição de nossa existência é a de sermos “encarcerados” na linearidade do tempo, que procede de um paradisíaco passado pré-temporal em direção a um destino de morte e decomposição. Trata-se de…

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Entrevista sobre Cioran com José Ignacio Nájera, por Rodrigo Inácio R. Sá Menezes

“Cioran construiu uma arte literária muito estimável. […] um estilo com o qual celebrar o funeral de nossa civilização.” Entrevista com José Ignacio Nájera, autor de El Universo Malogrado – carta a Cioran (Tres Fronteras Ediciones, Murcia, 2008) José Ignacio Nájera (Xauen, Marrocos) vive desde 1979 em Murcia, na Espanha, onde é professor de filosofia no Instituto Alfonso X…

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Comment peut-on être français ?

“COMMENT peut-on être persan?”, se demandait Montesquieu. Toutes les nations devraient susciter la même ironie. Etre bulgare, américain, polonais, japonais, guatémaltèque ou suédois, tout cela revêt, au fond, quelque chose de saugrenu, de pittoresque et de déraisonnable, sous le regard d’autrui… Mais le cours de l’Histoire et la cruauté des circonstances ont voulu qu’une des…

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“As delícias do absurdo” (Manuel da Costa Pinto)

Folha São Paulo, 08/04/2012 Primeiro livro de Cioran ganha tradução feita diretamente do romeno Em 2011, o centenário de nascimento de Emil Cioran foi comemorado com relançamentos pela editora Rocco: “Breviário de Decomposição” (1949), “Silogismos da Amargura” (1952), “História e Utopia” (1960) e “Exercícios de Admiração” (1986).  Tais livros cobrem a fase madura do pensador…

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“Há uma poética da desnaturação em Cioran”: Entrevista com Mihaela-Genţiana Stănişor

Mihaela-Genţiana Stănişor é romena, filóloga de formação, com especialização nos idiomas romeno e francês. Obteve seu doutorado em 2005 com uma tese sobre os Cahiers de Cioran. Atualmente, é professora na Universidade Lucian Blaga, de Sibiu (cidade em que Cioran viveu dos 10 aos 17 anos). É autora de diversos livros, dentre os quais se…

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Interview de Simone Boué par Norbert Dodille

Simone Boué et Norbert Dodille, “Interview de Simone Boué par Norbert Dodille” dans Lectures de Cioran, Paris, L’Harmattan, 1997, p. 11-41 [Dodille.fr] Sans l’affectueuse pression de Marie-France Ionesco, il m’aurait été impossible de parvenir à arracher cette interview à Simone Boué qui s’y montrait extrêmement réticente. Cette interview est en effet la seule qu’elle ait jamais…

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“O monge que achou a liberdade na prisão” (Antonio Gonçalves Filho & Felipe Cherubin)

O Estado de S.Paulo – 16 de janeiro de 2010   Sai no Brasil O Diário da Felicidade, livro do pensador romeno Nicolae Steinhardt O Diário da Felicidade, primeiro livro do monge ortodoxo romeno Nicolae Steinhardt publicado no Brasil, chega às livrarias para apresentar ao leitor um autor praticamente desconhecido. Steinhardt, no entanto, foi um dos…

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“Emil Cioran vigiado pela Securitate” (Stelian Tănase)

O “PERSONAGEM” EMIL CIORAN é ainda pouco conhecido. Ele desejava ser decifrado apenas pelos livros que publicou após a guerra. A partir de 1940, Cioran se dedicou metodicamente a uma discrição que beirava a mania do segredo. Ele nunca quis de maneira alguma que seu passado intelectual e político fosse descoberto. Durante a década de…

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“Duas doses de Cioran” (Marco Lucchesi)

Breviário de decomposição e História e utopia, de E. M. Cioran. Tradução de José Thomaz Brum. Editora Rocco, 224 páginas e 128 páginas. Preço a definir. Caderno Prosa & Verso, O Globo, 16 de abril de 2011 Uma noite fria no Café Kapsa em Bucareste. O escritor Marin Mincu desenha suas ideias para o centenário de…

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