“Notas sobre Cioran e Nietzsche” (JosĂ© Thomaz Brum)

Fonte: O que nos faz pensar (revista do departamento de Filosofia da PUC-Rio), nÂș 35, dezembro de 2014 [Pdf]

Resumo: Este artigo procura estudar algumas observaçÔes da obra francesa do filósofo romeno Emil Cioran (1911-1995) que se referem a Nietzsche, particularmente as relativas à ideia de além-do-homem (Uebermensch).
Palavras-Chave: Cioran; Nietzsche; além-do-homem (Uebermensch); aforismo; ceticismo.

Abstract: This paper aims to study some remarks of Emil Cioran’s French work concerning Nietzsche, particularly the idea of Overman (Uebermensch).
Key-words: Cioran; Nietzsche; overman (Uebermensch); aphorism; skepticism.

Nietzsche foi um Ă­dolo para Emil Cioran, segundo suas prĂłprias palavras . Tendo praticado o filĂłsofo alemĂŁo na juventude, Cioran deixou-se impregnar por esse pensamento orgĂąnico, assistemĂĄtico, fragmentĂĄrio que consegue abarcar todas as nuances da experiĂȘncia humana. Se, por vezes, Cioran Ă© considerado um “Nietzsche contemporĂąneo” (como afirma o seu biĂłgrafo Gabriel Liiceanu), pode-se igualmente afirmar que o seu “ídolo de juventude” foi criticado vĂĄrias vezes em sua obra. Nosso trabalho procurarĂĄ expor algumas reflexĂ”es cioranianas sobre Nietzsche que estĂŁo dispersas em sua obra francesa, do BreviĂĄrio de decomposição (1949) aos Cahiers (1997).

No cĂ©lebre BreviĂĄrio de decomposição, o livro de Cioran “mais famoso e mais representativo”, Nietzsche Ă© citado como aquele que produziu “verdades de temperamento” . Em Nietzsche, assim como em Kierkegaard, a filosofia se mistura Ă  “confissĂŁo”, um “grito da carne” se torna pensamento, e o filĂłsofo revela o temperamento que o constitui. Segundo Cioran, Nietzsche nĂŁo Ă© propriamente um “filĂłsofo”, mas um “pensador”, no sentido da frase de EcartĂšlement (1979): “os filĂłsofos escrevem para os professores, os pensadores para os escritores”. Mas Nietzsche Ă© descrito tambĂ©m como aquele que “nos cativa por suas incompatibilidades”. E Cioran sublinha o que considera “o divĂłrcio de suas opiniĂ”es e suas tendĂȘncias”: “Nietzsche, cuja obra inteira nĂŁo passa de uma ode Ă  força, arrasta uma existĂȘncia raquĂ­tica, de pungente monotonia”. AliĂĄs, devemos observar que Cioran aprecia realmente em Nietzsche esse “desacordo entre sua vida e seu pensamento”. É essa contradição que torna Nietzsche interessante, moderno… [+]

AnĂșncios

Cioran, Ăźntre Liiceanu Ɵi Baudelaire

De George Pruteanu

Cu orice risc, voi Ăźncepe ”memorialistic” acest comentariu, descriind, cĂźt pot de repede, relaĆŁiile mele cu textele celor doi autori ai cărĆŁii de faƣă*. Primul Cioran, chiar PrĂ©cis de…, mi-a căzut (acesta e cuvĂźntul) Ăźn mĂźnă acum vreo 20 de ani, fiindu-mi trimis (din Anglia, mi se pare), Ăźntr-un mod clandestin Ɵi misterios, de un amic de demult (amic Ɵi atĂźt!), actorul Ɵi eseistul Ion Omescu. Un emisar, necunoscut mie, mi-a strecurat cartea Ăźn palmă, undeva, Ăźn aglomeraĆŁia unei librării, Ɵi s-a pierdut imediat Ăźn mulĆŁime…

ƞi üntülnirea dintüi cu scrisul lui Liiceanu a avut  ceva ”conspirativ”. Apăruse Jurnalul de la PăltiniƟ care, din cauza tirajului infim, era de negăsit. Un grup de amici am ”ünchiriat” un exemplar, am cotizat, Ɵi o rudă de üncredere  ne-a tras (ilegal!) patru exemplare la un xerox, acƣiune destul de curajoasă ün acel timp ün care aparatele de reprodus Ɵi multiplicat aveau un statut asemănător cu al mitralierelor.

Ambii autori mi-au procurat, primordial, teribile delicii stilistice, care dădeau Ɵocului mental o componentă aproape vicios voluptuoasă. (Am mai păƣit asta cu Călinescu Ɵi cu Ăźncă un om de litere Ɵi imagini, nu chiar depărtat de Liiceanu…). Pe Cioran Ăźl citeam, dincolo de rău Ɵi de bine, dincolo de sens Ɵi idee,  adesea cu voce tare (gueuloir altruist!) Ɵi urechile Ăźl primeau ca pe un fel de uvertură la ”TannhĂ€user”  tradusă Ăźn proză. La fel  le-a fost dat  multor pasaje din Epistolar-ul lui Liiceanu. Am căutat să transmit Ɵi  altora exaltarea mea; cel puĆŁin,  ”Genealogia fanatismului”  Ɵi post-scriptumul ”Te poĆŁi supăra pe un asemenea om?”  le-am ”declamat” de nenumărate ori Ăźn public, inclusiv Ăźn seminarii studenĆŁeƟti sau la televiziune… [+]

Entrevista com Mihaela-GenĆŁiana StăniƟor: “HĂĄ uma poĂ©tica da desnaturação em Cioran”

Mihaela-GenĆŁiana StăniƟor Ă© uma filĂłloga romena, com especialização nos idiomas romeno e francĂȘs. Obteve seu doutorado em 2005 com uma tese sobre os Cahiers de Cioran. Atualmente, Ă© professora na Universidade Lucian Blaga, em Sibiu (cidade marcante para Cioran). É autora de diversos livros, dentre os quais se destacam Os Cahiers de Cioran: o exĂ­lio do ser e da obra, e Perspectivas crĂ­ticas sobre a literatura francesa do sĂ©culo XVII. Publicou tambĂ©m o artigo “Del inconveniente de la identidad”, na coletĂąnea Cioran: ensayos crĂ­ticos, organizada por M. Liliana Herrera e Alfredo A. Abad T. (Universidad Tecnologica de Pereira, ColĂłmbia, 2008) AlĂ©m disso, GenĆŁiana Ă© diretora da revista romena de literatura e filosofia Alkemie, em cujo site Ă© possĂ­vel encontrar vĂĄrios de seus artigos (em francĂȘs).

GenĆŁiana concedeu ao Portal EMCioranBR uma entrevista exclusiva onde fala sobre sua trajetĂłria acadĂȘmica envolvendo os estudos sobre Emil Cioran, e faz consideraçÔes importantes sobre os Cahiers do autor — seu objeto de estudo privilegiado. Ela tambĂ©m fala um pouco sobre o lugar de Cioran na cultura romena contemporĂąnea, em contraste com os anos que precederam Ă  revolução que pĂŽs fim ao regime comunista de Ceaușescu, e como se deu seu primeiro encontro com a obra deste “exilado metafĂ­sico”.

Rodrigo Menezes — Prezada GenĆŁiana, em nome do Portal EMCioranBR e de seus visitantes, leitores de Cioran, eu agradeço enormemente a oportunidade de fazer essa entrevista com vocĂȘ. VocĂȘ Ă© filĂłloga e fez uma tese de doutorado sobre Cioran, intitulada Les « Cahiers » de Cioran, l’exil de l’ĂȘtre et de l’Ɠuvre. La dimension ontique et la dimension poĂŻĂ©tique, publicada pela editora da Universidade Lucian Blaga, em 2005. Poderia nos dizer a razĂŁo de ter escolhido os Cahiers como objeto de anĂĄlise? Poderia nos dizer algo sobre sua tese?

Mihaela-GenĆŁiana StăniƟor — Comecei a estudar a obra de Cioran de uma maneira mais rigorosa ao fim dos meus estudos universitĂĄrios (entre 1997-1998). Os Cahiers tinham acabado de ser publicados. ApĂłs sua leitura, eu me propus a analisar a relação que eles mantinham com a obra de Cioran propriamente dita.  Sua dimensĂŁo de laboratĂłrio de criação, de “documento poiĂ©tico”, me fascinava. Tive a chance de conhecer Irina Mavrodin, personalidade marcante da cultura romena, Ă  ocasiĂŁo do ColĂłquio Internacional Emil Cioran que acontecia todo ano em Sibiu. De imediato, ela achou meu tema interessante e aceitou orientar meu doutorado. Uma boa parte de minha tese Ă© dedicada ao estudo comparativo dos Cahiers e dos escritos cioranianos, a partir do conceito de escritura fragmentĂĄria como modus vivendi e fabricação poĂ©tica. O estudo comparativo me permitiu constatar melhor as funçÔes do fragmentĂĄrio, como princĂ­pio ontolĂłgico e como princĂ­pio estrutural. HĂĄ sempre, em Cioran, um inconveniente da identidade (que conduz a um princĂ­pio ontolĂłgico da escritura, a uma ceno-grafia do eu), assim como hĂĄ um inconveniente da escritura (que conduz a sua fragmentação e a sua metaforização, ao atalho, Ă  ambiguidade, ao vago), a uma imagem incompleta, ou, antes, a eus [moi] contrastantes.

R.M. — Quando e como vocĂȘ teve seu primeiro contato com a obra de Cioran?

M.-G.S. — Eu li Cioran pela primeira vez quando estava no liceu, pouco depois da queda de CeauƟescu (em 1990). Pude constatar que, em cada um de seus livros, nĂŁo Ă© tanto um mundo que se abre, mas um inferno que se fecha. Eis o efeito que o primeiro livro que li na minha adolescĂȘncia, De l’inconvĂ©nient d’ĂȘtre nĂ©, teve sobre mim. Eu percorri, intrigada, as palavras do tĂ­tulo e aquilo me bastou para decidir ler o livro inteiro. O impacto que a maneira de Cioran de pensar e de sentir teve sobre mim foi, desde o inĂ­cio, decisiva e perturbadora, pois, por um lado, ela respondia a sentimentos e obsessĂ”es que eu acreditava serem inexprimĂ­veis; por outro lado, ele difundia em mim um sentimento ambĂ­guo e estranhamente reconfortante, apesar da amargura que me provocava. Era o sentimento da vaidade de toda ação, Ă  exceção da leitura, que eu considerava salvadora, graças Ă  frente comum que eu podia fazer com o autor. Em poucos dias, eu havia me tornado solidĂĄria de Cioran, com esse “eu” [je] impiedoso que explodia linguisticamente e me tornava presa da fascinação. Mais tarde, tendo lido toda sua obra, a fraternização com o autor se acentuou. Eu me daria conta, vivendo em unĂ­ssono com Cioran, graças Ă s impressĂ”es que eu compartilhava com ele e que o sentimento da identidade (ou da alteridade?) tornava mais fortes, que seus livros me ofereciam um modelo de escritura. Pouco a pouco, o que ele dizia se tornava secundĂĄrio para mim, pois ele me havia iniciado na expressĂŁo do dizer. Eu via como seu texto se tornava cada vez mais condensado e contraditĂłrio, a mise en suite (“posta em sequĂȘncia”) de palavras cada vez mais inusitada e espetacular, e sua expulsĂŁo cada vez mais significativa. O lirismo se evaporava (como efeito da passagem do tempo e do culto Ă  lĂ­ngua francesa), de modo que as paixĂ”es que turbaram sua juventude, que inflamaram seu pensamento e tentaram seu discurso nos livros romenos, se racionalizaram. A tentação de exprimir foi substituĂ­da pela assiduidade de expiar.

R.M. — Como Cioran Ă© considerado na RomĂȘnia? Ele Ă© lido e conhecido pelos romenos em geral? Ou seria mais conhecido nos meios acadĂȘmico e intelectual?  Estava ele presente na vida literĂĄria romena anterior a 1990? Seus livros franceses eram publicados na RomĂȘnia?

M.-G.S. — Antes da revolução de dezembro de 1989, Cioran estava proibido na RomĂȘnia. NĂŁo se podia encontrar seus livros nas livrarias ou nas bibliotecas, nĂŁo se podia nem mesmo pronunciar seu nome para nĂŁo chamar a atenção da Securitate [polĂ­cia secreta romena do regime comunista]. Poucas pessoas possuĂ­am seus livros, obtidos diretamente na França. Mas os verdadeiros intelectuais seguiam sua vida e sua criação, apesar do terror comunista. ApĂłs a revolução, os escritos de Cioran foram editados e reeditados, uma boa parte deles inĂ©dita (as ediçÔes Humanitas, dirigidas pelo filĂłsofo Gabriel Liiceanu, se ocuparam da publicação integral de Cioran). Cioran vende bem na RomĂȘnia, e eu penso que nĂŁo sĂŁo apenas os intelectuais que o leem, mas tambĂ©m outras pessoas que apreciam seu humor e seu jogo saboroso com as palavras. A expressĂŁo curta, aforĂ­stica, fĂĄcil de reter, ganha muitos adeptos.

R.M. — “Regra de ouro: deixar uma imagem incompleta de si”, escreveu Cioran em De l’inconvenient d’ĂȘtre nĂ©. Geralmente, as pessoas vĂȘm a conhecĂȘ-lo atravĂ©s de sua obra francesa, ao menos no Brasil. Certamente hĂĄ leitores que nĂŁo sabem que Cioran Ă© romeno, ou que sabem muito pouco a respeito de sua vida. Eis uma questĂŁo que me persegue: o que permanece de romeno no “Cioran francĂȘs”? Tenho a impressĂŁo de que ele esconde muito sobre si mesmo, que ele falsifica sua “romenidade” e a desnatura. NĂŁo seria a concepção de Cioran sobre os romenos um preconceito? “Povo de cĂ©ticos, frĂ­volos, superficiais, trĂĄgicos, etc., etc.”…

M.-G.S. — VocĂȘ certamente conhece essa formidĂĄvel citação de Cioran que eu cito de memĂłria: “NĂŁo se habita um paĂ­s, habita-se uma lĂ­ngua.” Isso jĂĄ diz tudo. Para um escritor, Ă© a lĂ­ngua que constitui seu ser. Ele respira e pensa na e pela lĂ­ngua. Do perĂ­odo romeno, permanecem sem dĂșvida suas obsessĂ”es, seus temas preferidos (o ser, o tempo, a morte, o destino…). Mas aquele que muda de idioma tambĂ©m muda de ser. A lĂ­ngua o transforma em um ser acurralado. E ele descreve tĂŁo sugestivamente essa transformação em sua “Carta a um amigo longĂ­nquo” [primeiro capĂ­tulo de HistĂłria e Utopia], ao amigo, que permaneceu na RomĂȘnia, o filĂłsofo Constantin Noica. Se ele falsifica sua “romenidade”, Ă© porque ele falsifica tudo, Ă© porque a escritura Ă© o repositĂłrio perfeito de desnaturaçÔes. HĂĄ toda uma poĂ©tica da desnaturação em Cioran. Como em todo escritor autĂȘntico, eu diria. Sua visĂŁo do povo romeno encontra-se tambĂ©m em outros autores romenos. Mircea Vulcănescu, da mesma geração de 1930, fala do sentimento trĂĄgico da existĂȘncia; o grande filĂłsofo romeno, Lucian Blaga, exprime sistematicamente esse “sentimento melancĂłlico do destino”, que define o romeno. HĂĄ, certamente, nesse povo, um ceticismo inato, uma sensação de fatalidade que o perturba por toda sua vida. De resto, a concepção que Cioran  tem dos romenos Ă© alimentada pelo mesmo princĂ­pio que lhe Ă© caro: o exagero, o rechaço Ă s margens da… normalidade. Ir alĂ©m para criar o choque, para chegar a esse deslumbrante: “Como se pode ser romeno?”.

R.M. — Os Cahiers poderiam ser vistos como uma profunda fonte de conhecimento sobre Cioran, para alĂ©m de seus livros, como uma espĂ©cie de laboratĂłrio secreto e Ă­ntimo em que ele escrevia coisas que jamais teria a coragem de publicar? NĂŁo esqueçamos que ele havia escrito na capa dos cadernos: “A destruir”. Eu me pergunto: Quem devia destruĂ­-los ? Cioran tinha mesmo o desejo de que seus cadernos fossem destruĂ­dos, por Simone ou qualquer outra pessoa (e Simone, publicando-os, teria traĂ­do Cioran)?

M.-G.S. — NĂŁo, eu nĂŁo acho que se deva buscar o homem de carne e osso nos cadernos de Cioran. TambĂ©m aĂ­ trata-se da consciĂȘncia autoral que fala e que se vĂȘ falar. Esse jogo duplo tambĂ©m funciona aĂ­. Em todo lugar hĂĄ o pacto com a escritura, o prazer do texto, da palavra. E Cioran sacrifica tudo a esse prazer. Sobretudo seu prĂłprio eu biogrĂĄfico. HĂĄ aĂ­, contudo, uma dimensĂŁo biogrĂĄfica mais intensa da escritura. Os Cahiers sĂŁo tambĂ©m o diĂĄrio de um ser que Ă© presa de seus eus [moi]. Entre biografia e ficção, nĂŁo o esqueçamos, Ă© sĂł um passo.

Acredito que Cioran nĂŁo tinha a intenção de destruir seus cadernos. Nem de publicĂĄ-los desta forma. Mas uma coisa permanece importante, apesar de tudo: sua aparição Ă© essencial para compreender, in nuce, a maneira de Cioran de refletir, de agir (escrituralmente) e de (re)escrever. Do ponto de vista da genĂ©tica dos textos cioranianos, sua existĂȘncia Ă© capital. Simone BouĂ©, sem dĂșvida, deu-se conta disso. E para todo pesquisador aplicado, os Cahiers sĂŁo uma mina de ouro.

R.M. — Um livro preferido de Cioran?

M.-G.S. — Aveux et anathĂšmes (“ConfissĂ”es e anĂĄtemas”). Ultimamente, constato que tenho uma preferĂȘncia por seus livros aforĂ­sticos pois isso me incita o espĂ­rito a novas descobertas a cada releitura. Cada aforismo Ă© um livro. A ser imaginado, a ser reescrito.

R.M. — Um aforismo preferido? Ou mais de um…

M.-G.S. — Ah, mas quase todo dia eu tenho no espĂ­rito um aforismo cioraniano. Isso me ajuda a começar o dia de uma maneira (ir)razoĂĄvel.  Vou lhe dar trĂȘs:

 « Minha missĂŁo  é sofrer por todos aqueles que sofrem sem sabĂȘ-lo. Devo pagar por eles, expiar sua inconsciĂȘncia, a chance que eles tĂȘm de ignorar atĂ© que ponto sĂŁo infelizes. » (De l’inconvĂ©nient d’ĂȘtre nĂ©).

« Buscar o ser com palavras! – Tal Ă© nosso quixotismo, tal Ă© o delĂ­rio de nossa empreitada essencial. » (Cahiers)

« Afinal, eu não perdi meu tempo, eu também me agitei, como todo mundo, nesse universo aberrante. » (Aveux et anathÚmes).

R.M. — Prezada GenĆŁiana, muito obrigado pela disposição em nos oferecer essa entrevista. Agradeço em nome do Portal EMCioranBR e de todos seus visitantes.

El drama del exilio y la nostalgia del origen

“El orgullo de un hombre nacido en una pequeña cultura siempre estĂĄ herido” dice el filĂłsofo rumano Gabriel Liiceanu, y esta frase podrĂ­a darnos la clave del personaje que ha acompañado su obra.

Milenio.com (MĂ©xico), 04/09/2011

Ni pesimista ni nihilista, ni mĂ­stico ni escĂ©ptico, Emil Cioran es sĂłlo un hombre al margen de la vida —como Ă©l mismo se caracteriza— y para el cual cada libro que escribiĂł fue como una herida que debĂ­a trastornar la vida del lector de un modo u otro: “Mis libros no son depresivos ni deprimentes, de igual forma que un lĂĄtigo no es deprimente. Los escribo con furor y pasiĂłn”.

El 8 de abril de 1911 nace en Rasinari, Transilvania, quien va ser considerado un “anti-filĂłsofo”: Emil Mihail Cioran, uno de los pensadores mĂĄs controvertidos del siglo XX. En esa Ă©poca, Transilvania se encontraba bajo la ocupaciĂłn y la tutela del imperio austro-hĂșngaro. Esta situaciĂłn hace que Cioran pase los primeros años de formaciĂłn en un exilio interior magnificado por las disensiones sociales, nacionales, lingĂŒĂ­sticas y religiosas que histĂłricamente han marcado el destino de RumanĂ­a.

Hijo de un prelado de la iglesia ortodoxa, Cioran pasĂł la mayor parte de su infancia en su pueblo natal, Rasinari, viviendo hasta la edad de 10 años lo que mĂĄs tarde va a llamar “el paraĂ­so”. De la madre parece heredar su inclinaciĂłn a la melancolĂ­a; en oposiciĂłn a su padre fue, hasta los 17 años, un ateo furibundo. DespuĂ©s de los 10 años fue llevado a estudiar al instituto de la ciudad de Sibiu, donde comienza a tener contacto con la vida gregaria de la ciudad, y se enfrenta, de esta manera, a un cambio radical que acabĂł con la paz que habĂ­a alcanzado en su pueblo natal, y que nunca va olvidar. DespuĂ©s de esa etapa, aunque va estudiar filosofĂ­a, Emil Cioran nunca mĂĄs encontrarĂĄ la tranquilidad que su paraĂ­so infantil le dio.

Al finalizar sus estudios en la Universidad de Bucarest, con una disertaciĂłn sobre la intuiciĂłn bergsoniana, Cioran se va a divorciar de la filosofĂ­a sistemĂĄtica. ContinĂșa sus estudios en BerlĂ­n; despuĂ©s regresa a RumanĂ­a, y trabaja durante un año como profesor de filosofĂ­a. En 1937 llega a ParĂ­s, donde residirĂĄ hasta el final de su vida.

Cioran es parte de lo que llamamos la “literatura del exilio”, y Ă©l en particular viviĂł su exilio con una fuerza inmensa.

Para sobrevivir a esa situaciĂłn las circunstancias parecĂ­an obligarle a romper con sus orĂ­genes, aunque, en el verdadero sentido de la palabra, nunca rompiĂł con ellos. El drama del exilio es que el escritor no sĂłlo vive este aislamiento, este alejamiento de sus raĂ­ces, sino que tambiĂ©n el lenguaje se aĂ­sla con Ă©l —como bien afirma otro escritor rumano exiliado, Norman Manea. El exilio le exige a Cioran despedirse de sus raĂ­ces —tarea nada fĂĄcil. Para sobrevivir, Cioran elige la terapia de la negaciĂłn, existente ya en su estructura intelectual creativa desde los primeros escritos que publicĂł en rumano.

Es decir: su drama fue no poder romper con sus orĂ­genes. Cioran es “un exiliado obsesionado por el exilio”. En su primer libro, En las cimas de la desesperaciĂłn (1934), se preguntaba ya: “¿serĂ­a para nosotros la existencia un exilio y la nada una patria?”, tema al que vuelve en Del inconveniente de haber nacido: “Toda mi existencia he vivido con el sentimiento de haber sido alejado de mi verdadero lugar. Si la expresiĂłn exilio metafĂ­sico no tuviera ningĂșn sentido, mi existencia hubiera bastado para darle uno”. Cioran se complace en el autorretrato de extranjero. De hecho, en el libroHistoria y utopĂ­a se define como procedente de otro lugar:


me considero en medio de los civilizados como un intruso, como un troglodita enamorado de la caducidad, sumido en plegarias subversivas, víctima de un pánico que no emana de una visión del mundo sino, de las crispaciones de la carne y de las tinieblas de la sangre.

De esta manera tan suya, “Cioran no ha cesado de proclamar sus orĂ­genes y de renegar a la vez de ellos”, afirma Sanda Stolojan, la traductora de su obra rumana al francĂ©s.

“El orgullo de un hombre nacido en una pequeña cultura siempre estĂĄ herido” dice el filĂłsofo rumano Gabriel Liiceanu, y esta frase podrĂ­a darnos la clave del personaje que ha acompañado su obra. El rechazo a los premios, la indiferencia hacia el pĂșblico, la publicidad y el Ă©xito tienen que ver con su orgullo y con su miedo —continĂșa Liiceanu— de ser desposeĂ­do de su identidad. En cambio, Cioran sigue con interĂ©s las reacciones provocadas por sus primeras traducciones en España y escribe a su hermano: “La Ășnica sorpresa agradable que he tenido desde hace tiempo es el Ă©xito de Breviario de podredumbre en España”. Y es momento de decir que Cioran amaba España; la amaba por sus defectos, por sus vicios, pero tambiĂ©n por su fe. Por eso le encantĂł la apariciĂłn de sus libros en aquel paĂ­s. Pero lo interesante es que Aciago demiurgo, que deberĂ­a haberse publicado por esas fechas en España, fue prohibido por la censura. A Cioran, aunque le doliĂł ese hecho, continĂșo escribiendo con la misma actitud: â€œĂ©l fue como un poeta que escribiese filosofĂ­a: viviĂł descuidado de su fama y de su negocio, enamorado de sus justezas y provocaciones”, nos dice el argentino Abel Posse en ParĂ­s sin Cioran.

Con De lågrimas y de santos, escrito a los 21 años como uno de los cinco libros publicados en Rumanía, Cioran conjura la gran crisis religiosa de su vida. Reescribe cuatro veces el Breviario de podredumbre en 1949, su primer libro en francés, lengua cuyo rigor siente como infernal e inhumano. Inmediatamente, Gallimard publica ese libro al que seguirå una obra singular: Silogismos de la amargura. Vendrån después, La tentación de existir, El aciago demiurgo, Del inconveniente de haber nacido, La caída en el tiempo, Historia y utopía hasta llegar a Desgarradura en 1983.

Todos estos libros y muchos mĂĄs son testigos de que, para Cioran, la Ășnica forma de sobrevivir en el exilio fue la de escribir. ÂżEscribir para quĂ©? Escribir para sobrevivir; para aniquilar a los Ă­dolos, para soportar la caĂ­da en el tiempo, para llorar, para sentirse como demiurgo, para jugar creando una utopĂ­a o para sucumbir a la tentaciĂłn de existir.

Catalina Elena Dobre ‱ Doctora en filosofĂ­a por la Universidad Alexandru Ioan Cuza, de RumanĂ­a. Actualmente vive en MĂ©xico. Es autora del libro Encuentro con Cioran

The concept of tragic in Romanian philosophy: D.D. Rosca, G. Liiceanu, E. Cioran

Gabriel Furmuzachi

Far from being a deep study of the concept of tragic as approached by the Romanian philosophers, the present essay tries only to reveal three main perspectives of tragic within the Romanian culture.

D.D.Rosca, G.Liiceanu and E.Cioran talk and write about the tragic, yet each in his own way, following a specific situation.

European philosophy offers analyses of the tragic from the aesthetic point of view (Hume – Of Tragedy), from the point of view of life lived under the sign of tragic (Unamuno – The Tragic Sense of Life) or historical analyses of the concept (Nietzsche – Birth of Tragedy). All these are either purely theoretical considerations or follow a concrete experience. More numerous and more complex, these researches have a tendency to leave behind the few essays of the Romanian philosophers. Considered from the Romanian point of view, the tragic as a philosophical concept is not too different from the Western patterns. It is altered however by what C.Noica used to call “the Romanian perception of being”.

D.D.Rosca talks about “tragic existence” in the tradition of Unamuno. He is thus a critic of excessive lucidity and shows the importance of a free train of thought (even if tragic) not altered yet by the uncertainty the adventurer spirit experiences from the very first contact with the world.

G. Liiceanu presents a strictly structured analysis and a very careful look upon the ideas of “tragic”, with the ambition of “creating a philosophy (the peratology) which would eventually compensate for the lack of an up-to-date research and satisfy, at least to a certain extent, the demands of Humanities students.”(1)

E. Cioran talks about the tragic by simply describing his own experiences and to understand him one must never overlook the fact that he does not offer details of a theoretical concept but a multitude of most complex feelings between which the tragic represents the liaison.

Tragic seen by Romanian philosophers is then existence (D.D.Rosca), theoretical research (G.Liiceanu) or experience in itself (E.Cioran).

D.D.Rosca presents his ideas in The Tragic Existence – an Essay of Philosophical Synthesis, published in Bucharest in 1934. The two parts of the book are meant to dissociate between on one hand, the logic of nature and that of spirit seen as two parallel rows with autonomous types of beginnings and endings (The Objective Experience), on the other hand the feelings that accompany the tragic conscience and develop later into starting points of a permanent effort: the effort to relieve deep inner conflicts and fill in gaps lucidely experienced (The Metaphysical Attitude). Just like Unamuno, D.D.Rosca makes the tragic more than a casual topic. He offers a metaphysical view in which the tragic acquires unifying values.

Since it is “impossible to definitely limit, a priori or a posteriori, the domain of reason”(2) D.D.Rosca considers that “the idea of a completely reasonable existence… is in itself only a partial point of view upon the whole. Thus, it is not an exclusive and necessary point of view for if it were so it would undoubtedly impose itself over any intelligent form of life.”(3) The idea of a completely reasonable existence has a simply mythical value. Real experience in fact proves existence is both the rational and the irrational, the reasonable and the absurd. It also proves there is no way to establish a limit between rational and irrational. This limit fluctuates in various directions. The postulate of a reasonable world comes from practical needs. “Reality must be rational because we want it to be for several deep irrational reasons.”(4) Although irrational, the world can only be discovered by man by means of reason, the most fair device for research. Yet, since applying, even perseveringly, rational structures to an irrational reality cannot produce satisfying results in the field of gnoseology or ontology, an obsessive uncertainty appears according to which “the true tragic meaning of life is born deep within our souls the very moment we clearly understood that absolute uncertainty. An uncertainty that widens immensely our sentiment of solitude in front of the mystery of existence.”(5)

The tragic existence begins the moment the spirit tries to convert neutral existence to his own system of values. This is the moment man wants to turn the “emotional functions of conscience” (the values) into beings based on experience. Yet the human effort of turning values into beings is highly problematic for compared to the affective logic of the spirit, the existence is indifferent. In other words, it is both rational and irrational, good and bad, beautiful and ugly, because reality does not welcome our projects, nor does it oppose them willingly. Spirit within nature means therefore adventure and risk based on the chances success and failure have, equally distributed in the real world. “Tragic existence, based on recognizing the dual character of objective existence, is firstly characterized by lucidity; it refuses as impossible both pessimism and optimism because those are totalising judgments of the existence in the perspective of certain values. Secondly, tragic existence is defined byintellectual heroism, the creative tension generated by the thought of the probability of success.”(6)

D.D. Rosca’s philosophy, far from collapsing with discouragement, has a tendency to save our liberty as much as possible. The ultimate experience doctrines (religious spiritualism, scientific rationalism, metaphysical determinism and so on) analyzed and criticized in the first part of The Tragic Experience either deny, whenever consistent with themselves, the reality of this liberty, suppressing at the same time the real responsibility, or consider the material world as secondary existence, as simple appearance.

“The tragic conscience D.D.Rosca pleads for has therefore the virtue he considers supreme: that of preserving our moral liberty most attentively and most skillfully .”(7)

D.D.Rosca wants to get rid of Unamuno’s contradictory conclusions. It is anyway impossible to formulate coherent conclusions when one thinks that “we live only through, and based upon contradictions”, that “life is tragedy and tragedy is continuous fight, without victory, without hope”(8) and when “conscience is a malady”(9). For Unamuno “the most tragic problem for philosophy is to have the intellectual, sensitive and volitional needs harmonize. This is exactly where any philosophy pretending to put an end to the perennial and tragic contradiction, the very basis of our existence, fails.”(10) There is a continuos agony, a clash between faith (in a universe created for man, and a man created for eternity) and reason (suggesting an indifferent universe and a finite destiny).

The tragic in life comes from the idea that “to believe in God means to create God”. D.D.Rosca wants to draw attention on the fact that “despite the saddest experiences one may have, one should continue being idealist”(11) – a premeditated surrender in front of the more radical Spanish philosopher. D.D.Rosca seeks help in the efficient values, “the only weapon we have and can use in order to transform the existence that regards us. We use it, without always knowing it, to put order in the existence at the contemplative level; and we also use it to put order in the existence at the moral level.”(12) Turning towards the values has its own merits but by recurring to idealism the contact with tragic is loosened, allowing only noticing it, not assuming it. Assuming the tragic is hardly possible. That is why a more theoretical approach could seem much safer. A special kind of research would then be imperative, based on the positive point of view delineating and analyzing the most fair possible the domain of existence of tragic, as far as such a perception would permit. Not to be tributary to any prejudice (i.e. idealism) and in order to have a comprehensive knowledge of the phenomenon, a “phenomenology” is necessary, described by G. Liiceanu in his book The Tragic as a “phenomenology of limit and breaking the limit”.

Trying to be as objective as possible G. Liiceanu begins his discourse on the tragic with some “methodological specifications” that link the concept of tragic with common knowledge, tragedy, eventually philosophy. He intends to find out whether it would be possible to bring forth a theory of the tragic and later analyze it from a philosophical point of view.

Interrogating common knowledge does not appear as a very brilliant idea to the Romanian philosopher since “nobody knows, nobody has his/her own science…, nobody can say anything rigorous”(13) about the tragic; the concept is used without being rigorously determined, people employ it as common, the same way they use justice, virtue etc.

The result, far from being a positive one, suggests a different direction. The direction that deals with tragedy as special artistic form of reflecting the tragic. Yet in this case either, a rigorous determination of the concept is impossible since “tragedies have an a posteriori value in what concerns determining tragic”(14) or, in other words “throughout the history of tragedy, theory and artistic tragic are contiguous and the point where they meet can only be established once the concept of tragic has been elaborated”.(15) Applying this method does not solve the problem. More than that, we become confuse with a series of aporii with the result of recreating the initial difficulties from a different perspective.

Mentioned should be made of the impossibility of a philosophical approach of the concept of tragic since every philosophy generated by acknowledging the tragic (basically the existentialist ones) did not elaborate a positive theory of this concept, but was preoccupied by its significance for human life. “Philosophy is thus mainly inoperative, in a methodological order, compared to the understanding of the phenomenon of tragic”.(16)

Nevertheless Liiceanu does not give up on searching for answers. If philosophy is not able to produce those answers, if it cannot open that discourse, then “it should assume it and bring it to the inner truth which is the unity between knowledge and self-conscience.”(17) Therefore the philosopher brings up a theory of tragic seen as peratology (peras – limit). This theory is an analysis of the tragic phenomenon, where tragic is defined as a phenomenon appeared in the area where conscience and limit meet.

It should be taken into consideration from the very beginning that the tragic as a phenomenon can only be encountered at the human level of the being, a hybrid dimension, submitted to both natural and divine causality structures of spiritual freedom. Unlike nature (characterized by pure necessity) or transcendence (characterized by pure freedom), man is placed right in the middle and has to cope with the most unpredictable situations. “…An animal is limit without self-conscience; the transcendence is conscience without limit; man alone represents at the same time the limit and the self-conscience of the limit.”(18)

Having realized that no concrete discussion, no systematic approach is possible to an existential concept so little determined as tragic, the Romanian philosopher considers that in order to reveal it, even if incompletely, an aphoristic way of expression is necessary. This can be fragmentary but should essentially reach our capacity of understanding. The tragic leaves its mark on the human not from a social, objective point of view, but from a subjective one, that of existence. It appears when conscience meets limit. “The tragic must be sought when a conscious, finite being encounters its own finiteness perceived as limit.”(19) “What makes the tragic distinctive is being always situated on the borderline.”(20)

Trying to determine tragic within the limits of the being underlines a definition of this phenomenon: “if you break your limit, you are punished; if you do not, you are not human.”(21)

Peratology discovers then the specifics of human existence in the proximity of limit seen as unique determinant of the human condition. Close to the limit, to an over-limit whose vicinity is almost infinite, man has a chance to discover himself. The discovery is not gnoseological but existential. The accent falls on to be, not on to know; the tragic imposes ontological, not gnoseological changes. Since theory irretrievably degrades the essence of this concept, passion and feeling seem to be the appropriate paths in order to understand it.

(The fear of punishment baffled the limit and implicitly triggered avoidance of the tragic. The two main possibilities of invalidating tragic as understood within the limits of peratology are: “a) making the absolute limit relative, which determines invalidating existential tragic by postulating an alien paradise; b) making the relative limit absolute, which determines invalidating historical tragic by freezing history and postulating an earthly paradise.”(22))

The tragic is not an aesthetic phenomenon; yet it can only be appreciated and fully perceived as such. “Tragedy is the aesthetic form that allows fulfillment of the tragic phenomenon as object, and of the audience as subject and axiological instance.”(23) The tragic audience, in order to reach an appropriate perception of the phenomenon, needs a serious ethical education and the ability to overcome all its determinations, particularities and limited moral tendencies. The Romanian philosopher accepts as necessary the idea that the tragic audience is more of a concept, an idealistic side of the human. To reach the sublime, the very essence of the tragic art, one must cross the superficial layers of the human, towards the deeper ones. The tragic sublime has something specific, for compared with tragedy, sublime is the one to permit the transfer from what exists to what is and goes beyond the artistic connotation of death and suffering. Tragedy evolves from art to wisdom due to sublime, and the tragic audience has a chance through suffering and pain to value life in a very particular manner.

We have seen so far that Liiceanu tries to create a phenomenology of tragic. For Cioran, the tragic is not the object of positive observation, it is experimented and converted into dazzling interpretations by means of words. Talking about the tragic does not have by far the importance that venturing it does. Cioran’s train of thought rejects any form of understanding; it is incompatible with any conceptual explanation and impossible to fit in with any gnoseological category. Beyond any kind of logic he creates his personal logic, irrational, incomprehensible. Tragic and tragedy for him are often the same. There is no access to the concept, for the concept itself is lost within a tragic event, experienced with every instant.

For Cioran, “the true hero struggles and disappears for his own destiny, not for a certain belief. His existence denies any idea of subterfuge; the ways that do not end in death are blind alleys; he moulds his own biography; he carefully works out its denouement and instinctively makes it up out of gloomy events. Off-spring of fate, an escape would be a betrayal of his own death. A man of the destiny therefore never embraces any faith for it would ruin his ending; and if he were crucified he would not look up to the sky. Absolute for him is his own history; the only desire is the tragic will…”(24)

This tragic will is the only possible in his world since “to live means to undergo the magic of possible; but when possible itself hides a past thatwill come, everything becomes virtual past and there remain neither present nor future. Every moment means for me, Cioran reveals in Falling into time not a step forward towards another moment but a tired breath and a rattle. I create dead time, I enjoy the suffocation of becoming.” Cioran’s approach of tragic can be hardly understood unless his life is taken into consideration; a life of ups and downs, remorse and deceptions, desperate screams from the edge of the precipice. The philosopher’s confession in Tearing apart should never be disregarded – “Nothing I have worked on, nothing I have said throughout my life can be separated from what I have lived. There is nothing I have imagined. I was merely the secretary of my own senses.”

It is impossible for the others to live according to Cioran’s paradigm; therefore defining the tragic as the philosopher does in his aphorisms is superficial. For Cioran, the tragic and his own existence were the same; and it could not be differently since suffering, oblivion, agony are common words for him, the background of his own existence. In an unreal world one survives only by thinking of suicide; the phoniness of life makes the thought of existential disintegration important – this is the source of the tragic.

Liiceanu concluded that tragic could only be found at the human level of the being (not the natural or the transcendent ones). Cioran notices also that “we belong somewhere between being and not-being…”, but adds “…between two pieces of fiction.”(25) “We are here only to torment ourselves, that is the ultimate reason.”(26) Suffering and tragic are contiguous, they need and complete each other: “Life has no meaning; this is a reason to live, the only one it seems.”(27)

Living tragically in a world that has no other God than Shakespeare is the only important thing. Confronted with his lines no philosophical system withstands since he approaches man and life not existentially, but conceptually and gnoseologically.

“The truth? Shakespeare. No philosopher could assimilate his work without tearing to pieces his own system.”(28)

It is obvious that Romanian philosophers approach the tragic from the most interesting perspectives: as a dimension of human life allowing to discover the importance of values at an existential level; as imposing the appearance of a phenomenological philosophy in order to assure the most efficient perception of a concept so often used, still so little determined; eventually as pretext for living, by exploiting its lack of determination. It is easy to remark that the perception of the tragic for D.D.Rosca, Liiceanu or Cioran is far from being singular, equivalent; that would be impossible for any approach of the concept is personal, its core being precisely each individual’s specificity. The tragic is a sign of being, a “category” of life; hence the relativity of discussions regarding tragic; one should search for its meaning gnoseologically and not existentially. Knowing tragic means simultaneously experience liberty and necessity, rational and absurd, suffering and consolation, human self-assertion and transcendental denial. A positive definition of tragic seems impossible. And what would be the use of it? Could anybody make a distinction, a gradation of tragic situations? It would mean disregarding the very essence of the tragic and reducing everything to “subtle casuistry and diagnosis”. Thus, Liiceanu’s questions (“Was Camus’s early death tragic? Was Ghandi’s assassination, when 70, tragic? Was Kennedy’s? Is it tragic to die in the middle of a war or on the last day? Is it tragic to starve to death? to be unjustly convicted? etc. etc. Or: who is ‘more tragic’? Eschil or Euripide? Sophocles or Shakespeare? Is Miller tragic? What about Beckett?”(29)), any other person’s questions, who approaches the concept with philosophical instruments, will only find their answer in case of disdaining the concept and using it as criterion for a “taxonomy of calamity and suffering.” Refusing, almost obsessively, a collaboration with the rational structures of our mind, the tragic nearly reaches paradox and contradiction, confirming the sinusoid of human existence that often meets paradoxical, meaningless situations. It might seem an exaggeration yet life itself is tragic. Shestov wrote once: “Life? Man is shown heaven, then finds himself thrown in the mud…”

Under these circumstances, defining or determining the tragic is highly unlikely.

Personal experience is the correct path; only that way essence can be perceived. But then, an explanatory theory or a cognitive approach becomes useless and words turn into chains and weighs. We end up as prisoners of our own discourse.

“Concepts? Yet when they’re absent
The word appears…”(30)

NOTES:

Liiceanu , Gabriel – The Tragic, Ed. HUMANITAS, Bucharest , 1993, p. 5

Rosca, D.D. – The Tragic Existence, Ed. DACIA, Cluj-Napoca, 1995, p. 75
idem, p. 81
idem, p. 162
idem, p. 162
Liiceanu , Gabriel – The Tragic, Ed. HUMANITAS, Bucharest , 1993, p. 266
Bagdasar, N. – Works, Ed. EMINESCU, Bucharest, 1988, p. 176
Unamuno, Miguel de –The Tragic Sense of Life, Ed. INSTITUTUL EUROPEAN, Iasi, 1995, p. 13
idem, p. 16
idem, p. 14
Rosca, D.D. –Tragic Existence, Ed. DACIA, Cluj-Napoca, 1995, p.191
idem, p. 174
Liiceanu , Gabriel – The Tragic, Ed. HUMANITAS ,Bucharest, 1993, p.10
idem, p. 22
idem, p. 20
idem, p. 39
idem, p. 41
idem, p. 47
idem, p. 48
idem, p. 48
idem, p. 54
idem, p. 53
idem, p. 118
Cioran, E. M. – A Decomposition Treatise , Ed. HUMANITAS, Bucharest, 1992, p. 193
Cioran, E. M. – Avowals and Anatemas , Ed. HUMANITAS, Bucharest, 1994, p. 107
idem, p. 106
idem, p. 60
Cioran, E. M. – The Syllogisms of Bitterness, Ed. HUMANITAS, Bucharest, 1992, p. 114
Liiceanu , Gabriel – The Tragic, Ed. HUMANITAS, Bucharest , 1993, p.20
Goethe – Faust, Ed. UNIVERS, Bucharest, 1983, p. 41

Interview de Simone BouĂ© par Norbert Dodille (sur Cioran)

Simone BouĂ© et Norbert Dodille, “Interview de Simone BouĂ© par Norbert Dodille” dans Lectures de Cioran, Paris, L’Harmattan, 1997, p. 11-41.

Dodille.fr

Sans l’affectueuse pression de Marie-France Ionesco, il m’aurait Ă©tĂ© impossible de parvenir Ă  arracher cette interview Ă  Simone BouĂ© qui s’y montrait extrĂȘmement rĂ©ticente. Cette interview est en effet la seule qu’elle ait jamais accordĂ©e.

“C’est Cioran qui m’intĂ©resse, pas moi”

Simone BouĂ©, qui ĂȘtes-vous, qui Ă©tiez-vous avant de rencontrer Cioran ?

Vous savez, c’est Cioran qui m’intĂ©resse, pas moi.

Vous pourriez dire tout de mĂȘme quelques mots sur vous. Vous ĂȘtes nĂ©e en VendĂ©e ?

Oui.

Vous avez fait des Ă©tudes d’anglais ?

Oui.

En Vendée ?

Ah non, on ne pouvait pas faire des Ă©tudes d’anglais en VendĂ©e ! La VendĂ©e dĂ©pendait de l’UniversitĂ© de Poitiers, et c’est lĂ  que j’ai commencĂ© mes Ă©tudes.

AprÚs ?

AprĂšs, j’ai eu une bourse pour venir Ă  Paris et prĂ©parer l’agrĂ©gation. Je suis arrivĂ©e Ă  Paris en quarante. A ce moment-lĂ , tout Ă©tait dĂ©sorganisĂ©. Le grand philologue Huchon s’était suicidĂ© Ă  l’entrĂ©e des Allemands. J’étais complĂštement nulle en philologie. Or, il fallait pour prĂ©parer l’agrĂ©gation passer au prĂ©alable un diplĂŽme avec une Ă©preuve orale de philologie. Si Huchon avait Ă©tĂ© lĂ , je n’aurais jamais Ă©tĂ© reçue. A sa place, il y avait un type qui n’en savait pas beaucoup plus que moi. J’ai donc Ă©tĂ© reçue au diplĂŽme, et je me suis mise Ă  prĂ©parer l’agrĂ©gation, plus ou moins sĂ©rieusement d’ailleurs, parce que je n’allais pas souvent au cours.

C’est comme cela que j’ai fait la connaissance de Cioran, non pas au cours d’agrĂ©gation, mais parce que j’étais descendue au Foyer International, une maison d’étudiantes, Boulevard Saint Michel. La directrice Ă©tait amĂ©ricaine, Miss Watson. Quand j’ai dĂ©barquĂ© Ă  Paris, je n’avais pas trop envie d’aller dans une maison d’étudiantes. J’étais entrĂ©e lĂ , pour m’informer, et j’ai entendu une voix qui hĂ©lait la femme de mĂ©nage, avec un accent amĂ©ricain : “AdeyĂšle !” (elle s’appelait AdĂšle, cette femme de mĂ©nage). Alors cela m’a fait un tel effet, d’entendre cet accent amĂ©ricain en pleine Occupation que j’ai dĂ©cidĂ© tout de suite de m’installer lĂ .

II y avait un foyer oĂč l’on pouvait manger, et qui Ă©tait ouvert Ă  tous les Ă©tudiants. C’est lĂ  que j’ai rencontrĂ© Cioran. Je me souviens trĂšs trĂšs bien, c’était le 18 novembre 1942. Je l’avais remarquĂ© auparavant, car il Ă©tait trĂšs diffĂ©rent des autres, et puis, il Ă©tait plus ĂągĂ© que la moyenne des Ă©tudiants, il avait 31 ans. Je faisais la queue pour aller dĂ©jeuner. Il fallait remplir un coupon, on devait y noter la date, et son nom, et quand on passait Ă  la caisse, il fallait prĂ©senter ce coupon. Lui, au lieu d’attendre, est venu Ă  cĂŽtĂ© de moi, et il m’a demandĂ© quelle Ă©tait la date. C’est pour ça que je me souviens : c’était le jour de mon anniversaire. Ma mĂšre avait dĂ» m’envoyer un gĂąteau. Je lui ai dit quel jour nous Ă©tions, et puis aprĂšs, 


Alors, s’il est venu prĂšs de vous, c’était pour resquiller ou pour vous aborder ?

Les deux, je crois.

Et vous avez vécu ensemble dÚs ce moment ?

Ah non, pas tout de suite ! A ce moment-lĂ , il habitait rue Racine, juste Ă  cĂŽtĂ© d’ici, dans un hĂŽtel, il avait une trĂšs belle chambre. Moi, j’ai quittĂ© le Foyer International grĂące Ă  une amie Ă  lui, qui s’appelait Mlle Klein, qui Ă©tait lithuanienne, je crois, et qui avait une chambre rue Cujas. Elle vient un jour et elle dit Ă  Cioran : “J’habite un bordel !” Effectivement cet hĂŽtel communiquait avec une boĂźte de nuit, il y avait un trafic extraordinaire, et au dernier Ă©tage, c’était en somme un hĂŽtel de passe. La chambre de Mlle Klein Ă©tait trĂšs bien parce qu’elle Ă©tait sous les combles, en plein soleil, et elle donnait sur une Ă©cole, dont on voyait la cour de rĂ©crĂ©ation avec des arbres. Quand elle a annoncĂ© qu’elle quittait cette chambre, j’ai donc dĂ©cidĂ© de la prendre, et j’y ai habitĂ© quelque temps. Cependant, j’y Ă©tais parfois inquiĂ©tĂ©e et j’ai fini par dĂ©mĂ©nager.

La fin de la guerre est venue, j’ai Ă©tĂ© reçue Ă  l’agrĂ©gation en 1945, et j’ai Ă©tĂ© nommĂ©e Ă  Mulhouse. L’Alsace Ă©tait redevenue française, et on y envoyait des professeurs. Mais moi, je n’avais qu’une idĂ©e, c’était de rester Ă  Paris. Comme j’avais Ă©galement passĂ© la mĂȘme annĂ©e le concours des Ă©coles de Paris, je suis allĂ©e voir le directeur, un type trĂšs bien, pour lui demander mon poste. II a su me parler, et me convaincre finalement d’accepter dans un premier temps Mulhouse pour ne pas perdre le bĂ©nĂ©fice de l’agrĂ©gation.

Il y avait lĂ -bas une atmosphĂšre extraordinaire. Il y avait deux sortes d’élĂšves, les Alsaciennes, qui avaient fait toutes leurs Ă©tudes en allemand, et puis il y avait les autres, celles qu’on appelait “de l’intĂ©rieur”, et qui Ă©taient en majoritĂ© de petites juives. Je n’ai jamais retrouvĂ© par la suite de classes comme cela, jamais. Le cours commençait avant l’heure. Elles m’attendaient dans le couloir, et si l’on a d’habitude l’impression de traĂźner les Ă©lĂšves dans un cours, lĂ  c’était l’inverse, c’était elles qui me traĂźnaient. Il y avait une directrice qui me rappelait Virginia Woolf Elle Ă©tait alsacienne, elle avait passĂ© l’Occupation Ă  Paris, et elle voulait absolument remettre ce lycĂ©e sur pied.

Il y avait quelque chose d’éminemment injuste : on payait les professeurs qui venaient de “l’intĂ©rieur” une fois et demie plus que les autres, les Alsaciens, qui avaient les mĂȘmes titres que nous, les mĂȘmes difficultĂ©s que nous. Pour moi, Ă©videmment, c’était un avantage, parce que j’avais un bon traitement, et qui me permettait de voyager en seconde classe (il y avait trois classes Ă  l’époque) lorsque j’allais Ă  Paris. Le voyage Ă©tait trĂšs long : Ă  peu prĂšs douze heures. Les AmĂ©ricains avaient bombardĂ© le viaduc de Nogent, et il fallait faire un dĂ©tour extraordinaire. En plus, le train que je prenais, le Albergexpress, allait jusqu’à Vienne, et devait passer plusieurs frontiĂšres, ce qui fait qu’il y avait toujours des retards. Comme il y avait du trafic, d’or ou je ne sais quoi, les douaniers fouillaient tout, jusque dans la moindre rainure.

Cioran n ‘est jamais venu vous voir à Mulhouse ?

Ah, si, bien sĂ»r ! Sa grande manie, c’était la bicyclette. Mes premiĂšres vacances, Ă  NoĂ«l, je les ai passĂ©es Ă  Paris, avec Cioran. Mais quand PĂąques est arrivĂ©, Cioran m’a dit : je viens avec ma bicyclette, et on va faire l’Alsace Ă  bicyclette. Et on a fait l’Alsace Ă  bicyclette. J’étais Ă©puisĂ©e. Cioran increvable. Ça monte beaucoup, le Haut-Rhin, je n’en pouvais plus.

Vous n’ĂȘtes restĂ©e qu’une annĂ©e Ă  Mulhouse ?

Oui. Cioran s’activait pour me faire rapprocher de Paris. C’est par Lupasco d’ailleurs qu’il y est parvenu. Lupasco connaissait le directeur de l’enseignement secondaire. Il est allĂ© le voir. Lupasco Ă©tait un type extraordinaire, merveilleux. Nous l’aimions beaucoup. Il exagĂ©rait tout. Cioran lui-mĂȘme Ă©tait dĂ©passĂ© par les exagĂ©rations de Lupasco. GrĂące Ă  cette intervention, j’ai Ă©tĂ© nommĂ©e Ă  OrlĂ©ans, Ă  une heure vingt de Paris.

Alors, vous habitiez Paris avec Cioran ?

J’avais une petite chambre Ă  OrlĂ©ans, mais je venais deux fois par semaine Ă  Paris. Je ne suis restĂ©e qu’un an Ă  OrlĂ©ans, jusqu’en 1947. A l’époque, les directeurs d’établissement n’étaient pas trĂšs contents, ils attendaient qu’on fasse au moins deux ans dans un lycĂ©e. Mais Lupasco Ă  nouveau s’est activĂ©, si bien que j’ai Ă©tĂ© nommĂ©e Ă  Versailles.

Et cette fois vous habitez Paris ?

Oui et non. Vous savez, je dors mal, et Ă  partir du moment oĂč je suis devenu professeur et oĂč je savais qu’il fallait que je prĂ©pare mes cours et que je sois Ă  une heure prĂ©cise au lycĂ©e, j’ai commencĂ© Ă  ne pas dormir. J’avais donc pris une petite chambre Ă  Versailles oĂč je passais deux nuits par semaine. Le lycĂ©e, le lycĂ©e Hoche Ă©tait un lycĂ©e de garçons, et Ă  l’époque j’étais la seule femme, ce qui Ă©tait d’ailleurs trĂšs agrĂ©able parce que j’avais l’impression d’avoir un statut spĂ©cial. Mais pour aller Ă  ce lycĂ©e, il me fallait plus d’une heure.

Et Ă  Paris, vous viviez avec Cioran, Ă  quel endroit ?

A l’hĂŽtel Majory. Il a dĂ©mĂ©nagĂ©, sans bouger, comme toujours, de l’hĂŽtel Racine rue Racine Ă  l’hĂŽtel Majory qui faisait le coin de la rue Monsieur le Prince et de la rue Racine.

A l’époque, les hĂŽtels n â€˜Ă©taient pas trĂšs chers.

Non, on payait au mois. LĂ , il avait trouvĂ© deux petites chambres, puis on a louĂ© une autre chambre juste Ă  cĂŽtĂ©, parce qu’il fallait que j’aie quand mĂȘme une adresse Ă  moi, vis-Ă -vis de mes parents. Vous savez, Ă  l’époque ce genre de situation n’était pas une chose absolument admise.

Et aprĂšs Versailles ?

AprĂšs Versailles, je suis allĂ©e Ă  Michelet, oĂč j’étais trĂšs bien parce que j’avais des classes prĂ©paratoires HEC, et treize heures et demie de cours. Mais il y avait quand mĂȘme la distance, il fallait que je prenne l’autobus le matin, que je parte Ă  sept heures et demie – en pleine nuit, quoi !

Et Michelet ne vous a pas encore convenu, vous avez encore voulu vous rapprocher ?

Ça a Ă©tĂ© la tragĂ©die. On m’a nommĂ©e en khĂągne Ă  FĂ©nelon. Je ne faisais pas tout mon service dans la khĂągne, et j’avais pour complĂ©ter mon service des classes absolument impossibles, c’étaient des filles qui prĂ©paraient une Ă©cole technique, et il fallait que je leur parle du tĂ©lĂ©phone, de trucs comme ça. Et puis je me suis aperçue que faire un cours en khĂągne, c’était pas du tout facile. En plus, je n’avais aucune avance. Alors, j’ai complĂštement perdu le sommeil, ça a durĂ© trois mois, j’entendais l’horloge de la Sorbonne, qui sonnait les quarts, toute la nuit, je ne dormais pas du tout. Je ne pouvais voir une fenĂȘtre sans vouloir sauter. Je suis allĂ©e voir l’inspecteur gĂ©nĂ©ral, qui a vu l’état dans lequel je me trouvais, et j’ai Ă©tĂ© mise en congĂ© jusqu’à NoĂ«l, et aprĂšs, l’inspecteur gĂ©nĂ©ral m’a nommĂ©e Ă  Montaigne. LĂ  c’était trĂšs bien, j’allais Ă  pied, je traversais le Luxembourg.

“Au fond, je crois que Cioran n’aimait pas tellement Ă©crire”.

OĂč Cioran en Ă©tait-il de sa vie littĂ©raire, en 1947 ? II avait le PrĂ©cis de DĂ©composition en souffrance chez Gallimard ?

Quand j’ai connu Cioran, il Ă©crivait en roumain. En effet, c’est en 1947 qu’il a pris la dĂ©cision d’écrire en français. Le PrĂ©cis de DĂ©composition a paru deux ans plus tard, il l’a Ă©crit deux ou trois fois au moins.

Oui, il raconte cette anecdote selon laquelle il Ă©tait allĂ© Ă  Dieppe, et qu’au moment de traduire MallarmĂ© en roumain, il avait finalement dĂ©cidĂ© que cela n’avait pas de sens. C’est vrai ?

Oui. Voici comment Dieppe est entrĂ© dans notre vie. Ma plus vieille amie que j’avais connue Ă  Poitiers avait obtenu un poste Ă  Dieppe parce que justement personne ne voulait aller Ă  Dieppe, c’était la guerre, il y avait les bombardements. Moi, Ă  ce moment-lĂ , j’étais au foyer international. Un jour, elle m’a invitĂ©e Ă  venir la voir. Et c’est comme ça que j’ai passĂ© huit jours Ă  Dieppe, et aprĂšs, Ă  la LibĂ©ration, avec Cioran, on y est souvent retournĂ© parce que c’est facile d’accĂšs, on prenait le train et on passait la journĂ©e. Cioran adorait Dieppe.

Cet Ă©tĂ© lĂ , on Ă©tait allĂ© passer quelque temps Ă  Dieppe, puis j’avais dĂ» laisser Cioran pour aller chez mes parents. Il s’était alors Ă©tabli dans une pension de famille Ă  Offranville, prĂšs de Dieppe. Et c’est lĂ , d’aprĂšs ce qu’il raconte, que, traduisant MallarmĂ©, vous connaissez la suite 


Quand il a commencĂ© Ă  Ă©crire en français, est-ce que vous l’avez aidĂ© ?

Non, Ă  l’époque, j’étais Ă  OrlĂ©ans. Je sais qu’il avait Ă©crit ça, le PrĂ©cis, mais je n’ai aucun souvenir d’y avoir Ă©tĂ© mĂȘlĂ©e. Tout ce que je sais, c’est qu’il a Ă©crit une premiĂšre version, qu’il avait dĂ©posĂ©e chez Gallimard, il avait montrĂ© le texte Ă  un ami français qui lui avait dit : c’est Ă  rĂ©Ă©crire, ça sent le mĂ©tĂšque, et Cioran avait Ă©tĂ© absolument ulcĂ©rĂ©, mais finalement il s’est rendu compte que son ami avait raison, et il s’est mis Ă  rĂ©Ă©crire le texte. Je sais qu’il voyait une femme, je ne sais plus exactement qui, je ne l’ai jamais rencontrĂ©e, je n’ai jamais su son nom : il l’appelait la “grammairienne”. Parce que Cioran avait la manie, propre, paraĂźt-il, aux gens de son pays, de Rasinari, de donner des sobriquets. Donc, il semble que ce soit elle qui l’ait aidĂ©. Moi, la seule façon dont je suis intervenue, c’est que je tapais ses textes. Tous les textes de Cioran, c’est moi qui les ai tapĂ©s. LĂ , j’ai eu du mĂ©rite. Les fautes de frappe le rendaient fou.

Ce n’est pas moi qui ai tapĂ© la premiĂšre version du PrĂ©cis de dĂ©composition, il avait pris une dactylo, mais cela lui coĂ»tait trĂšs cher, et ensuite, elle faisait des fautes tout le temps, alors je me suis mise Ă  la machine, et j’ai mĂȘme appris Ă  taper avec mes dix doigts.

II vous donnait ses manuscrits. Et Ă  vous, il ne vous arrivait pas de lui dire, par exemple, ici, c’est incorrect, ou lĂ , je n’aurais pas formulĂ© ma pensĂ©e de cette façon ?

Il n’écrivait jamais plus d’une page, au fond, il Ă©crivait peu Ă  la fois. Il n’a pas Ă©crit tellement, ses livres sont courts. Quand je revenais du lycĂ©e, trĂšs souvent, il me montrait sa page d’écriture. Il n’était pas content, il n’était jamais content de ce qu’il Ă©crivait, et il me demandait de le lire. Il disait que je lisais trĂšs bien. Et quand je lisais, il trouvait que son texte Ă©tait bien. II fallait que je le lise. Alors, ça passait. Il faut dire que je prenais une voix de sirĂšne – ou presque. Souvent, je pense que c’est Cioran qui m’a appris le français. En tout cas, il m’a fait prendre conscience de ce qu’était ma propre langue.

Quelquefois, je faisais des objections, mais il avait ses idĂ©es. Je me souviens du texte qu’il a Ă©crit sur Ceronetti, il l’a Ă©crit parce qu’on allait publier la traduction du Silence du corps, et Ceronetti avait demandĂ© Ă  Cioran de lui faire une prĂ©face. Cioran a essayĂ© de s’en tirer, il faisait toujours comme ça, il essayait d’esquiver. Il a dit : je ne vais pas faire une prĂ©face, je vais Ă©crire une lettre, une lettre Ă  l’éditeur. C’est ce qu’il a fait, il m’a montrĂ© ladite lettre. Je lis le texte, et j’ai Ă©tĂ© renversĂ©e. J’étais habituĂ©e Ă  ce que Cioran ne parle pas toujours du sujet en question, mais lĂ , ça commence avec le rĂ©cit de Cioran au Luxembourg qui se cache derriĂšre un arbre pour voir passer Ceronetti suivant sa fille adoptive. Alors, je dis Ă  Cioran : mais c’est insensĂ© de publier des choses pareilles. Et il me rĂ©pond : j’avais la fiĂšvre. J’insiste. Et Cioran me rĂ©pond d’un ton sans rĂ©plique : je ne changerai pas une virgule ! et effectivement, il n’a pas changĂ© une virgule. Il Ă©tait donc peu accessible Ă  mes remarques.

Jamais ?

De temps en temps, si, quand il trouvait que j’avais raison !

Et ces textes qu’il vous donnait Ă  lire, ils Ă©taient sur des feuilles volantes ?

Non. Il Ă©crivait sur des blocs de papier Ă  lettres grand format. Au dĂ©but, il Ă©crivait Ă  l’encre, c’est Ă  dire avec de l’encre, et une plume d’acier. Ça c’est mes premiers souvenirs de Cioran Ă©crivant, Ă  ce moment lĂ , il Ă©crivait en roumain. Plus tard, il s’est achetĂ© un stylo Ă  encre, et c’est trĂšs longtemps aprĂšs qu’il a commencĂ© Ă  Ă©crire au stylo bic. C’est comme cela que j’ai pu dater le manuscrit de Mon pays.

Il n’était pas trĂšs difficile Ă  lire, Ă  partir du moment oĂč on savait comment Ă©taient formĂ©es certaines lettres : en particulier le R, qu’il faisait comme un N. II disait : en parlant je suis incapable de prononcer un R, et en Ă©crivant aussi j’ai du mal. Il s’étonnait que je puisse, moi, prononcer les R si bien. Quand je parlais, il s’approchait de moi, me regardait par en dessous, dans la bouche, pour tenter de comprendre comment je faisais.

Il n’avait pas des rituels pour Ă©crire, des moments privilĂ©giĂ©s ?

Non. Au fond, je crois qu’il n’aimait pas tellement Ă©crire. AprĂšs le PrĂ©cis de DĂ©composition,il y a eu Syllogismes de l’amertume qui a Ă©tĂ© un fiasco complet. C’est le livre qui se vend le mieux maintenant, qui se rĂ©Ă©dite le plus souvent. Mais quand ça a paru, il y a eu un seul article dans le magazine Elle. Et Gallimard l’a mis au pilon. AprĂšs ça, Cioran avait plus ou moins renoncĂ© Ă  Ă©crire, et il aurait mĂȘme dĂ©finitivement renoncĂ© si Paulhan, directeur de laNouvelle Revue Française, ne lui avait pas demandĂ© des textes. Et il a Ă©tĂ© obligĂ© d’écrire des essais. Plusieurs de ses livres sont constituĂ©s par des essais qui avaient dĂ©jĂ  paru dans la N.R.F. Il Ă©tait coincĂ©, il avait promis Ă  Paulhan ! Alors, il disait : j’ai promis d’écrire ça, pourquoi est-ce que j’ai promis, et voilĂ  que la date arrive. II Ă©tait dans tous ses Ă©tats et disait : jamais je ne pourrai Ă©crire cet article. Puis, tout d’un coup, il se retirait dans sa chambre, et il Ă©crivait. Ça m’étonnait toujours, je trouvais ça extraordinaire qu’on puisse Ă©crire avec cette facilitĂ©. On voit que dans les manuscrits, il n’y a pas tellement de ratures.

Et Cioran n’a jamais Ă©tĂ© tentĂ© d’écrire autre chose que des essais, il n’a jamais Ă©tĂ© tentĂ© par le thĂ©Ăątre, que sais-je, la fiction ?

LĂ , ça me laisse pantois, ce que vous me dites ! Jamais Cioran n’aurait imaginĂ© cela. Cioran n’a jamais Ă©crit que des variations sur le mĂȘme thĂšme.

Mais on peut dire ça de tous les Ă©crivains, on peut Ă©crire des variations sur le mĂȘme thĂšme sous plusieurs formes, non ? Ça vous paraĂźt vraiment impensable que Cioran ait eu l’idĂ©e d’écrire autrement ?

Je me souviens que Cioran racontait souvent Ă  ses amis des histoire de son passĂ©, quand il Ă©tait Ă  l’école, quand il Ă©tait au service militaire, c’étaient des histoires merveilleuses, on se tordait de rire, et beaucoup d’amis lui disaient : tu devrais Ă©crire tes mĂ©moires. Et Cioran rĂ©pliquait: mais je ne suis pas capable d’écrire des mĂ©moires, des rĂ©cits. Je n’ai pas ce qu’il faut pour faire ça.

Qu’en a-t-il Ă©tĂ© pour la traduction des textes roumains de Cioran ? Il y a participĂ© ?

Il avait longtemps refusĂ© qu’on traduise ses textes roumains. Je me souviens que Alain Paruit avait Ă©tĂ© le premier Ă  en parler. Cioran aimait beaucoup Paruit, il l’avait poussĂ© Ă  devenir traducteur, il lui trouvait du talent. Car Cioran avait une manie, c’était d’aider les gens, de les conseiller, de les obliger mĂȘme Ă  faire certaines choses. Cioran aimait beaucoup donner des conseils, moi, je n’ai jamais beaucoup cru aux conseils en gĂ©nĂ©ral.

Un jour, donc, Paruit est venu voir Cioran. Il voulait traduire Sur les cimes du désespoir.Cioran lui dit : faites un essai. Paruit est revenu avec quelques pages, et leur conclusion à tous les deux a été : ça ne passe pas en français.

Des annĂ©es plus tard, Sanda Stolojan s’est mise Ă  traduire Des larmes et des saints, et elle venait trĂšs souvent, elle apportait son texte. Et Cioran exigeait que je sois lĂ , et moi, j’étais trĂšs malheureuse, parce que Cioran, autant il Ă©tait gentil, affable courtois d’ordinaire, quand il s’agissait d’écriture, d’un texte, il n’avait plus cette gentillesse. Il disait : il faut couper, c’est mauvais, et je revois Sanda arriver, elle entrait et elle disait qu’est-ce que vous allez encore me couper aujourd’hui ? II paraĂźt que la version française Des larmes et des saints reprĂ©sente Ă  peu prĂšs un tiers du texte roumain. Sanda a Ă©crit une prĂ©face pour se couvrir, et Cioran s’est avisĂ© de rĂ©Ă©crire certaines pages, de sorte qu’on n’a pas l’impression de lire un texte traduit du roumain, c’est l’écrivain français qu’on y retrouve plutĂŽt. RĂ©cemment, j’ai lu la traduction anglaise, et j’ai Ă©tĂ© renversĂ©e, l’anglais se prĂȘte beaucoup mieux Ă  la traduction du roumain, c’est moins raide, et puis, il y a ce foisonnement, ce cĂŽtĂ© baroque du style de Cioran en roumain qui passe trĂšs bien en allemand ou en anglais, pas en français 


“C’est une façon pour moi d’ĂȘtre encore avec Cioran”

En dehors de ces textes qu’il vous donnait Ă  lire et Ă  taper, vous avez dĂ©couvert, aprĂšs sa mort, qu’il tenait un journal.

Ce n’était pas un journal. Ce sont, je ne sais pas comment les dĂ©crire, des cahiers. Je ne savais pas qu’ils existaient. Je les ai dĂ©couverts quand j’ai fait les rangements, quand j’ai dĂ©cidĂ© de donner les manuscrits de Cioran Ă  la bibliothĂšque Doucet. Et je suis tombĂ©e sur ces cahiers que Cioran avait conservĂ©s, mis de cĂŽtĂ©. Mais sur pas mal de couvertures, il y avait Ă©crit : Ă  dĂ©truire. Au lieu de les donner Ă  Doucet, je me suis mise Ă  les lire, j’ai trouvĂ© que c’était une dĂ©couverte prĂ©cieuse qui montrait Cioran sous un jour diffĂ©rent. Cela participe aussi du cahier de brouillon il y a beaucoup de choses qu’il a reprises dans ses livres, certaines absolument mot pour mot. Pour certaines phrases, dans ces cahiers, il y a trois ou quatre versions Ă  la suite les unes des autres. Et il veut arriver Ă  un point de perfection dans la formulation. Mais il y a aussi beaucoup d’autres choses. En tout cas, il n’y a pas souvent de dates. Et gĂ©nĂ©ralement quand il y a la date, elle est assortie d’une notation : “nuit atroce”, “douleurs terribles”, le plus souvent.

En transcrivant, je garde tout ce qui est datĂ©, mĂȘme si ce n’est pas d’un trĂšs grand intĂ©rĂȘt. Je suis Ă  la fois contente et mĂ©contente de ce que je fais, des choix que je fais. Je ne sais pas si je fais bien. Cioran ne me parlait jamais de ces cahiers. J’avais bien remarquĂ© quelquefois quand j’allais dans sa chambre, sur sa table un cahier. Parce que vous savez, sa chambre, on n’y entrait pas. La femme de mĂ©nage en Ă©tait exclue. Parce que s’il perdait quelque chose, et cela arrivait constamment, il considĂ©rait que c’était parce qu’on dĂ©rangeait son dĂ©sordre. J’avais donc remarquĂ© un cahier qui Ă©tait toujours le mĂȘme, car il achetait toujours le mĂȘme genre de cahier, et ce cahier Ă©tait toujours fermĂ©, et bien entendu, je ne suis jamais allĂ©e l’ouvrir.

Quand j’ai dĂ©couvert cette sĂ©rie de cahiers, j’ai dit au directeur de la bibliothĂšque Doucet que je ne les lui donnerais pas tout de suite.

Et vous vous remettez Ă  taper Ă  la machine ses cahiers, comme vous faisiez avant.

Oui. C’est une façon pour moi de continuer Ă  ĂȘtre avec Cioran.

Et ces cahiers, il ne vous en parlait pas, il vous montrait des textes, mais pas ceux-lĂ  ?

Non.

Et en quoi ces cahiers diffĂ©raient-ils d’un journal proprement dit ?

Ce n’est pas du tout quelqu’un qui Ă©crit : aujourd’hui, j’ai vu Untel, j’ai fait ceci et cela. D’ailleurs, il ne parle pas beaucoup des gens qu’il a rencontrĂ©s ou qui sont autour de lui : il parle de lui, presque uniquement de lui, et les Ă©vĂ©nements ne sont prĂ©sentĂ©s que par rapport Ă  lui. Souvent, c’est d’une tristesse terrible.

J’essaie de me consoler en me disant : comment ! j’ai assistĂ© Ă  ces Ă©vĂ©nements, c’était pas comme ça, parce que Cioran n’était pas du tout sinistre, il Ă©tait gai, trĂšs gai. Au fond, cela s’explique trĂšs bien : il n’écrivait que quand il Ă©tait triste, dans ses accĂšs de dĂ©sespoir, alors, il se retirait dans sa chambre et il se mettait Ă  Ă©crire. II l’a dit d’ailleurs : si mes livres sont sinistres, c’est parce que je me mets Ă  Ă©crire quand j’ai envie de me foutre une balle dans la peau.

Ces cahiers-lĂ  Ă©taient Ă©crits la nuit, quand il ne pouvait pas dormir, ou quand il rentrait tard, avant de se coucher. Et ce qui revient, c’est toujours le sentiment d’échec. Ça me fait tellement mal de lire ces choses, penser qu’il Ă©tait Ă  ce point habitĂ© par le sentiment de l’échec, qu’il Ă©tait malheureux.

Ce sentiment d’échec, c’était par rapport Ă  sa rĂ©ussite en tant qu’écrivain, par rapport Ă  sa renommĂ©e qu’il jugeait insuffisante ?

Non, je crois que finalement ce sentiment d’échec, c’est ce que je sens, c’est par rapport Ă  lui-mĂȘme.

Et donc, vous voulez les publier, ces cahiers ?

Oui, parce que voici ce que j’ai pensĂ© : j’ai pensĂ© que ça irait Ă  la fondation Doucet, et c’est sĂ»r que pour des chercheurs ce serait intĂ©ressant, et que forcĂ©ment il y aurait quelqu’un qui publierait ça un jour, et il valait mieux que je prenne les devants. Cependant, j’ai beaucoup de doutes sur ma qualitĂ© d’éditeur, je tapais Ă  la machine ses textes, mais maintenant, c’est plus que cela. Je tapais ses textes de son vivant, mais je ne dĂ©cidais pas si cela allait ĂȘtre publiĂ© ou non, je n’avais pas du tout mon mot Ă  dire.

Vous vous sentez donc lĂ , dans cette publication, une responsabilitĂ©. Il y a quelques Ă©lĂ©ments biographiques, des notations, comme celle oĂč il dit . “passĂ© une soirĂ©e extraordinaire avec Marie-France [Ionesco] “, et puis, des brouillons de textes publiĂ©s par ailleurs, et enfin ces rĂ©flexions dont vous dites qu’elles sont si amĂšres. II y a en tout 35 cahiers ?

C’est difficile Ă  dire, parce qu’il y a aussi des petits cahiers oĂč il Ă©crivait quand on Ă©tait en vacances. Et puis, Ă  partir d’un certain moment il a pris un autre format, beaucoup plus grand, seulement, ça devient simplement un cahier de brouillon. Certaines choses sont trĂšs travaillĂ©es, trĂšs rĂ©flĂ©chies, d’autres spontanĂ©es au contraire. Il n’y a aucune unitĂ©.

Et je ne sais pas si lui aurait souhaitĂ© que ces textes fussent publiĂ©s. Et puis, il parle quelquefois des gens. Il faut dire que presque toujours il ne met pas le nom, il met des initiales, mais enfin, on voit trĂšs bien de qui il s’agit. Vous savez comment Ă©tait Cioran, il Ă©tait trĂšs, il pouvait ĂȘtre trĂšs 


MĂ©chant ?

Oui. C’est-Ă -dire, qu’il n’a jamais pu rĂ©sister devant un mot drĂŽle, une exagĂ©ration. Il s’est fĂąchĂ© avec des amis, aprĂšs ils se sont raccommodĂ©s.

“Comment pouvez-vous supporter Cioran ?”

Et de vous, il parle dans ces cahiers ? Vous avez appris des choses qu’il pensait de vous ?

Non, presque pas, il ne parle presque pas de moi. C’est mĂȘme trĂšs trĂšs curieux. On allait tous les dimanches Ă  une certaine pĂ©riode dans les environs de Paris, et on marchait toute la journĂ©e, on faisait vingt-cinq, trente kilomĂštres, toujours j’étais lĂ . A chaque fois, dans son journal il notait : journĂ©e extraordinaire Ă  la campagne, j’ai fait tant de kilomĂštres 
 J’étais lĂ  pourtant, je m’en souviens parfaitement, et quelquefois, il raconte une rencontre et note : cette dame nous a dit, et il croit bon d’écrire entre parenthĂšses : Simone et moi. C’est tout Ă  fait extraordinaire. C’est vraiment pour lui-mĂȘme qu’il tenait ce journal. En mĂȘme temps, certains passages sont comme une bouteille Ă  la mer.

Dans ses entretiens aussi, Cioran a Ă©tĂ© toujours trĂšs discret sur sa vie privĂ©e, sur vous-mĂȘme et ses rapports avec vous.

Jamais il n’a parlĂ© de moi. D’ailleurs, on avait des vies tout Ă  fait sĂ©parĂ©es, tout Ă  fait diffĂ©rentes mĂȘme.. Moi, j’étais professeur, quand je rentrais, je ne lui parlais absolument jamais, ce qui ne l’aurait pas intĂ©ressĂ© de toutes façons, de ce que je faisais au lycĂ©e.

Pourtant vous lui avez été indispensable.

Indispensable, je ne sais pas. Sans moi, il se serait débrouillé tout aussi bien.

Ça ne vous fñche pas un peu de voir qu’il ne parle jamais de vous ?

Non, cela m’étonne, simplement.

D’ailleurs, je ne voudrais absolument pas ĂȘtre la veuve, si veuve il y a, la veuve abusive. Et c’est pour ça que je ne suis pas tellement emballĂ©e de faire cette interview.

Mais quand mĂȘme, quand il recevait ses amis, vous Ă©tiez lĂ  ?

Oui, naturellement, tous ses amis, ses traducteurs en particulier, il y aurait un livre Ă  Ă©crire sur les traducteurs de Cioran ! Vers 1950, il s’est mis Ă  frĂ©quenter le salon de Mme TĂ©zenas, oĂč il a rencontrĂ© des gens intĂ©ressants. Et moi, de toutes façons, mon obsession, c’était de ne pas me coucher trop tard parce que le lendemain, j’avais des cours. De plus, j’étais trĂšs sauvage et trĂšs timide. Et il sortait absolument indĂ©pendamment de moi. Ainsi Jeannine Worms a reçu Cioran pendant des annĂ©es sans soupçonner mon existence. Cioran ne parlait jamais de moi, et moi non plus, pour rien au monde je n’aurais voulu parler de lui Ă  ma famille.

Elle ne savait rien de Cioran ?

Non, je n’allais pas dire : je connais quelqu’un, il est apatride, il n’a pas de profession, il n’a pas d’argent. Si larges d’esprit que fussent mes parents, il ne l’auraient pas admis.

Et il n ‘a jamais connu vos parents ?

Non. Ce qui a Ă©tĂ© difficile, c’est quand nous sommes venus dans cet appartement de la rue de l’OdĂ©on, grĂące Ă  Cioran, d’ailleurs, Ă  la suite de la publication d’Histoire et Utopie. Vousle savez, puisqu’il le raconte dans ses Entretiens, il avait envoyĂ© son livre Ă  une admiratrice qui nous a fait avoir cet appartement. Il a toujours dit que ç’avait Ă©tĂ© son plus grand succĂšs littĂ©raire. J’ai donc Ă©tĂ© obligĂ© de donner cette adresse, et j’ai dit Ă  ma mĂšre (mon pĂšre Ă©tait mort Ă  ce moment lĂ ) que j’avais trouvĂ© un co-locataire. Et ma mĂšre est venue me rendre visite Ă  la maison. Nous avons transportĂ© ce meuble devant cette porte, pour qu’elle pense que nous Ă©tions dans des appartements sĂ©parĂ©s.

Vous ne croyez pas que cela lui convenait Ă  Cioran, d’ĂȘtre Ă  la fois indĂ©pendant et choyĂ© ? C’est le rĂȘve de tout homme au fond, cela, d’avoir une relation stable, et puis garder toute sa libertĂ©, d’ĂȘtre cĂ©libataire tout en vivant en mĂ©nage. Il a eu une chance Ă©norme avec vous.

Je ne vois pas les choses comme cela. “Etre indĂ©pendant”, “avoir une relation stable”, ce n’est pas ainsi que je formulerais les choses, et je ne crois pas que Cioran le ferait non plus. C’est impossible pour moi de vous dire.

Je me souviens de Noica, lorsqu’il est venu pour la premiĂšre fois ici. J’avais entendu parler de lui avant, Cioran lui Ă©crivait de trĂšs longues lettres, et Noica Ă©tait un esprit trĂšs subtil, un peu trop subtil, peut-ĂȘtre. Je me retrouve seule avec Noica et il me dit de but en blanc : comment pouvez-vous supporter Cioran ? Et je lui ai dit : mais il me supporte aussi !

Cioran Ă©tait absolument imprĂ©visible, toujours. II y avait un cĂŽtĂ© positif Ă  ça, on ne pouvait jamais s’ennuyer avec lui. Mais il avait aussi des inconvĂ©nients. Avec lui, faire un projet, c’était absolument exclu. C’était quand mĂȘme quelquefois compliquĂ© pour moi, parce que je devais prĂ©voir malgrĂ© tout. Il avait un rĂ©gime, et tout tournait autour de ce rĂ©gime. Il allait d’ailleurs souvent au marchĂ© lui-mĂȘme. Quand on allait Ă  Dieppe, on partait, mais quand on quittait la maison, il Ă©tait tellement anxieux qu’il fallait tout Ă©teindre, vider le frigidaire, etc. ArrivĂ©e Ă  Dieppe, je refaisais les courses, et Ă  peine Ă©tait-on installĂ©s qu’il disait : allez, on s’en va ! Alors, il fallait repartir, on revenait ici, et il fallait de nouveau remplir le frigidaire.

Et ces caprices, vous les supportiez, vous suiviez. Ça ne vous arrivait pas de vous fĂącher, de dire : puisque c’est ça, je retourne en VendĂ©e !

Ah non ! Je n’avais pas envie de retourner en VendĂ©e ! Je crois que j’ai eu au dĂ©but des mouvements de rĂ©volte, mais on arrive toujours, si on doit vivre ensemble, Ă  une sorte de modus vivendi, et lui aussi avait sans doute Ă  supporter des choses, mĂȘme si Ă©videmment, je pense avoir Ă©tĂ© plus facile Ă  vivre que lui !

Vous aviez acquis Ă  Dieppe un petit appartement.

Oh, c’était vraiment un cagibi! Ça donne sur le chĂąteau qui est construit sur les falaises. C’est minuscule mais il y a cette vue sur le chĂąteau.

On a commencĂ© Ă  essayer de passer quelques jours ensemble lĂ , mais c’était tellement petit qu’on a pensĂ© qu’on finirait par s’entre-tuer. Et Cioran qui avait l’habitude de se lever et de se coucher Ă  n’importe quelle heure du jour et de la nuit, a compris qu’on ne pourrait pas tenir. Il y avait au dessus de ce cagibi un espace qui donnait directement sous le toit, les combles si vous voulez, dans lequel on avait logĂ© le chauffe-eau. On voyait le jour Ă  travers les tuiles. Cioran a dĂ©cidĂ© qu’il en ferait quelque chose. Il a commencĂ© par isoler ça. Il a vissĂ© Ă  la diable des plaques d’isorel, Ă  toute vitesse. Il a fait ouvrir une grande lucarne, et c’est devenu merveilleux parce que par cette lucarne, on ne voit que le chĂąteau, lĂ  comme dans un cadre. Cioran s’est construit une petite estrade, sur laquelle il a posĂ© des trĂ©teaux, et une chaise.

AprĂšs, je suis partie pour la VendĂ©e, et Ă  mon retour, Cioran me paraissait bizarre. En novembre, comme j’avais cinq jours de vacances, j’ai proposĂ© Ă  Cioran d’aller Ă  Dieppe. Et Cioran me rĂ©pond : je n’y vais pas. Cela m’a mise en colĂšre et j’y suis partie seule. Le lendemain, Cioran est venu me rejoindre : il m’a expliquĂ© qu’en Ă©tĂ©, en faisant ses travaux, il s’était aperçu qu’il avait une boule au sein. Il avait fait des analyses Ă  Dieppe, et on lui avait laissĂ© entendre qu’il avait le cancer. RentrĂ© Ă  Paris, il avait fait de nouveau des analyses, et on devait lui donner le rĂ©sultat justement le jour oĂč nous devions partir pour Dieppe. C’est pour cela qu’il n’avait pas voulu venir.

Vous n ‘avez jamais souhaitĂ© avoir un enfant, essayĂ© de le convaincre ?

Vous imaginez, un enfant avec Cioran ! J’ai eu pendant quinze jours un chat, que m’avait confiĂ© une amie italienne. LĂ  j’ai compris ! C’était extraordinaire les rapports de Cioran avec le chat. Lui-mĂȘme ressemblait Ă  un chat, et il fallait que je les nourrisse tous les deux ! Ils Ă©taient aussi empoisonnants, imprĂ©visibles l’un que l’autre.

Quel Ă©tait l’emploi du temps de Cioran ?

En ce qui concerne Cioran, le mot d’emploi du temps ne correspond à rien !

Moi, je partais tĂŽt le matin. Je n’étais pas beaucoup Ă  la maison, surtout au dĂ©but. AprĂšs, quand j’ai Ă©tĂ© Ă  Montaigne, je partais vers huit heures, je sortais vers midi, je me prĂ©cipitais au marchĂ©, je rentrais, je prĂ©parais Ă  manger, parce que Cioran avait un rĂ©gime terrible. Il souffrait, – il souffrait de partout de toutes façons. Et puis il s’est mis Ă  avoir une gastrite, et alors il lui fallait des lĂ©gumes cuits Ă  la vapeur, des cĂ©rĂ©ales complĂštes, c’était un grand, grand adepte de La Vie Claire. L’aprĂšs-midi, je sortais faire des courses, lui gĂ©nĂ©ralement, ou assez souvent, faisait la sieste. Sa grande thĂ©orie, c’est qu’il fallait faire la sieste. Il voulait me contraindre Ă  faire la sieste aussi, et moi je n’ai jamais voulu, car pour moi, il m’est dĂ©jĂ  assez pĂ©nible de me lever le matin, je ne me voyais pas me lever une seconde fois dans la journĂ©e. Cela dit, il pouvait faire la sieste Ă  n’importe quelle heure, mais la nuit, il ne dormait pas, alors, il sortait, Ă  deux heures du matin, Ă  quatre heures.

Et les voyages ?

II y a eu l’Espagne, pour laquelle il avait un amour passionnĂ©. Il aurait dĂ» en 36 avoir une bourse pour l’Espagne quand la guerre civile a Ă©clatĂ©. On a mĂȘme fait une partie de l’Espagne Ă  bicyclette. On passait par des rues de villages, il n’y avait pas encore de touristes Ă  cette Ă©poque, et les gosses nous couraient aprĂšs en criant : “Son inglĂ©s !”. On est allĂ© en Italie aussi, en Angleterre, parfois Ă  bicyclette.

Toutes les vacances, vous partiez ensemble ?

Oui, sauf la partie de mes vacances que je passais avec mes parents.

Et toujours Ă  bicyclette ?

Oui, au dĂ©but, tout au moins. Plus tard on s’est rendu compte que ça devenait difficile parce qu’il y a eu de plus en plus de circulation. Alors on partait Ă  pied. On avait trouvĂ© un truc, c’était les chemins de halage. On suivait les canaux, et cela avait un charme extraordinaire. On a fait je ne sais combien de kilomĂštres comme cela.

Cioran avait un goĂ»t immodĂ©rĂ© de la randonnĂ©e. Pour lui, c’était comme le travail manuel, marcher, faire de la bicyclette, c’était Ă©vacuer la conscience, c’était ne plus ĂȘtre que dans le paysage, dans le mouvement de la marche.

Quand on faisait ces randonnĂ©es, Ă  pied ou Ă  bicyclette, on faisait des kilomĂštres, dans une journĂ©e, avec le sac Ă  dos, on a mĂȘme fait du camping. On pouvait camper partout Ă  l’époque, je me souviens en particulier qu’on avait campĂ© sur la place de l’église, une merveilleuse Ă©glise romane qui surplombe la mer, Ă  Talmont, sur l’embouchure de la Gironde. Puis, on a continuĂ©, et on est arrivĂ© tout prĂšs des Landes, et lĂ  : interdiction absolue de faire du camping sauvage. On a dĂ» aller dans un vrai camping. Ça a Ă©tĂ© l’horreur, et on n’a plus jamais fait de camping aprĂšs.

Vous n ‘avez jamais voyagĂ© en dehors de l’Europe.

Non. Cioran a Ă©tĂ© de nombreuses fois invitĂ© en AmĂ©rique, mais il n’a jamais voulu y aller. De plus, il n’a jamais voulu prendre l’avion, il n’a jamais pris l’avion de sa vie. Je me souviens qu’en 51, j’avais eu une bourse Fullbright, et il ne voulait pas que je parte, il ne voulait pas que je prenne l’avion. En 51, personne n’était allĂ© en AmĂ©rique, pour moi cela reprĂ©sentait quelque chose d’extraordinaire, et je n’ai pas cĂ©dĂ©. Je me souviens de mon dĂ©part, il m’a accompagnĂ©e Ă  Orly. A l’époque, c’était trĂšs familial, on accompagnait les gens jusqu’à l’avion. Je me souviens qu’une amie Ă  moi est venue m’apporter des cerises de son jardin et une rose, mais elle Ă©tait arrivĂ©e en retard, et l’hĂŽtesse de l’air avait ouvert la porte, redescendu l’échelle, on n’imagine pas cela aujourd’hui ! Je revois Cioran au bas de l’échelle, qui Ă©tait d’une pĂąleur, et me regardait avec des yeux de reproche. Je suis partie avec un sentiment de culpabilitĂ© trĂšs fort.

Il prenait le train quand mĂȘme ?

Oui, certes, mais une fois dans le train, c’était des scĂšnes incroyables, parce qu’il avait toujours quelque chose aux oreilles, il craignait le moindre courant d’air. Alors, il s’installait et changeait de place trois minutes aprĂšs, et encore, et encore.

“Le parfait inconnu”

Pouvez-vous nous parler de ce fameux article de Nadeau, le premier qui ait Ă©tĂ© Ă©crit sur Cioran en France ? Comment Cioran l’a-t-il dĂ©couvert ?

C’était en 1949. On mangeait au foyer international, ce jour lĂ . Cioran achĂšte Combat, à un kiosque boulevard Saint Michel, je le vois encore.

Par hasard, sans qu’on lui ait conseillĂ©, sans qu’on lui ait dit.- il y a un article sur toi 


Non, il lisait Combat tous les jours. Il ouvre le journal, et il tombe dessus tout de suite. C’était d’ailleurs impossible de ne pas le voir, c’était un trĂšs grand article et il s’est mis Ă  le lire. Nous Ă©tions absolument renversĂ©s parce que Cioran, en France, Ă©tait le parfait inconnu, alors que – j’en ai pris encore mieux conscience en lisant les cahiers – il Ă©tait trĂšs connu en Roumanie. Et il est arrivĂ© ici, alors qu’il n’écrivait pas encore en français et je me souviens d’une rĂ©flexion qu’il m’avait faite. On Ă©tait allĂ© entendre le cours d’un mathĂ©maticien au collĂšge de France. Ce mathĂ©maticien Ă©tait tchĂšque ou je ne sais quoi. II ne parlait pas le français, mais n’en avait pas besoin, parce qu’il Ă©crivait ses formules au tableau, et les gens suivaient. Et Cioran avait dit quel avantage d’ĂȘtre mathĂ©maticien ! Un jour, il m’a dit : il vaudrait mieux Ă©crire des opĂ©rettes que d’écrire dans une langue que personne ne connaĂźt.

Alors qu’en Roumanie, il Ă©tait l’enfant terrible de sa gĂ©nĂ©ration, que ses livres faisaient scandale, en France, il n’était personne. Alors, que Nadeau fasse cet article, ça l’avait Ă©tonnĂ©.

Et quand le succĂšs est-il venu ? AprĂšs cet article, comme vous l’avez dit, le succĂšs est retombĂ©, alors quand est-il revenu ?

Le succĂšs de Cioran est venu trĂšs trĂšs tard. Dans ses cahiers, il raconte ses visites chez Gallimard. Il devait rĂ©pĂ©ter son nom, que personne ne connaissait, enfin il arrivait dans le bureau de Claude Gallimard, et il raconte qu’il se sentait comme la putain avec qui personne ne monte, et qui n’ose mĂȘme pas croiser le regard du patron du bordel.

La premiĂšre chose qui a marchĂ©, le premier livre Ă  partir duquel on a commencĂ© Ă  le connaĂźtre, c’est Exercices d’admiration, dans la collection Arcades, une collection de poche.

Cioran s’était mis dans la tĂȘte que s’il Ă©tait publiĂ© en livre de poche, il serait lu par les jeunes, c’était ce qu’il voulait, il cesserait d’ĂȘtre l’auteur d’un seul livre, parce qu’aprĂšsPrĂ©cis de dĂ©composition, il a eu beau Ă©crire, La Tentation d’exister, La Chute dans le temps, il était toujours l’auteur du PrĂ©cis. Alors, il me dit un jour : je vais aller voir Claude Gallimard, et je vais lui dire que je veux ĂȘtre publiĂ© en livre de poche. Moi, je savais que ses livres ne se vendaient pas du tout, et je lui ai dĂ©conseillĂ© cette dĂ©marche. Il y est allĂ© quand mĂȘme.

II ne vous Ă©coutait pas toujours 


Jamais. Donc, il va chez Gallimard et Claude ne dit rien, il se lĂšve, et prend un dossier dans lequel il y avait les chiffres des ventes des livres de Cioran, des chiffres absolument ridicules. Il montre ça Ă  Cioran et il dit : dans ces conditions, on ne peut pas vous publier en livre de poche. Et je revois Cioran rentrant ici, plus pĂąle que la mort, et qui me dit : tu avais raison ! – ce qui Ă©tait rare dans sa bouche.

Sa vie a Ă©tĂ© une sĂ©rie d’humiliations.

Le succĂšs a donc commencĂ© avec Exercices d’admiration, trĂšs trĂšs tard [1986], et il est devenu Cioran. Avant, c’était E.M. Cioran

E. M. Cioran, c’était une façon de dissimuler son prĂ©nom qui ne lui plaisait pas trop en France.

C’est ça. Il considĂ©rait qu’Emile, en français, c’était un prĂ©nom de coiffeur. A l’époque, j’avais une amie qui faisait un diplĂŽme en mĂȘme temps que moi : elle, sur E.M. Forster. Cioran, fascinĂ© par ces deux initiales, les a adoptĂ©es aussi pour lui. Cioran a toujours Ă©tĂ© fascinĂ© par les Anglais, il apprenait l’anglais en lisant Shakespeare, ou Shelley.

Et Gallimard a dĂ©cidĂ© de l’appeler Cioran tout court.

Oui, pour publier les Exercices, on ne lui a mĂȘme pas demandĂ© son avis. Ça a paru comme ça, avec Cioran tout court sur la couverture. Il y a des gens que ça a rendu fous. Ainsi, Alain Bosquet a Ă©crit un article dans le Quotidien dans lequel il se montre scandalisĂ© que E.M. Cioran soit devenu Cioran.

Moi, j’aime beaucoup ce livre, c’est un livre ou enfin il parle d’autre chose que de lui-mĂȘme.

Mais en fait, c’est faux, parce qu’il parle toujours de lui-mĂȘme.

Comment ça s’est manifestĂ©, la notoriĂ©tĂ© de Cioran, davantage de gens qui venaient vous voir, des demandes d’interviews ?

Il y avait aussi les Ă©diteurs Ă©trangers, on demandait de plus en plus Ă  le traduire.

Et Cioran, il a eu Ă  la fin, le sentiment d’ĂȘtre reconnu comme Ă©crivain ?

Pas tellement. J’en parlais justement avec Sanda Stolojan, cet aprùs-midi. Vous savez, elle a une façon de parler un peu lyrique par moments, et elle m’a dit : au fond, les Français ne rendent pas compte de ce qu’ils ont là.

Parfois, j’entends des choses incroyables sur Cioran.

Par exemple, rĂ©cemment, Ă  propos de ce livre de Liiceanu paru chez Michalon, cette interview de Cioran, qui avait Ă©tĂ© accordĂ©e en roumain, et qui a Ă©tĂ© traduite. Eh bien, Cioran raconte que Camus lui avait dit qu’il fallait maintenant qu’il entre dans le circuit des idĂ©es. Cioran, quand il parlait, toutes les trois minutes, sortait un juron. Figurez-vous que je les sais les jurons en roumain, je les ai appris comme ça, par la mĂ©thode directe, Ă  force de les entendre. Quand il a racontĂ© ça Ă  Liiceanu, il a sorti un juron que la traductrice a rendu par : “va te faire foutre”.

La formule a eu un succĂšs Ă©norme. J’ai eu un mĂ©decin gĂ©nĂ©raliste qui s’intĂ©ressait Ă  Cioran, et qui a lu cette chose, et il a trouvĂ© cela extraordinaire cette rĂ©plique de Cioran. VoilĂ  comment se font les rĂ©putations ! !

Par la suite, toujours Ă  propos de Camus, il y a eu Ă  France Culture un compte-rendu du livre de Liiceanu, et la conclusion, c’était : ce que Cioran dit de Camus peut se retourner contre lui, et Cioran est lui-mĂȘme un philosophe pour classe terminale. Et cela, je l’ai entendu une autre fois, dans une Ă©mission de Philippe Tesson. Cioran ne s’est jamais considĂ©rĂ© comme un philosophe. On l’a dit aussi Ă  Matzneff, qui dans MaĂźtres et complicesa Ă©crit un chapitre sur Cioran. Matzneff a dit : oui, en effet, j’ai dĂ©couvert Cioran quand j’étais en classe terminale, mais cela ne veut pas dire pour autant, etc.

En somme, vous n’ĂȘtes pas satisfaite de la gloire de Cioran.

Je crois que Cioran est mort sans savoir qu’il Ă©tait reconnu.

Mais quand mĂȘme, quand Bernard Pivot fait une Ă©mission sur lui, c’est un signe, non ? D’ailleurs, Cioran avait refusĂ© d’ĂȘtre interviewĂ©. Et est-ce que ce n’est pas paradoxal de se trouver sous-estimĂ© par ses contemporains, tout en refusant d’accorder des interviews ?

Vous savez, ce qui revient tout le temps, dans son journal, Ă©videmment, il n’est pas toujours complĂštement sincĂšre, mais ça revient dix mille fois, il vaut mieux ĂȘtre inconnu que connu, il ne faut pas ĂȘtre compris, la gloire est quelque chose de mĂ©prisable. II avait Ă  ce sujet des discussions avec EugĂšne [Ionesco], lequel Ă©tait plus candide, et Ă©tait trĂšs content de toute marque de reconnaissance. La grande discussion entre eux, c’est quand EugĂšne s’est prĂ©sentĂ© Ă  l’AcadĂ©mie, ce que Cioran lui dĂ©conseillait de faire. Cioran a insistĂ© jusqu’au moment oĂč il a senti que son insistance ne faisait pas du tout plaisir Ă  Ionesco. Il raconte aussi dans ses cahiers que Ionesco lui dit un jour maintenant que je suis membre de l’AcadĂ©mie, un Immortel, c’est Ă  vie, c’est dĂ©finitif. Et Cioran lui dit : pas forcĂ©ment, il y a l’exemple de PĂ©tain, de Maurras, de Daudet, qui en ont Ă©tĂ© exclus. Il se peut que tu commettes une trahison. Et EugĂšne rĂ©pond : l’espoir, donc, est permis. J’adore cette histoire.

Certes, son attitude vis-Ă -vis de la gloire est ambiguĂ«. Certes, il y a des contradictions, puisqu’il voulait ĂȘtre lu, et publiĂ© en poche. Il y avait des discussions avec Michaux. Michaux Ă©tait contre les collections de poche. Mais Cioran y tenait, parce qu’il voulait ĂȘtre lu par les jeunes.

Il y a eu aussi tout de mĂȘme une reconnaissance pour ainsi dire officielle, le prĂ©sident Mitterrand, par exemple.

Oui, Mitterrand l’a invitĂ© Ă  deux reprises, mais il n’a pas voulu y aller.

Il a donc refusĂ©. Ce qui n’est pas banal.

Une fois, il a acceptĂ©, c’était une rĂ©ception Ă  laquelle l’avait conviĂ© Thierry de BeaucĂ©, et oĂč Mitterrand devait venir. Thierry de BeaucĂ© est venu chercher Cioran, parce que c’était loin, dans une propriĂ©tĂ© Ă  l’extĂ©rieur de Paris. Cioran pensait que Mitterrand lui parlerait de la Roumanie oĂč le prĂ©sident français devait se rendre en visite officielle. Mitterrand lui a Ă  peine parlĂ©, mais pas de la Roumanie, en fait. A cette rĂ©ception, il y avait toutes sortes de vedettes, de la tĂ©lĂ©vision en particulier. On les prĂ©sentait Ă  Cioran, mais lui, qui n’a jamais regardĂ© la tĂ©lĂ©vision, il ne les reconnaissait pas.

Lorsque Cioran tout Ă  fait Ă  la fin, Ă©tait Ă  l’hĂŽpital, Mitterrand m’a fait demander si j’accepterais qu’il lui rende visite. Mais je n’ai pas voulu. Ça n’avait pas de sens, cette visite.

C’est vrai que Cioran ne voulait pas passer Ă  la tĂ©lĂ©vision parce qu’il avait peur d’ĂȘtre reconnu dans la rue ? .

Oui. Il voulait pouvoir se promener au Luxembourg et qu’on lui fiche la paix.

Une fois, Matzneff avait fait un article sur Cioran, dans le Figaro Magazine qui avait envoyĂ© un photographe ici. Avec la gueule qu’avait Cioran, quand il est sorti dans la rue quelques jours aprĂšs, Ă©videmment, il a Ă©tĂ© reconnu. Une dame l’arrĂȘte. Il avait trouvĂ© un truc. Quand on lui demandait : vous ĂȘtes Cioran ? il rĂ©pondait : non. Plus tard, ça me navre d’y penser, il commençait Ă  aller mal, il avait des pertes de mĂ©moire, il Ă©tait dans la rue, et quelqu’un l’arrĂȘte et lui dit : vous ĂȘtes Cioran ? et il rĂ©pond : je l’étais.

“Tu vas voir, je t’ai amenĂ© Albert, il rit tout le temps !”

Je voudrais maintenant qu’on parle des amis de Cioran. Moi, j’ai connu une foule de gens qui disaient ĂȘtre des amis intimes de Cioran. Avait-il donc tant d’amis intimes ?

Non, Ă©videmment.

Donc, essayons de faire le tri.

Vous voulez qu’on parle des amis roumains ou des amis français ? Cioran avait aussi beaucoup d’amis français, dont on parle moins. Quand il est arrivĂ© en France, il a frĂ©quentĂ© la Maison des Lettres, et il a connu lĂ  un garçon qu’on a vu tout le temps, et qui Ă©tait le grand ami de Cioran, et qui est mort en 1993. Un garçon d’une fantaisie fantastique, et c’est lui qui avait dit du premier manuscrit du PrĂ©cis de DĂ©composition : mon vieux, ça sent le mĂ©tĂšque, il faut rĂ©Ă©crire tout ça.

Il y a aussi, et que je vois toujours, un autre ami de Cioran, Albert Lebacqz, rencontrĂ© dans les auberges de jeunesse. C’était un garçon qui Ă©tait alors un peu en difficultĂ©, il venait du Nord, il appartenait Ă  la grande bourgeoisie, mais il avait un pĂšre qui voulait qu’il travaille, et il travaillait dans une banque, oĂč il gagnait trĂšs peu et Ă©tait malheureux. Le cĂŽtĂ© un peu dĂ©semparĂ© de ce garçon avait touchĂ© Cioran. C’était un garçon sensible et dĂ©sabusĂ©, qui riait trĂšs facilement, et tout le temps, et comme Cioran Ă©tait trĂšs drĂŽle, ils s’entendaient parfaitement.

En 46 ou 47, je suis revenue de vacances, et Cioran m’a dit : tu vas voir; je t’ai amenĂ© Albert, il rit tout le temps. Par la suite, Albert a fait une carriĂšre Ă©poustouflante, et il s’est achetĂ© un appartement somptueux Ă  Dieppe. Et cet appartement, il l’a mis Ă  la disposition de Cioran pour le mois d’aoĂ»t, pendant des annĂ©es, jusqu’en 76 oĂč nous avons achetĂ© ce cagibi dont j’ai parlĂ©.

Il y avait aussi un certain Maxime Nemo, c’était son nom de plume, qui Ă©tait trĂšs sĂ©duisant, trĂšs beau parleur, qu’on a prĂ©sentĂ© Ă  Cioran, au Flore. Sa compagne, qui Ă©tait professeur de mathĂ©matique, avait un manoir dans les environs de Nantes, extraordinaire, complĂštement isolĂ©, entourĂ© de trĂšs hauts murs, au milieu de vignes. On y allait assez souvent l’étĂ©, passer huit jours. Cioran Ă©tait parfaitement heureux, il passait son temps Ă  Ă©laguer les arbres Ă  rĂ©parer les murs. Il adorait travailler avec ses mains. Pour lui, jardin Ă©galait bonheur. Le revers de la mĂ©daille, c’était les conversations. Ce Nemo avait des dons, mais aussi des admirations qui heurtaient Cioran.

Ses amis Ă©crivains ? Parmi eux, en premier, Ionesco. C’était vraiment son meilleur ami ?

Oui. Ils se voyaient trĂšs souvent. Et surtout, Ionesco tĂ©lĂ©phonait beaucoup, beaucoup. Vous connaissez l’angoisse dans laquelle il vivait, et cela touchait beaucoup Cioran. Ionesco tĂ©lĂ©phonait tout le temps. Leurs conversations Ă©taient bouleversantes et dĂ©sopilantes.

Et Michaux ?

Oui, il l’a bien connu. Michaux tĂ©lĂ©phonait assez souvent, et ils se voyaient le soir. Cioran parle dans ses cahiers de ses rencontres avec Michaux, et en particulier d’un soir oĂč celui-ci revenait de New York, dont il s’est mis Ă  parler comme d’une horreur. Cioran aimait ces rĂ©actions d’humeur chez Michaux qui le fascinaient. Ils s’entendaient trĂšs trĂšs bien. Quand on a quittĂ© l’hĂŽtel Majory, Michaux a mĂȘme proposĂ© Ă  Cioran de lui prĂȘter de l’argent, et Cioran a refusĂ©.

Beckett ?

Oui, c’était trĂšs impressionnant cette rencontre avec Beckett. Beckett ne parlait pas, il Ă©tait l’opposĂ© absolu de Cioran, le balkanique ! Mais ils avaient des terrains d’entente trĂšs profonds. Cioran en 69, 70, voulait Ă©crire un essai qui d’ailleurs est devenu L’inconvĂ©nient d’ĂȘtre nĂ©. Ça revient tout le temps chez Cioran : la mort, je l’accepte, la vie, je l’accepte, mais pas la naissance. Il y a la mĂȘme chose chez Beckett, ce refus de la naissance : il aurait mieux valu ne pas ĂȘtre nĂ©, c’est tout. C’est vrai pourtant que c’est absurde de revenir sur un Ă©vĂ©nement sur lequel on ne peut rien. Cioran Ă©tait quelquefois trĂšs dĂ©ballĂ©, il avait le sentiment de n’ĂȘtre rien, d’ĂȘtre stĂ©rile, de ne pas pouvoir Ă©crire, il se plaignait Ă  Beckett, et Beckett l’écoutait, et il lui donnait des petites tapes affectueuses sur l’épaule, comme un mĂ©decin ferait avec un malade, et aussi comme un ami qui encourage, qui console.

Une des derniĂšres fois oĂč Cioran a rencontrĂ© Beckett, c’était au Luxembourg, cette partie du Luxembourg qui longe la rue Guynemer, lĂ  oĂč il y a beaucoup moins de monde, et que nous appelions Beckett’s way. Beckett avait dit Ă  Cioran : il faut qu’on se revoie avant que le rideau ne tombe.

Cioran connaissait la femme de Beckett, Suzanne. Souvent, ils allaient dĂźner tous les trois, et c’était Cioran qui parlait, surtout.

La grande thĂ©orie de Cioran, c’est que quand on est balkanique, on ne peut qu’ĂȘtre subjuguĂ© par la distinction des Anglais. Un jour, il a dit ça Ă  Beckett, et celui-ci s’est rĂ©criĂ© en disant qu’au contraire les Anglais sont trĂšs vulgaires. L’Irlandais s’est rĂ©veillĂ© en lui !

A cĂŽtĂ© des amis, il y a aussi les importuns. Cioran, dans sa correspondance, s’est beaucoup plaint du nombre des Roumains qui dĂ©barquaient chez lui pour lui demander de l’aide ou des introductions.

L’obsession de Cioran, c’était d’aider sa famille, et c’est pourquoi il mĂ©nageait ces gens, qui pouvaient rapporter l’argent qu’il leur confiait, et puis il y avait beaucoup de choses qui le rattachaient Ă  son malheureux pays, comme il disait. Une fois, arrivent deux personnes, qui Ă©taient plus ou moins de la famille, et qui ne savaient pas un mot de français. Ils arrivent ici, s’adressent Ă  la concierge en allemand, sans succĂšs. Ils essaient le hongrois. Sans davantage de succĂšs, Ă©videmment. Ils ont fait tellement de bruit que Cioran est descendu. Ils Ă©taient persuadĂ©s que si la concierge ne leur avait pas parlĂ© en allemand, c’était par germanophobie. Cioran avait honte, dans ces moments-lĂ , de ses compatriotes.

Sa famille, c’était surtout son frĂšre, Aurel, qu’on appelle Relu ?

Oui, son frÚre a énormément compté dans sa vie. Cioran avait un remords à cause de lui.

Parce qu’il l’avait dissuadĂ© de rentrer dans les ordres, et qu’il s’est accusĂ© du fait que par la suite, Aurel s’étant engagĂ© aux cĂŽtĂ©s de la Garde de Fer, il avait fait de longues annĂ©es de prison. Aurel est venu Ă  Paris.

Oui, plusieurs fois. La premiĂšre fois, en 81, Cioran est allĂ© le chercher Ă  la gare. Il y avait tant d’annĂ©es qu’il ne l’avait pas vu, qu’il n’a pas reconnu son frĂšre et lui ne l’a pas reconnu non plus. Il paraĂźt que Cioran s’est avancĂ© et a dit Ă  Aurel : c’est toi ? Et Relu avait Ă  l’époque beaucoup de peine Ă  parler français, et de plus, c’était un type qui ne parlait pas. Et cela, depuis toujours. Cioran me l’avait dit. II racontait cette histoire, quand il Ă©tait Ă©tudiant Ă  Bucarest, la bonne de ses parents Ă  Sibiu Ă©tait soulagĂ©e de voir rentrer Cioran : vous, au moins, vous parlez, disait-elle. Quand Relu et Ica, sa femme, sont venus, Relu ne disait absolument rien. Il faut dire que Ica parlait pour deux. Ce qui m’avait frappĂ©, c’est la rĂ©signation qui se dĂ©gageait de Relu. Ça Ă©manait de lui. Le seul geste qu’il avait, c’était d’écarter les bras, comme ça, et de les laisser retomber. Je lui demandais comment il aimait la viande, il rĂ©pondait par ce geste.

“Ils auraient bien pu enlever Cioran”

Beaucoup plus tard, alors que Cioran Ă©tait Ă  l’hĂŽpital, Ă  Broca, Relu m’avait envoyĂ© un poĂšme d’un Ă©mir arabe du XIIĂšme siĂšcle. Cet Ă©mir venait de Syrie et Ă©tait Ă©tabli en Espagne. L’émir avait Ă©crit un poĂšme oĂč il s’adressait Ă  un voyageur qui partait pour la Syrie : toi qui pars pour ma patrie, sache que mon Ăąme est lĂ -bas, mais mon corps est ici. Fasse le ciel qu’un jour les deux soient rĂ©unis ! Et Relu avait recopiĂ© le poĂšme et me l’avait envoyĂ©. La date en bas de la lettre Ă©tait 8 avril. Or c’est le jour anniversaire de Cioran. Alors, ça m’a fait rĂ©flĂ©chir, c’était peut-ĂȘtre une mĂ©taphore de ce qu’éprouvait Relu, sĂ©parĂ© de son frĂšre.

J’ai demandĂ© Ă  Cioran s’il voulait voir son frĂšre. Il me rĂ©pond de sa grosse voix : non ! Huit jours plus tard, j’essaie encore : il me rĂ©pond : oui, mais 
 J’ai Ă©crit Ă  Relu, et je lui ai citĂ© cette rĂ©ponse. C’était cruel en effet, que Relu, qui avait tant d’admiration pour son frĂšre, le voie dans cet Ă©tat. Cioran n’était plus Cioran. Il ne pouvait plus guĂšre parler, ni marcher, que comprenait-il ? probablement plus que nous ne pensions. Relu, un jour me tĂ©lĂ©phone, de chez Liiceanu. Je lui dis : tu n’as pas rĂ©pondu Ă  ma lettre, est-ce que tu envisages de venir ? Il me dit : je ne viendrai pas, parce que je trouve que le mais pĂšse plus lourd que le oui. C’était trĂšs beau, cette rĂ©ponse, non ?

Et il l’a revu tout de mĂȘme ?

Une jeune Roumaine avait entrepris une thĂšse sur Cioran et avait rencontrĂ© Relu en Roumanie. Un jour, elle m’a proposĂ© d’inviter Relu, pour qu’il puisse revoir son frĂšre. Elle avait une maison dans la vallĂ©e de Chevreuse. Et Relu est venu. Et il logeait chez elle, et Cornelia l’accompagnait Ă  peu prĂšs tous les jours Ă  Broca.

On allait dans le parc, Cioran ne pouvait plus marcher, on le roulait dans un fauteuil, et c’était Relu qui la plupart du temps le poussait, et il lui parlait, tantĂŽt en roumain, tantĂŽt en français, c’étaient naturellement des souvenirs de leur enfance, et Cioran Ă©tait trĂšs prĂ©sent, il riait, on sentait qu’il suivait, qu’il comprenait.

Il avait d’autres visites ?

Pas toujours trĂšs souhaitables. Un jour, alors que j’étais venue voir Cioran Ă  l’hĂŽpital, j’ai trouvĂ© devant sa porte deux Roumains, qui sont partis en me voyant arriver, mais que j’ai retrouvĂ©s en partant, cachĂ©s dans un coin de couloir, attendant visiblement que Cioran soit seul pour entrer. Il y en avait un en costume trois piĂšces, trĂšs pays de l’Est, qui baissait la tĂȘte, tandis que l’autre, Ă©tait grand, trĂšs agressif. Je leur demande qui ils sont, et ils me rĂ©pondent qu’ils sont de vieux amis de Cioran. Et le grand type, avec une insolence incroyable, me demande Ă  son tour : et vous, qui ĂȘtes-vous ? Et du coup, on a fait interdire les visites.

Relu lui, a commentĂ© cela en disant qu’ils auraient pu enlever Cioran, que c’était ça l’idĂ©e.

Relu est restĂ© jusqu’à la fin ?

Non. Je me souviens encore de la derniĂšre fois oĂč il est venu Ă  l’hĂŽpital. Je suis allĂ© l’accompagner sur le palier pour qu’il prenne l’ascenseur, et on s’est dit au revoir. Je pensais qu’on ne se reverrait plus, on est trop vieux l’un et l’autre, et ça m’a fait un certain effet de le voir partir, je me disais : c’est quelque chose qui est arrachĂ© aussi Ă  Cioran. La porte de l’ascenseur s’est refermĂ©e, je suis restĂ©e lĂ  et je me suis mise Ă  pleurer. Et puis, je suis retournĂ©e dans la chambre de Cioran, qui Ă©tait couchĂ©. Je ne peux pas dire ce qui s’est passĂ©, aucun mot n’a Ă©tĂ© prononcĂ©. Je l’ai regardĂ©, il m’a regardĂ©e, et je lisais des choses dans son regard que je n’avais pas lues depuis trĂšs longtemps.

Emil Cioran, el filĂłsofo de la desesperanza y el fracaso, muere en ParĂ­s a los 84 años

Enric GonzĂĄlezEl PaĂ­s, 21 de Junio de 1995

El escritor rumano vivĂ­a solo y de espaldas a su celebridad y envejecimiento

La muerte, para Ă©l “la conclusiĂłn de una locuray”, alcanzĂł ayer a Emil Cioran. El escritor y filĂłsofa rumano falleciĂł a los 84 años en ParĂ­s, donde residĂ­a. PadecĂ­a la enfermedad de Alzheimer y abandonĂł hace algĂșn tiempo su buhardilla cercana al OdeĂłn para extinguirse en un hospital. Pesimista y desesperanzado, ajeno a las pompas de la cultura oficial, Cioran concediĂł muy pocas entrevistas. PrefiriĂł hablar con su obra y ser coherente con ella. “JamĂĄs he trabajado”, dijo una vez; “he preferido ser un parĂĄsito a ejercer un oficio. He accedido a sufrir una relativa miseria con tal de preservar mi libertad”. Sus libros, a veces contradictorios, siempre repletos de belleza, versaron sobre el fracaso, la indiferencia, la lucidez y la muerte.

El hombre que durante dĂ©cadas paseĂł por el Barrio Latino de ParĂ­s, envuelto en una gabardina y con la melena desordenada, ajeno a su celebridad y a su propio envejecimiento, habĂ­a nacido en Rasinari, una aldea de Transilvania (Rumania), el 8 de abril de 1911. Su padre era pope ortodoxo y la familia, segĂșn su propio recuerdo, era “atormentada, ansiosa, siempre negativa respecto a la existencia. La infancia de Cioran, sin embargo, fue feliz. Al margen de su fascinaciĂłn morbosa por la muerte (iba al cementerio local a buscar calaveras, para jugar al fĂștbol con ellas), guardĂł de aquella Ă©poca un recuerdo de paisajes montañosos, juegos y despreocupaciĂłn. En una entrevista concedida al filĂłsofo Gabriel Liceanu en 1983, situĂł el origen de su pesimismo en el paso a la adolescencia. La clave fueron sus insomnios: “Llegaba a pasar semanas sin pegar ojo”. “Me di cuenta”, le contĂł a Liceanu, “de que la vida es soportable gracias al sueño; cada mañana, tras una interrupciĂłn, comienza una nueva aventura. El insomnio, sin embargo, suprime la inconsciencia, obliga a 24 horas diarias de lucidez. ( … ) La vida sĂłlo es posible si hay olvido”. Sin olvido, el joven Cioran, se sumergiĂł en la obsesiĂłn de la muerte. Sus estudios secundarios, su ingreso en la Facultad de Filosofia y Letras de Bucarest, su licenciatura, fueron para Ă©l una excusa para leer sin freno y reflexionar sobre la muerte.

Friedrich Nietzche fue su filĂłsofo de cabecera, pero estudiĂł tambiĂ©n con fruiciĂłn la obra de Bergson, Hegel y Husserl, y mantuvo una devociĂłn vitalicia por Shakespeare y Dostoievski. Su juventud estuvo marcada tambiĂ©n por la fascinaciĂłn ante la Guardia de Hierro (el movimiento fascista rumano) y, a partir de 1933, cuando consiguiĂł una beca de la Universidad de BerlĂ­n, por el nazismo. Le sedujeron la “voluntad de absoluto” y el “misticismo colectivo” de los totalitarismos. Fue una fascinaciĂłn incĂłmoda, sin entrega total. Pero suficiente para avergonzarle años despuĂ©s. “Estoy inmunizado contra todo, contra todos los credos pasados, contra todos los credos futuros”, escribiĂł en 1946 a su hermano Aurel.

Antes de eso, en 1937, Cioran habĂ­a llegado a ParĂ­s. El pensa dor polĂ­glota (rumano, alemĂĄn, inglĂ©s, ruso, italiano y español) querĂ­a en realidad desplazarse mĂĄs lejos, a España, un paĂ­s por el que sentĂ­a una atracciĂłn atormentada: “Yo estaba hecho para España, para la lengua españo la”, declarĂł en 1983. “Era un fanĂĄtico de santa Teresa de Ávila, y sigo siĂ©ndolo.(…) Me fascina ba de ella el exceso, un exceso procedente de esa locura particular, inconfundible, propia de España’. En mi juventud, lamentĂ© no haber sido español. España me fascinaba, por ofrecer el ejemplo de los mĂĄs prodigiosos fracasos. ÂĄUno de los paĂ­ses mĂĄs poderosos del mundo, hundido en tal decadencia!”.

Cioran visitó varias veces España. Pero se quedó a vivir en París, donde asistió con indiferencia a la entrada de las tropas nazis y, con la misma pasividad, a la Liberación. En 1947, decidió cambiar de lengua. Había escrito ya seis obras en rumano, pero la primera en francés, Précis de décomposition (Breviario de podredumbre, 1949), fue un éxito inmediato. Su pesimismo, su indiferencia, su desprecio por las circunstancias de la vida, tuvieron una enorme repercusión en una sociedad francesa que abrazaba el existencialismo.

Pobre y solitario

A partir de ahí, la vida de Cioran cambió poco. Encadenó becas en la Sorbona hasta los 40 años, para que le permitieran comer gratis en el comedor universitario; leyó, escribió y malvivió en hosteles juveniles hasta conseguir una buhardilla junto al Odeón, con un alquiler irrisorio; se mantuvo pobre y solitario, rechazó todos los honores que le fueron concedidos, y desdeñó su propia gloria. La editorial Gallimard reeditó recientemente su obra completa. Ayer, fue un portavoz de Gallimard quien anunció su muerte.