“Notas sobre Cioran e Nietzsche” (José Thomaz Brum)

Fonte: O que nos faz pensar (revista do departamento de Filosofia da PUC-Rio), nº 35, dezembro de 2014 [Pdf]

Resumo: Este artigo procura estudar algumas observações da obra francesa do filósofo romeno Emil Cioran (1911-1995) que se referem a Nietzsche, particularmente as relativas à ideia de além-do-homem (Uebermensch).
Palavras-Chave: Cioran; Nietzsche; além-do-homem (Uebermensch); aforismo; ceticismo.

Abstract: This paper aims to study some remarks of Emil Cioran’s French work concerning Nietzsche, particularly the idea of Overman (Uebermensch).
Key-words: Cioran; Nietzsche; overman (Uebermensch); aphorism; skepticism.

Nietzsche foi um ídolo para Emil Cioran, segundo suas próprias palavras . Tendo praticado o filósofo alemão na juventude, Cioran deixou-se impregnar por esse pensamento orgânico, assistemático, fragmentário que consegue abarcar todas as nuances da experiência humana. Se, por vezes, Cioran é considerado um “Nietzsche contemporâneo” (como afirma o seu biógrafo Gabriel Liiceanu), pode-se igualmente afirmar que o seu “ídolo de juventude” foi criticado várias vezes em sua obra. Nosso trabalho procurará expor algumas reflexões cioranianas sobre Nietzsche que estão dispersas em sua obra francesa, do Breviário de decomposição (1949) aos Cahiers (1997).

No célebre Breviário de decomposição, o livro de Cioran “mais famoso e mais representativo”, Nietzsche é citado como aquele que produziu “verdades de temperamento” . Em Nietzsche, assim como em Kierkegaard, a filosofia se mistura à “confissão”, um “grito da carne” se torna pensamento, e o filósofo revela o temperamento que o constitui. Segundo Cioran, Nietzsche não é propriamente um “filósofo”, mas um “pensador”, no sentido da frase de Ecartèlement (1979): “os filósofos escrevem para os professores, os pensadores para os escritores”. Mas Nietzsche é descrito também como aquele que “nos cativa por suas incompatibilidades”. E Cioran sublinha o que considera “o divórcio de suas opiniões e suas tendências”: “Nietzsche, cuja obra inteira não passa de uma ode à força, arrasta uma existência raquítica, de pungente monotonia”. Aliás, devemos observar que Cioran aprecia realmente em Nietzsche esse “desacordo entre sua vida e seu pensamento”. É essa contradição que torna Nietzsche interessante, moderno… [+]

Cioran, între Liiceanu şi Baudelaire

De George Pruteanu

Cu orice risc, voi începe ”memorialistic” acest comentariu, descriind, cît pot de repede, relaţiile mele cu textele celor doi autori ai cărţii de faţă*. Primul Cioran, chiar Précis de…, mi-a căzut (acesta e cuvîntul) în mînă acum vreo 20 de ani, fiindu-mi trimis (din Anglia, mi se pare), într-un mod clandestin şi misterios, de un amic de demult (amic şi atît!), actorul şi eseistul Ion Omescu. Un emisar, necunoscut mie, mi-a strecurat cartea în palmă, undeva, în aglomeraţia unei librării, şi s-a pierdut imediat în mulţime…

Şi întîlnirea dintîi cu scrisul lui Liiceanu a avut  ceva ”conspirativ”. Apăruse Jurnalul de la Păltiniş care, din cauza tirajului infim, era de negăsit. Un grup de amici am ”închiriat” un exemplar, am cotizat, şi o rudă de încredere  ne-a tras (ilegal!) patru exemplare la un xerox, acţiune destul de curajoasă în acel timp în care aparatele de reprodus şi multiplicat aveau un statut asemănător cu al mitralierelor.

Ambii autori mi-au procurat, primordial, teribile delicii stilistice, care dădeau şocului mental o componentă aproape vicios voluptuoasă. (Am mai păţit asta cu Călinescu şi cu încă un om de litere şi imagini, nu chiar depărtat de Liiceanu…). Pe Cioran îl citeam, dincolo de rău şi de bine, dincolo de sens şi idee,  adesea cu voce tare (gueuloir altruist!) şi urechile îl primeau ca pe un fel de uvertură la ”Tannhäuser  tradusă în proză. La fel  le-a fost dat  multor pasaje din Epistolar-ul lui Liiceanu. Am căutat să transmit şi  altora exaltarea mea; cel puţin,  ”Genealogia fanatismului”  şi post-scriptumul ”Te poţi supăra pe un asemenea om?”  le-am ”declamat” de nenumărate ori în public, inclusiv în seminarii studenţeşti sau la televiziune… [+]

Entrevista com Mihaela-Genţiana Stănişor: “Há uma poética da desnaturação em Cioran”

Mihaela-Genţiana Stănişor é uma filóloga romena, com especialização nos idiomas romeno e francês. Obteve seu doutorado em 2005 com uma tese sobre os Cahiers de Cioran. Atualmente, é professora na Universidade Lucian Blaga, em Sibiu (cidade marcante para Cioran). É autora de diversos livros, dentre os quais se destacam Os Cahiers de Cioran: o exílio do ser e da obra, e Perspectivas críticas sobre a literatura francesa do século XVII. Publicou também o artigo “Del inconveniente de la identidad”, na coletânea Cioran: ensayos críticos, organizada por M. Liliana Herrera e Alfredo A. Abad T. (Universidad Tecnologica de Pereira, Colómbia, 2008) Além disso, Genţiana é diretora da revista romena de literatura e filosofia Alkemie, em cujo site é possível encontrar vários de seus artigos (em francês).

Genţiana concedeu ao Portal EMCioranBR uma entrevista exclusiva onde fala sobre sua trajetória acadêmica envolvendo os estudos sobre Emil Cioran, e faz considerações importantes sobre os Cahiers do autor — seu objeto de estudo privilegiado. Ela também fala um pouco sobre o lugar de Cioran na cultura romena contemporânea, em contraste com os anos que precederam à revolução que pôs fim ao regime comunista de Ceaușescu, e como se deu seu primeiro encontro com a obra deste “exilado metafísico”.

Rodrigo Menezes — Prezada Genţiana, em nome do Portal EMCioranBR e de seus visitantes, leitores de Cioran, eu agradeço enormemente a oportunidade de fazer essa entrevista com você. Você é filóloga e fez uma tese de doutorado sobre Cioran, intitulada Les « Cahiers » de Cioran, l’exil de l’être et de l’œuvre. La dimension ontique et la dimension poïétique, publicada pela editora da Universidade Lucian Blaga, em 2005. Poderia nos dizer a razão de ter escolhido os Cahiers como objeto de análise? Poderia nos dizer algo sobre sua tese?

Mihaela-Genţiana Stănişor — Comecei a estudar a obra de Cioran de uma maneira mais rigorosa ao fim dos meus estudos universitários (entre 1997-1998). Os Cahiers tinham acabado de ser publicados. Após sua leitura, eu me propus a analisar a relação que eles mantinham com a obra de Cioran propriamente dita.  Sua dimensão de laboratório de criação, de “documento poiético”, me fascinava. Tive a chance de conhecer Irina Mavrodin, personalidade marcante da cultura romena, à ocasião do Colóquio Internacional Emil Cioran que acontecia todo ano em Sibiu. De imediato, ela achou meu tema interessante e aceitou orientar meu doutorado. Uma boa parte de minha tese é dedicada ao estudo comparativo dos Cahiers e dos escritos cioranianos, a partir do conceito de escritura fragmentária como modus vivendi e fabricação poética. O estudo comparativo me permitiu constatar melhor as funções do fragmentário, como princípio ontológico e como princípio estrutural. Há sempre, em Cioran, um inconveniente da identidade (que conduz a um princípio ontológico da escritura, a uma ceno-grafia do eu), assim como há um inconveniente da escritura (que conduz a sua fragmentação e a sua metaforização, ao atalho, à ambiguidade, ao vago), a uma imagem incompleta, ou, antes, a eus [moi] contrastantes.

R.M. — Quando e como você teve seu primeiro contato com a obra de Cioran?

M.-G.S. — Eu li Cioran pela primeira vez quando estava no liceu, pouco depois da queda de Ceauşescu (em 1990). Pude constatar que, em cada um de seus livros, não é tanto um mundo que se abre, mas um inferno que se fecha. Eis o efeito que o primeiro livro que li na minha adolescência, De l’inconvénient d’être né, teve sobre mim. Eu percorri, intrigada, as palavras do título e aquilo me bastou para decidir ler o livro inteiro. O impacto que a maneira de Cioran de pensar e de sentir teve sobre mim foi, desde o início, decisiva e perturbadora, pois, por um lado, ela respondia a sentimentos e obsessões que eu acreditava serem inexprimíveis; por outro lado, ele difundia em mim um sentimento ambíguo e estranhamente reconfortante, apesar da amargura que me provocava. Era o sentimento da vaidade de toda ação, à exceção da leitura, que eu considerava salvadora, graças à frente comum que eu podia fazer com o autor. Em poucos dias, eu havia me tornado solidária de Cioran, com esse “eu” [je] impiedoso que explodia linguisticamente e me tornava presa da fascinação. Mais tarde, tendo lido toda sua obra, a fraternização com o autor se acentuou. Eu me daria conta, vivendo em uníssono com Cioran, graças às impressões que eu compartilhava com ele e que o sentimento da identidade (ou da alteridade?) tornava mais fortes, que seus livros me ofereciam um modelo de escritura. Pouco a pouco, o que ele dizia se tornava secundário para mim, pois ele me havia iniciado na expressão do dizer. Eu via como seu texto se tornava cada vez mais condensado e contraditório, a mise en suite (“posta em sequência”) de palavras cada vez mais inusitada e espetacular, e sua expulsão cada vez mais significativa. O lirismo se evaporava (como efeito da passagem do tempo e do culto à língua francesa), de modo que as paixões que turbaram sua juventude, que inflamaram seu pensamento e tentaram seu discurso nos livros romenos, se racionalizaram. A tentação de exprimir foi substituída pela assiduidade de expiar.

R.M. — Como Cioran é considerado na Romênia? Ele é lido e conhecido pelos romenos em geral? Ou seria mais conhecido nos meios acadêmico e intelectual?  Estava ele presente na vida literária romena anterior a 1990? Seus livros franceses eram publicados na Romênia?

M.-G.S. — Antes da revolução de dezembro de 1989, Cioran estava proibido na Romênia. Não se podia encontrar seus livros nas livrarias ou nas bibliotecas, não se podia nem mesmo pronunciar seu nome para não chamar a atenção da Securitate [polícia secreta romena do regime comunista]. Poucas pessoas possuíam seus livros, obtidos diretamente na França. Mas os verdadeiros intelectuais seguiam sua vida e sua criação, apesar do terror comunista. Após a revolução, os escritos de Cioran foram editados e reeditados, uma boa parte deles inédita (as edições Humanitas, dirigidas pelo filósofo Gabriel Liiceanu, se ocuparam da publicação integral de Cioran). Cioran vende bem na Romênia, e eu penso que não são apenas os intelectuais que o leem, mas também outras pessoas que apreciam seu humor e seu jogo saboroso com as palavras. A expressão curta, aforística, fácil de reter, ganha muitos adeptos.

R.M. — “Regra de ouro: deixar uma imagem incompleta de si”, escreveu Cioran em De l’inconvenient d’être né. Geralmente, as pessoas vêm a conhecê-lo através de sua obra francesa, ao menos no Brasil. Certamente há leitores que não sabem que Cioran é romeno, ou que sabem muito pouco a respeito de sua vida. Eis uma questão que me persegue: o que permanece de romeno no “Cioran francês”? Tenho a impressão de que ele esconde muito sobre si mesmo, que ele falsifica sua “romenidade” e a desnatura. Não seria a concepção de Cioran sobre os romenos um preconceito? “Povo de céticos, frívolos, superficiais, trágicos, etc., etc.”…

M.-G.S. — Você certamente conhece essa formidável citação de Cioran que eu cito de memória: “Não se habita um país, habita-se uma língua.” Isso já diz tudo. Para um escritor, é a língua que constitui seu ser. Ele respira e pensa na e pela língua. Do período romeno, permanecem sem dúvida suas obsessões, seus temas preferidos (o ser, o tempo, a morte, o destino…). Mas aquele que muda de idioma também muda de ser. A língua o transforma em um ser acurralado. E ele descreve tão sugestivamente essa transformação em sua “Carta a um amigo longínquo” [primeiro capítulo de História e Utopia], ao amigo, que permaneceu na Romênia, o filósofo Constantin Noica. Se ele falsifica sua “romenidade”, é porque ele falsifica tudo, é porque a escritura é o repositório perfeito de desnaturações. Há toda uma poética da desnaturação em Cioran. Como em todo escritor autêntico, eu diria. Sua visão do povo romeno encontra-se também em outros autores romenos. Mircea Vulcănescu, da mesma geração de 1930, fala do sentimento trágico da existência; o grande filósofo romeno, Lucian Blaga, exprime sistematicamente esse “sentimento melancólico do destino”, que define o romeno. Há, certamente, nesse povo, um ceticismo inato, uma sensação de fatalidade que o perturba por toda sua vida. De resto, a concepção que Cioran  tem dos romenos é alimentada pelo mesmo princípio que lhe é caro: o exagero, o rechaço às margens da… normalidade. Ir além para criar o choque, para chegar a esse deslumbrante: “Como se pode ser romeno?”.

R.M. — Os Cahiers poderiam ser vistos como uma profunda fonte de conhecimento sobre Cioran, para além de seus livros, como uma espécie de laboratório secreto e íntimo em que ele escrevia coisas que jamais teria a coragem de publicar? Não esqueçamos que ele havia escrito na capa dos cadernos: “A destruir”. Eu me pergunto: Quem devia destruí-los ? Cioran tinha mesmo o desejo de que seus cadernos fossem destruídos, por Simone ou qualquer outra pessoa (e Simone, publicando-os, teria traído Cioran)?

M.-G.S. — Não, eu não acho que se deva buscar o homem de carne e osso nos cadernos de Cioran. Também aí trata-se da consciência autoral que fala e que se vê falar. Esse jogo duplo também funciona aí. Em todo lugar há o pacto com a escritura, o prazer do texto, da palavra. E Cioran sacrifica tudo a esse prazer. Sobretudo seu próprio eu biográfico. Há aí, contudo, uma dimensão biográfica mais intensa da escritura. Os Cahiers são também o diário de um ser que é presa de seus eus [moi]. Entre biografia e ficção, não o esqueçamos, é só um passo.

Acredito que Cioran não tinha a intenção de destruir seus cadernos. Nem de publicá-los desta forma. Mas uma coisa permanece importante, apesar de tudo: sua aparição é essencial para compreender, in nuce, a maneira de Cioran de refletir, de agir (escrituralmente) e de (re)escrever. Do ponto de vista da genética dos textos cioranianos, sua existência é capital. Simone Boué, sem dúvida, deu-se conta disso. E para todo pesquisador aplicado, os Cahiers são uma mina de ouro.

R.M. — Um livro preferido de Cioran?

M.-G.S. — Aveux et anathèmes (“Confissões e anátemas”). Ultimamente, constato que tenho uma preferência por seus livros aforísticos pois isso me incita o espírito a novas descobertas a cada releitura. Cada aforismo é um livro. A ser imaginado, a ser reescrito.

R.M. — Um aforismo preferido? Ou mais de um…

M.-G.S. — Ah, mas quase todo dia eu tenho no espírito um aforismo cioraniano. Isso me ajuda a começar o dia de uma maneira (ir)razoável.  Vou lhe dar três:

 « Minha missão  é sofrer por todos aqueles que sofrem sem sabê-lo. Devo pagar por eles, expiar sua inconsciência, a chance que eles têm de ignorar até que ponto são infelizes. » (De l’inconvénient d’être né).

« Buscar o ser com palavras! – Tal é nosso quixotismo, tal é o delírio de nossa empreitada essencial. » (Cahiers)

« Afinal, eu não perdi meu tempo, eu também me agitei, como todo mundo, nesse universo aberrante. » (Aveux et anathèmes).

R.M. — Prezada Genţiana, muito obrigado pela disposição em nos oferecer essa entrevista. Agradeço em nome do Portal EMCioranBR e de todos seus visitantes.

El drama del exilio y la nostalgia del origen

“El orgullo de un hombre nacido en una pequeña cultura siempre está herido” dice el filósofo rumano Gabriel Liiceanu, y esta frase podría darnos la clave del personaje que ha acompañado su obra.

Milenio.com (México), 04/09/2011

Ni pesimista ni nihilista, ni místico ni escéptico, Emil Cioran es sólo un hombre al margen de la vida —como él mismo se caracteriza— y para el cual cada libro que escribió fue como una herida que debía trastornar la vida del lector de un modo u otro: “Mis libros no son depresivos ni deprimentes, de igual forma que un látigo no es deprimente. Los escribo con furor y pasión”.

El 8 de abril de 1911 nace en Rasinari, Transilvania, quien va ser considerado un “anti-filósofo”: Emil Mihail Cioran, uno de los pensadores más controvertidos del siglo XX. En esa época, Transilvania se encontraba bajo la ocupación y la tutela del imperio austro-húngaro. Esta situación hace que Cioran pase los primeros años de formación en un exilio interior magnificado por las disensiones sociales, nacionales, lingüísticas y religiosas que históricamente han marcado el destino de Rumanía.

Hijo de un prelado de la iglesia ortodoxa, Cioran pasó la mayor parte de su infancia en su pueblo natal, Rasinari, viviendo hasta la edad de 10 años lo que más tarde va a llamar “el paraíso”. De la madre parece heredar su inclinación a la melancolía; en oposición a su padre fue, hasta los 17 años, un ateo furibundo. Después de los 10 años fue llevado a estudiar al instituto de la ciudad de Sibiu, donde comienza a tener contacto con la vida gregaria de la ciudad, y se enfrenta, de esta manera, a un cambio radical que acabó con la paz que había alcanzado en su pueblo natal, y que nunca va olvidar. Después de esa etapa, aunque va estudiar filosofía, Emil Cioran nunca más encontrará la tranquilidad que su paraíso infantil le dio.

Al finalizar sus estudios en la Universidad de Bucarest, con una disertación sobre la intuición bergsoniana, Cioran se va a divorciar de la filosofía sistemática. Continúa sus estudios en Berlín; después regresa a Rumanía, y trabaja durante un año como profesor de filosofía. En 1937 llega a París, donde residirá hasta el final de su vida.

Cioran es parte de lo que llamamos la “literatura del exilio”, y él en particular vivió su exilio con una fuerza inmensa.

Para sobrevivir a esa situación las circunstancias parecían obligarle a romper con sus orígenes, aunque, en el verdadero sentido de la palabra, nunca rompió con ellos. El drama del exilio es que el escritor no sólo vive este aislamiento, este alejamiento de sus raíces, sino que también el lenguaje se aísla con él —como bien afirma otro escritor rumano exiliado, Norman Manea. El exilio le exige a Cioran despedirse de sus raíces —tarea nada fácil. Para sobrevivir, Cioran elige la terapia de la negación, existente ya en su estructura intelectual creativa desde los primeros escritos que publicó en rumano.

Es decir: su drama fue no poder romper con sus orígenes. Cioran es “un exiliado obsesionado por el exilio”. En su primer libro, En las cimas de la desesperación (1934), se preguntaba ya: “¿sería para nosotros la existencia un exilio y la nada una patria?”, tema al que vuelve en Del inconveniente de haber nacido: “Toda mi existencia he vivido con el sentimiento de haber sido alejado de mi verdadero lugar. Si la expresión exilio metafísico no tuviera ningún sentido, mi existencia hubiera bastado para darle uno”. Cioran se complace en el autorretrato de extranjero. De hecho, en el libroHistoria y utopía se define como procedente de otro lugar:

…me considero en medio de los civilizados como un intruso, como un troglodita enamorado de la caducidad, sumido en plegarias subversivas, víctima de un pánico que no emana de una visión del mundo sino, de las crispaciones de la carne y de las tinieblas de la sangre.

De esta manera tan suya, “Cioran no ha cesado de proclamar sus orígenes y de renegar a la vez de ellos”, afirma Sanda Stolojan, la traductora de su obra rumana al francés.

“El orgullo de un hombre nacido en una pequeña cultura siempre está herido” dice el filósofo rumano Gabriel Liiceanu, y esta frase podría darnos la clave del personaje que ha acompañado su obra. El rechazo a los premios, la indiferencia hacia el público, la publicidad y el éxito tienen que ver con su orgullo y con su miedo —continúa Liiceanu— de ser desposeído de su identidad. En cambio, Cioran sigue con interés las reacciones provocadas por sus primeras traducciones en España y escribe a su hermano: “La única sorpresa agradable que he tenido desde hace tiempo es el éxito de Breviario de podredumbre en España”. Y es momento de decir que Cioran amaba España; la amaba por sus defectos, por sus vicios, pero también por su fe. Por eso le encantó la aparición de sus libros en aquel país. Pero lo interesante es que Aciago demiurgo, que debería haberse publicado por esas fechas en España, fue prohibido por la censura. A Cioran, aunque le dolió ese hecho, continúo escribiendo con la misma actitud: “él fue como un poeta que escribiese filosofía: vivió descuidado de su fama y de su negocio, enamorado de sus justezas y provocaciones”, nos dice el argentino Abel Posse en París sin Cioran.

Con De lágrimas y de santos, escrito a los 21 años como uno de los cinco libros publicados en Rumanía, Cioran conjura la gran crisis religiosa de su vida. Reescribe cuatro veces el Breviario de podredumbre en 1949, su primer libro en francés, lengua cuyo rigor siente como infernal e inhumano. Inmediatamente, Gallimard publica ese libro al que seguirá una obra singular: Silogismos de la amargura. Vendrán después, La tentación de existirEl aciago demiurgo, Del inconveniente de haber nacidoLa caída en el tiempoHistoria y utopía hasta llegar a Desgarradura en 1983.

Todos estos libros y muchos más son testigos de que, para Cioran, la única forma de sobrevivir en el exilio fue la de escribir. ¿Escribir para qué? Escribir para sobrevivir; para aniquilar a los ídolos, para soportar la caída en el tiempo, para llorar, para sentirse como demiurgo, para jugar creando una utopía o para sucumbir a la tentación de existir.

Catalina Elena Dobre • Doctora en filosofía por la Universidad Alexandru Ioan Cuza, de Rumanía. Actualmente vive en México. Es autora del libro Encuentro con Cioran

The concept of tragic in Romanian philosophy: D.D. Rosca, G. Liiceanu, E. Cioran

Gabriel Furmuzachi

Far from being a deep study of the concept of tragic as approached by the Romanian philosophers, the present essay tries only to reveal three main perspectives of tragic within the Romanian culture.

D.D.Rosca, G.Liiceanu and E.Cioran talk and write about the tragic, yet each in his own way, following a specific situation.

European philosophy offers analyses of the tragic from the aesthetic point of view (Hume – Of Tragedy), from the point of view of life lived under the sign of tragic (Unamuno – The Tragic Sense of Life) or historical analyses of the concept (Nietzsche – Birth of Tragedy). All these are either purely theoretical considerations or follow a concrete experience. More numerous and more complex, these researches have a tendency to leave behind the few essays of the Romanian philosophers. Considered from the Romanian point of view, the tragic as a philosophical concept is not too different from the Western patterns. It is altered however by what C.Noica used to call “the Romanian perception of being”.

D.D.Rosca talks about “tragic existence” in the tradition of Unamuno. He is thus a critic of excessive lucidity and shows the importance of a free train of thought (even if tragic) not altered yet by the uncertainty the adventurer spirit experiences from the very first contact with the world.

G. Liiceanu presents a strictly structured analysis and a very careful look upon the ideas of “tragic”, with the ambition of “creating a philosophy (the peratology) which would eventually compensate for the lack of an up-to-date research and satisfy, at least to a certain extent, the demands of Humanities students.”(1)

E. Cioran talks about the tragic by simply describing his own experiences and to understand him one must never overlook the fact that he does not offer details of a theoretical concept but a multitude of most complex feelings between which the tragic represents the liaison.

Tragic seen by Romanian philosophers is then existence (D.D.Rosca), theoretical research (G.Liiceanu) or experience in itself (E.Cioran).

D.D.Rosca presents his ideas in The Tragic Existence – an Essay of Philosophical Synthesis, published in Bucharest in 1934. The two parts of the book are meant to dissociate between on one hand, the logic of nature and that of spirit seen as two parallel rows with autonomous types of beginnings and endings (The Objective Experience), on the other hand the feelings that accompany the tragic conscience and develop later into starting points of a permanent effort: the effort to relieve deep inner conflicts and fill in gaps lucidely experienced (The Metaphysical Attitude). Just like Unamuno, D.D.Rosca makes the tragic more than a casual topic. He offers a metaphysical view in which the tragic acquires unifying values.

Since it is “impossible to definitely limit, a priori or a posteriori, the domain of reason”(2) D.D.Rosca considers that “the idea of a completely reasonable existence… is in itself only a partial point of view upon the whole. Thus, it is not an exclusive and necessary point of view for if it were so it would undoubtedly impose itself over any intelligent form of life.”(3) The idea of a completely reasonable existence has a simply mythical value. Real experience in fact proves existence is both the rational and the irrational, the reasonable and the absurd. It also proves there is no way to establish a limit between rational and irrational. This limit fluctuates in various directions. The postulate of a reasonable world comes from practical needs. “Reality must be rational because we want it to be for several deep irrational reasons.”(4) Although irrational, the world can only be discovered by man by means of reason, the most fair device for research. Yet, since applying, even perseveringly, rational structures to an irrational reality cannot produce satisfying results in the field of gnoseology or ontology, an obsessive uncertainty appears according to which “the true tragic meaning of life is born deep within our souls the very moment we clearly understood that absolute uncertainty. An uncertainty that widens immensely our sentiment of solitude in front of the mystery of existence.”(5)

The tragic existence begins the moment the spirit tries to convert neutral existence to his own system of values. This is the moment man wants to turn the “emotional functions of conscience” (the values) into beings based on experience. Yet the human effort of turning values into beings is highly problematic for compared to the affective logic of the spirit, the existence is indifferent. In other words, it is both rational and irrational, good and bad, beautiful and ugly, because reality does not welcome our projects, nor does it oppose them willingly. Spirit within nature means therefore adventure and risk based on the chances success and failure have, equally distributed in the real world. “Tragic existence, based on recognizing the dual character of objective existence, is firstly characterized by lucidity; it refuses as impossible both pessimism and optimism because those are totalising judgments of the existence in the perspective of certain values. Secondly, tragic existence is defined byintellectual heroism, the creative tension generated by the thought of the probability of success.”(6)

D.D. Rosca’s philosophy, far from collapsing with discouragement, has a tendency to save our liberty as much as possible. The ultimate experience doctrines (religious spiritualism, scientific rationalism, metaphysical determinism and so on) analyzed and criticized in the first part of The Tragic Experience either deny, whenever consistent with themselves, the reality of this liberty, suppressing at the same time the real responsibility, or consider the material world as secondary existence, as simple appearance.

“The tragic conscience D.D.Rosca pleads for has therefore the virtue he considers supreme: that of preserving our moral liberty most attentively and most skillfully .”(7)

D.D.Rosca wants to get rid of Unamuno’s contradictory conclusions. It is anyway impossible to formulate coherent conclusions when one thinks that “we live only through, and based upon contradictions”, that “life is tragedy and tragedy is continuous fight, without victory, without hope”(8) and when “conscience is a malady”(9). For Unamuno “the most tragic problem for philosophy is to have the intellectual, sensitive and volitional needs harmonize. This is exactly where any philosophy pretending to put an end to the perennial and tragic contradiction, the very basis of our existence, fails.”(10) There is a continuos agony, a clash between faith (in a universe created for man, and a man created for eternity) and reason (suggesting an indifferent universe and a finite destiny).

The tragic in life comes from the idea that “to believe in God means to create God”. D.D.Rosca wants to draw attention on the fact that “despite the saddest experiences one may have, one should continue being idealist”(11) – a premeditated surrender in front of the more radical Spanish philosopher. D.D.Rosca seeks help in the efficient values, “the only weapon we have and can use in order to transform the existence that regards us. We use it, without always knowing it, to put order in the existence at the contemplative level; and we also use it to put order in the existence at the moral level.”(12) Turning towards the values has its own merits but by recurring to idealism the contact with tragic is loosened, allowing only noticing it, not assuming it. Assuming the tragic is hardly possible. That is why a more theoretical approach could seem much safer. A special kind of research would then be imperative, based on the positive point of view delineating and analyzing the most fair possible the domain of existence of tragic, as far as such a perception would permit. Not to be tributary to any prejudice (i.e. idealism) and in order to have a comprehensive knowledge of the phenomenon, a “phenomenology” is necessary, described by G. Liiceanu in his book The Tragic as a “phenomenology of limit and breaking the limit”.

Trying to be as objective as possible G. Liiceanu begins his discourse on the tragic with some “methodological specifications” that link the concept of tragic with common knowledge, tragedy, eventually philosophy. He intends to find out whether it would be possible to bring forth a theory of the tragic and later analyze it from a philosophical point of view.

Interrogating common knowledge does not appear as a very brilliant idea to the Romanian philosopher since “nobody knows, nobody has his/her own science…, nobody can say anything rigorous”(13) about the tragic; the concept is used without being rigorously determined, people employ it as common, the same way they use justice, virtue etc.

The result, far from being a positive one, suggests a different direction. The direction that deals with tragedy as special artistic form of reflecting the tragic. Yet in this case either, a rigorous determination of the concept is impossible since “tragedies have an a posteriori value in what concerns determining tragic”(14) or, in other words “throughout the history of tragedy, theory and artistic tragic are contiguous and the point where they meet can only be established once the concept of tragic has been elaborated”.(15) Applying this method does not solve the problem. More than that, we become confuse with a series of aporii with the result of recreating the initial difficulties from a different perspective.

Mentioned should be made of the impossibility of a philosophical approach of the concept of tragic since every philosophy generated by acknowledging the tragic (basically the existentialist ones) did not elaborate a positive theory of this concept, but was preoccupied by its significance for human life. “Philosophy is thus mainly inoperative, in a methodological order, compared to the understanding of the phenomenon of tragic”.(16)

Nevertheless Liiceanu does not give up on searching for answers. If philosophy is not able to produce those answers, if it cannot open that discourse, then “it should assume it and bring it to the inner truth which is the unity between knowledge and self-conscience.”(17) Therefore the philosopher brings up a theory of tragic seen as peratology (peras – limit). This theory is an analysis of the tragic phenomenon, where tragic is defined as a phenomenon appeared in the area where conscience and limit meet.

It should be taken into consideration from the very beginning that the tragic as a phenomenon can only be encountered at the human level of the being, a hybrid dimension, submitted to both natural and divine causality structures of spiritual freedom. Unlike nature (characterized by pure necessity) or transcendence (characterized by pure freedom), man is placed right in the middle and has to cope with the most unpredictable situations. “…An animal is limit without self-conscience; the transcendence is conscience without limit; man alone represents at the same time the limit and the self-conscience of the limit.”(18)

Having realized that no concrete discussion, no systematic approach is possible to an existential concept so little determined as tragic, the Romanian philosopher considers that in order to reveal it, even if incompletely, an aphoristic way of expression is necessary. This can be fragmentary but should essentially reach our capacity of understanding. The tragic leaves its mark on the human not from a social, objective point of view, but from a subjective one, that of existence. It appears when conscience meets limit. “The tragic must be sought when a conscious, finite being encounters its own finiteness perceived as limit.”(19) “What makes the tragic distinctive is being always situated on the borderline.”(20)

Trying to determine tragic within the limits of the being underlines a definition of this phenomenon: “if you break your limit, you are punished; if you do not, you are not human.”(21)

Peratology discovers then the specifics of human existence in the proximity of limit seen as unique determinant of the human condition. Close to the limit, to an over-limit whose vicinity is almost infinite, man has a chance to discover himself. The discovery is not gnoseological but existential. The accent falls on to be, not on to know; the tragic imposes ontological, not gnoseological changes. Since theory irretrievably degrades the essence of this concept, passion and feeling seem to be the appropriate paths in order to understand it.

(The fear of punishment baffled the limit and implicitly triggered avoidance of the tragic. The two main possibilities of invalidating tragic as understood within the limits of peratology are: “a) making the absolute limit relative, which determines invalidating existential tragic by postulating an alien paradise; b) making the relative limit absolute, which determines invalidating historical tragic by freezing history and postulating an earthly paradise.”(22))

The tragic is not an aesthetic phenomenon; yet it can only be appreciated and fully perceived as such. “Tragedy is the aesthetic form that allows fulfillment of the tragic phenomenon as object, and of the audience as subject and axiological instance.”(23) The tragic audience, in order to reach an appropriate perception of the phenomenon, needs a serious ethical education and the ability to overcome all its determinations, particularities and limited moral tendencies. The Romanian philosopher accepts as necessary the idea that the tragic audience is more of a concept, an idealistic side of the human. To reach the sublime, the very essence of the tragic art, one must cross the superficial layers of the human, towards the deeper ones. The tragic sublime has something specific, for compared with tragedy, sublime is the one to permit the transfer from what exists to what is and goes beyond the artistic connotation of death and suffering. Tragedy evolves from art to wisdom due to sublime, and the tragic audience has a chance through suffering and pain to value life in a very particular manner.

We have seen so far that Liiceanu tries to create a phenomenology of tragic. For Cioran, the tragic is not the object of positive observation, it is experimented and converted into dazzling interpretations by means of words. Talking about the tragic does not have by far the importance that venturing it does. Cioran’s train of thought rejects any form of understanding; it is incompatible with any conceptual explanation and impossible to fit in with any gnoseological category. Beyond any kind of logic he creates his personal logic, irrational, incomprehensible. Tragic and tragedy for him are often the same. There is no access to the concept, for the concept itself is lost within a tragic event, experienced with every instant.

For Cioran, “the true hero struggles and disappears for his own destiny, not for a certain belief. His existence denies any idea of subterfuge; the ways that do not end in death are blind alleys; he moulds his own biography; he carefully works out its denouement and instinctively makes it up out of gloomy events. Off-spring of fate, an escape would be a betrayal of his own death. A man of the destiny therefore never embraces any faith for it would ruin his ending; and if he were crucified he would not look up to the sky. Absolute for him is his own history; the only desire is the tragic will…”(24)

This tragic will is the only possible in his world since “to live means to undergo the magic of possible; but when possible itself hides a past thatwill come, everything becomes virtual past and there remain neither present nor future. Every moment means for me, Cioran reveals in Falling into time not a step forward towards another moment but a tired breath and a rattle. I create dead time, I enjoy the suffocation of becoming.” Cioran’s approach of tragic can be hardly understood unless his life is taken into consideration; a life of ups and downs, remorse and deceptions, desperate screams from the edge of the precipice. The philosopher’s confession in Tearing apart should never be disregarded – “Nothing I have worked on, nothing I have said throughout my life can be separated from what I have lived. There is nothing I have imagined. I was merely the secretary of my own senses.”

It is impossible for the others to live according to Cioran’s paradigm; therefore defining the tragic as the philosopher does in his aphorisms is superficial. For Cioran, the tragic and his own existence were the same; and it could not be differently since suffering, oblivion, agony are common words for him, the background of his own existence. In an unreal world one survives only by thinking of suicide; the phoniness of life makes the thought of existential disintegration important – this is the source of the tragic.

Liiceanu concluded that tragic could only be found at the human level of the being (not the natural or the transcendent ones). Cioran notices also that “we belong somewhere between being and not-being…”, but adds “…between two pieces of fiction.”(25) “We are here only to torment ourselves, that is the ultimate reason.”(26) Suffering and tragic are contiguous, they need and complete each other: “Life has no meaning; this is a reason to live, the only one it seems.”(27)

Living tragically in a world that has no other God than Shakespeare is the only important thing. Confronted with his lines no philosophical system withstands since he approaches man and life not existentially, but conceptually and gnoseologically.

“The truth? Shakespeare. No philosopher could assimilate his work without tearing to pieces his own system.”(28)

It is obvious that Romanian philosophers approach the tragic from the most interesting perspectives: as a dimension of human life allowing to discover the importance of values at an existential level; as imposing the appearance of a phenomenological philosophy in order to assure the most efficient perception of a concept so often used, still so little determined; eventually as pretext for living, by exploiting its lack of determination. It is easy to remark that the perception of the tragic for D.D.Rosca, Liiceanu or Cioran is far from being singular, equivalent; that would be impossible for any approach of the concept is personal, its core being precisely each individual’s specificity. The tragic is a sign of being, a “category” of life; hence the relativity of discussions regarding tragic; one should search for its meaning gnoseologically and not existentially. Knowing tragic means simultaneously experience liberty and necessity, rational and absurd, suffering and consolation, human self-assertion and transcendental denial. A positive definition of tragic seems impossible. And what would be the use of it? Could anybody make a distinction, a gradation of tragic situations? It would mean disregarding the very essence of the tragic and reducing everything to “subtle casuistry and diagnosis”. Thus, Liiceanu’s questions (“Was Camus’s early death tragic? Was Ghandi’s assassination, when 70, tragic? Was Kennedy’s? Is it tragic to die in the middle of a war or on the last day? Is it tragic to starve to death? to be unjustly convicted? etc. etc. Or: who is ‘more tragic’? Eschil or Euripide? Sophocles or Shakespeare? Is Miller tragic? What about Beckett?”(29)), any other person’s questions, who approaches the concept with philosophical instruments, will only find their answer in case of disdaining the concept and using it as criterion for a “taxonomy of calamity and suffering.” Refusing, almost obsessively, a collaboration with the rational structures of our mind, the tragic nearly reaches paradox and contradiction, confirming the sinusoid of human existence that often meets paradoxical, meaningless situations. It might seem an exaggeration yet life itself is tragic. Shestov wrote once: “Life? Man is shown heaven, then finds himself thrown in the mud…”

Under these circumstances, defining or determining the tragic is highly unlikely.

Personal experience is the correct path; only that way essence can be perceived. But then, an explanatory theory or a cognitive approach becomes useless and words turn into chains and weighs. We end up as prisoners of our own discourse.

“Concepts? Yet when they’re absent
The word appears…”(30)

NOTES:

Liiceanu , Gabriel – The Tragic, Ed. HUMANITAS, Bucharest , 1993, p. 5

Rosca, D.D. – The Tragic Existence, Ed. DACIA, Cluj-Napoca, 1995, p. 75
idem, p. 81
idem, p. 162
idem, p. 162
Liiceanu , Gabriel – The Tragic, Ed. HUMANITAS, Bucharest , 1993, p. 266
Bagdasar, N. – Works, Ed. EMINESCU, Bucharest, 1988, p. 176
Unamuno, Miguel de –The Tragic Sense of Life, Ed. INSTITUTUL EUROPEAN, Iasi, 1995, p. 13
idem, p. 16
idem, p. 14
Rosca, D.D. –Tragic Existence, Ed. DACIA, Cluj-Napoca, 1995, p.191
idem, p. 174
Liiceanu , Gabriel – The Tragic, Ed. HUMANITAS ,Bucharest, 1993, p.10
idem, p. 22
idem, p. 20
idem, p. 39
idem, p. 41
idem, p. 47
idem, p. 48
idem, p. 48
idem, p. 54
idem, p. 53
idem, p. 118
Cioran, E. M. – A Decomposition Treatise , Ed. HUMANITAS, Bucharest, 1992, p. 193
Cioran, E. M. – Avowals and Anatemas , Ed. HUMANITAS, Bucharest, 1994, p. 107
idem, p. 106
idem, p. 60
Cioran, E. M. – The Syllogisms of Bitterness, Ed. HUMANITAS, Bucharest, 1992, p. 114
Liiceanu , Gabriel – The Tragic, Ed. HUMANITAS, Bucharest , 1993, p.20
Goethe – Faust, Ed. UNIVERS, Bucharest, 1983, p. 41

Interview de Simone Boué par Norbert Dodille (sur Cioran)

Simone Boué et Norbert Dodille, “Interview de Simone Boué par Norbert Dodille” dans Lectures de Cioran, Paris, L’Harmattan, 1997, p. 11-41.

Dodille.fr

Sans l’affectueuse pression de Marie-France Ionesco, il m’aurait été impossible de parvenir à arracher cette interview à Simone Boué qui s’y montrait extrêmement réticente. Cette interview est en effet la seule qu’elle ait jamais accordée.

“C’est Cioran qui m’intéresse, pas moi”

Simone Boué, qui êtes-vous, qui étiez-vous avant de rencontrer Cioran ?

Vous savez, c’est Cioran qui m’intéresse, pas moi.

Vous pourriez dire tout de même quelques mots sur vous. Vous êtes née en Vendée ?

Oui.

Vous avez fait des études d’anglais ?

Oui.

En Vendée ?

Ah non, on ne pouvait pas faire des études d’anglais en Vendée ! La Vendée dépendait de l’Université de Poitiers, et c’est là que j’ai commencé mes études.

Après ?

Après, j’ai eu une bourse pour venir à Paris et préparer l’agrégation. Je suis arrivée à Paris en quarante. A ce moment-là, tout était désorganisé. Le grand philologue Huchon s’était suicidé à l’entrée des Allemands. J’étais complètement nulle en philologie. Or, il fallait pour préparer l’agrégation passer au préalable un diplôme avec une épreuve orale de philologie. Si Huchon avait été là, je n’aurais jamais été reçue. A sa place, il y avait un type qui n’en savait pas beaucoup plus que moi. J’ai donc été reçue au diplôme, et je me suis mise à préparer l’agrégation, plus ou moins sérieusement d’ailleurs, parce que je n’allais pas souvent au cours.

C’est comme cela que j’ai fait la connaissance de Cioran, non pas au cours d’agrégation, mais parce que j’étais descendue au Foyer International, une maison d’étudiantes, Boulevard Saint Michel. La directrice était américaine, Miss Watson. Quand j’ai débarqué à Paris, je n’avais pas trop envie d’aller dans une maison d’étudiantes. J’étais entrée là, pour m’informer, et j’ai entendu une voix qui hélait la femme de ménage, avec un accent américain : “Adeyèle !” (elle s’appelait Adèle, cette femme de ménage). Alors cela m’a fait un tel effet, d’entendre cet accent américain en pleine Occupation que j’ai décidé tout de suite de m’installer là.

II y avait un foyer où l’on pouvait manger, et qui était ouvert à tous les étudiants. C’est là que j’ai rencontré Cioran. Je me souviens très très bien, c’était le 18 novembre 1942. Je l’avais remarqué auparavant, car il était très différent des autres, et puis, il était plus âgé que la moyenne des étudiants, il avait 31 ans. Je faisais la queue pour aller déjeuner. Il fallait remplir un coupon, on devait y noter la date, et son nom, et quand on passait à la caisse, il fallait présenter ce coupon. Lui, au lieu d’attendre, est venu à côté de moi, et il m’a demandé quelle était la date. C’est pour ça que je me souviens : c’était le jour de mon anniversaire. Ma mère avait dû m’envoyer un gâteau. Je lui ai dit quel jour nous étions, et puis après, …

Alors, s’il est venu près de vous, c’était pour resquiller ou pour vous aborder ?

Les deux, je crois.

Et vous avez vécu ensemble dès ce moment ?

Ah non, pas tout de suite ! A ce moment-là, il habitait rue Racine, juste à côté d’ici, dans un hôtel, il avait une très belle chambre. Moi, j’ai quitté le Foyer International grâce à une amie à lui, qui s’appelait Mlle Klein, qui était lithuanienne, je crois, et qui avait une chambre rue Cujas. Elle vient un jour et elle dit à Cioran : “J’habite un bordel !” Effectivement cet hôtel communiquait avec une boîte de nuit, il y avait un trafic extraordinaire, et au dernier étage, c’était en somme un hôtel de passe. La chambre de Mlle Klein était très bien parce qu’elle était sous les combles, en plein soleil, et elle donnait sur une école, dont on voyait la cour de récréation avec des arbres. Quand elle a annoncé qu’elle quittait cette chambre, j’ai donc décidé de la prendre, et j’y ai habité quelque temps. Cependant, j’y étais parfois inquiétée et j’ai fini par déménager.

La fin de la guerre est venue, j’ai été reçue à l’agrégation en 1945, et j’ai été nommée à Mulhouse. L’Alsace était redevenue française, et on y envoyait des professeurs. Mais moi, je n’avais qu’une idée, c’était de rester à Paris. Comme j’avais également passé la même année le concours des écoles de Paris, je suis allée voir le directeur, un type très bien, pour lui demander mon poste. II a su me parler, et me convaincre finalement d’accepter dans un premier temps Mulhouse pour ne pas perdre le bénéfice de l’agrégation.

Il y avait là-bas une atmosphère extraordinaire. Il y avait deux sortes d’élèves, les Alsaciennes, qui avaient fait toutes leurs études en allemand, et puis il y avait les autres, celles qu’on appelait “de l’intérieur”, et qui étaient en majorité de petites juives. Je n’ai jamais retrouvé par la suite de classes comme cela, jamais. Le cours commençait avant l’heure. Elles m’attendaient dans le couloir, et si l’on a d’habitude l’impression de traîner les élèves dans un cours, là c’était l’inverse, c’était elles qui me traînaient. Il y avait une directrice qui me rappelait Virginia Woolf Elle était alsacienne, elle avait passé l’Occupation à Paris, et elle voulait absolument remettre ce lycée sur pied.

Il y avait quelque chose d’éminemment injuste : on payait les professeurs qui venaient de “l’intérieur” une fois et demie plus que les autres, les Alsaciens, qui avaient les mêmes titres que nous, les mêmes difficultés que nous. Pour moi, évidemment, c’était un avantage, parce que j’avais un bon traitement, et qui me permettait de voyager en seconde classe (il y avait trois classes à l’époque) lorsque j’allais à Paris. Le voyage était très long : à peu près douze heures. Les Américains avaient bombardé le viaduc de Nogent, et il fallait faire un détour extraordinaire. En plus, le train que je prenais, le Albergexpress, allait jusqu’à Vienne, et devait passer plusieurs frontières, ce qui fait qu’il y avait toujours des retards. Comme il y avait du trafic, d’or ou je ne sais quoi, les douaniers fouillaient tout, jusque dans la moindre rainure.

Cioran n ‘est jamais venu vous voir à Mulhouse ?

Ah, si, bien sûr ! Sa grande manie, c’était la bicyclette. Mes premières vacances, à Noël, je les ai passées à Paris, avec Cioran. Mais quand Pâques est arrivé, Cioran m’a dit : je viens avec ma bicyclette, et on va faire l’Alsace à bicyclette. Et on a fait l’Alsace à bicyclette. J’étais épuisée. Cioran increvable. Ça monte beaucoup, le Haut-Rhin, je n’en pouvais plus.

Vous n’êtes restée qu’une année à Mulhouse ?

Oui. Cioran s’activait pour me faire rapprocher de Paris. C’est par Lupasco d’ailleurs qu’il y est parvenu. Lupasco connaissait le directeur de l’enseignement secondaire. Il est allé le voir. Lupasco était un type extraordinaire, merveilleux. Nous l’aimions beaucoup. Il exagérait tout. Cioran lui-même était dépassé par les exagérations de Lupasco. Grâce à cette intervention, j’ai été nommée à Orléans, à une heure vingt de Paris.

Alors, vous habitiez Paris avec Cioran ?

J’avais une petite chambre à Orléans, mais je venais deux fois par semaine à Paris. Je ne suis restée qu’un an à Orléans, jusqu’en 1947. A l’époque, les directeurs d’établissement n’étaient pas très contents, ils attendaient qu’on fasse au moins deux ans dans un lycée. Mais Lupasco à nouveau s’est activé, si bien que j’ai été nommée à Versailles.

Et cette fois vous habitez Paris ?

Oui et non. Vous savez, je dors mal, et à partir du moment où je suis devenu professeur et où je savais qu’il fallait que je prépare mes cours et que je sois à une heure précise au lycée, j’ai commencé à ne pas dormir. J’avais donc pris une petite chambre à Versailles où je passais deux nuits par semaine. Le lycée, le lycée Hoche était un lycée de garçons, et à l’époque j’étais la seule femme, ce qui était d’ailleurs très agréable parce que j’avais l’impression d’avoir un statut spécial. Mais pour aller à ce lycée, il me fallait plus d’une heure.

Et à Paris, vous viviez avec Cioran, à quel endroit ?

A l’hôtel Majory. Il a déménagé, sans bouger, comme toujours, de l’hôtel Racine rue Racine à l’hôtel Majory qui faisait le coin de la rue Monsieur le Prince et de la rue Racine.

A l’époque, les hôtels n ‘étaient pas très chers.

Non, on payait au mois. Là, il avait trouvé deux petites chambres, puis on a loué une autre chambre juste à côté, parce qu’il fallait que j’aie quand même une adresse à moi, vis-à-vis de mes parents. Vous savez, à l’époque ce genre de situation n’était pas une chose absolument admise.

Et après Versailles ?

Après Versailles, je suis allée à Michelet, où j’étais très bien parce que j’avais des classes préparatoires HEC, et treize heures et demie de cours. Mais il y avait quand même la distance, il fallait que je prenne l’autobus le matin, que je parte à sept heures et demie – en pleine nuit, quoi !

Et Michelet ne vous a pas encore convenu, vous avez encore voulu vous rapprocher ?

Ça a été la tragédie. On m’a nommée en khâgne à Fénelon. Je ne faisais pas tout mon service dans la khâgne, et j’avais pour compléter mon service des classes absolument impossibles, c’étaient des filles qui préparaient une école technique, et il fallait que je leur parle du téléphone, de trucs comme ça. Et puis je me suis aperçue que faire un cours en khâgne, c’était pas du tout facile. En plus, je n’avais aucune avance. Alors, j’ai complètement perdu le sommeil, ça a duré trois mois, j’entendais l’horloge de la Sorbonne, qui sonnait les quarts, toute la nuit, je ne dormais pas du tout. Je ne pouvais voir une fenêtre sans vouloir sauter. Je suis allée voir l’inspecteur général, qui a vu l’état dans lequel je me trouvais, et j’ai été mise en congé jusqu’à Noël, et après, l’inspecteur général m’a nommée à Montaigne. Là c’était très bien, j’allais à pied, je traversais le Luxembourg.

“Au fond, je crois que Cioran n’aimait pas tellement écrire”.

Où Cioran en était-il de sa vie littéraire, en 1947 ? II avait le Précis de Décomposition en souffrance chez Gallimard ?

Quand j’ai connu Cioran, il écrivait en roumain. En effet, c’est en 1947 qu’il a pris la décision d’écrire en français. Le Précis de Décomposition a paru deux ans plus tard, il l’a écrit deux ou trois fois au moins.

Oui, il raconte cette anecdote selon laquelle il était allé à Dieppe, et qu’au moment de traduire Mallarmé en roumain, il avait finalement décidé que cela n’avait pas de sens. C’est vrai ?

Oui. Voici comment Dieppe est entré dans notre vie. Ma plus vieille amie que j’avais connue à Poitiers avait obtenu un poste à Dieppe parce que justement personne ne voulait aller à Dieppe, c’était la guerre, il y avait les bombardements. Moi, à ce moment-là, j’étais au foyer international. Un jour, elle m’a invitée à venir la voir. Et c’est comme ça que j’ai passé huit jours à Dieppe, et après, à la Libération, avec Cioran, on y est souvent retourné parce que c’est facile d’accès, on prenait le train et on passait la journée. Cioran adorait Dieppe.

Cet été là, on était allé passer quelque temps à Dieppe, puis j’avais dû laisser Cioran pour aller chez mes parents. Il s’était alors établi dans une pension de famille à Offranville, près de Dieppe. Et c’est là, d’après ce qu’il raconte, que, traduisant Mallarmé, vous connaissez la suite …

Quand il a commencé à écrire en français, est-ce que vous l’avez aidé ?

Non, à l’époque, j’étais à Orléans. Je sais qu’il avait écrit ça, le Précis, mais je n’ai aucun souvenir d’y avoir été mêlée. Tout ce que je sais, c’est qu’il a écrit une première version, qu’il avait déposée chez Gallimard, il avait montré le texte à un ami français qui lui avait dit : c’est à réécrire, ça sent le métèque, et Cioran avait été absolument ulcéré, mais finalement il s’est rendu compte que son ami avait raison, et il s’est mis à réécrire le texte. Je sais qu’il voyait une femme, je ne sais plus exactement qui, je ne l’ai jamais rencontrée, je n’ai jamais su son nom : il l’appelait la “grammairienne”. Parce que Cioran avait la manie, propre, paraît-il, aux gens de son pays, de Rasinari, de donner des sobriquets. Donc, il semble que ce soit elle qui l’ait aidé. Moi, la seule façon dont je suis intervenue, c’est que je tapais ses textes. Tous les textes de Cioran, c’est moi qui les ai tapés. Là, j’ai eu du mérite. Les fautes de frappe le rendaient fou.

Ce n’est pas moi qui ai tapé la première version du Précis de décomposition, il avait pris une dactylo, mais cela lui coûtait très cher, et ensuite, elle faisait des fautes tout le temps, alors je me suis mise à la machine, et j’ai même appris à taper avec mes dix doigts.

II vous donnait ses manuscrits. Et à vous, il ne vous arrivait pas de lui dire, par exemple, ici, c’est incorrect, ou là, je n’aurais pas formulé ma pensée de cette façon ?

Il n’écrivait jamais plus d’une page, au fond, il écrivait peu à la fois. Il n’a pas écrit tellement, ses livres sont courts. Quand je revenais du lycée, très souvent, il me montrait sa page d’écriture. Il n’était pas content, il n’était jamais content de ce qu’il écrivait, et il me demandait de le lire. Il disait que je lisais très bien. Et quand je lisais, il trouvait que son texte était bien. II fallait que je le lise. Alors, ça passait. Il faut dire que je prenais une voix de sirène – ou presque. Souvent, je pense que c’est Cioran qui m’a appris le français. En tout cas, il m’a fait prendre conscience de ce qu’était ma propre langue.

Quelquefois, je faisais des objections, mais il avait ses idées. Je me souviens du texte qu’il a écrit sur Ceronetti, il l’a écrit parce qu’on allait publier la traduction du Silence du corps, et Ceronetti avait demandé à Cioran de lui faire une préface. Cioran a essayé de s’en tirer, il faisait toujours comme ça, il essayait d’esquiver. Il a dit : je ne vais pas faire une préface, je vais écrire une lettre, une lettre à l’éditeur. C’est ce qu’il a fait, il m’a montré ladite lettre. Je lis le texte, et j’ai été renversée. J’étais habituée à ce que Cioran ne parle pas toujours du sujet en question, mais là, ça commence avec le récit de Cioran au Luxembourg qui se cache derrière un arbre pour voir passer Ceronetti suivant sa fille adoptive. Alors, je dis à Cioran : mais c’est insensé de publier des choses pareilles. Et il me répond : j’avais la fièvre. J’insiste. Et Cioran me répond d’un ton sans réplique : je ne changerai pas une virgule ! et effectivement, il n’a pas changé une virgule. Il était donc peu accessible à mes remarques.

Jamais ?

De temps en temps, si, quand il trouvait que j’avais raison !

Et ces textes qu’il vous donnait à lire, ils étaient sur des feuilles volantes ?

Non. Il écrivait sur des blocs de papier à lettres grand format. Au début, il écrivait à l’encre, c’est à dire avec de l’encre, et une plume d’acier. Ça c’est mes premiers souvenirs de Cioran écrivant, à ce moment là, il écrivait en roumain. Plus tard, il s’est acheté un stylo à encre, et c’est très longtemps après qu’il a commencé à écrire au stylo bic. C’est comme cela que j’ai pu dater le manuscrit de Mon pays.

Il n’était pas très difficile à lire, à partir du moment où on savait comment étaient formées certaines lettres : en particulier le R, qu’il faisait comme un N. II disait : en parlant je suis incapable de prononcer un R, et en écrivant aussi j’ai du mal. Il s’étonnait que je puisse, moi, prononcer les R si bien. Quand je parlais, il s’approchait de moi, me regardait par en dessous, dans la bouche, pour tenter de comprendre comment je faisais.

Il n’avait pas des rituels pour écrire, des moments privilégiés ?

Non. Au fond, je crois qu’il n’aimait pas tellement écrire. Après le Précis de Décomposition,il y a eu Syllogismes de l’amertume qui a été un fiasco complet. C’est le livre qui se vend le mieux maintenant, qui se réédite le plus souvent. Mais quand ça a paru, il y a eu un seul article dans le magazine Elle. Et Gallimard l’a mis au pilon. Après ça, Cioran avait plus ou moins renoncé à écrire, et il aurait même définitivement renoncé si Paulhan, directeur de laNouvelle Revue Française, ne lui avait pas demandé des textes. Et il a été obligé d’écrire des essais. Plusieurs de ses livres sont constitués par des essais qui avaient déjà paru dans la N.R.F. Il était coincé, il avait promis à Paulhan ! Alors, il disait : j’ai promis d’écrire ça, pourquoi est-ce que j’ai promis, et voilà que la date arrive. II était dans tous ses états et disait : jamais je ne pourrai écrire cet article. Puis, tout d’un coup, il se retirait dans sa chambre, et il écrivait. Ça m’étonnait toujours, je trouvais ça extraordinaire qu’on puisse écrire avec cette facilité. On voit que dans les manuscrits, il n’y a pas tellement de ratures.

Et Cioran n’a jamais été tenté d’écrire autre chose que des essais, il n’a jamais été tenté par le théâtre, que sais-je, la fiction ?

Là, ça me laisse pantois, ce que vous me dites ! Jamais Cioran n’aurait imaginé cela. Cioran n’a jamais écrit que des variations sur le même thème.

Mais on peut dire ça de tous les écrivains, on peut écrire des variations sur le même thème sous plusieurs formes, non ? Ça vous paraît vraiment impensable que Cioran ait eu l’idée d’écrire autrement ?

Je me souviens que Cioran racontait souvent à ses amis des histoire de son passé, quand il était à l’école, quand il était au service militaire, c’étaient des histoires merveilleuses, on se tordait de rire, et beaucoup d’amis lui disaient : tu devrais écrire tes mémoires. Et Cioran répliquait: mais je ne suis pas capable d’écrire des mémoires, des récits. Je n’ai pas ce qu’il faut pour faire ça.

Qu’en a-t-il été pour la traduction des textes roumains de Cioran ? Il y a participé ?

Il avait longtemps refusé qu’on traduise ses textes roumains. Je me souviens que Alain Paruit avait été le premier à en parler. Cioran aimait beaucoup Paruit, il l’avait poussé à devenir traducteur, il lui trouvait du talent. Car Cioran avait une manie, c’était d’aider les gens, de les conseiller, de les obliger même à faire certaines choses. Cioran aimait beaucoup donner des conseils, moi, je n’ai jamais beaucoup cru aux conseils en général.

Un jour, donc, Paruit est venu voir Cioran. Il voulait traduire Sur les cimes du désespoir.Cioran lui dit : faites un essai. Paruit est revenu avec quelques pages, et leur conclusion à tous les deux a été : ça ne passe pas en français.

Des années plus tard, Sanda Stolojan s’est mise à traduire Des larmes et des saints, et elle venait très souvent, elle apportait son texte. Et Cioran exigeait que je sois là, et moi, j’étais très malheureuse, parce que Cioran, autant il était gentil, affable courtois d’ordinaire, quand il s’agissait d’écriture, d’un texte, il n’avait plus cette gentillesse. Il disait : il faut couper, c’est mauvais, et je revois Sanda arriver, elle entrait et elle disait qu’est-ce que vous allez encore me couper aujourd’hui ? II paraît que la version française Des larmes et des saints représente à peu près un tiers du texte roumain. Sanda a écrit une préface pour se couvrir, et Cioran s’est avisé de réécrire certaines pages, de sorte qu’on n’a pas l’impression de lire un texte traduit du roumain, c’est l’écrivain français qu’on y retrouve plutôt. Récemment, j’ai lu la traduction anglaise, et j’ai été renversée, l’anglais se prête beaucoup mieux à la traduction du roumain, c’est moins raide, et puis, il y a ce foisonnement, ce côté baroque du style de Cioran en roumain qui passe très bien en allemand ou en anglais, pas en français …

“C’est une façon pour moi d’être encore avec Cioran”

En dehors de ces textes qu’il vous donnait à lire et à taper, vous avez découvert, après sa mort, qu’il tenait un journal.

Ce n’était pas un journal. Ce sont, je ne sais pas comment les décrire, des cahiers. Je ne savais pas qu’ils existaient. Je les ai découverts quand j’ai fait les rangements, quand j’ai décidé de donner les manuscrits de Cioran à la bibliothèque Doucet. Et je suis tombée sur ces cahiers que Cioran avait conservés, mis de côté. Mais sur pas mal de couvertures, il y avait écrit : à détruire. Au lieu de les donner à Doucet, je me suis mise à les lire, j’ai trouvé que c’était une découverte précieuse qui montrait Cioran sous un jour différent. Cela participe aussi du cahier de brouillon il y a beaucoup de choses qu’il a reprises dans ses livres, certaines absolument mot pour mot. Pour certaines phrases, dans ces cahiers, il y a trois ou quatre versions à la suite les unes des autres. Et il veut arriver à un point de perfection dans la formulation. Mais il y a aussi beaucoup d’autres choses. En tout cas, il n’y a pas souvent de dates. Et généralement quand il y a la date, elle est assortie d’une notation : “nuit atroce”, “douleurs terribles”, le plus souvent.

En transcrivant, je garde tout ce qui est daté, même si ce n’est pas d’un très grand intérêt. Je suis à la fois contente et mécontente de ce que je fais, des choix que je fais. Je ne sais pas si je fais bien. Cioran ne me parlait jamais de ces cahiers. J’avais bien remarqué quelquefois quand j’allais dans sa chambre, sur sa table un cahier. Parce que vous savez, sa chambre, on n’y entrait pas. La femme de ménage en était exclue. Parce que s’il perdait quelque chose, et cela arrivait constamment, il considérait que c’était parce qu’on dérangeait son désordre. J’avais donc remarqué un cahier qui était toujours le même, car il achetait toujours le même genre de cahier, et ce cahier était toujours fermé, et bien entendu, je ne suis jamais allée l’ouvrir.

Quand j’ai découvert cette série de cahiers, j’ai dit au directeur de la bibliothèque Doucet que je ne les lui donnerais pas tout de suite.

Et vous vous remettez à taper à la machine ses cahiers, comme vous faisiez avant.

Oui. C’est une façon pour moi de continuer à être avec Cioran.

Et ces cahiers, il ne vous en parlait pas, il vous montrait des textes, mais pas ceux-là ?

Non.

Et en quoi ces cahiers différaient-ils d’un journal proprement dit ?

Ce n’est pas du tout quelqu’un qui écrit : aujourd’hui, j’ai vu Untel, j’ai fait ceci et cela. D’ailleurs, il ne parle pas beaucoup des gens qu’il a rencontrés ou qui sont autour de lui : il parle de lui, presque uniquement de lui, et les événements ne sont présentés que par rapport à lui. Souvent, c’est d’une tristesse terrible.

J’essaie de me consoler en me disant : comment ! j’ai assisté à ces événements, c’était pas comme ça, parce que Cioran n’était pas du tout sinistre, il était gai, très gai. Au fond, cela s’explique très bien : il n’écrivait que quand il était triste, dans ses accès de désespoir, alors, il se retirait dans sa chambre et il se mettait à écrire. II l’a dit d’ailleurs : si mes livres sont sinistres, c’est parce que je me mets à écrire quand j’ai envie de me foutre une balle dans la peau.

Ces cahiers-là étaient écrits la nuit, quand il ne pouvait pas dormir, ou quand il rentrait tard, avant de se coucher. Et ce qui revient, c’est toujours le sentiment d’échec. Ça me fait tellement mal de lire ces choses, penser qu’il était à ce point habité par le sentiment de l’échec, qu’il était malheureux.

Ce sentiment d’échec, c’était par rapport à sa réussite en tant qu’écrivain, par rapport à sa renommée qu’il jugeait insuffisante ?

Non, je crois que finalement ce sentiment d’échec, c’est ce que je sens, c’est par rapport à lui-même.

Et donc, vous voulez les publier, ces cahiers ?

Oui, parce que voici ce que j’ai pensé : j’ai pensé que ça irait à la fondation Doucet, et c’est sûr que pour des chercheurs ce serait intéressant, et que forcément il y aurait quelqu’un qui publierait ça un jour, et il valait mieux que je prenne les devants. Cependant, j’ai beaucoup de doutes sur ma qualité d’éditeur, je tapais à la machine ses textes, mais maintenant, c’est plus que cela. Je tapais ses textes de son vivant, mais je ne décidais pas si cela allait être publié ou non, je n’avais pas du tout mon mot à dire.

Vous vous sentez donc là, dans cette publication, une responsabilité. Il y a quelques éléments biographiques, des notations, comme celle où il dit . “passé une soirée extraordinaire avec Marie-France [Ionesco] “, et puis, des brouillons de textes publiés par ailleurs, et enfin ces réflexions dont vous dites qu’elles sont si amères. II y a en tout 35 cahiers ?

C’est difficile à dire, parce qu’il y a aussi des petits cahiers où il écrivait quand on était en vacances. Et puis, à partir d’un certain moment il a pris un autre format, beaucoup plus grand, seulement, ça devient simplement un cahier de brouillon. Certaines choses sont très travaillées, très réfléchies, d’autres spontanées au contraire. Il n’y a aucune unité.

Et je ne sais pas si lui aurait souhaité que ces textes fussent publiés. Et puis, il parle quelquefois des gens. Il faut dire que presque toujours il ne met pas le nom, il met des initiales, mais enfin, on voit très bien de qui il s’agit. Vous savez comment était Cioran, il était très, il pouvait être très …

Méchant ?

Oui. C’est-à-dire, qu’il n’a jamais pu résister devant un mot drôle, une exagération. Il s’est fâché avec des amis, après ils se sont raccommodés.

“Comment pouvez-vous supporter Cioran ?”

Et de vous, il parle dans ces cahiers ? Vous avez appris des choses qu’il pensait de vous ?

Non, presque pas, il ne parle presque pas de moi. C’est même très très curieux. On allait tous les dimanches à une certaine période dans les environs de Paris, et on marchait toute la journée, on faisait vingt-cinq, trente kilomètres, toujours j’étais là. A chaque fois, dans son journal il notait : journée extraordinaire à la campagne, j’ai fait tant de kilomètres … J’étais là pourtant, je m’en souviens parfaitement, et quelquefois, il raconte une rencontre et note : cette dame nous a dit, et il croit bon d’écrire entre parenthèses : Simone et moi. C’est tout à fait extraordinaire. C’est vraiment pour lui-même qu’il tenait ce journal. En même temps, certains passages sont comme une bouteille à la mer.

Dans ses entretiens aussi, Cioran a été toujours très discret sur sa vie privée, sur vous-même et ses rapports avec vous.

Jamais il n’a parlé de moi. D’ailleurs, on avait des vies tout à fait séparées, tout à fait différentes même.. Moi, j’étais professeur, quand je rentrais, je ne lui parlais absolument jamais, ce qui ne l’aurait pas intéressé de toutes façons, de ce que je faisais au lycée.

Pourtant vous lui avez été indispensable.

Indispensable, je ne sais pas. Sans moi, il se serait débrouillé tout aussi bien.

Ça ne vous fâche pas un peu de voir qu’il ne parle jamais de vous ?

Non, cela m’étonne, simplement.

D’ailleurs, je ne voudrais absolument pas être la veuve, si veuve il y a, la veuve abusive. Et c’est pour ça que je ne suis pas tellement emballée de faire cette interview.

Mais quand même, quand il recevait ses amis, vous étiez là ?

Oui, naturellement, tous ses amis, ses traducteurs en particulier, il y aurait un livre à écrire sur les traducteurs de Cioran ! Vers 1950, il s’est mis à fréquenter le salon de Mme Tézenas, où il a rencontré des gens intéressants. Et moi, de toutes façons, mon obsession, c’était de ne pas me coucher trop tard parce que le lendemain, j’avais des cours. De plus, j’étais très sauvage et très timide. Et il sortait absolument indépendamment de moi. Ainsi Jeannine Worms a reçu Cioran pendant des années sans soupçonner mon existence. Cioran ne parlait jamais de moi, et moi non plus, pour rien au monde je n’aurais voulu parler de lui à ma famille.

Elle ne savait rien de Cioran ?

Non, je n’allais pas dire : je connais quelqu’un, il est apatride, il n’a pas de profession, il n’a pas d’argent. Si larges d’esprit que fussent mes parents, il ne l’auraient pas admis.

Et il n ‘a jamais connu vos parents ?

Non. Ce qui a été difficile, c’est quand nous sommes venus dans cet appartement de la rue de l’Odéon, grâce à Cioran, d’ailleurs, à la suite de la publication d’Histoire et Utopie. Vousle savez, puisqu’il le raconte dans ses Entretiens, il avait envoyé son livre à une admiratrice qui nous a fait avoir cet appartement. Il a toujours dit que ç’avait été son plus grand succès littéraire. J’ai donc été obligé de donner cette adresse, et j’ai dit à ma mère (mon père était mort à ce moment là) que j’avais trouvé un co-locataire. Et ma mère est venue me rendre visite à la maison. Nous avons transporté ce meuble devant cette porte, pour qu’elle pense que nous étions dans des appartements séparés.

Vous ne croyez pas que cela lui convenait à Cioran, d’être à la fois indépendant et choyé ? C’est le rêve de tout homme au fond, cela, d’avoir une relation stable, et puis garder toute sa liberté, d’être célibataire tout en vivant en ménage. Il a eu une chance énorme avec vous.

Je ne vois pas les choses comme cela. “Etre indépendant”, “avoir une relation stable”, ce n’est pas ainsi que je formulerais les choses, et je ne crois pas que Cioran le ferait non plus. C’est impossible pour moi de vous dire.

Je me souviens de Noica, lorsqu’il est venu pour la première fois ici. J’avais entendu parler de lui avant, Cioran lui écrivait de très longues lettres, et Noica était un esprit très subtil, un peu trop subtil, peut-être. Je me retrouve seule avec Noica et il me dit de but en blanc : comment pouvez-vous supporter Cioran ? Et je lui ai dit : mais il me supporte aussi !

Cioran était absolument imprévisible, toujours. II y avait un côté positif à ça, on ne pouvait jamais s’ennuyer avec lui. Mais il avait aussi des inconvénients. Avec lui, faire un projet, c’était absolument exclu. C’était quand même quelquefois compliqué pour moi, parce que je devais prévoir malgré tout. Il avait un régime, et tout tournait autour de ce régime. Il allait d’ailleurs souvent au marché lui-même. Quand on allait à Dieppe, on partait, mais quand on quittait la maison, il était tellement anxieux qu’il fallait tout éteindre, vider le frigidaire, etc. Arrivée à Dieppe, je refaisais les courses, et à peine était-on installés qu’il disait : allez, on s’en va ! Alors, il fallait repartir, on revenait ici, et il fallait de nouveau remplir le frigidaire.

Et ces caprices, vous les supportiez, vous suiviez. Ça ne vous arrivait pas de vous fâcher, de dire : puisque c’est ça, je retourne en Vendée !

Ah non ! Je n’avais pas envie de retourner en Vendée ! Je crois que j’ai eu au début des mouvements de révolte, mais on arrive toujours, si on doit vivre ensemble, à une sorte de modus vivendi, et lui aussi avait sans doute à supporter des choses, même si évidemment, je pense avoir été plus facile à vivre que lui !

Vous aviez acquis à Dieppe un petit appartement.

Oh, c’était vraiment un cagibi! Ça donne sur le château qui est construit sur les falaises. C’est minuscule mais il y a cette vue sur le château.

On a commencé à essayer de passer quelques jours ensemble là, mais c’était tellement petit qu’on a pensé qu’on finirait par s’entre-tuer. Et Cioran qui avait l’habitude de se lever et de se coucher à n’importe quelle heure du jour et de la nuit, a compris qu’on ne pourrait pas tenir. Il y avait au dessus de ce cagibi un espace qui donnait directement sous le toit, les combles si vous voulez, dans lequel on avait logé le chauffe-eau. On voyait le jour à travers les tuiles. Cioran a décidé qu’il en ferait quelque chose. Il a commencé par isoler ça. Il a vissé à la diable des plaques d’isorel, à toute vitesse. Il a fait ouvrir une grande lucarne, et c’est devenu merveilleux parce que par cette lucarne, on ne voit que le château, là comme dans un cadre. Cioran s’est construit une petite estrade, sur laquelle il a posé des tréteaux, et une chaise.

Après, je suis partie pour la Vendée, et à mon retour, Cioran me paraissait bizarre. En novembre, comme j’avais cinq jours de vacances, j’ai proposé à Cioran d’aller à Dieppe. Et Cioran me répond : je n’y vais pas. Cela m’a mise en colère et j’y suis partie seule. Le lendemain, Cioran est venu me rejoindre : il m’a expliqué qu’en été, en faisant ses travaux, il s’était aperçu qu’il avait une boule au sein. Il avait fait des analyses à Dieppe, et on lui avait laissé entendre qu’il avait le cancer. Rentré à Paris, il avait fait de nouveau des analyses, et on devait lui donner le résultat justement le jour où nous devions partir pour Dieppe. C’est pour cela qu’il n’avait pas voulu venir.

Vous n ‘avez jamais souhaité avoir un enfant, essayé de le convaincre ?

Vous imaginez, un enfant avec Cioran ! J’ai eu pendant quinze jours un chat, que m’avait confié une amie italienne. Là j’ai compris ! C’était extraordinaire les rapports de Cioran avec le chat. Lui-même ressemblait à un chat, et il fallait que je les nourrisse tous les deux ! Ils étaient aussi empoisonnants, imprévisibles l’un que l’autre.

Quel était l’emploi du temps de Cioran ?

En ce qui concerne Cioran, le mot d’emploi du temps ne correspond à rien !

Moi, je partais tôt le matin. Je n’étais pas beaucoup à la maison, surtout au début. Après, quand j’ai été à Montaigne, je partais vers huit heures, je sortais vers midi, je me précipitais au marché, je rentrais, je préparais à manger, parce que Cioran avait un régime terrible. Il souffrait, – il souffrait de partout de toutes façons. Et puis il s’est mis à avoir une gastrite, et alors il lui fallait des légumes cuits à la vapeur, des céréales complètes, c’était un grand, grand adepte de La Vie Claire. L’après-midi, je sortais faire des courses, lui généralement, ou assez souvent, faisait la sieste. Sa grande théorie, c’est qu’il fallait faire la sieste. Il voulait me contraindre à faire la sieste aussi, et moi je n’ai jamais voulu, car pour moi, il m’est déjà assez pénible de me lever le matin, je ne me voyais pas me lever une seconde fois dans la journée. Cela dit, il pouvait faire la sieste à n’importe quelle heure, mais la nuit, il ne dormait pas, alors, il sortait, à deux heures du matin, à quatre heures.

Et les voyages ?

II y a eu l’Espagne, pour laquelle il avait un amour passionné. Il aurait dû en 36 avoir une bourse pour l’Espagne quand la guerre civile a éclaté. On a même fait une partie de l’Espagne à bicyclette. On passait par des rues de villages, il n’y avait pas encore de touristes à cette époque, et les gosses nous couraient après en criant : “Son inglés !”. On est allé en Italie aussi, en Angleterre, parfois à bicyclette.

Toutes les vacances, vous partiez ensemble ?

Oui, sauf la partie de mes vacances que je passais avec mes parents.

Et toujours à bicyclette ?

Oui, au début, tout au moins. Plus tard on s’est rendu compte que ça devenait difficile parce qu’il y a eu de plus en plus de circulation. Alors on partait à pied. On avait trouvé un truc, c’était les chemins de halage. On suivait les canaux, et cela avait un charme extraordinaire. On a fait je ne sais combien de kilomètres comme cela.

Cioran avait un goût immodéré de la randonnée. Pour lui, c’était comme le travail manuel, marcher, faire de la bicyclette, c’était évacuer la conscience, c’était ne plus être que dans le paysage, dans le mouvement de la marche.

Quand on faisait ces randonnées, à pied ou à bicyclette, on faisait des kilomètres, dans une journée, avec le sac à dos, on a même fait du camping. On pouvait camper partout à l’époque, je me souviens en particulier qu’on avait campé sur la place de l’église, une merveilleuse église romane qui surplombe la mer, à Talmont, sur l’embouchure de la Gironde. Puis, on a continué, et on est arrivé tout près des Landes, et là : interdiction absolue de faire du camping sauvage. On a dû aller dans un vrai camping. Ça a été l’horreur, et on n’a plus jamais fait de camping après.

Vous n ‘avez jamais voyagé en dehors de l’Europe.

Non. Cioran a été de nombreuses fois invité en Amérique, mais il n’a jamais voulu y aller. De plus, il n’a jamais voulu prendre l’avion, il n’a jamais pris l’avion de sa vie. Je me souviens qu’en 51, j’avais eu une bourse Fullbright, et il ne voulait pas que je parte, il ne voulait pas que je prenne l’avion. En 51, personne n’était allé en Amérique, pour moi cela représentait quelque chose d’extraordinaire, et je n’ai pas cédé. Je me souviens de mon départ, il m’a accompagnée à Orly. A l’époque, c’était très familial, on accompagnait les gens jusqu’à l’avion. Je me souviens qu’une amie à moi est venue m’apporter des cerises de son jardin et une rose, mais elle était arrivée en retard, et l’hôtesse de l’air avait ouvert la porte, redescendu l’échelle, on n’imagine pas cela aujourd’hui ! Je revois Cioran au bas de l’échelle, qui était d’une pâleur, et me regardait avec des yeux de reproche. Je suis partie avec un sentiment de culpabilité très fort.

Il prenait le train quand même ?

Oui, certes, mais une fois dans le train, c’était des scènes incroyables, parce qu’il avait toujours quelque chose aux oreilles, il craignait le moindre courant d’air. Alors, il s’installait et changeait de place trois minutes après, et encore, et encore.

“Le parfait inconnu”

Pouvez-vous nous parler de ce fameux article de Nadeau, le premier qui ait été écrit sur Cioran en France ? Comment Cioran l’a-t-il découvert ?

C’était en 1949. On mangeait au foyer international, ce jour là. Cioran achète Combat, à un kiosque boulevard Saint Michel, je le vois encore.

Par hasard, sans qu’on lui ait conseillé, sans qu’on lui ait dit.- il y a un article sur toi …

Non, il lisait Combat tous les jours. Il ouvre le journal, et il tombe dessus tout de suite. C’était d’ailleurs impossible de ne pas le voir, c’était un très grand article et il s’est mis à le lire. Nous étions absolument renversés parce que Cioran, en France, était le parfait inconnu, alors que – j’en ai pris encore mieux conscience en lisant les cahiers – il était très connu en Roumanie. Et il est arrivé ici, alors qu’il n’écrivait pas encore en français et je me souviens d’une réflexion qu’il m’avait faite. On était allé entendre le cours d’un mathématicien au collège de France. Ce mathématicien était tchèque ou je ne sais quoi. II ne parlait pas le français, mais n’en avait pas besoin, parce qu’il écrivait ses formules au tableau, et les gens suivaient. Et Cioran avait dit quel avantage d’être mathématicien ! Un jour, il m’a dit : il vaudrait mieux écrire des opérettes que d’écrire dans une langue que personne ne connaît.

Alors qu’en Roumanie, il était l’enfant terrible de sa génération, que ses livres faisaient scandale, en France, il n’était personne. Alors, que Nadeau fasse cet article, ça l’avait étonné.

Et quand le succès est-il venu ? Après cet article, comme vous l’avez dit, le succès est retombé, alors quand est-il revenu ?

Le succès de Cioran est venu très très tard. Dans ses cahiers, il raconte ses visites chez Gallimard. Il devait répéter son nom, que personne ne connaissait, enfin il arrivait dans le bureau de Claude Gallimard, et il raconte qu’il se sentait comme la putain avec qui personne ne monte, et qui n’ose même pas croiser le regard du patron du bordel.

La première chose qui a marché, le premier livre à partir duquel on a commencé à le connaître, c’est Exercices d’admiration, dans la collection Arcades, une collection de poche.

Cioran s’était mis dans la tête que s’il était publié en livre de poche, il serait lu par les jeunes, c’était ce qu’il voulait, il cesserait d’être l’auteur d’un seul livre, parce qu’aprèsPrécis de décomposition, il a eu beau écrire, La Tentation d’exister, La Chute dans le temps, il était toujours l’auteur du Précis. Alors, il me dit un jour : je vais aller voir Claude Gallimard, et je vais lui dire que je veux être publié en livre de poche. Moi, je savais que ses livres ne se vendaient pas du tout, et je lui ai déconseillé cette démarche. Il y est allé quand même.

II ne vous écoutait pas toujours …

Jamais. Donc, il va chez Gallimard et Claude ne dit rien, il se lève, et prend un dossier dans lequel il y avait les chiffres des ventes des livres de Cioran, des chiffres absolument ridicules. Il montre ça à Cioran et il dit : dans ces conditions, on ne peut pas vous publier en livre de poche. Et je revois Cioran rentrant ici, plus pâle que la mort, et qui me dit : tu avais raison ! – ce qui était rare dans sa bouche.

Sa vie a été une série d’humiliations.

Le succès a donc commencé avec Exercices d’admiration, très très tard [1986], et il est devenu Cioran. Avant, c’était E.M. Cioran

E. M. Cioran, c’était une façon de dissimuler son prénom qui ne lui plaisait pas trop en France.

C’est ça. Il considérait qu’Emile, en français, c’était un prénom de coiffeur. A l’époque, j’avais une amie qui faisait un diplôme en même temps que moi : elle, sur E.M. Forster. Cioran, fasciné par ces deux initiales, les a adoptées aussi pour lui. Cioran a toujours été fasciné par les Anglais, il apprenait l’anglais en lisant Shakespeare, ou Shelley.

Et Gallimard a décidé de l’appeler Cioran tout court.

Oui, pour publier les Exercices, on ne lui a même pas demandé son avis. Ça a paru comme ça, avec Cioran tout court sur la couverture. Il y a des gens que ça a rendu fous. Ainsi, Alain Bosquet a écrit un article dans le Quotidien dans lequel il se montre scandalisé que E.M. Cioran soit devenu Cioran.

Moi, j’aime beaucoup ce livre, c’est un livre ou enfin il parle d’autre chose que de lui-même.

Mais en fait, c’est faux, parce qu’il parle toujours de lui-même.

Comment ça s’est manifesté, la notoriété de Cioran, davantage de gens qui venaient vous voir, des demandes d’interviews ?

Il y avait aussi les éditeurs étrangers, on demandait de plus en plus à le traduire.

Et Cioran, il a eu à la fin, le sentiment d’être reconnu comme écrivain ?

Pas tellement. J’en parlais justement avec Sanda Stolojan, cet après-midi. Vous savez, elle a une façon de parler un peu lyrique par moments, et elle m’a dit : au fond, les Français ne rendent pas compte de ce qu’ils ont là.

Parfois, j’entends des choses incroyables sur Cioran.

Par exemple, récemment, à propos de ce livre de Liiceanu paru chez Michalon, cette interview de Cioran, qui avait été accordée en roumain, et qui a été traduite. Eh bien, Cioran raconte que Camus lui avait dit qu’il fallait maintenant qu’il entre dans le circuit des idées. Cioran, quand il parlait, toutes les trois minutes, sortait un juron. Figurez-vous que je les sais les jurons en roumain, je les ai appris comme ça, par la méthode directe, à force de les entendre. Quand il a raconté ça à Liiceanu, il a sorti un juron que la traductrice a rendu par : “va te faire foutre”.

La formule a eu un succès énorme. J’ai eu un médecin généraliste qui s’intéressait à Cioran, et qui a lu cette chose, et il a trouvé cela extraordinaire cette réplique de Cioran. Voilà comment se font les réputations ! !

Par la suite, toujours à propos de Camus, il y a eu à France Culture un compte-rendu du livre de Liiceanu, et la conclusion, c’était : ce que Cioran dit de Camus peut se retourner contre lui, et Cioran est lui-même un philosophe pour classe terminale. Et cela, je l’ai entendu une autre fois, dans une émission de Philippe Tesson. Cioran ne s’est jamais considéré comme un philosophe. On l’a dit aussi à Matzneff, qui dans Maîtres et complicesa écrit un chapitre sur Cioran. Matzneff a dit : oui, en effet, j’ai découvert Cioran quand j’étais en classe terminale, mais cela ne veut pas dire pour autant, etc.

En somme, vous n’êtes pas satisfaite de la gloire de Cioran.

Je crois que Cioran est mort sans savoir qu’il était reconnu.

Mais quand même, quand Bernard Pivot fait une émission sur lui, c’est un signe, non ? D’ailleurs, Cioran avait refusé d’être interviewé. Et est-ce que ce n’est pas paradoxal de se trouver sous-estimé par ses contemporains, tout en refusant d’accorder des interviews ?

Vous savez, ce qui revient tout le temps, dans son journal, évidemment, il n’est pas toujours complètement sincère, mais ça revient dix mille fois, il vaut mieux être inconnu que connu, il ne faut pas être compris, la gloire est quelque chose de méprisable. II avait à ce sujet des discussions avec Eugène [Ionesco], lequel était plus candide, et était très content de toute marque de reconnaissance. La grande discussion entre eux, c’est quand Eugène s’est présenté à l’Académie, ce que Cioran lui déconseillait de faire. Cioran a insisté jusqu’au moment où il a senti que son insistance ne faisait pas du tout plaisir à Ionesco. Il raconte aussi dans ses cahiers que Ionesco lui dit un jour maintenant que je suis membre de l’Académie, un Immortel, c’est à vie, c’est définitif. Et Cioran lui dit : pas forcément, il y a l’exemple de Pétain, de Maurras, de Daudet, qui en ont été exclus. Il se peut que tu commettes une trahison. Et Eugène répond : l’espoir, donc, est permis. J’adore cette histoire.

Certes, son attitude vis-à-vis de la gloire est ambiguë. Certes, il y a des contradictions, puisqu’il voulait être lu, et publié en poche. Il y avait des discussions avec Michaux. Michaux était contre les collections de poche. Mais Cioran y tenait, parce qu’il voulait être lu par les jeunes.

Il y a eu aussi tout de même une reconnaissance pour ainsi dire officielle, le président Mitterrand, par exemple.

Oui, Mitterrand l’a invité à deux reprises, mais il n’a pas voulu y aller.

Il a donc refusé. Ce qui n’est pas banal.

Une fois, il a accepté, c’était une réception à laquelle l’avait convié Thierry de Beaucé, et où Mitterrand devait venir. Thierry de Beaucé est venu chercher Cioran, parce que c’était loin, dans une propriété à l’extérieur de Paris. Cioran pensait que Mitterrand lui parlerait de la Roumanie où le président français devait se rendre en visite officielle. Mitterrand lui a à peine parlé, mais pas de la Roumanie, en fait. A cette réception, il y avait toutes sortes de vedettes, de la télévision en particulier. On les présentait à Cioran, mais lui, qui n’a jamais regardé la télévision, il ne les reconnaissait pas.

Lorsque Cioran tout à fait à la fin, était à l’hôpital, Mitterrand m’a fait demander si j’accepterais qu’il lui rende visite. Mais je n’ai pas voulu. Ça n’avait pas de sens, cette visite.

C’est vrai que Cioran ne voulait pas passer à la télévision parce qu’il avait peur d’être reconnu dans la rue ? .

Oui. Il voulait pouvoir se promener au Luxembourg et qu’on lui fiche la paix.

Une fois, Matzneff avait fait un article sur Cioran, dans le Figaro Magazine qui avait envoyé un photographe ici. Avec la gueule qu’avait Cioran, quand il est sorti dans la rue quelques jours après, évidemment, il a été reconnu. Une dame l’arrête. Il avait trouvé un truc. Quand on lui demandait : vous êtes Cioran ? il répondait : non. Plus tard, ça me navre d’y penser, il commençait à aller mal, il avait des pertes de mémoire, il était dans la rue, et quelqu’un l’arrête et lui dit : vous êtes Cioran ? et il répond : je l’étais.

“Tu vas voir, je t’ai amené Albert, il rit tout le temps !”

Je voudrais maintenant qu’on parle des amis de Cioran. Moi, j’ai connu une foule de gens qui disaient être des amis intimes de Cioran. Avait-il donc tant d’amis intimes ?

Non, évidemment.

Donc, essayons de faire le tri.

Vous voulez qu’on parle des amis roumains ou des amis français ? Cioran avait aussi beaucoup d’amis français, dont on parle moins. Quand il est arrivé en France, il a fréquenté la Maison des Lettres, et il a connu là un garçon qu’on a vu tout le temps, et qui était le grand ami de Cioran, et qui est mort en 1993. Un garçon d’une fantaisie fantastique, et c’est lui qui avait dit du premier manuscrit du Précis de Décomposition : mon vieux, ça sent le métèque, il faut réécrire tout ça.

Il y a aussi, et que je vois toujours, un autre ami de Cioran, Albert Lebacqz, rencontré dans les auberges de jeunesse. C’était un garçon qui était alors un peu en difficulté, il venait du Nord, il appartenait à la grande bourgeoisie, mais il avait un père qui voulait qu’il travaille, et il travaillait dans une banque, où il gagnait très peu et était malheureux. Le côté un peu désemparé de ce garçon avait touché Cioran. C’était un garçon sensible et désabusé, qui riait très facilement, et tout le temps, et comme Cioran était très drôle, ils s’entendaient parfaitement.

En 46 ou 47, je suis revenue de vacances, et Cioran m’a dit : tu vas voir; je t’ai amené Albert, il rit tout le temps. Par la suite, Albert a fait une carrière époustouflante, et il s’est acheté un appartement somptueux à Dieppe. Et cet appartement, il l’a mis à la disposition de Cioran pour le mois d’août, pendant des années, jusqu’en 76 où nous avons acheté ce cagibi dont j’ai parlé.

Il y avait aussi un certain Maxime Nemo, c’était son nom de plume, qui était très séduisant, très beau parleur, qu’on a présenté à Cioran, au Flore. Sa compagne, qui était professeur de mathématique, avait un manoir dans les environs de Nantes, extraordinaire, complètement isolé, entouré de très hauts murs, au milieu de vignes. On y allait assez souvent l’été, passer huit jours. Cioran était parfaitement heureux, il passait son temps à élaguer les arbres à réparer les murs. Il adorait travailler avec ses mains. Pour lui, jardin égalait bonheur. Le revers de la médaille, c’était les conversations. Ce Nemo avait des dons, mais aussi des admirations qui heurtaient Cioran.

Ses amis écrivains ? Parmi eux, en premier, Ionesco. C’était vraiment son meilleur ami ?

Oui. Ils se voyaient très souvent. Et surtout, Ionesco téléphonait beaucoup, beaucoup. Vous connaissez l’angoisse dans laquelle il vivait, et cela touchait beaucoup Cioran. Ionesco téléphonait tout le temps. Leurs conversations étaient bouleversantes et désopilantes.

Et Michaux ?

Oui, il l’a bien connu. Michaux téléphonait assez souvent, et ils se voyaient le soir. Cioran parle dans ses cahiers de ses rencontres avec Michaux, et en particulier d’un soir où celui-ci revenait de New York, dont il s’est mis à parler comme d’une horreur. Cioran aimait ces réactions d’humeur chez Michaux qui le fascinaient. Ils s’entendaient très très bien. Quand on a quitté l’hôtel Majory, Michaux a même proposé à Cioran de lui prêter de l’argent, et Cioran a refusé.

Beckett ?

Oui, c’était très impressionnant cette rencontre avec Beckett. Beckett ne parlait pas, il était l’opposé absolu de Cioran, le balkanique ! Mais ils avaient des terrains d’entente très profonds. Cioran en 69, 70, voulait écrire un essai qui d’ailleurs est devenu L’inconvénient d’être né. Ça revient tout le temps chez Cioran : la mort, je l’accepte, la vie, je l’accepte, mais pas la naissance. Il y a la même chose chez Beckett, ce refus de la naissance : il aurait mieux valu ne pas être né, c’est tout. C’est vrai pourtant que c’est absurde de revenir sur un événement sur lequel on ne peut rien. Cioran était quelquefois très déballé, il avait le sentiment de n’être rien, d’être stérile, de ne pas pouvoir écrire, il se plaignait à Beckett, et Beckett l’écoutait, et il lui donnait des petites tapes affectueuses sur l’épaule, comme un médecin ferait avec un malade, et aussi comme un ami qui encourage, qui console.

Une des dernières fois où Cioran a rencontré Beckett, c’était au Luxembourg, cette partie du Luxembourg qui longe la rue Guynemer, là où il y a beaucoup moins de monde, et que nous appelions Beckett’s way. Beckett avait dit à Cioran : il faut qu’on se revoie avant que le rideau ne tombe.

Cioran connaissait la femme de Beckett, Suzanne. Souvent, ils allaient dîner tous les trois, et c’était Cioran qui parlait, surtout.

La grande théorie de Cioran, c’est que quand on est balkanique, on ne peut qu’être subjugué par la distinction des Anglais. Un jour, il a dit ça à Beckett, et celui-ci s’est récrié en disant qu’au contraire les Anglais sont très vulgaires. L’Irlandais s’est réveillé en lui !

A côté des amis, il y a aussi les importuns. Cioran, dans sa correspondance, s’est beaucoup plaint du nombre des Roumains qui débarquaient chez lui pour lui demander de l’aide ou des introductions.

L’obsession de Cioran, c’était d’aider sa famille, et c’est pourquoi il ménageait ces gens, qui pouvaient rapporter l’argent qu’il leur confiait, et puis il y avait beaucoup de choses qui le rattachaient à son malheureux pays, comme il disait. Une fois, arrivent deux personnes, qui étaient plus ou moins de la famille, et qui ne savaient pas un mot de français. Ils arrivent ici, s’adressent à la concierge en allemand, sans succès. Ils essaient le hongrois. Sans davantage de succès, évidemment. Ils ont fait tellement de bruit que Cioran est descendu. Ils étaient persuadés que si la concierge ne leur avait pas parlé en allemand, c’était par germanophobie. Cioran avait honte, dans ces moments-là, de ses compatriotes.

Sa famille, c’était surtout son frère, Aurel, qu’on appelle Relu ?

Oui, son frère a énormément compté dans sa vie. Cioran avait un remords à cause de lui.

Parce qu’il l’avait dissuadé de rentrer dans les ordres, et qu’il s’est accusé du fait que par la suite, Aurel s’étant engagé aux côtés de la Garde de Fer, il avait fait de longues années de prison. Aurel est venu à Paris.

Oui, plusieurs fois. La première fois, en 81, Cioran est allé le chercher à la gare. Il y avait tant d’années qu’il ne l’avait pas vu, qu’il n’a pas reconnu son frère et lui ne l’a pas reconnu non plus. Il paraît que Cioran s’est avancé et a dit à Aurel : c’est toi ? Et Relu avait à l’époque beaucoup de peine à parler français, et de plus, c’était un type qui ne parlait pas. Et cela, depuis toujours. Cioran me l’avait dit. II racontait cette histoire, quand il était étudiant à Bucarest, la bonne de ses parents à Sibiu était soulagée de voir rentrer Cioran : vous, au moins, vous parlez, disait-elle. Quand Relu et Ica, sa femme, sont venus, Relu ne disait absolument rien. Il faut dire que Ica parlait pour deux. Ce qui m’avait frappé, c’est la résignation qui se dégageait de Relu. Ça émanait de lui. Le seul geste qu’il avait, c’était d’écarter les bras, comme ça, et de les laisser retomber. Je lui demandais comment il aimait la viande, il répondait par ce geste.

“Ils auraient bien pu enlever Cioran”

Beaucoup plus tard, alors que Cioran était à l’hôpital, à Broca, Relu m’avait envoyé un poème d’un émir arabe du XIIème siècle. Cet émir venait de Syrie et était établi en Espagne. L’émir avait écrit un poème où il s’adressait à un voyageur qui partait pour la Syrie : toi qui pars pour ma patrie, sache que mon âme est là-bas, mais mon corps est ici. Fasse le ciel qu’un jour les deux soient réunis ! Et Relu avait recopié le poème et me l’avait envoyé. La date en bas de la lettre était 8 avril. Or c’est le jour anniversaire de Cioran. Alors, ça m’a fait réfléchir, c’était peut-être une métaphore de ce qu’éprouvait Relu, séparé de son frère.

J’ai demandé à Cioran s’il voulait voir son frère. Il me répond de sa grosse voix : non ! Huit jours plus tard, j’essaie encore : il me répond : oui, mais … J’ai écrit à Relu, et je lui ai cité cette réponse. C’était cruel en effet, que Relu, qui avait tant d’admiration pour son frère, le voie dans cet état. Cioran n’était plus Cioran. Il ne pouvait plus guère parler, ni marcher, que comprenait-il ? probablement plus que nous ne pensions. Relu, un jour me téléphone, de chez Liiceanu. Je lui dis : tu n’as pas répondu à ma lettre, est-ce que tu envisages de venir ? Il me dit : je ne viendrai pas, parce que je trouve que le mais pèse plus lourd que le oui. C’était très beau, cette réponse, non ?

Et il l’a revu tout de même ?

Une jeune Roumaine avait entrepris une thèse sur Cioran et avait rencontré Relu en Roumanie. Un jour, elle m’a proposé d’inviter Relu, pour qu’il puisse revoir son frère. Elle avait une maison dans la vallée de Chevreuse. Et Relu est venu. Et il logeait chez elle, et Cornelia l’accompagnait à peu près tous les jours à Broca.

On allait dans le parc, Cioran ne pouvait plus marcher, on le roulait dans un fauteuil, et c’était Relu qui la plupart du temps le poussait, et il lui parlait, tantôt en roumain, tantôt en français, c’étaient naturellement des souvenirs de leur enfance, et Cioran était très présent, il riait, on sentait qu’il suivait, qu’il comprenait.

Il avait d’autres visites ?

Pas toujours très souhaitables. Un jour, alors que j’étais venue voir Cioran à l’hôpital, j’ai trouvé devant sa porte deux Roumains, qui sont partis en me voyant arriver, mais que j’ai retrouvés en partant, cachés dans un coin de couloir, attendant visiblement que Cioran soit seul pour entrer. Il y en avait un en costume trois pièces, très pays de l’Est, qui baissait la tête, tandis que l’autre, était grand, très agressif. Je leur demande qui ils sont, et ils me répondent qu’ils sont de vieux amis de Cioran. Et le grand type, avec une insolence incroyable, me demande à son tour : et vous, qui êtes-vous ? Et du coup, on a fait interdire les visites.

Relu lui, a commenté cela en disant qu’ils auraient pu enlever Cioran, que c’était ça l’idée.

Relu est resté jusqu’à la fin ?

Non. Je me souviens encore de la dernière fois où il est venu à l’hôpital. Je suis allé l’accompagner sur le palier pour qu’il prenne l’ascenseur, et on s’est dit au revoir. Je pensais qu’on ne se reverrait plus, on est trop vieux l’un et l’autre, et ça m’a fait un certain effet de le voir partir, je me disais : c’est quelque chose qui est arraché aussi à Cioran. La porte de l’ascenseur s’est refermée, je suis restée là et je me suis mise à pleurer. Et puis, je suis retournée dans la chambre de Cioran, qui était couché. Je ne peux pas dire ce qui s’est passé, aucun mot n’a été prononcé. Je l’ai regardé, il m’a regardée, et je lisais des choses dans son regard que je n’avais pas lues depuis très longtemps.

Emil Cioran, el filósofo de la desesperanza y el fracaso, muere en París a los 84 años

Enric GonzálezEl País, 21 de Junio de 1995

El escritor rumano vivía solo y de espaldas a su celebridad y envejecimiento

La muerte, para él “la conclusión de una locuray”, alcanzó ayer a Emil Cioran. El escritor y filósofa rumano falleció a los 84 años en París, donde residía. Padecía la enfermedad de Alzheimer y abandonó hace algún tiempo su buhardilla cercana al Odeón para extinguirse en un hospital. Pesimista y desesperanzado, ajeno a las pompas de la cultura oficial, Cioran concedió muy pocas entrevistas. Prefirió hablar con su obra y ser coherente con ella. “Jamás he trabajado”, dijo una vez; “he preferido ser un parásito a ejercer un oficio. He accedido a sufrir una relativa miseria con tal de preservar mi libertad”. Sus libros, a veces contradictorios, siempre repletos de belleza, versaron sobre el fracaso, la indiferencia, la lucidez y la muerte.

El hombre que durante décadas paseó por el Barrio Latino de París, envuelto en una gabardina y con la melena desordenada, ajeno a su celebridad y a su propio envejecimiento, había nacido en Rasinari, una aldea de Transilvania (Rumania), el 8 de abril de 1911. Su padre era pope ortodoxo y la familia, según su propio recuerdo, era “atormentada, ansiosa, siempre negativa respecto a la existencia. La infancia de Cioran, sin embargo, fue feliz. Al margen de su fascinación morbosa por la muerte (iba al cementerio local a buscar calaveras, para jugar al fútbol con ellas), guardó de aquella época un recuerdo de paisajes montañosos, juegos y despreocupación. En una entrevista concedida al filósofo Gabriel Liceanu en 1983, situó el origen de su pesimismo en el paso a la adolescencia. La clave fueron sus insomnios: “Llegaba a pasar semanas sin pegar ojo”. “Me di cuenta”, le contó a Liceanu, “de que la vida es soportable gracias al sueño; cada mañana, tras una interrupción, comienza una nueva aventura. El insomnio, sin embargo, suprime la inconsciencia, obliga a 24 horas diarias de lucidez. ( … ) La vida sólo es posible si hay olvido”. Sin olvido, el joven Cioran, se sumergió en la obsesión de la muerte. Sus estudios secundarios, su ingreso en la Facultad de Filosofia y Letras de Bucarest, su licenciatura, fueron para él una excusa para leer sin freno y reflexionar sobre la muerte.

Friedrich Nietzche fue su filósofo de cabecera, pero estudió también con fruición la obra de Bergson, Hegel y Husserl, y mantuvo una devoción vitalicia por Shakespeare y Dostoievski. Su juventud estuvo marcada también por la fascinación ante la Guardia de Hierro (el movimiento fascista rumano) y, a partir de 1933, cuando consiguió una beca de la Universidad de Berlín, por el nazismo. Le sedujeron la “voluntad de absoluto” y el “misticismo colectivo” de los totalitarismos. Fue una fascinación incómoda, sin entrega total. Pero suficiente para avergonzarle años después. “Estoy inmunizado contra todo, contra todos los credos pasados, contra todos los credos futuros”, escribió en 1946 a su hermano Aurel.

Antes de eso, en 1937, Cioran había llegado a París. El pensa dor políglota (rumano, alemán, inglés, ruso, italiano y español) quería en realidad desplazarse más lejos, a España, un país por el que sentía una atracción atormentada: “Yo estaba hecho para España, para la lengua españo la”, declaró en 1983. “Era un fanático de santa Teresa de Ávila, y sigo siéndolo.(…) Me fascina ba de ella el exceso, un exceso procedente de esa locura particular, inconfundible, propia de España’. En mi juventud, lamenté no haber sido español. España me fascinaba, por ofrecer el ejemplo de los más prodigiosos fracasos. ¡Uno de los países más poderosos del mundo, hundido en tal decadencia!”.

Cioran visitó varias veces España. Pero se quedó a vivir en París, donde asistió con indiferencia a la entrada de las tropas nazis y, con la misma pasividad, a la Liberación. En 1947, decidió cambiar de lengua. Había escrito ya seis obras en rumano, pero la primera en francés, Précis de décomposition (Breviario de podredumbre, 1949), fue un éxito inmediato. Su pesimismo, su indiferencia, su desprecio por las circunstancias de la vida, tuvieron una enorme repercusión en una sociedad francesa que abrazaba el existencialismo.

Pobre y solitario

A partir de ahí, la vida de Cioran cambió poco. Encadenó becas en la Sorbona hasta los 40 años, para que le permitieran comer gratis en el comedor universitario; leyó, escribió y malvivió en hosteles juveniles hasta conseguir una buhardilla junto al Odeón, con un alquiler irrisorio; se mantuvo pobre y solitario, rechazó todos los honores que le fueron concedidos, y desdeñó su propia gloria. La editorial Gallimard reeditó recientemente su obra completa. Ayer, fue un portavoz de Gallimard quien anunció su muerte.